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Entrevista Sniper – Milionário fazendo anúncio para negócio físico

[Raiam] Fala rapaziada. Esse é mais um episódio do podcast itinerante, a volta do podcast Mundo Raiam.

E hoje eu estou aqui com… Você sabia que você é o primeiro sub25 que eu entrevisto?

[Sniper] Pô, que honra cara!

[Raiam] Rafael Sniper!

[Raiam] É sério, tipo… A gente tem o podcast das crianças, que você já foi entrevistado,  que é o Sub Cast. Mas no podcast dos adultos, nesse com produção grande, com mais tempo, você é o primeiro. Só que você não tem 25 mais.

[Sniper] Não, tenho 26.

[Raiam] Só pra ilustrar ai pessoal no nosso sub25 você pode ter 26 sim, tá? Só que explica porque você tem 26.

[Sniper] Tenho 26 não faz nem 20 dias.

[Raiam] Pois é, o 25 é na hora de entrar, tem gente com quase 27 anos, porque? Porque eles entraram em 2018 com 25, e vão ficar lá só pagando renovação. 

Sniper: o começo

[Sniper] Cara, eu sou gestor de tráfego e foco 100% em empresas físicas. Então faço tráfego para negócios físicos. E daí surgiu o nome Sniper por conta do meu primeiro CNPJ, fiz em março do ano passado: Marketing Sniper.

Desde o princípio já algo ligado a sniper, mas não usava esse nome no sentido de atirador. 

[Raiam] Sniper porque você atira na localização certa do negócio local para atingir as pessoas que estão por ali, é isso?

[Sniper] É exatamente, quando eu pensei no nome pro CNPJ, pensei exatamente nisso, é Sniper porque a gente faz uma coisa muito direcionada, né? Com a parte geográfica também. Aí eu criei o CNPJ, mas vim a usar o nome Sniper, tem pouco tempo, em maio deste ano. 

[Raiam] É verdade, porque no início quando você entrou você era Rafael, Rafael Aguiar. E agora você incorporou o apelido, e nego te chama de Sniper, né?! “Ô Sniper!”.

[Sniper] Isso aí, cara. E foi uma reviravolta no meu business, na internet, usar o nome Sniper. Mudou muito meu jogo.

[Raiam] Explica isso aí pra galera, você começou a fazer gestão de tráfego quando e porque? Teve algum guru da internet que te impactou com o anúncio e você decidiu: é isso que eu vou fazer.

[Sniper] Não foi muito isso, na verdade eu sempre tive aquela gana de empreender, e eu morei lá no Rio de Janeiro na Providência por 3 anos.

[Raiam] Ah, o morro!? 

[Sniper] No pé do morro, na pedra do sal.

[Raiam] Toda segunda-feira, cheia de gringa, caipirinha R$3,00.

[Sniper] Rei da caipirinha! Aquelas banquinhas de camelô na frente da minha casa, na segunda-feira eu não dormia porque o samba era na frente, literalmente na frente de casa. E eu comecei a fazer caipirinha com o primo da minha esposa.

[Raiam] Então você empreendeu com camelô?

[Sniper] Não só camelô, eu vendia seguro no Bradesco, sempre fui vendedor, essa é uma skill que eu tenho. Então eu vendia seguro para funcionário do Bradesco, call center, terceirizado.

[Raiam] Você era telefonista então? 

[Sniper] Sim, eu trabalhava num call center.

[Raiam] Caraca, pra mim é o pior emprego do mundo esse, porque você toma “não” o tempo todo, cara! Você se ferra o tempo todo. Você foi telefonista, assim…de venda ativa, não passiva. 

[Sniper] Não era passivo, eu já entrei direto no ativo, eu tinha uma skill de venda e gostava de vender, sempre gostei, eu tive muita facilidade. Daí eu comecei lá, entrei no horário da tarde, aí no primeiro mês já vendi a meta que tinha que vender… em dez dias. Aí eles me pegaram e me colocaram de manhã, que vendia mais. E durante 4 meses eu fiquei ali vendendo mais do que todo mundo e já fui promovido, só que era call center, ou seja: todo mundo vende um monte de coisa. Então além de trampa da pedra do sal fazendo caipirinha, vendia brigadeiro gourmet, salgado, roupa… E cara, a primeira vez que eu comprei camisa pra vender, comprei por R$33,00 e vendia por R$65,00 no trabalho.

[Raiam] E era o que? Falsificada da Calvin Klein…e daí você comprava de onde? Da Uruguaiana? 

[Sniper] Não, comprava lá no Méier, descobri uns caras que vendiam umas roupas lá, era uma casa super elaborada, os caras faziam dropshipping de roupa, eu nem sabia o que era dropshipping na época.

[Raiam] Então você sempre foi muambeiro, vendedor de rua, camelô, essas paradas aí…e você nunca tinha CNPJ, você vendia ali no cash, na PF. E daí você comprava a cachaça e o limão no supermercado ou tinha um lugar que você comprava mais barato? 

[Sniper] Cara, ali naquela área ali do centro tem muitas distribuidoras de bebida, porque é um comércio muito ativo. Só que a barraca não era minha, era do primo da Thais (esposa).

[Raiam] Ah! Então você era funcionário.

[Sniper] Sim, era funcionário dele, só que eu precisava, né cara? 

[Raiam] Já tinha sua filha nessa época?

[Sniper] Eu fiquei com a Thais e logo depois ela engravidou, então eu tive que me matar de trabalhar, já pesei 55 quilos, não dormia na segunda.

[Raiam] Cê tá com quanto agora? Peso?

[Sniper] Tô com 68, pô! 

[Raiam] Cara, cê já é magro agora, cê já chegou a pesar 55?!

[Sniper] Eu tava raquítico! Eu ia trabalhar na segunda-feira, depois do trabalho ia pra Pedra do Sal, virava a noite e ia virado pro trabalho. E aí quando minha filha nasceu eu falei “Não quero mais isso pra mim, vou empreender”, aí eu consegui juntar uma grana danada fazendo isso, aí eu voltei pra minha cidadezinha lá do interior com uma grana muito boa. 

[Raiam] Esses dias aí eu fiz um vídeo, não sei se você viu. Que em 2020, ou a pessoa escolhe empreender ou ela escolhe criar família. Meu argumento é o seguinte: quando você está empreendendo, você tem que colocar você em primeiro lugar. E quando você tem mulher, você vai pensar no que a mulher vai pensar sobre você e depois você vai cobrir, e se ela te barrar você vai puxar o freio de mão. Se você tem um filho, é primeiro a sobrevivência do seu filho, depois a opinião da sua mulher e por último você. Você concorda comigo que isso deixa as coisas muito difíceis pra quem tá começando a explodir? 

[Sniper] Concordo 100% contigo, só que no meu caso específico, Thais foi MAIS combustível. Mas quando eu conheci a Thais ela falou pra mim que queria fazer concurso público e perguntou pra mim o que eu queria fazer, e eu falei pra ela “Eu quero empreender e eu não sei no que” , e quando eu juntei essa grana e ela viu que eu tinha esse feeling para fazer as coisas acontecerem, ela sempre me apoiou. Então ela é um ponto fora da curva.

[Raiam] E cara, eu trabalho 16 horas por dia, 18 horas por dia, se eu tivesse mulher e filho eu não trabalharia tanto, eu teria outras preocupações na minha cabeça e cara…tu tem que tá 100% naquilo. 

[Sniper] É difícil conciliar as coisas, quando eu comecei a trabalhar em casa, eu estava sufocado, daí a criança bate na porta, aí a esposa chama “Ah, preciso ir no mercado”, e aí você perde totalmente o foco, fica muito difícil. E quando eu entendi que eu precisava de tempo e ela também, aí eu fui trabalhar em outro lugar, escritório…e aí a produção aumentou muito. 

[Raiam] Quantos anos sua filha tem hoje? 

[Sniper] Dois anos e meio.

[Raiam] Sua filha tem dois anos e meio, o tráfego só foi aparecer há um ano pra vê, no início de 2019. E o que você fez nesse meio tempo? 

[Sniper] Então…eu falei pra você que eu pagava 33 reais numa camisa, quando eu voltei pra minha cidade eu pagava 14 reais na camisa e vendia por 65, eu tava praticamente três anos sem voltar pra lá, então não sabia como tava o comércio, não fiz estudo e tal. E eu comprei MUITA roupa, comprei uns 28 mil reais em roupa, e falei “Vou abrir uma loja lá, dentro preço, vou vender barato”. Só que eu cheguei lá e tinha uma porrada de loja de roupa igual, e eu falei “Ferrou, o que eu vou fazer agora?”. 

[Sniper] Aí comecei a vender em casa, tinha muitos amigos, de porta em porta, boca a boca, instagram, whatsapp. E aí no dia 20 de janeiro foi um amigo lá em casa, e ele falou assim “Cara, descobri um site aqui e eu tô ganhando umas comissões de trinta reais”, aí eu falei “Que site é esse ai, mano?”.

[Raiam e Sniper] Hotmart!

[Sniper] Aí eu falei “Deixa eu ver esse site ai”, aí eu olhei: “Não é possível!”. Eu nunca tinha pesquisado sobre ganhar dinheiro na internet. Aí ele me mostrou que ele ganhou umas três comissões de curso de educação física porque ele fazia faculdade de educação física. Aí eu fui pesquisar, e logo depois veio um anúncio pra mim, um anúncio de um curso de tráfego pago. Na época era 500 ou 600 conto. 

[Sniper] Aí eu fui na hotmart e comecei a aplicar, e como eu tinha um pouco de dinheiro eu quis arriscar. Ai a Thais falou “Isso não funciona, não faz isso”, essa foi a única trava. 

[Raiam] A esposa é muito parecida com mãe e com pai, eles querem a segurança da família, eles querem a sua segurança, se você jogar ali pra arriscar o patrimônio da família, vai dar merda. Especialmente o volume que a gente arrisca, eu rodo 500 mil reais de tráfego por mês, se eu tivesse uma mulher ela ia ficar reclamando “Ah! Tá faltando coisa dentro de casa, a gente mora num apartamento de um quarto!”. 

[Raiam] E é por isso que eu falo, não tem caminho certo e errado, cara, meu ponto fraco hoje em dia é a família, eu sou um cara sozinho, solitário, só que se o cara escolhe a família, ele vai ter que abrir mão do dinheiro e da escala. E você tá aqui do meu lado porque você é um cara que conseguiu conciliar os dois. Eu quero desconstruir como você conciliou os dois. Tá, então você foi lá, virou afiliado, começou a rodar anúncio.

[Sniper] Aí no mesmo dia em que esse cara foi na minha casa eu subi um anúncio, e fiz duas vendas no mesmo dia. Só que era curso de emagrecimento, aí no outro dia a minha conta caiu. 

[Raiam] É tipo um atacante, você vai perder gol, você vai perder pênalti. Se você tá nessa chuva de gestão de tráfego, uma coisa que vai acontecer é você perder a conta. E cada vez mais as políticas do Facebook estão mais rígidas. Você estava me contando que drop, afiliado, caí muito rápido as contas. Negócio local não cai. 

[Sniper] É essa é a parada do negócio local. Cai? Cai. Não vou dizer que não cai porque se não eu vou estar mentindo, mas a probabilidade é muito menor. 

[Raiam] Então cê tá dizendo que é o business mais estável na gestão de tráfego. 

[Sniper] Muito mais estável e muito mais provável de você criar equity e valuation. 

[Raiam] Discordo, porque você acha que dá pra criar valuation prestando serviço assim?

[Sniper] Porque você tem uma recorrência muito alta, e isso é um serviço muito novo no mercado e as pessoas estão começando a entender melhor isso.

Coronavírus: como isso ajudou o seu negócio

[Raiam] Vamos tirar um pouco agora da tua biografia. Eu uso muito o meu sub 19 e o meu sub 25 como um termômetro do que está acontecendo na economia digital. Um tempo atrás o meu sub 25 era lotado de afiliado, aí depois passou a febre do dropshipping. 

Agora as crianças estão pagando 12 mil reais por ano e a maioria vem de co-produção, lançamento de infoproduto ou tráfego para negócio local. Então está na moda. 

[Sniper] Foi sim.

[Raiam] Explica pra galera o porquê.

[Sniper] Pandemia, negócios quebrando, e a pessoa precisa se divulgar, então quem não tava no digital, ou foi pro digital ou fechou a porta. 

[Raiam] E assim, a gente usa métricas chamadas “Eyeballs”. Eyeballs é tipo quantas pessoas olharam a sua loja, e isso é uma métrica de tráfego de pessoas passando na frente. Com tudo fechado, shopping fechado e lockdown esses Eyeballs vão a zero, então você tem que estar onde o cliente está, e o cliente está na internet.

[Raiam] E aí entra o teu trabalho que é usar através de anúncios, para impactar pessoas que estão perto da loja, para levarem elas até a loja. E aí você manda pro site, pro Whatsapp, o que você faz?

[Sniper] Hoje em dia, para negócio local, 95% vai para aplicativos de mensagem, seja o direct, seja o Whatsapp. E many chat hoje em dia depende muito do negócio, então tem que observar se o público do cara está mais no Facebook, porque o Facebook deu uma caída hoje em dia. 

[Raiam] Ele é parte da Kobe e ele é um dos braços mais promissores dentro da Kobe, e eu tava sentado com o Paulo Berto e a gente tinha algumas opções assim (Vamo investir nesse, nesse e nesse), e a gente escolheu o Sniper por dois motivos: minha família é um termômetro muito grande, e minha mãe, minha madrinha, o Leão taxista e meu tio cozinheiro, eles vão nos eventos, e eles ficam trocando ideia com a galera, e eles me avisam “Ó, esse aqui tem os valores da família”. E tipo, a minha dinda foi muito com a tua cara, minha mãe foi muito com a tua cara. 

E o segundo motivo é que, você tem essa skill de tráfego, e o mais importante que te diferencia dos outros é que você foi camelô, vendedor e telefonista. E juntando essas duas coisas faz a mistura perfeita do que é o Sniper Digital. Explica pra galera o que tu ensina para os teus alunos.

[Sniper] Eu ensino eles a serem vendedores e a serem gestores de tráfego. E é o que eu sempre falo, que a venda é o final pra mim, o tráfego é o meio pelo qual a venda é feita. E se o cara não souber vender, ele não vai saber conquistar clientes. Então ele precisa vender, e a gente criou um processo de venda muito legal e eu sempre vou atualizando isso para os meus alunos. 

[Raiam] Que é o aproach, você pergunta “E o que você faz, o que você fala quando você vai naquela loja? Naquele médico, naquele advogado, naquela padaria, pra você dizer pro dono da loja isso, isso e isso e você me paga X mil por mês pra eu gerir sua loja nas redes sociais e rodar anúncio”.

[Sniper] É basicamente por aí, mas não é só isso. Antes do aproach tem um estudo muito calculado de cada cliente. Então eu ensino eles a fazerem uma análise muito profunda. Ver o mercado antes de ir, porque…tem alguma coisa pior do que você ir em uma loja perguntar uma informação pro vendedor e ele não saber te responder? Mata a venda! Então você estuda a venda antes, e isso é o básico.

[Raiam] E eu vou até puxar esse gancho, que as pessoas dizem “Raiam, me ensina a vender, me ensina a vender”, e o maior hack de venda que eu posso dar pra qualquer pessoa é: aprenda a matar objeção. Porque vender nada mais é do que o teu cliente ter um monte de objeção, um monte de pé atrás e você ir matando uma por uma, a mesma coisa no desenrolar. Já foi pegador?

[Sniper] Já.

[Raiam] Então, o cara que é bom de pegar mulher, ele é bom de venda. Já é meio caminho andado.

Vendas: como matar objeção

[Raiam] Mil Grau! Quando a pessoa vê o Raiam, qual vai ser a primeira objeção que ela vai ter nele? O Raiam mostrando dinheiro na internet, qual vai ser a primeira objeção que a pessoa vai ter nele? 

[Mil Grau] Que você é um retardado completo.

[Raiam] Tá, que eu sou um retardado completo. E como é que eu mato essa objeção? 

Eu coloco lá na minha bio que eu escrevi nove livros e que fui o primeiro negro a se formar numa Ivy League, e a grande maioria das pessoas não sabe o que é uma Ivy League, e ai ela vai pesquisar no Google e vai dizer: “Caramba”. Tá, próxima objeção.

[Raiam] Que ele não tem aquele dinheiro que ele tem, que ele tá mentindo. 

No passado eu comprei uma Porsche e eu deixei a Porsche lá, só pra matar objeção. 

E algumas pessoas dão valor ao Rolex, outras dão valor aos dentes, outras ao Yeezy. 

Outra objeção…

O curso dele não dá resultado”, então nas minhas copys de curso online eu foco MUITO nos depoimentos de outros alunos. E querendo ou não, o sub cast é uma ferramenta pra matar a objeção. Porque a venda é matar objeção. Aí a pessoa pensa ”Não sei se eu vou comprar o sub 25 do Raiam”, mas tem 40 depoimentos de pessoas que tiveram a vida mudada por causa do sub 25 do Raiam. Então pra mim esse é o maior segredo da venda.

[Sniper] Matar objeção é não ficar calado, estudar sempre (no meu caso é estudar o cliente), não tem outra forma, eu não aprendi a vender, eu fui vendedor, a vida me fez vendedor. 

É diferente você pegar e estudar alguma coisa, igual agora eu ensino, eu ensino a minha experiência, tu ensina a tua experiência e o que tu fez na vida e o que tu conseguiu conquistar. A venda é como qualquer outra coisa: execução, fazer sempre, não tem muito o que falar de venda, é matar objeção. 

Como foi ser afiliado

[Raiam] Voltando um pouco na tua biografia, tu foi afiliado e a tua conta caiu, e aí? 

Como é que você saiu dessa?

[Sniper] Como eu falei, eu tinha dinheiro naquela época.

[Raiam] Porque você acumulou grana, trabalhando nos teus corres lá, sem emitir nota nem porra nenhuma, você é camelozão, trabalhar informal igual metade da população brasileira que é trabalhador informal. Que nem a gente fala “Ah! O Sniper não emitia nota e tal”, cara, você fazia para sobreviver e você foi trabalhador informal assim como a minha avó foi, assim como meu tio foi, minha família toda foi informal a vida inteira.

[Sniper] Sim, muita gente foi. E ai como eu tava com essa grana, eu falei “Tá, preciso estudar, preciso aprender”, e aí eu comecei a procurar coisas na internet e descobri que tinha uma coisa chamada mentoria (eu nunca tinha escutado essa palavra), e aí eu achei um cara que tinha resultado de 27 mil reais de lançamento.

[Raiam] Quem?

[Sniper] Matheus Sanfer, foi meu primeiro mentor. 

Só que daí eu pensei “Pô, o cara fez 27 mil reais em um lançamento”…

[Raiam] 27 mil reais faz o pior do nosso MasterMind em um lançamento. 

[Sniper] Só que pra mim aquilo era muito dinheiro na internet, daí eu falei “Vou entrar”, paguei 2 mil reais na mentoria dele, só que ele focava em lançamento. 

E daí um dia eu fui num salão, querendo fazer lançamento, peguei e analisei o instagram da cabeleireira, 20 mil seguidores, e daí eu pensei em lançar essa moça em infoproduto, foi a primeira coisa que eu pensei e era isso também que eu tava estudando. 

Daí ela falou “Cara, sou muito tímida, apareço porque é meu trabalho, mas se você trouxer pessoas pro meu estabelecimento a gente pode pensar em fazer alguma coisa”. 

E eu ia lá porque eu tinha que ficar com o bebê no colo, a Clara não tinha nem um ano ainda, então a Thais ficava fazendo o cabelo e eu ficava com o neném no colo no salão. 

Aí eu falei “levo”, sem saber de porra nenhuma, e foi aí que começou.

[Sniper] Aí eu mandei mensagem pro Matheus, “Ela quer que eu leve gente pro estabelecimento dela, você já fez alguma coisa e tal?”. Daí ele tinha um caderninho com algumas informações que ele tinha feito pra uma concessionária. 

E foi ali que tudo começou, com aquele caderninho eu desenvolvi…

[Raiam] Todo seu método de Sniper, que tem o aproach daqui, a objeção dali, porque assim… Qual a porcentagem do teu método que é tráfego em si e de approach em si? 

É metade e metade, ou não? Ou você foca menos em um e mais no outro?

[Sniper] Hoje eu tô focando mais em vendas e processos, o tráfego em si é 40%.

[Raiam] Tá certo, é que pra mim (desculpa), mas rodar anúncio?! Todo adolescente faz. 

[Sniper] Qualquer um aperta um botão. 

[Raiam] Qualquer um aperta um botão, especialmente com o cartão de crédito dos outros. Eu acho que diferencia a quantidade de clientes que você tem e o quanto você entrega pra ele. E foi aí o segundo ponto que a gente falou “Vamos investir no Sniper”, porque ele tem as duas pontas e ele é um cara de valores. Teu primeiro cliente de negócio local foi um salão de beleza.

[Sniper] Foi meu primeiro cliente, eu trocava em creme, cabelo, hidratação, era uma permuta. Só que o salão era high level e as mulheres que frequentavam tinham negócios, e se ela não tinha o marido dela tinha. Então não demorou uma semana eu já fechei meu primeiro contrato de 10 mil reais.

[Raiam] Lá no interior?! Dez mil reais mês?

[Sniper] Dez mil reais durante quatro meses. E daí foi meu primeiro contrato com um hotel.

[Raiam] Com o cartão de crédito deles?

[Sniper] Na época eu rodava com o meu.

[Raiam] Ui…isso é arriscado, você não recomenda isso para os teus clientes, né?

[Sniper] Não, não faço mais isso hoje, por experiência. 

E daí eu rodava com o meu cartão de crédito.

[Raiam] Explica pra galera o que é rodar com um cartão de crédito ou com outro. 

[Sniper] Facebook tem alguns modelos de cobrança, e aí eu pegava e gastava o meu dinheiro com os anúncios, só que você não deve fazer isso. O cliente também se sente mais seguro vendo o dinheiro dele investido ali, mesmo que você consiga mostrar pra ele todas as métricas. 

[Raiam] O meu problema é o seguinte, tu rodou anúncio com o teu cartão, e você trabalhou e vamos dizer que não deu resultado, e o cliente não gostou, além da tua mão de obra não ser paga, ele vai te colocar uma dívida de 10 mil ali, né cara?

[Sniper] Só que esse R$10 mil era contrato de mão de obra, não era o quanto eu ia investir em tráfego, ela investiu um valor da mão de obra mensal mais um valor para investir em tráfego. 

[Raiam] E o tráfego vinha no teu cartão e ela tinha que te reembolsar de novo, imagina se ela não te reembolsa?!

[Sniper] Exatamente, hoje a gente não faz mais isso e nem ensino meus alunos a fazerem isso. Aí esse foi o primeiro cliente, nessa época usei muito Many Chat, porque o cliente tinha muito público no facebook. Que nem eu falo e recomendo, uma dica ai pra galera também: hotel é um ótimo cliente pra começar. Por causa do banco de dados, o hotel tem muitas informações, tem e-mail, sabe de onde o cliente vem…

[Raiam] Aí sabe telefone, da cidade que o cliente vem, e daí ele pode olhar aquilo e ver “A maioria dos meus clientes vem de São Paulo, para esses e-mails aqui e pessoas parecidas com esses e-mails”.

[Sniper] E o Marketing Sniper foi exatamente por causa desse cliente que eu criei meu CNPJ, porque a galera que ia pro interior do Rio de Janeiro era a galera da Baixada Fluminense.

[Raiam] A Finlândia brasileira, tem uma fábrica de chocolate lá então a galera da Baixada, Nova Iguaçu, Belford Roxo e São Gonçalo ia passar o final de semana na serra. 

[Sniper] E como eu falei, as pessoas lá tinham negócios, então um fala pro outro que fala pro outro, e quando foi de abril para maio eu já vivia 100% disso. 

[Raiam] Uma coisa muito interessante, (você não deve conhecer esse maluco porque ele é muito Low Profile), um dos caras mais bem-sucedidos do Million é um cara chamado Ramon Araújo, ele é de Paraíba, tem mais ou menos a minha idade, mora em Charlotte, mudando pra Los Angeles, ele virou gestor de tráfego, daí ele mudou pros Estados Unidos porque o sonho dele era morar nos Estados Unidos, e daí ele virou gestor de negócios locais de uma empresa de engenharia civil e construção em Charlotte, só que ele gerou tanto valor ao dono da loja (tipo, triplicou o faturamento) que o dono da loja não teve outra opção senão dar sociedade para ele; e aí ele virou multimilionário em dólar, porque querendo ou não, a venda é a parte mais importante de uma empresa. 

E hoje em dia, gestão de tráfego é venda. E eu tenho vários exemplos, trabalhei analisando empresas em Nova York, você olhava a folha salarial das empresas abertas em bolsa, o maior salário de pessoa física da empresa não era o do CEO (que é o presidente), era o do primeiro cara da venda, porque ele ganhava comissão. O cara da venda tinha o salário fixo dele e daí ele pescava o peixe dele, ganhava comissão e acabava ganhando mais que o CEO. E pra mim o skill da venda é o skill mais importante que tem, cê concorda?

[Sniper] 100%, é o fim.

[Raiam] É o Gabigol! 

[Sniper] É o cara que faz a coisa girar. 

[Raiam] Querendo ou não, o teu raio de ação era um pouco mais limitado, porque tu estando em Quatis, Resende, você não tinha um leque tão grande pra atirar com a tua arma de Sniper e trazer cliente. Aí você tinha o que nessa época? Hotel, cabeleireiro…

[Sniper] Hotel, cabeleireiro, clínica de raio-X, dentista, supermercado, farmácia.

[Raiam] Vamos lá, você mapeou algumas business aí que eu achei interessante porque esses business geralmente são tocados por pessoas de 40 e 50 anos, e essas pessoas geralmente tem 0 intimidade com o digital, 0 intimidade com venda. Eles só sabem fazer aquilo e esse é um problema da nossa educação brasileira, porque a educação brasileira te ensina isso aqui e deixa pra trás a inteligência financeira, vendas… E querendo ou não, criou uma oportunidade pra essa geração toda de aluno que você tem, essa criançada toda, com certeza a idade média do teu cliente é baixa, né?

[Sniper] Não.

[Raiam] Não?!! 

[Sniper] A galera que se conecta comigo é a galera da minha idade.

[Raiam] Ah, porque tu é pai!

[Sniper] Porque eu sou pai. E a minha história é parecida com a história de 80% dos brasileiros. 

[Raiam] Trabalhador informal, perdeu emprego, teve filho, se ferrou, teve subemprego, fez faculdade..

[Sniper] Fiz 5 períodos de direito. Larguei.

[Raiam] Caraca, não conheço ninguém bem-sucedido da idade dele que fez faculdade, quem foi até o final acabou se ferrando. 

[Sniper] Eu larguei porque já trabalhava, já ganhava dinheiro, aí falei “Ah…”.

[Raiam] Eu juro pra você, você nasceu em 94, o pessoal de 94 e 95 que fez faculdade até o final e que não teve esse clique de “Caramba, isso não vai me levar a nada”, e ficou lá perdendo o tempo dele em 4 e 5 anos de faculdade, dando uma exceção pra médicos, porque médico é uma profissão muito honrada e por isso que médico na nossa fraternidade não paga renovação, se entrou médico no nosso grupo, eu não cobro mais um centavo dele, nada! 

Se ele quiser ficar dez anos na fraternidade ele vai ficar, mas assim…outras profissões, o pessoal que fez faculdade até o final só se ferrou. É interessante que das 100 pessoas que eu entrevistei, da tua idade, nenhuma delas foi até o final da faculdade. 

[Sniper] Dos meus amigos (graças a Deus eu sou bem-sucedido), mas todos que fizeram faculdade…

[Raiam] Foda…tem faculdade Mil Grau?

[Mil Grau] Larguei na primeira semana.

[Raiam] Ontem eu vi, Arthur Ribas postou uma foto do boletim dele, perguntaram pra ele se ele fez faculdade, e daí ele mostrou lá o boletim de introdução à administração, introdução a direito, reprovado em cinco matérias com nota vermelha. 

E faz sentido porque o Arthur Ribas foi fazer o primeiro milhão dele com quinze anos com aqueles servidores de Tibia, depois teve e-commerce e não sei o que, e ele entendeu muito rápido que aquilo não valia mais que a palavra dos pais dele indo contra a dele, a dele tinha que se impor. 

E da nossa geração o Arthur Ribas é o cara mais rico que eu conheço, o muleque é dono de um hotel, ELE É DONO DE UM HOTEL! Ele foi dono de banco na Nigéria, ele largou lá porque preferiu fazer uma coisa mais segura, só que daí você vê que as pessoas mais ricas da nossa geração não tem faculdade.

E daí eu brinco que a minha geração foi a última que realmente precisou de faculdade pra ser alguém. Porque o pessoal de 94 e 95, quando você se deu por gente já existia Google.

[Sniper] 12 e 13 anos, época do Arthur também, época do Tibia.

[Raiam] Tu jogou Tibia?

[Sniper] Joguei, eu ganhei dinheiro com Tibia.

[Raiam] Como que tu ganhou dinheiro com Tibia?! 

[Sniper] Eu vendia boneco e vendia o dinheiro do jogo.

[Raiam] Ele também, ele falou isso, ele era o dono do servidor, ele era Deus, ele falava que “Eu dou poder pras pessoas e tal…”

[Sniper] É, mas ele tinha o servidor, eu jogava o servidor original, então eu também ganhei muita grana com isso.

[Raiam] Mas como é que você vendia? Como é que você ganhava o dinheiro?

[Sniper] A gente descobriu uns boatos que tinha como o boneco fazer as coisas sozinho, e daí a gente burlava a regra do jogo, a gente conquistou um servidor todo (era meu e de uns amigos), então a gente monopolizou o servidor. Pegava o dinheiro que a gente fazia e depois dividia entre a gente. 

[Raiam] Tá aí uma outra característica do pessoal novo, o pessoal é gamer, os caras bons são gamers. Uma característica boa do gamer é: o cara tá ali resolvendo problemas, competindo PARA GANHAR (porque ninguém gosta de perder em jogo online), e interagindo com outras pessoas que você nunca viu na vida (querendo ou não é um tipo de networking).

[Sniper] E o inglês que eu tenho veio dos games, dos poloneses e World of Warcraft, então foi servidor gringo de World of Warcraft e Tibia.

[Raiam] Cara, engraçado que o próprio Arthur falou isso e o Sapo Cego também, que eles aprenderam inglês com Tibia. 

[Sniper] Sim, porque tinha que se comunicar, né?

[Raiam] Sim, e Tibia era muito grande na Polônia. 

[Sniper] MUITO GRANDE! Na Polônia e no Brasil.

Como foi entrar na fraternidade do Raiam?

[Raiam] Então explica aí pra galera, Sniper.

 Você entrou no sub 25 no evento na casa do Diamand em janeiro.

[Sniper] Fui no The Next e depois no evento na casa do Diamand.

[Raiam] E você pediu reembolso. O que eu falei pra você?

[Sniper] Vai tomar no cu.

[Raiam] Porque assim… Eu sou campeão brasileiro em dar reembolso em curso online, porque eu estou ali vendendo, a minha venda é ativa. Ai se eu jogo a minha copy agressiva, se a pessoa não gostou: VAZA! 

Se eu vendo 2 milhões eu sei que eu vou dar 200 mil de volta e faz parte, é “um custo do meu negócio”, porque se meu reembolso não tá alto, a minha venda não tá agressiva o suficiente. 

Só que pra sub 19, sub 25, sub 35, eu não faço venda, as pessoas que vêm até mim. 

Então quem chegou até ali e pediu reembolso, é fraco. 

Porque eu não botei uma faca no teu pescoço e falei “Venha aqui”. 

Então eu não quero que os meus mentorados sejam fracos de cabeça, aí ele inventa uma desculpa, qual foi a desculpa que tu inventou?

[Sniper] Eu estava quebrado. 

[Raiam] E aí, ao invés de ele pedir ajuda, ele desistiu. Aí eu falei “Calma, não vou te dar o seu dinheiro de volta. Vamos trabalhar aqui, qual é a tua dor?” Aí a gente jogou lá no grupo…conta essa história aí!

[Sniper] Não foi no grupo, primeiro eu te expliquei o que aconteceu mais ou menos, e você falou que eu tava precisando de terapia e “para conversar com o Akim, já tá tudo pago”. 

[Raiam] E o Akim naquela época não tinha tempo, não tinha agenda, seis meses de fila de espera, eu liguei pra ele e falei “Tô com um negócio grave aqui, me dá um help” e realmente, naquela época o Akim era incluído pra gente do grupo principal, não pra sub 25, sub 25 não é gente, usa arquinho e saia…

Aí eu abri uma exceção pra você (não sabia que você tava quebrado, mas sabia que você era pai de família, que talvez tivesse acontecido alguma coisa com esposa e tal…), o que aconteceu depois?

[Sniper] Cara, a terapia mudou meu game. 

Estava com início de depressão, e o Akim mudou meu game, só que nessa época eu fiquei off de tudo, né? Apaguei Instagram em dezembro, fiquei totalmente off. Quando foi em março, a gente começou o hotseat e o Zoom.

[Raiam] Verdade, porque parou de ter evento. A interação de hotseat dos membros era feita nos eventos, só que deu pandemia e não deu pra ter mais evento, levamos o hotseat pro Zoom.

[Sniper] E no primeiro hotseat, eu participei e tu tava também. 

Aí eu falei minha dor, falei que eu queria voltar, que queria me posicionar, como o gestor de tráfego para negócio local, autoridade e tal, você foi a pessoa que mais me deu insight de como deveria me posicionar, do que eu deveria fazer…só que tu falou uma coisa importante que eu não sei se tu lembra. 

[Raiam] Não lembro.

[Sniper] Tu falou assim pra mim ”Se tu é bom gestor de tráfego tu vai fazer tráfego para outra coisa porque padaria não dá dinheiro”, e eu falei assim “Filha da mãe, eu vou fazer essa parada aqui porque é nisso que eu sou bom, vou continuar aqui porque foi isso que me trouxe até aqui”.

[Raiam] Fazendo pra padaria, para estúdio de raio-X, para dentista. Mas você consegue escalar, você consegue ter vários clientes assim?

[Sniper] Cara, dá pra ter escala, mas daí você tem que aumentar a sua empresa, por isso que eu falo tanto de processo na minha mentoria. E daí eu falei que ia começar a me posicionar; só que nesse meio tempo entre hotseat, apareceu um pessoal da Estônia querendo que eu fosse lá ajudar eles, com o lançamento de uma nova maquininha que se chamava Utom.

[Raiam] Como é que eles te descobriram?

[Sniper] Não tenho ideia, foi Deus.

[Raiam] Foi meu Instagram então, chamado Deus. 

[Sniper] Eu tava off do Instagram.

[Raiam] Mas te descobriram aonde?

[Sniper] Eu criei um outro Instagram e me acharam lá. Algum vídeo no Youtube, porque nessa época que você vai crescendo…

[Raiam] Já tinha subcast?

[Sniper] Não, não tinha subcast. Eu tinha um vídeo no Youtube porque eu fui gestor de tráfego de alguns produtos na hotmart e também gerente de afiliados, eu gostava de ensinar já. 

[Raiam] Você é didático pra caramba mesmo. 

[Sniper] Acho que eles viram algum vídeo meu no Youtube e gostaram e falaram assim “Cara, vem pra cá, fica aqui e tal”, e eu cheguei lá, olhei, fui lá e ensinei os caras só o posicionamento no digital, se você olhar o Instagram da Utom, hoje eles geram conexão, que é o que eu também ensino pra galera. 

[Raiam] Networking também?

[Sniper] Também. Muito. Mas é que assim cara, a galera não sabe se posicionar no digital, as empresas não sabem. Um exemplo que eu dou sempre, se você tem uma empresa de lâmpadas, você não precisa necessariamente colocar uma oferta de lâmpadas no teu Instagram, você pode colocar o tanto de energia que ela vai fazer você economizar.

[Raiam] Isso é interessante, verdade.

[Sniper] Então eu fui lá e expliquei isso pra eles, e isso me deu um gás danado pra me fazer voltar a trabalhar. E no dia 20 de maio eu voltei com meu Instagram, e do dia 20 de maio até hoje eu não parei um segundo.

Relatos sobre mentoria Sniper Digital

[Raiam] Ó, eu vou ler aqui tá:

“Fala negão, beleza? Então, eu tô aqui pra recomendar pra quem for a mentoria do Sniper, eu sou da primeira turma e já já tô faturando mais 20 mil por mês. Quando entrei tava sem trampo, sem computador, sem dinheiro, comprei tudo com cartão de crédito de um amigo sem nem mesmo saber como iria pagar, usei a escassez a meu favor, preocupado porque eu tenho filho de 4 anos e não tinha conhecimento nenhum sobre a ferramenta, e fiz valer, estudei e executei e em breve tô botando a empresa para faturar ainda mais. Então quem tiver com dúvida, a hora é essa, oportunidade tá aí. Na época eu conheci ele através do seu podcast. Só pra constar: curso do Sniper é foda, didático, vai direto ao ponto e não é ilusório que faz as pessoas acharem que vão ficar ricas sem esforço. As técnicas boas de venda, networking dentro do grupo é perfeito, as pessoas se ajudam, o suporte é excelente, o Sniper é fora da curva”. 

“Vende patinete pra perneta, é o melhor, ele não se esconde, não esconde conhecimento e passa tudo o que sabe”. Ó, aqui tem outra: “Um amigo meu começou a fazer tráfego local, fez um tráfego pica pra um resort aqui em Búzios, o resort fechou negócio com ele, levou ele pra morar lá, alimentação no resort e vai ganhar um grana preta só pra fazer tráfego do resort”. 

Brabo, é aquele negócio que a gente vive, né? A transformação da pessoa, e essa parada que as pessoas têm uma identificação contigo porque tu é pai também, então querendo ou não o teu cliente tá ali naquela “Cross Road”, tipo “Pra onde eu vou?”… e aí você subiu pro MasterMind principal…

[Sniper] Foi em junho, né? 

[Raiam] Então em janeiro você tava fudido, pedindo reembolso, daí eu falei “mano, não vou te dar reembolso”, e eu tenho dinheiro pra caraca posso dar reembolso tipo… “VAZA!”, gente de infoproduto, porque eu não tenho conexão com aquela pessoa, mas se o cara coçou o bolso pra entrar no meu sub 35 ou no meu sub25, eu no mínimo vou ter que entender o que tá passando por ele. 

E minha cultura é: não desistir porque a vida não tem reset que nem o videogame, você tá jogando lá e passando de níveis e você morre: reset. Vamos tentar de novo”. Então o pessoal dos subs, (o sub19 não porque eles não têm acesso a mim, de propósito), mas sub 25 e sub 35 eu não vou dar reembolso, mas vamos analisar a situação aqui. 

[Raiam] E foi por sua causa que eu falei “Akim, você precisa ganhar escala, porque você não tá dando conta da sua agenda, vamos colocar você como prestador de serviço do grupo e toda segunda feira…”, você já participou?

[Sniper] Participo.

[Raiam] A terapia coletiva? 

[Sniper] Sim, eu tava na última. 

[Raiam] E na quarta-feira a gente tem no sub 25, e a coisa mais elogiada que a gente já teve foi essa terapia coletiva. E o que acontece, porque que o Akim tá lá pra gente? 

Porque todo mundo que tá na alta performance, tomando muito risco tipo eu e tipo você, e tem funcionário, tem família, tem processo, processos de empresa mesmo (não processo jurídico), e coisas pra cumprir… Às vezes dá um piripaque na cabeça mesmo. 

[Sniper] É isso aí, e não adianta cara. Eu aprendi isso contigo, tem que fazer terapia, até pra entender melhor por tudo o que você tá passando, né? 

Até porque às vezes a transformação que acontece no digital é muito grande, a gente não consegue lidar com isso de forma coerente às vezes.

[Raiam] É, e tem outra parada, quanto mais seguidor você vai tendo, quanto mais exposição você vai tendo, mais hater você tem. Então pra lidar com hater, pra ter essa blindagem mental, você tem que estar bem de cabeça, mano. Porque se tu tiver um parafusinho faltando do teu emocional, tu vai cair e daí tua esposa e filha vão junto. 

[Sniper] Concordo 100%. Eu já… já sofri com isso, teve uma época em que eu não tava postando foto da minha filha no Instagram. Mas aí: terapia, tem que fazer.

Como o teu business cresceu depois da fraternidade? 

[Sniper] Depois que eu voltei a trabalhar com Instagram e fui pro grupo principal, veio o subcast, e depois disso (já vendia meu conhecimento individualmente, já dava umas mentorias individuais), mas daí comecei a dar escala no negócio, daí a gente foi pra internet forte e o subcast foi game changer pra mim. 

[Raiam] Top. E uma das principais sacadas que eu tive esse ano, pra aumentar o LTV do meu cliente, as pessoas não estavam subindo do sub25 pro principal. Daí eu falei “Beleza, vou colocar o subcast aqui como um prêmio, se você realmente trocar de nível pro grupo principal, vou te deixar famoso e vamos pro Youtube”. E o teu foi uns top5 assim, de views, teve quantas views o teu?  

[Sniper] Já deve ter uns 70 e poucos mil. 

[Raiam] Acho que perdeu só pro da Galega, o do Iagor e o do Brabo dos Vídeos

E agora você é o primeiro sub 25 no podcast dos grandes. 

E o que você entrega? É curso online? É mentoria? Até hoje não entendo isso. 

[Sniper] Cara, eu quis fazer uma coisa diferente, eu tenho uma proximidade muito grande com os meus alunos, esse é um diferencial que a gente tem. Então é uma mentoria, só que eu dou duas aulas ao vivo no mês, e sempre pra galera nova que entra rola um tira dúvidas. E outra coisa, eu também coloquei hotseat lá, e a gente já ajudou muita gente com o hotseat. 

[Raiam] E é legal mesmo, porque na “linhagem da família” eu sou o paizão, você é o filho e você tem seus clientes que são os netos. É…netos do ditador.

[Sniper] E daí eles pegam e fazem simulação de vendas entre eles. 

[Raiam] Ah…! Um tentando vender para o médico, matar tua objeção. Boa, que top isso cara. Eu fazia isso em aula de negociação na faculdade. 

[Sniper] E daí a gente já tem mais de 650 alunos… Já tem bem mais de 650, acho que a gente já tá com mais de 700 alunos. 

[Raiam] Teu ticket é o que? 1000 e pouco.

[Sniper] 1597 hoje.

[Raiam] E vai subir, porque ele vai ficar famoso com o podcast agora e ferrou. 

Vai acabar cobrando mais. 

[Sniper] Um cliente consegue, né cara. Meu método de venda é muito legal.

E daí tem um outro fator de que a pandemia te ajudou muito, é que além do pessoal… (interrompidos por notificações do celular)

[Sniper] Ó o Bleybley…

[Raiam] Quanto?  

[Sniper] 1.411,00.

[Raiam] Renda passiva, meus amigos, e eu queria ilustrar exatamente isso agora, além do teu business ter melhorado por causa de pandemia que os negócios locais começaram a falir e meio que foram jogados na parede pra se coçar e pra fazer o que você faz, tem um outro agravante: o seu trabalho você pode fazer 100% de casa em de qualquer lugar do mundo. 

[Sniper] Sim, por conta da pandemia, ensino a galera a fazer venda totalmente por call.

[Raiam] Em inside sales, tipo o que o Edu faz lá na La Bella Mafia.

[Sniper] Sim, tipo o que o Edu faz na La Bella Mafia.

[Raiam] Você tá em um escritório em qualquer lugar do mundo, daí você faz uma call, ligando pra pessoa, ou faz o approach por e-mail. Só que como você falou, você ficou meio “Opa, o mais efetivo é você ir lá e apertar a mão da pessoa”. 

[Sniper] 100%, olho no olho é a venda que mais tem eficácia, e sempre vai ter.

[Raiam] Então eu digo que é um business legal para um pai de família. Porque o pai de família não quer ser nômade digital, ele quer estar ali naquela cidade. Então ela vai lá, faz o approach da galera ali e pá, pega os clientes dele e fica de boa, dentro de casa, trabalhando com a filha ali, a mulher ali, tranquilo! 

[Sniper] Tranquilo, só que tem um pouco importante aqui, eu não quero que eles fiquem só dentro de casa, eu quero que eles cresçam, que eles tenham empresas, que eles tenham funcionários, e isso entra nas partes de processo que a gente tem também. Então não é só uma mentoria de tráfego e venda, também tem processo de empresa, porque eles precisam crescer.

[Raiam] Como que você aprendeu processo de empresa?  

[Sniper] Cara, tudo networking do grupo, execução…

[Raiam] Cadu, Mateus consultor é bom também.

[Sniper] Sim, eu vou começar a fazer consultoria com o Mateus. Então tudo isso é importante, é o que eu falo “nunca será só tráfego”, não adianta o cara ser 10/10 no tráfego, tem muitos 10/10 no tráfego, eu prefiro ser 8/8 em todos os processos, porque daí eu vou dominar de tudo um pouco, e daí eu vou estar na frente do cara que é muito bom naquilo ali, porque eu tenho todas as habilidades que eu tenho no meu negócio. 

[Raiam] Isso aí é o efeito escola de samba, você lembra que eu escrevi isso, né? 

São dez requisitos pra ganhar o carnaval. O cara que tem a melhor bateria não ganha o carnaval, eles tem que ter a melhor bateria, os melhores adereços, a melhor fantasia, melhor samba-enredo, melhor evolução, harmonia…são vários tipos, daí o cara fala: 

“Ah, o cara ali tem mais dinheiro que você”, beleza. 

“Mas o cara ali tem um grupo melhor que o seu”, beleza. 

“O cara ali tem um networking melhor que o seu”, beleza. 

“O outro cara fala mais línguas que você”, beleza. 

“O outro cara é mais bonito que você”, beleza. 

“O outro cara pega mais mulher que você”, mas no final sempre ganha o Raiam porque eu tenho todos os requisitos. Então é isso aí que você falou: venda, processo, tráfego, serviço ao cliente, pós-venda (não só a venda, mas o pós-venda).

[Sniper] É, hoje a gente tem uma pessoa do comercial que ela é ativa, ela entra em contato com os clientes para saber como é que tá, eu não fico esperando o meu cliente vir me falar, a gente vai atrás do cliente. 

Porque o cliente, queira ou não, ele quer atenção, então o que eu ensino pra galera é “dá atenção pro seu cliente, principalmente no início”, porque…como eu falei de processos, a gente tem que entender que cada pessoa tem um momento no digital, não tem como você pegar um cara que nunca se posicionou no digital e fazer ele vender, vai ter dificuldade no início. 

E como você consegue colocar na cabeça de um empresário de uma cidade pequena que toda a vida estava acostumado a vender ali no boca a boca, que ele precisa se posicionar na internet e que no início ele não vai vender? Relacionamento. 

Então se o cara conseguir ter um bom relacionamento com o cliente dele, ele consegue fazer o negócio dele ser duradouro, e ele consegue ter a recorrência daquele cliente, e tráfego é constância, então inevitavelmente o cara vai vender em dado momento, só que ele precisa ter um bom relacionamento pra mostrar isso pro cliente, que ele vai precisar se posicionar, dar uma assessoria pro cliente também, de como ele deve se posicionar.

Porque cara, não tem coisa mais legal do que você agregar valor pra uma pessoa, e você agregar valor na sua venda é mostrar como você pode se posicionar no digital, e as pessoas não entendem isso.

[Raiam] E pra você mostrar para as pessoas como se posicionar no digital, você deve estar bem-posicionado no digital, foi aí que entrou o nome: Sniper Digital. 

Empresas que funcionam muito bem com tráfego local: 

[Raiam] Consultório médico…

[Sniper] Hoje, francamente, tem uma objeção muito grande, tirando empresas B2B que é difícil (sempre falo isso pros meus alunos)…

[Raiam] Porque B2B é mais a venda de networking.

[Sniper] Mais venda de networking, não recomendo que eles peguem, principalmente no início, porque não é fácil…

[Raiam] B2B é “Business to Business”.

[Sniper] E é o que eu faço… e eu vendo boca a boca, então eu não recomendo isso, tirando isso, todo mundo precisa de tráfego, é aquela história “Quem não é visto não é lembrado” e ponto final, se tem um negócio: precisa de propaganda.

[Raiam] Quais outros clientes você já teve? Salão de beleza…

[Sniper] Ótica, padaria, restaurante, delivery, empresa de crédito pessoal, crédito consignado…

[Raiam] Então, basicamente, eu sou investidor da empresa do Sniper, e além de Raiam eu tenho um sócio chamado Paulo Berto, que é um dos maiores gênios do tráfego, ele é mentor do Sniper, te ajuda também, né? 

[Sniper] Sim, ele já deu aula pros meus alunos, pô. 

[Raiam] E daí se você tá abrindo uma empresa, que tá meio que se ralando pra arranjar cliente no negócio físico, e não tendo visibilidade de quanto tempo a pandemia vai durar, e você precisa captar naquele raio de dez quilômetros da tua loja, fala com o Sniper Digital. 

A gente tem uma estrutura para atender você e sua empresa, para entender as suas dores, vamos deixar link aqui… Você faz uma venda melhor que a minha, que mais que você oferece pra pessoa? Porque tá vindo gente de todo o mundo, não só do Brasil, não só do Rio, as pessoas vão chegar até você e dizer: a minha dor é essa. Você tá pronto pra atender esse tipo de pessoa ou você vai passando pros seus alunos…  

[Sniper] Depende do negócio, essa é uma coisa muito interessante que você falou, o que não se adequa no meu atendimento hoje eu passo pros meus MELHORES alunos, e eu faço recomendação.

[Raiam] E o que, o que não se adequa? Ticket muito baixo…você pega cliente de no mínimo quanto hoje? 

[Sniper] Geralmente a gente pega entre 3 e 6 mil.

[Raiam] O Sniper Digital, se for menos passa pros teus clientes.

[Sniper] Mil, mil e quinhentos, eu passo pros meus MELHORES alunos e faço recomendações dele. E esse é o nosso ticket médio hoje. E a gente faz de e-commerce também, não só necessariamente negócio local.

Experiência com dropshipping

[Raiam] Você já fez drop?

[Sniper] Já fiz.

[Raiam] E perdeu quanto?

[Sniper] Perdi 33 mil. 

[Raiam] Como assim você perdeu dinheiro no drop? Como se perde dinheiro no drop? 

[Sniper] Tem uma coisa que quando você não mora no Rio de Janeiro, ou mora no interior, você não é malicioso, e eu tomei um bonde de um sócio. Porque eu fazia o tráfego do negócio e o cara limpou a minha conta do mercado pago, foi por isso que eu quebrei.

[Raiam] Ah! Entendi, você tinha um sócio no dropshipping. Viu só? O drop é sujo, mano. 

[Sniper] Drop é contrabando. 

[Raiam] E é por isso que as pessoas que eram do drop foram expulsas da fraternidade e quem tá lá ainda vai sair, porque não adianta se um é do bem e vinte são do mal, eu não quero ter UM do bem ali, porque tipo…é o setor. 

Porque cara, eu tive muita dor de cabeça. E além de ser um negócio “ilegal”, contrabando, vamos dizer “semiilegal”, é uma briga de ego do caramba, um é melhor que o outro, um ganha mais que o outro, mas o principal do drop é o X ou o Y, mano…e sempre caía no meu colo e eu tô muito rico pra ficar sendo babá de sub 25 e marmanjo. 

[Raiam] Então vaza, não quero drop na minha vida não, “Ah! Mas o Orlando é”, cara o Orlando tem 16 anos, ele fez o dinheiro dele com 16 anos, eu com 16 anos fazia merda também. 

Mas o Orlando vende pra fora do país, o Orlando é brabo. 

[Raiam] Continuando ali,  então você tomou um cano, hoje você tá bem pra caraca, você tá lançando na Kiwify que eu vi, então você tem o seu e-book, a sua mentoria coletiva e um infoproduto, é isso? Ah, e a empresa que presta serviço. 

[Sniper] O infoproduto vai lançar agora, o e-book já tá pronto, já vendemos muito e-book, em 14 dias vendeu 300 ou 350 e-books, e a mentoria, e a Sniper Digital.

[Raiam] Eu vi que você tava prestando serviço pro Giulliano da La Bella Mafia. 

[Sniper] É, a gente não tá prestando serviço, a gente tá montando um business junto, né? 

Eu, o Giulliano e o Edu. 

[Raiam] Papai grupo que deu.

[Sniper] Papai grupo que deu, sabe de uma coisa que é a melhor coisa do grupo, é quando você tem uma skill e você precisa mostrar aquela skill, porque a maior parte das pessoas não fala sobre isso, e eu vejo que isso te ofusca um pouco. 

[Raiam] É o eletricista.

[Sniper] É o eletricista, eu conheci o Edu (você me indicou no Million, provavelmente), você falou alguma coisa de mim no Million e o Orione falou comigo.

[Raiam] É verdade, ele falou comigo e eu disse ”Sniper digital”.

[Sniper] Aí depois o Edu falou comigo, assim que o Edu tava chegando aqui na La Bella, e a gente começou a trocar figurinha a partir daí. E daí o Edu disse “Qualquer coisa que você precise, posso ser seu mentor também, pode contar comigo”.

[Raiam] O Edu é muito bom, você tava aqui no evento de Floripa?

[Sniper] Tava, o Edu também tava. A gente começou a trocar figurinha e daí me chamaram pra vir pra cá, daí eu vim pra Floripa sem cobrar, sem pedir nada, e vamos ver aonde tem oportunidade aqui, e comecei a vir, vim umas duas ou três vezes, achei oportunidade e estamos aí.

[Raiam] Você tem o seu colchão de grana, então você não está desesperado por custos, então você tá numa segurança o suficiente que você pode ir pra outra cidade, no escuro, procurar outras oportunidades que vão aparecer e só confiar na lei da atração. Se você estivesse no desespero você não conseguiria fazer o que você tá fazendo.

[Sniper] Nunca! Quando a gente tem as coisas em dia, e dinheiro na conta, a gente pensa muito melhor. E isso foi um divisor de águas, e eu vim pra cá logo no começo, já dei uma mexida no e-commerce deles, dei umas sugestões e já começou a dar um bom resultado, depois a gente começou a captar os clientes, começamos e fizemos testes, funcionou e agora a gente vai aumentar esse business.

[Raiam] Tá fazendo live também lá, né?

[Sniper] Tô, a gente vai fazer uma live lá pro pessoal, pros lojistas.

[Raiam] E daí seu nome artístico é Rafael Sniper, não é mais Rafael Aguiar?

[Sniper] É Rafael Sniper. 

Como começar no Marketing Digital?

[Raiam] Você dizia que a melhor forma de começar no marketing digital é pelo tráfego, porque?

[Sniper] Com certeza, barreira de entrada baixa, a única coisa que você precisa é saber vender.

[Raiam] E não precisa ter dinheiro, enquanto no drop e no afiliado você precisa ter um dinheiro inicial para colocar anúncio ali, você usa o dinheiro dos outros. 

E o bom gestor de tráfego é aquele que tem muito dinheiro rodado no seu histórico, que é o Paulo Berto com 25 milhões, ele é muito bom porque rodou muito, e se ele fosse ruim, as pessoas não confiavam nele pra rodar 25 milhões de reais. E daí como você consegue muita escala? Usando o dinheiro dos outros. 

[Sniper] Exatamente, e isso foi game changer, e basicamente é isso, você só precisa de venda, se dedicar e fazer o negócio certo. E COM CERTEZA você que tá lendo conhece alguém que tem um negócio, COM CERTEZA. 

E pra fazer a abordagem em uma pessoa que você conhece, a pessoa vai captar a informação de uma forma muito mais suave, então ela já está pré-disposta a ensinar porque você está fazendo ela “ganhar mais dinheiro”. 

Então na rede de networking que você pensar aí vai alguém. Então pra ir até o primeiro cliente não é algo tão difícil. 

Sucesso

[Raiam] Quando eu falo a palavra sucesso qual é a primeira pessoa que vem na tua cabeça?

[Sniper] Raiam Santos. 

[Raiam] Não pode. Tamo junto, puxa-saco. 

[Sniper] Não sou puxa saco.

[Raiam] Por que eu? 

[Sniper] Porque o xingamento que você me fez em janeiro abriu meus olhos.

[Raiam] De você pensar em desistir e apertar o reset, né?

[Sniper] Exatamente, eu tive a oportunidade de apertar o reset, mas a galera fala eu falo que eu sou negro, mas cara, na boa, é seis horas da tarde, você da boa-noite e tá de dia, irmão. 

E no nosso país, eu já sofri preconceito, eu tava na Dutra outro dia, a polícia me parou, abaixei o vidro e a primeira coisa que o cara perguntou pra mim “É motorista de aplicativo ou particular?”, daí eu respondi “só porque eu sou negro eu não posso ter um carro?”, assim…eu não me abalo com isso, sou muito antifrágil hoje, mas ser preto e morar no Brasil (o país mais preconceituoso do mundo), e conquistar, não é pra qualquer um. Eu falo uma parada, que você ser negro ou ser gay num país você tem que ser 10 vezes melhor.

[Raiam] Não sou gay não, mano!

[Sniper] Não, não, “BARRA” gay, Você ser negro/gay num país você deve ser 10 vezes melhor que todo mundo, porque você não precisa se provar só pra você e outra pessoa, você precisa se provar pra TODO MUNDO. E essas pessoas que têm sucesso sendo gays ou negras, elas são fora da curva e eu dou valor nisso. 

[Raiam] Tamo junto, mentorado meu não desiste. E assim…olha o que você tava tentando fazer na hora em que você pediu reembolso, você fez uma merda que foi confiar na pessoa errada, e você tentou terceirizar uma decisão sua para outra que não tinha nada a ver.

[Sniper] Exatamente, porque a água bateu na minha bunda nesse momento.

Sonha em viajar

[Raiam] Lugar do mundo que você tem vontade de ir, e levar tua família e tu nunca foi ainda.

[Sniper] Eu sempre quis ir pro Fiji por causa do Windows, lembra daquela foto do coqueiro do windows XP? Daí eu comecei a pesquisar, eu não sei se é em Fiji aquilo, mas eu fiquei encantado.

[Raiam] Caraca, eu esperaria todos os lugares, mas em Fiji é um lugar muito aleatório. 

Livro mais importante

[Raiam] Livro que você leu que mais mudou tua vida? 

[Sniper] Os Segredos da Mente Milionária, 

[Raiam] Agora dá um conselho pra uma pessoa que está perdida tipo Sniper em janeiro, do topo da tua experiência de vida, de tudo o que você conquistou, como pai, você já é pai de dois e tá vindo o terceiro agora.

[Sniper] É, vou ser papai de novo, pra fechar a fábrica. 

E de conselho: pega toda essa energia que tu tem, junta uma grana, trabalha, vende (porque se você vender você vai conquistar, a venda é o final) compre conhecimento, estude uma hora por dia, e aplica cinco horas por dia o que tu tá aprendendo. Isso vai fazer tua vida mudar, e isso só depende de você, eu tive a oportunidade de fazer parte da fraternidade e isso mudou um pouco o meu jogo também. Mas a execução foi o que me trouxe até aqui, então execute. 

[Raiam e Sniper] E é só o começo!