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Entrevista Diamand: o brasileiro multimilionário que vai ganhar um Nobel

[Raiam] Rapaziada, esse cara aqui é um gênio, um dos caras que eu mais respeito na face da Terra, senhor Andre Diamand. Muito obrigado por me trazer na mansão sexy.

[Andre] A honra é toda minha cara, você é um cara que, basicamente, deu uma transformada na minha vida…

[Raiam] Porra…

[Andre] Sim, cara. Eu vinha de um “ecossistema” diferente, não conhecia esse e escolhi o caminho certo, foi bem transformador.

[Raiam] Diamand, eu te trouxe aqui no podcast, porque? Você é um cara muito diferente das pessoas que eu trago aqui…primeiro de tudo que eu trago moleque de 20 ou 25 anos, você já tem quase 60…70…

[Andre] 71, pô vai se fuder, eu tenho 47, mas eu sempre falo que eu tenho…mentira, eu falo sempre a verdade.

[Raiam] Cara, eu juro pra você, o Diamand tem 47 anos, mas a idade mental dele deve ter uns 23, cara. Ele chega a ser mais jovem que eu. Eu acho de você é mais jovem que eu, de aura, sei lá, de mentalidade, e isso que acaba trazendo essas ideias malucas que você tem.

[Andre] Cara, eu tenho total essa alma aí, essa atitude de molecão, eu acho que é real, não é tipo um arquétipo pra convencer porra nenhuma. Eu acho que isso vem de um pouco de neurose porque eu sou uma criança…eu fui uma criança, olha aí o ato falho…

[Raiam] Criança interior!

Infância

[Andre] Eu fui uma criança interior que se quebrava muito, eu me quebrei muito, quebrava braço, quebrava perna, já quebrei clavícula, já andei de cadeira de rodas por seis meses quando era moleque – porque eu me quebrei da forma mais horrível possível no jardim de infância -.

Então meu pai e minha mãe viam aquilo como “Porra, tá ferindo a nossa segurança da criança interior, tá chateando a gente”, começaram a falar “cara, você vai acabar virando um traficante” ou “você vai acabar morrendo”. E aí eles me colocaram um pouco pra ser nerd, pra ficar mais em casa. E eu passei minha infância toda, dos 7 anos em diante, programando, sendo hacker e tal…

[Raiam] Já tinha programação lá nos anos 70 e 80?

[Andre] Então…meu primeiro computador eu tive com 7 anos, ou seja… em 1980, e foi um TK82C, pra você ter uma ideia, você que manja dos paranauê, com 2kB de RAM, e eu não tinha unidade de gravação, tipo HD, eu trabalhava o dia inteiro programando e no final do dia perdia tudo.

Então eu meio que queimei minha infância, meio já profissionalmente, já vendia revistinha na rua, vendia sanduíche natural, tive meus primeiros negócios muito cedo, locadoras de videogame que nem existia na época (usando as fitas dos próprios clientes, tipo Airbnb).

[Raiam] O estoque era dos outros…

[Andre] O estoque era dos outros, então eu tô falando isso porque eu meio que perdi a minha infância, fui ator também. E talvez hoje eu sou um adolescente criança, meio que recuperando.

[Raiam] Pô, Freud explica.

[Andre] Pra caralho.

[Raiam] Vem cá, eu lembro que você me contou uma história, que você descreveu o quanto diferente uma criança você era, é…como é que foi a história do Galak?

[Andre] Pô, eu tinha que ter trazido, porque tá aí a cartinha da Nestlé…

[Raiam] Pô, mano. Essa foi muito top, que carta foi essa?

[Andre] Então, cara…aos 7 anos eu vi uma série na TV chamada Battlestar Galactica (era só TV, não tinha internet), era tipo um Guerra nas Estrelas, até foi feito um remake recentemente. E aí eu falei “Pô, que legal esse nome e tal”, e como criança eu comia chocolate, a gente não tinha uma situação financeira muito boa mas também não vou pagar de pobrinho, então tinha chocolate.

[Raiam] Pô, tu é judeu…

[Andre] Não, mas depois me pergunta, não é pra fazer saga do herói, mas realmente a gente não era bem. A gente era tipo classe média baixa, a gente morava bem perto do morro em Copacabana, morro mesmo, o meu quarto era pro morro. Não tô falando nada contra o morro, fiz muitos amigos, pipa pra caralho, foi legal.

Mas meu pai era operário de fábrica, minha mãe era dona de casa, então a gente era judeu, mas não era esse judeu padrão.

Então eu vi esse Battlestar Galactica, daí eu falei “Pô…galactica, galak…” (com 7 anos com uma cabeça de sexy canvas marketeiro), e aí eu datilografei uma carta toda troncha pra Nestlé, naquele modo criança “Querida Nestlé, o que vocês acham de juntar isso e isso e fazer uma edição especial”, eu não falei “edição especial”, devo ter falado no modo criança.

Só que eu mandei de zueira, todo mundo mandava carta pra Xuxa, pra Nestlé, e não voltava nada.

Cara, no ano seguinte, quatro meses depois, eu já tava com oito anos, toca a campainha, tinha um cara de terno e gravata com uma pasta, e daí ele “queria falar com o Andre”, ai minha empregada veio chamar lá, eu fui de camisa do Flamengo ao contrário, me lembro até hoje que eu fui nervoso porque achei que era polícia, que eu era meio treteiro.

Aí o cara me trouxe 50 galaks brancos com uma carta da Nestlé, agradecendo a ideia, dizendo que achavam muito interessante, “toma aqui 50 galaks pra dividir com seus amiguinhos e muito obrigado por se preocupar com a gente”.

Minha primeira ideia de marketing de branding, foi aos 7 anos, e essa história é muito legal.

[Raiam] Caramba, mano. E o que você queria ser quando crescer quando cê tinha essa idade ai?

[Andre] Cara, eu queria ser pediatra, porque eu acho…

[Raiam] Caraca! Tudo a ver com o que você faz hoje!

[Andre] 0, né? Mas eu acho que tem aquela coisa da figura de autoridade quando você é criança, a única figura é o pediatra e tal. E daí eu queria…mas antes disso eu queria ser motoqueiro, quando perguntavam qual iria ser minha profissão eu respondia que queria ser motoqueiro.

[Raiam] Você tem moto?

[Andre] Hoje tenho moto, tenho uma Scooter maneira da Yamaha.

[Raiam] Tu sobre o Joá de Scooter? É íngreme pra caramba…

[Andre] Não, sobe, é uma Scooter 150.

[Raiam] É, eu ia falar. Bonito esse lugar aqui.

[Andre] Sim, cara. Era um outro sonho de vida. E assim…eu consegui depois da venda da empresa.

[Raiam] É, então vamos voltar a isso aí. Cara, você tem todos os traços de um adolescente proble…

[Andre] De um psicopata? Ah, não, desculpa…

[Raiam] É, de um psicopata…

[Andre] Não, psicopata não, na direção do psicopata.

[Raiam] Isso mesmo, você tem todos os traços de um adolescente problemático, quando o Cazuza tava explodindo você ainda era jovem e meio que era influenciado por aquela primeira geração do rock’n’roll dos anos 80 do Brasil ou não? Ou você já foi mais do New Age…

[Andre] Então cara, a minha casa não entrava muita música, não tinha muita festa. Assim, amo meus pais, mas era uma coisa mais protegida, fechada e pouco interativa, festas eram raras, músicas altas na casa eram raras. Então por incrível que pareça, outra coisa que eu sou diferente, né? Música não foi muito forte na minha vida, mas eu tocava guitarra.

[Raiam] Então a tua adolescência foi o que?!

Adolescência

[Andre] Invadindo sistema, hackeando, criando jogo, e não indo em festa de amigo porque tava virando noite mais tarde invadindo NASA. E eu sempre fui desse lance da segurança, até nesse mundo da pessoa física, sou especialista anti-terrorismo, sou professor de tiro, sempre a segurança me chamou a atenção – que é um dos itens mais importantes da criança interior do sexy canvas -.

[Raiam] Caraca, verdade. E aí nesse época aí você tinha desenvolvido aquela teoria das 10 mil horas, você passou muito tempo programando – desde os 8 anos – e aí foi se descobrindo dentro do meio da tecnologia e segurança de dados, basicamente.

[Andre] Exatamente, no início foi basicamente o que me atraía, era ser nerd (eu achava muito legal ser nerd, hoje em dia ser nerd é mais chique, hoje eles tão dominando o mundo)…

[Raiam] Só que só ficou legal ser nerd em 2011, 2012…

[Andre] Sim, exatamente. Com a volta do negócio das startups, puxando pra isso e tudo mais. Então eu fiquei muito tempo no mundo nerd, aí fui pra IBM muito cedo, fui fazer engenharia eletrônica, me formei muito cedo também na UFRJ (foi um erro, porque era muito aquele pensamento anos 80, faça uma boa faculdade e até hoje não uso praticamente nada)…

[Raiam] Pô, mas você passou em um vestibular difícil.

[Andre] Sim, e me formei com um CR bom pra caramba lá, 8 e tal.

[Raiam] Em engenharia, mano?

[Andre] Em engenharia.

[Raiam] Você é super-dotado? Da cintura pra cima, não quero saber…

[Andre] Então, da cintura pra baixo sim, e assim…é muito estranho falar isso, mas eu sou MUITO inteligente…

[Raiam] Você é ashkenazim?

[Andre] Sou.

[Raiam] Explica pra galera o que são os judeus ashkenazim?

[Andre] Existe uma macro divisão no judaísmo, e os judeus que vieram mais da Europa oriental, Polônia, Romênia, desses países são os judeus ashkenazim, são mais esse visual meio poloniazinha, louro dos olhos verdes e olhos azuis, um pouco de cara de russo também. E os sefaradim que vieram de sefarad que é Espanha, Península Ibérica, também os judeus mais árabe, mais mouros assim.

[Raiam] Do norte do Marrocos, tem muito sefaradim por ali.

[Andre] Mas sempre rola uma brincadeira de treta entre as duas partes, tem piadinha tipo de português…

[Raiam] Mas a piadinha que eu escuto da comunidade judaíca é que o ashkenazim é o mais inteligente, o mais estudioso, e o meu melhor amigo de adolescência, o Valentine ele é ashkenazim e ele é inteligente pra caraca. Ele é a segunda pessoa mais inteligente que eu conheço depois do Diamand.

[Andre] E essa inteligência eu acho que também vem um pouco de neurose, acho que todo mundo que tem uma inteligência de que poderia produzir na vida é que…pode ter dom, pode ter alguma genética?

Acredito que sim, mas a maior parte é de como ela é criada desde criança pra se permitir, hoje em dia com o processo que eu faço dentro do sexy canvas que é a parte de libertar a cabeça das pessoas e mostrar que ela tem tudo lá, eu percebo um monte de gente que já era inteligente, mas pra não incomodar o mundo, ficava “não, não quero incomodar, vou falar uma bobagem, não vou me mostrar inteligente porque não posso ser vaidoso”…

[Raiam] Já fiz muito isso…

[Andre] Eu sei. Eu sei que cê faz isso..

[Raiam] Já fiz muito isso, eu já me fiz de normal e bobo para ser aceito pelas pessoas…

[Andre] Ah, então, exatamente, mas você também faz libertar as cabeças das pessoas.

[Raiam] Exato, e assim, quando eu tinha 8 anos os meus pais me levaram pra assistir um filme chamado “Encontrando Forrester”, que o menino era negro do Bronx, jogador de basquete e o caramba, só que ele era ultra ultra ultra super dotado. E ele tinha que fingir que ele era um cara normal pra ser aceito na galera dele.

[Andre] E aí você usou isso na vida…?

[Raiam] Tanto que eu, aos 30 anos lembro do filme que assisti com 8 anos, porque meus pais empurraram isso em mim, e viram esse problema acontecendo.

Sucesso e problemas

E assim, uma outra coisa que eu entrego pra você é que as pessoas mais inteligentes que eu conheço, em quase 100% dos casos, não tem muito resultado financeiro, porque eles pensam muito e executam pouco.

Você concorda com isso? Tipo, quem é muito inteligente acaba vivendo muito no mundo das ideias, das teorias…

[Andre] “Academia”…

[Raiam] Isso, e o cara que é burro só que bota a cara e faz acaba vencendo. O que você acha dessa teoria aí?

[Andre] Cara, eu concordo muito, acho que eu fui uma exceção e vou te dizer o porque, porque eu acho que é um ponto importante e até um pouco polêmico, que por conta da sociedade ser muito antiga – tanto que a gente em 2020 ainda tem preconceito com negro, ainda tem guerra entre países, claramente tá 0 otimizado a sociedade mundial -.

E no meu caso, o que me fez ficar mais inteligente não foi minha genética e tal, questionavam se amavam, se aquilo era bom pra eles, se queriam, e minha mãe também ficou muito doente quando eu tinha três anos, muito doente pra morrer durante dois anos; eu fiquei me sentindo não amado.

E essa é uma das piores sensações inclusive do sexy canvas negativas, que é a falta do amor.

E eu acho que eu passei a vida toda ficando sharper, ficando foda, colocando pra fora, estudando (mas não estudando CDF) sacando o mundo, pra no fundo fazer algo foda lá na frente e ser amado, a mesma coisa que acontece com você.

[Raiam] Me provar, exatamente, tipo enfiar no cu da sociedade.

[Andre] E tem um lado de lucro isso, não só lucro financeiro, olha onde a gente chegou, olha onde você chegou, o nosso poder de influência, mas todo trabalho que vem de uma neurose, mesmo que gere lucro, tem um custo pra máquina, então é pesado também.

E aí tem um teoria muito louca que as pessoas que mudam o mundo, são as mais fudidas de cabeça, são as mais loucas vamos dizer assim.

[Raiam] Não sei se você viu, você não tá muito incluído no grupo, você não participa, mas você viu que eu coloquei o psicólogo segunda-feira e quarta-feira?

[Andre] Vi.

[Raiam] Exatamente por isso. Porque lá na nossa fraternidade são pessoas muito acima da média, e o que eu identifiquei ao longo de três anos ali administrando pessoas naquele lado político e ajudando com a dor de um e com a dor do outro, eu diria que 98% das pessoas ali tem coisa na cabeça e aí entra a figura do Akim psicólogo pra tipo…neutralizar isso aí.

Por que você acha que pessoas de alta performance sempre tem um parafuso a menos?

[Andre] É aquilo que eu falei, eu acho que todo mundo (especialmente na infância) quando mais na época “pueril” de criança e bebê e tal, acontece o abandono, acontece o abuso moral ou até mesmo físico, ou essa pessoa vai desistir, vai virar drogadão, vai beber pra caralho e vai dar uma desistida do mundo, “foda-se”, “caguei”; ou ela vai correr muito atrás, e aí quem corre atrás vai ter mais resultado do que quem não corre, e aí você fez uma reunião de malucos lá no MasterMind.

[Raiam] De malucos…Diamand, cê falou que hackeava, como você hackeava os outros nos anos 80 se não tinha internet?

[Andre] Não foi nos anos 80, nos anos 80 eu só programava, e aí mais pra frente, começou a BBS, aí eu comecei a ter umas experiências de hackear BBS de modem mesmo, mas era bobagenzinha.

Não pagava nada, mas também não era tão bom de hackear BBS, aí eu trabalhava na IBM – inclusive eu fui o gerente mais novo da IBM – …

[Raiam] Quantos anos cê tinha?

[Andre] Foi de 23 pra 24.

[Raiam] Você era gerente da IBM? E a IBM era tinha a Google hoje em dia.

[Andre] Era a Google, era o sonho de todo mundo.

[Raiam] A IBM era a empresa mais foda, mais tecnológica, mais pica do mundo, igual o Google é hoje em dia.

[Andre] Exatamente. A IBM era foda…só um parenteses, a IBM por não fazer um próprio sexy canvas, por não entender que ela tem que gerar uma energia em quem a consome (mesmo que seja BTB), ela vai quebrar.

[Raiam] Pra mim a IBM, tem uma porrada de business, mas pra mim a IBM é a Kodak, é algo do passado. Eles continuam presentes, continuam uma das maiores empresas do mundo.

[Andre] Mas hoje em dia você pensa em Google, pensou, tá claro. Cê pensa em Facebook, Instagram, quando você pensa em IBM, qual a energia que a IBM te passa?

[Raiam] Tecnologia velha. E é meio que um oximoro, porque tecnologia é algo novo, e tecnologia velha…pra mim é isso.

[Andre] É. Mas eu fui gerente muito cedo, fui gerente que assinava pela empresa, a carta do presidente, aí na IBM uma vez eu pedi demissão (quando eu virei gerente), aí quando eu pedi demissão pela segunda vez porque eu queria empreender porque era o início da internet…

[Raiam] Caraca, você pediu demissão e os caras falaram “não, fica aí, eu vou te dar um aumento”, é isso?

[Andre] Sim. E eu descobri porque quando eu pedi demissão de novo, eu fui pro Vale do Silício porque uma empresa me chamou porque queria me contratar, porque eu trabalhava com sistemas de voz, o que eu isso? É “disque 1 para saldo, 2 para não sei o que”, inclusive tem uma história engraçada que eu implementei um sistema na Tele Bahia, que no final ficou a minha voz durante 7 anos lá, “Sistema Tele Bahia de atendimento aos postos e sei lá o que”, ficou a minha voz lá, porque eu era programador, mas não tinha mulher pra gravar.

Mas, enfim, na IBM quando eu pedi a demissão o presidente me chamou, mostrou qual era o meu futuro cargo, eu ia ser shadow do Elio Catania que era o VP latino-america com 23 anos, pra virar o presidente da IBM mundial aos 30 e tal; e aí, eu nunca falo isso em público, e aí eles me mostraram, eu falei “caralho, me balançou, mas não, vou empreender”.

Saí da IBM pra empreender. E foi foda, porque eu empreendi com Segurança da Informação…

[Raiam] Que idade cê tinha? 24, 25?

[Andre] 24.

[Raiam] Mais ou menos a idade que eu chutei o pau da barraca de Wall Street, de 23 pra 24.

[Andre] É, eu tinha que empreender, era muito meu desde os 7 anos.

Agente Secreto

[Raiam] Deixa eu te interromper aqui, porque ficou uma lacuna aberta aí na tua biografia que eu gosto muito: quando foi que você trabalhou no exército de Israel?

[Andre] Eu não trabalhei no exército de Israel.

[Raiam] Pô, mas você sabe abrir…eu lembro que quando teve o MasterMind de São Paulo tinha um quarto trancado e aí você arrumou um jeito de abrir a porta lá…

[Andre] E você viu meu estilo? Falaram “caraca, tem um quarto trancado, queria dormir lá!”, eu falei “já abro”.

[Raiam] Eu transei naquele quarto.

[Andre] Tô ligado, eu dormi lá e tu transou lá.

Eu falei “Cê quer que eu abra?”.

Não, eu não trabalhei no exército de Israel…

[Raiam] Mas cê sabe Krav Maga.

[Andre] Sim, eu fui uma espécia de agente secreto…

[Raiam] Pior ainda, mano!! Hahahaha. 

[Andre] De um outro país, não tô nem falando que é de Israel, de um outro país que não é Brasil.

[Raiam] Você foi agente secreto de outro país, mas você foi treinado em Israel;

[Andre] Eu prefiro não falar onde eu fui, mas eu sou professor de tiro…

[Raiam] Professor de tiro…

[Andre] Professor de anti terrorismo…

[Raiam] Anti terrorismo…

[Andre] Técnicas de Krav Maga…

[Raiam] Krav Maga…

[Andre] E foi muito legal porque todo serviço secreto…nos Estados Unidos tem a CIA…

[Raiam] O Mil Grau não tá se aguentando ali, Mil Grau tá rindo pra caraca, suando pra caraca…

[Andre] Caraca, o sol tá nele. Mil Grau, sua temperatura tá Mil Grau, que bosta…

[Raiam] Sabe porque Mil Grau?

[Andre] Não.

[Raiam] O nome dele é Kelvin.

[Andre] Caralho… Muito bom, trocadilho científico, eu gosto muito.

Mas continuando, todo serviço secreto tem três áreas:

Tem aquela que a gente vê em filme que é o operações, aquele cara que vai lá mata, sequestra, resgata… operações mesmo, todo mundo escondido.

Tem a parte da inteligência que é tipo a CIA, que é a galera que municia as operações de informações, “esse cara foi visto aqui”, “ele tá na Itália”, “tá em Florença”, “vai atrás dele”, aquelas fotos de filme preto e branco quando o cara tá saindo, trocando a pasta e tal.

E tem o que seria o… eu ia falar a palavra na língua do país e o pessoal ia notar na hora, é uma segurança mais ostensiva, por exemplo, quando o presidente ou primeiro-ministro desse país visita o país que você tá, você é o chefe da segurança do primeiro-ministro fora da terra dele.

[Raiam] Ah, você manja de segurança, mas não só de segurança de dados de internet não, segurança de tudo?

[Andre] Exatamente, o aspecto todo, eu posso falar sobre esse assunto porque faz tempo, faz mais de vinte anos que eu deixei esse posto…

[Raiam] Tipo, se eu te perguntasse isso 15 anos anos cê ia ficar meio…

[Andre] Eu mudava de rosto todo dia, quem vê minhas fotos, eu tirava barba, raspava careca, eu mudava de roteiro todo dia.

[Raiam] No Rio?

[Andre] No Rio e em outros países também. É parte de treinamento.

[Raiam] Cara, cê foi agente secreto mesmo, igual um filme.

[Andre] Hoje se tiver um acidente no Rebouças, morrendo geral tipo filme, eu vou ser o único cara que vai sair do carro calmo, controlando todo mundo, resolvendo a situação, porque eu fui treinado num grau…eu até fico nervoso pra entrar no palco às vezes, mas em situações de atentado contra a vida e tudo mais eu fico muito frio, resolvo tudo, chega a parecer que eu sou psicopata.

Antifragilidade

[Raiam] Não, mas assim, cê fala que fica nervoso na hora de entrar no palco, cê fica nervoso no palco todos os momentos antes da palestra e nos primeiros 15 segundos: acabou. Cê tá sob controle depois dos primeiros 15 segundos, começou e daí você fica frio mesmo, “In the zone” mesmo.

[Andre] Eu me sinto a vontade depois que começa, é o início mesmo e até hoje, e pior que eu fui ator, eu fui ator na Globo mirim, mas fui demitido, e esse coisa de me ferrar que me fez subir.

Outra coisa que eu falo: galera, quando mais merda der na sua vida – é uma merda, eu sei, inclusive você pode estar vivendo uma agora, mas é bom, inclusive segundo a kabbalah – quando mais merda melhor porque você fica cascudo

[Raiam] Antifragilidade, é…

[Andre] Antifragilidade total, então agradeça às merdas.

[Raiam] Fui demitido com onze anos, fui demitido quando era jogador da categoria de base, e isso me doeu muito na época…

[Andre] Futebol normal? Fui jogador também, do flamengo, primeiro eu pagava e depois eu fui chamado.

[Raiam] Você deve ser da geração do Zico, né cara? Você nasceu no mesmo ano que o Zico…

[Andre] Não cara, o Zico é mais velho que eu. Mas eu jogava futebol bem pra caramba, a galera olha pra mim meio assim “nerdzinho dos computadores”, mas eu jogava muito futebol, tenho saudade inclusive.

[Raiam] Vamos jogar um pelada aqui, vamos ver se você… tá com o joelho ferrado aí ou não?

[Andre] Um pouco, mas vamos voltar com tudo em 2021.

[Raiam] Diamand, aí você foi…não, voltando, a pessoa que se ferra muito geralmente se dá bem no longo prazo…

[Andre] Ela se dá bem e se dá mal, ela tem lucro, muitas vezes de conquistar, de conhecer as pessoas, ela se otimiza a aprender a receber amor e daí ela se dá mal porque isso vira uma profissão, o Raiam quando acorda não é só um CPF, ele é um CPF e um CNPJ.

E eu não tô falando da Kobe, o Raiam CPF já é um CNPJ, ele acorda e já tá “caralho, qual é a minha estratégia e tal”, além da tua empresa com CNPJ a parte.

Isso cansa a máquina, em algum momento você vai decidir “minimalismo”, daí ano que vem cê vai curtir mais, e aí um ano você vai falar “preciso de um ano sabático”. Só que você não pode parar, nem eu…

[Raiam] Eu tenho depressão se eu parar…

[Andre] Eu também, exatamente. E isso é ruim, mas é bom, e porque eu acho isso?

Sociedade brasileira

Você falou que só os malucos acabam construindo coisas, a verdade é que a sociedade…no futuro espero que vejam esse filme (este filme, tem que falar que nem velho) e entendam que o que a gente viveu hoje nessa sociedade, se o Brasil é um hardware (um computador) e se a sociedade é um Windows (um software), a versão que está instalado hoje é a versão 0.1 Beta antes do Windows 3, porque a sociedade ela feita exatamente pra andar lentamente.

No passado era tranquilo, quando chegou a internet e o negócio andou muito rápido, tá exponencial as tecnologias, todo mundo conectado, todo mundo trocando informação, a sociedade atual não comporta, o “sistema operacional” não comporta mais este hardware (que é a Terra, que é a geologia, que é o Brasil, que pode ter qualquer governo em cima), e precisa de mudança rápida.

Meu principal trabalho do sexy canvas é libertar as pessoas, fazer elas ganharem dinheiro, mas não pra ser mais do mesmo, pra quando elas consigam sair da corrida dos ratos de verdade, tacando o foda-se, “olha, eu pago minhas contas”, que elas possam comigo fazer esse movimento de revolução, sem parecer coisa de OSPB, de colégio marxista, uma revolução através de informação.

A gente vai hackear a cabeça das pessoas – com jeito fácil de ensinar, tipo como você fala e eu falo – e o Brasil vai andar 50 anos em 5 porque em 5 ou 6 anos, se não tiver uma escola pública foda no Brasil, dada pelo governo, a gente vai pegar uma escola pública digital foda, meio América colocar online, pegar um patrocinadores e abrir free pra todas as crianças no Brasil.

Porque que ninguém fala FODA-SE O MEC? Bora oferecer online o melhor 1º e 2º grau pra todo mundo no Brasil, free…

[Raiam] Caralho, essa é a pivotagem do meu sub19, você viu que a gente criou um sub19.

[Andre] Aham, claro. E tá foda.

[Raiam] E tá foda tipo…o tanto de case.

[Andre] Exato, eu e você a gente é muito parecido no que a gente muda no Brasil.

[Raiam] Eu sou contra instituições, eu sou contra a porra toda. Eu sou da pá virada mesmo, eu vim pra causar, mas a minha “causagem” acaba gerando impacto, muito mais do que se eu fosse um cara frio…morno no caso.

[Andre] Você é um hacker da sociedade, das pessoas, e você consegue atrair multidões com aquele trabalho de ira, sexy canvas (que em você já é natural).

Cara, e você é mais efetivo do que eu, você tem 1.5. milhão de seguidores e a galera gosta dessa energia, gosta de eletricidade, o humano aliás – que é o trabalho que eu fiz todo nos últimos anos – é uma mariposa fácil de atrair, fácil de interessar.

[Raiam] Cara, eu vou ter que acabar com meu script aqui… cronológico, porque a gente tava na adolescência, e adulto, 23 anos. Mano, cê pegou um gancho e eu quero que você explique (anda pra frente na sua vida, depois voltar pra venda da tua empresa e tal), explica pra galera o que é o sexy canvas.

O que é o sexy canvas?

[Andre] O sexy canvas é a primeira ferramenta da história, de vendas, do marketing, do mundo, da filosofia, da psicologia, que mapeia o que interessa o humano, o que eletrifica o humano, “ah, mas mapeia a culpa de não visitar a avó há seis meses porque é chato e é uma obrigação?” não mapeia.

Mapeia só eletricidade boa, que converte consumo, que faz a pessoa se apaixonar.

Faz a pessoa falar “Iphone, vai tomar no cu Android”, faz o cara ser embaixador da marca.

Faz o cara ter tesão. Sentir que nunca vai deixar de pagar o Netflix porque é muito prazer por pouca grana (se a Netflix dobrar o preço um dia, ele vai continuar pagando).

É começar a ver que não existia um norte pras pessoas criarem produtos, serviço… valendo tudo, padaria, um Master Mind, criar um infoproduto, uma startup, uma loja de rua, loja de roupa. Todo mundo que empreendia (inclusive eu) empreendia na tentativa e erro.

E o sexy canvas, em resumo (depois de muitos anos de pesquisa), é um mapa único pra você criar coisas que fazem sucesso, é uma espécia de E=mc² pra produtos e serviços e qualquer interação com humanos pra ter sucesso.

Ele consegue explicar o sucesso de todas as marcas até hoje,  atualmente, do passado, todas as decisões, todos os programas de TV de sucesso, a Turma da Mônica, porque o funk bomba.

Ele não é só pra business, e ele consegue explicar porque uma pessoa interessa ao público e a outra não.

[Raiam] Vamos lá, então você é o Albert Einstein das vendas…?

[Andre] Cara, no que eu sou o Albert Einstein? De uma área que não existe, que tá perto do branding, que basicamente é: a energia que você quer passar pro cliente pra ele consumir você, quando você pensa no Starbucks, pronto em 300 milissegundos, o que vem em resumo?

[Raiam] Uma experiência boa, um negócio mais trend, mais fashion, e umas emoções boas da minha época de Estados Unidos.

[Andre] Fantástico…

[Raiam] Cara, já sei, o teu cargo em qualquer empresa é CEO (Chief Eletrification Officer).

[Andre] Caralho, mano. Não tinha pensado nessa porra não!

[Raiam] E olha que eu nem fumei maconha, hein!

[Andre] O CEO vai ficar puto, mas total.

[Raiam] É exatamente, o que você descreveu agora não é nem branding, é eletrificar o ser humano pra fazer com que ele tome aquela ação.

[Andre] Exato, e é um cargo essencial nas empresas porque a maior parte delas continua fazendo a tentativa e erro e quebrando.

E o sexy canvas acabar com essa experiência de ficar…

[Raiam] Vou interromper isso aqui, mano…meu próximo lançamento não dá, mas eu vou te dar porcentagem do meu próximo lançamento pra você escrever a copy baseada no sexy canvas. Eu vou falar com o Paulo, ele não vai querer, mas eu tiro da minha porcentagem. Fechado?

[Andre] Fechado, mas eu preciso de um cara de copy, eu não escrevo bem. Eu aceito, e o meu ROI do último lançamento foi um pouquinho mais de 17 porque a gente usou não só na copy, mas em todos os vídeos, na forma que o produto é apresentado, no jeito brincalhão, a gente zoa a fórmula de lançamento, a gente cria um pertencimento, então conta comigo não só pra copy (é isso que eu tô falando), só a copy é pouco.

[Raiam] Entendi.

[Andre] A gente já teve uma experiência junto um dia, naquele seu lançamento lá.

[Raiam] Ô Diamand, então volta aí cara…essa porra vai te dar o prêmio Nobel, mas é Nobel de que? Não é o da paz, nem de economia, Nobel de marketing não existe…

[Andre] Ou de economia, porque esse negócio muda o business…

[Raiam] Behavioral Finance…

[Andre] Exatamente, a galera lá de Chicago em 2017. E cara, eu falo uma coisa muito megalomaníaca (você que tá assistindo e não acredita, vai checar a minha vida pregressa, vai checar o que eu fiz da vida e tal), o sexy canvas que eu tô chamando agora de filosofia sexy é muito mais amplo que o Behavioral Economics que ganhou o Nobel de 2017…

[Raiam] Cê é marrento, hein mano…

[Andre] Mas é verdade, eu tô falando como cientista, ainda mais pra você que pode ir lá depois pesquisar e ver que é verdade, então simplesmente eu acredito, eu quero trazer o Nobel pro Brasil.

É uma coisa que eu tô meio jogando pro universo? Meio kabbalah? Injetando certeza? É também.

É fácil? Não.

Nobel, em geral, vai pra academia ou universidade? Sim!

O Brasil nunca teve um Nobel? Sim.

Mas a gente pode hackear esse jogo, e ninguém nunca tentou ganhar um Nobel usando marketing digital, treta no Instagram…

[Raiam] Falando em treta no Instagram, eu lembro que o primeiro sexy canvas que você fez foi do Raiam Santos.

[Andre] Foi sim.

[Raiam] Explica pra galera os oito elementos e como você chegou a esses oito elementos nesse estudo teu.

[Andre] Antes de contar sobre o teu canvas então.  Assim, vou tentar resumir porque é um estudo antropológico, religioso…

[Raiam] Então volta, faz o meu canvas primeiro, depois a gente volta na tua transformação pós venda, depressão e o caramba, vamos falar de sexy canvas do Raiam.

[Andre] Tá, mas eu quero explicar um pouco o porque surgiu.

[Raiam] Vai lá.

Porque a sociedade brasileira é um fracasso?

[Andre] Essa sociedade é muito antiga, e o pior é que as pessoas nem percebem mais e ficam falando “ah, mas é normal ficar cinco anos ferrado, não ter dinheiro pra porra nenhuma”, e as pessoas meio que já desistiram, porque só sobrou a política pra mudar o jogo (e a política não funciona, todo mundo sabe que essa porra é pra enganar a gente).

Eu percebi isso, percebi um monte de startups sendo criadas na tentativa e erro (eu fui presidente da Associação Brasileira de Startups), o cara subia no palco falando “eu já quebrei mais de seis startups” e aí o pessoal “oh! Parabéns, resiliência”, erro e acerto começou a ficar algo normal nas empresas e isso atrasa o país, faz a galera perder dinheiro e tudo mais.

Outra coisa que eu vi é que a gente continuava a aprender essas coisas de geografia, tudo despreparado e antiquado, e o pior: eu via as pessoas, de uma forma geral, adiando suas vidas de segunda a sexta, trabalho pra caralho, ganha uma merda, fica na corrida dos ratos eternamente, e sábado e domingo “sextou”, se expõe, bebe pra caramba, transa, faz loucura, pra sentir que a vida tá valendo a pena.

E aí vem algumas entidades tipo do governo ou religiosas falando “é isso aí, é pobre na Terra, o bem humilde, bem pequeno, não pode ser melhor do que ninguém, não pode guardar dinheiro que é feio, não pode tá bonito, não pode ser rico…

E aí eu comecei a olhar e vou falar uma coisa que pode assustar um pouco a galera, mas eu comecei a ver no ombro das pessoas duas imagenzinhas…

[Raiam] O anjo e o diabo.

[Andre] Não não, não quero ainda falar quem. Sim, o anjo e o diabo, mas eu não sei em qual lado tá.

Aí um deles fala pra você assim:

“Eu quero você bem pequeno, você feio fodão? Veio com potencial? Você pode crescer? Ficar rico? Viajar o mundo? Não quero, quero você bem pequeno. Mas eu não quero que você pare de trabalhar não, quero que você tenha zero preguiça, trabalhe que nem um corno, mas não tenha fortuna, eu quero que você trabalhe muito, rale a vida toda que nem um corno mas não ganha dinheiro. E se ganhar algum dinheiro: já empresta, ajuda os outros antes de você. Além disso, meu filho, eu quero que você transe pouco, eu quero que você transe pouco, transe o mínimo, fique bem casto, não tenha muito gozo, muito prazer. E nem vai comer muito ou beber muito, porque isso é feio, tá? Eu quero que você trabalhe muito, descanse pouco, se coloque como merda, não seja bonito e nunca diga que você é melhor que os outros, nunca dê conselho, fica na sua, fica pequeno”.

Esse é um deles. 

[Raiam] Caraca, tudo isso “anti Rei Salomão”, você descrever Rei Salomão ao contrário. 

[Andre] Sim, esse é um deles. O outro fala:

“Mano, vai viver, vai curtir, vai fazer merda, vai fumar um, vai transar, vai viajar, foda-se, tu é melhor que os outros, ostenta…”

[Raiam] Esse é o diabo, cê ainda não sabe quem é quem?

[Andre] Quem é o verdadeiro Deus e o verdadeiro Diabo, nesse ensinamento tão bugado…eu sei que dá medo falar sobre esse assunto porque a gente tem um monte de firewall “que isso, Diamand? Não fala isso e tal”.

Mas a verdade galera, é o seguinte: esse ser humano que é pequeno, que não pode gozar a vida, que não pode gozar e tal, é ser um sofrido, é um ser com culpa, com medo, mediano, então o Brasil é hoje esse fracasso de PIB por conta dessa cultura, não só da religiosa porque foi colônia de exploração, a filosofia portuguesa é muito burocrática, se tivesse sido a Inglaterra…mas a diferença catolicismo e protestantismo nos Estados Unidos É GRAVE, e o Brasil não precisa abandonar religião, não abandonar Deus, isso é bom, a liturgia, rezar a noite, ter alguém…fé é muito bom.

O Brasil precisa abandonar de uma vez por todas essa coisa, que as pessoas já tem um ecossistema merda pra ter sucesso, imposto pra caralho, demora, já é uma merda. Só que elas são programadas pra não ter sucesso, porque pensa bem: cê não pode ser rico, não pode ser melhor que os outros, não pode curtir a vida, não pode transar, as pessoas implodem, ficam doentes, tomam remédio e ficam esperando o “sextou” , o Brasil precisa se libertar disso.

E o trabalho de hacking social do sexy canvas, da filosofia sexy, é mandar esse papo pra todo mundo e já tá rolando, dez mil pessoas transformadas, (não diretamente por mim, por mim e pelos meus “pupilos” do sexy canvas e em algum grau eu sei que tem influência sobre o teu trabalho), e é assim que a gente vai fazer o Brasil andar mais rápido e não esperar mais cinquenta anos…

[Raiam] Para não ter pessoas que passam a semana pensando na sexta e o ano pensando nas férias.

[Andre] Porque os serviços são de baixa qualidade, os produtos são uma merda, galera não respeita, se quebrar quebrou, faz a obra de qualquer jeito e se o cliente reclamar a gente ajeita? Ninguém pode ter vaidade, na física e na jurídica.

O que é vaidade? Vaidade é, basicamente, eu me achar melhor que alguém. Então se eu estudei pra caralho, sou hacker, sou ator, sou agente secreto, ralei o cu, virei noite, larguei um monte de baladinha, e fiquei foda, eu não posso falar que eu sou foda, ALIÁS eu nem poderia ter ficado foda.

Então se você faz um serviço de muita qualidade, você está oficialmente se colocando vaidoso na jurídica (ou na física se você prestar um serviço na física).

O brasileiro não pode ser vaidoso, todo brasileiro tem que ser igual (é uma visão um pouco comunista também)…

[Raiam] Tom Jobim “sucesso no Brasil é uma ofensa”.  

[Andre] EXATO! Tanto que o rico no Brasil tem vergonha de ser rico, o rico nos Estados Unidos anda de Ferrari, ostentação, e se alguém fala “tá benzão, tua industria tá faturando muito?”, ele fala “Tá, tô indo muito bem. Quer uma ajuda? Quer trabalhar comigo? Aqui é América, nacionalismo!”. 

O Brasil não tem nacionalismo e não tem heróis porque eles tem que ser pequenos e só pode ter um herói acima deles, e nada contra esse herói que tá acima deles, mas essa morte dessa camada de heróis aqui no meio, alguns caem por certo e outros caem por errado da sociedade odiar o sucesso.

A sociedade brasileira não tá “Pô gente, vamos dar uma ajeitada, fazer um comitê”, ela tá invertida, em termos de otimização de dar certo. Tanto pra sociedade como um todo: PIB, macro economia, ambiente de business e tal; quanto pra cada pessoal individualmente.

Esse software que roda, esse programa que roda na nossa sociedade consegue ser merda para o institucional do país e merda pra cada pessoa separadamente. É uma otimização da infelicidade, é uma otimização da baixa qualidade, é uma otimização da supressão da criança interior do homem que faz as pessoas quererem só pelo menos ir pro céu quando acabar a vida. Então aqui já fudeu mesmo, é só sofrimento, é doação, é penitência, não pode se dar bem. 

E aí o país se atrasa, olha o PIB dos Estados Unidos cê conhece bem essa área de economia, o PIB dos Estados Unidos é ABSURDAMENTE maior que o do Brasil, foi descoberto em 1492 e o Brasil foi em 1500. 

Essa mudança de cultura mexe com PIB, com a filosofia. O americano é super nacionalista, porque amar o seu próprio país, amar o Brasil, é também um herói. Cê não pode amar nada que não seja Deus aqui no Brasil entendeu? 

Então de novo, nada diretamente contra religião, mas a gente precisa dar uma hackeada na sociedade…

[Raiam] E quando o rico se ferra no Brasil, como é que é…Eike Batista que foi um gênio que hackeou muita coisa e deixou um legado. E aí o Brasil tem a mania de pisar nos seus heróis e em gente rica. 

[Andre] Não gosta de gente rica, não gosta de quem tem sucesso, cria frases do tipo “se é rico é filho da puta, pisou em um monte de pobre e preto com certeza, esse rico aí não sei não”. Pô, maneiro…

[Raiam] 71, me chamam de 71, de…

[Andre] Isso cria um pobre que tem raiva do rico e cria um rico culpado. O que faz o rico da América? Vamos dividir, vamos crescer junto, vamos bombar os Estados Unidos, a gente é nacionalista.

O rico brasileiro sempre tem uma saga do herói, “hoje eu tenho um bilhão”…

[Raiam] Igual você falou…

[Andre] A história dele começa com “entreguei panfleto”, “comi quentinha chovendo em mim”, e o cara já era bem e é um cara pica, não tô falando mal dele, só que o brasileiro sempre tem que ter uma história “gente, não tenham raiva de mim, fui pobre também, comi quentinha”, o Roni da Reserva. 

É um puta de um gestor, eu inclusive tô com a t-shirt foda da Reserva, sou embaixador. O Roni ajuda muito, o que é legal, mas tem uma aura aí de “eu vou ser bom porque eu não quero o ódio”, e esse flow de ódio do pobre pra quem tem sucesso nunca vai fazer um país ficar rico. Porque o pobre muitas vezes vê o cara da novela ricão e cheio de mulher, ele quer ser aquilo, mas no fundo ele tem raiva do rico. 

[Raiam] Olha isso que interessante, no início da minha vida pública, a construção do meu personagem Raiam, lá no início quando eu dava entrevista pra Globo e report TV, quando era jogador ainda, eu falava que eu era de favela e os caramba. 

Cara, meu pai é piloto de avião e hoje em dia ganha 40 mil por mês, é o trabalho CLT que mais ganha, e eu estudei no Santo Agostinho que é o melhor colégio do Rio de Janeiro. Só que no início eu contava uma história assim de jornada do herói.

Na verdade os meus avós moram em Bom Sucesso sim, só que hoje eu faço questão de dizer que sim: eu vivi com meus avós porque meu pai vivia viajando. Mas eu sou playboy, pô! Eu meio que “me aceitei”, eu comecei com um pouquinho mais de vantagem do que o normal, eu já falava inglês com cinco ou seis anos de idade…

[Andre] Você sempre foi inteligente pra caramba, e posso te dar um conselho em cima do que você tá falando pra galera? E galera, isso pode ser transformador na sua vida. 

A vida toda você aprendeu que tinha que ser aquilo que eu falei, tem que ser humilde, pequeno, não ser melhor que ninguém.

Só um parênteses aqui, outra coisa que atrapalha o PIB do Brasil, aqui só quem julga é Deus, não pode ter nenhum outro herói porque são todos derrubados, nenhuma pessoa pode dar conselho construtivo pra outra, porque se eu chegar “Raiam, posso te dar um toque? Acho que tu vacilou nisso e naquilo, sinceramente e tal”, o que eu tô fazendo? Tô te jugando, e aí é “feio” no Brasil;

Então as pessoas não podem dizer (com raras exceções) “Mano, tu tem bafo há oito anos, tu é meu melhor amigo, desculpa, eu quero que você tire o bafo”, aí o cara fica bravo “Ah babaca, bafo tem você”, então o brasileiro não sabe…

[Raiam] Dá uma de Mil Grau assim e rebate. 

[Andre] Exatamente, brasileiro não sabe dar crítica construtiva e não sabe receber, e isso é uma coisa que tem que mudar. E galera, essa versão sua, humilde, que não incomoda – eu brinco sempre, quando alguém pede a pizza e você fala “Cara, pra mim qualquer sabor tá bom, não quero incomodar”… –

[Raiam] Onde cê quer jantar? Qualquer lugar tá bom!

[Andre] Se você se colocou em 2º ou 3º lugar na vida achando que com isso garantiria o amor e o carinho de todos por não incomodar, você está redondamente enganado! Você vai ser amado e admirado e não vai estar incomodando se você for foda.

E se você for foda,vai passar por um processo inicial de ira, de ódio (que você conhece bem), que as pessoas não vão gostar de você saindo do lugar que não podia sair, porque elas queriam estar saindo e depois elas conseguem ver em você um herói que oxigena a vida dela e pode trazer elas pra esse caminho também. 

Esse é o único jeito de você dar certo nos negócios, na pessoa física, comer mais gente, ser amado e não perder tempo, porque eu e Raiam perdemos muito tempo (todos os brasileiros perdem muito tempo) antes de cuidar de si, de ter um egoísmo construtivo, sem pisar em ninguém, ser fofo e ajudar os outros. 

[Raiam] Ele é um gênio. 

[Andre] Chega desta merda no Brasil, galera! Isso é uma perda de tempo!

[Raiam] Diamand pra presidente!

[Andre] Cara, não quero política. Eu quero ou pela informação (pelo sexy canvas) ou pelo hackerismo digital, tipo anonymous style. Não vou ser político nunca! Não funciona. (Falha no aúdio) MBL, eu gosto desses movimentos porque eles hackeiam também, então fiquem de olho nessa galera. 

[Raiam] Verdade isso. E aí, já pega o gancho aí…cara, meu roteiro, minha cronologia já foi pra casa do caralho, tá bom pra caralho esse podcast porque eu descronologizei, desroteirizei, mas foda-se. Fala aí uma crítica construtiva que você me dá.

Eu escuto poucas pessoas, Diamand. Eu tenho aquela filosofia de “nunca aceite críticas construtivas de quem nunca construiu nada” e “não escute conselhos de quem não chegou aonde você quer chegar”. 

Só que é o seguinte: você construiu coisas. E eu escuto de você, do Wendriu, do Paulo Berto e do Flávio Augusto; eu não escuto mais ninguém, nem minha mãe, nem meu pai, nem ninguém ali do Million. Só escuto você, Wendriu, Paulo Berto, e Flávio Augusto.

Qual tua crítica construtiva? 

Críticas Construtivas

[Andre] Cara, primeiro o elogio que você meio que já nasceu…nasceu não, nessa sua última leva você é um gabaritador do sexy canvas, dos quatorze itens, começou com os sete pecados capitais e por muito tempo os pecados capitais resolviam tudo, e porque os sete pecados capitais?

Porque justamente como eu expliquei agora a pouco, que a sociedade brasileira é atrasada, e o negócio do anjinho e do capeta, são coisas que oprimem o humano de ser quem ele é. Sua melhor versão, criança, brincar, curtir, viajar, (que é um pouco o papo do capeta, né? O capeta inverteu com Deus e falou: sofre. O Diabo fala: curte. Por isso que eu falo: quem é Deus e quem é o Diabo? E daí de uma análise antropológica, não vai me cancelar com negócio de religião, porque se você tá tendo raiva agora é porque você foi programado pra isso também, você é fruto de programação).

Então ao descobrir que a sociedade era suprimida, os “eu’s” era apequenados, porque não podiam pecar, não podiam curtir, eu falei: os produtos e as interações tem que dar esse prazer pra ele. 

Então quando você vai no Starbucks cê se sente meio “cool”, né? Tem um café maneiro, caro pra caralho, mas tem wifi de graça, você sente a avareza, sente pertencimento, eles chamam pelo nome, aquilo é puro pertencimento e vaidade, eles não precisavam daquilo pra realmente se organizar.

E o Raiam Santos simplesmente fala sobre ganhar dinheiro rápido (que é ganância e preguiça)…

Sexy canvas do Raiam

[Raiam] Vamos lá leve. Primeiro item do sexy canvas: preguiça, quer dizer… pecado capital número 1, qual é?

[Andre] Ganância.

[Raiam] Ganância, Raiam pega na ganância porque?

[Andre] Lembrando que o sexy canvas não é: o Raiam é ganância, não. Sexy canvas é tudo que o produto ou serviço (no caso do Raiam como influencer) gera de eletricidade no cliente. 

[Raiam] Eu gero ganância no cliente.

[Andre] Você gera ganância no cliente. Você vê a vida do Raiam viajando o mundo…

[Raiam] Mostrando print de 3 milhões da conta…

[Andre] 3 milhões na conta, pegando geral, pegando geral vai mexer com outros itens. Mas é “ganas”, quero ser que nem o Raiam, pegar gente…

[Raiam] Pegar gente é luxúria, mas ganância também entra? 

[Andre] Ganância, o básico é ganância financeira, que nesse game da vida é o mais importante, a gente deixa isso no sexy canvas…aliás tem um sexy canvas atrás dele, cê pode pegar aí pra eu dar uma cola, por favor?

Então o sexy canvas é um canvas da experiência e da persona, então o sexy canvas do IPhone não vai ter assim “uma tela inquebrável”, é a experiência do cliente, é a sensação que ter um IPhone ou comprar um IPhone ou trocar um IPhone (a experiência também varia no sexy canvas). 

Você gera ganância porque a pessoa fala “quero sair da corrida dos ratos”, “o Raiam é o caminho”, “é digital nômade”, ensina a ganhar dinheiro e ganhar dinheiro de uma forma rápida e que funciona, então é ganância e preguiça. 

[Raiam] E a vaidade? 

[Andre] Vaidade total, você é total vaidade. Como todo o Instagram é movido pela vaidade, apesar do minimalismo, cê tá sempre viajando o mundo, cê tá sempre…você é melhor que os outros e você não tem medo de falar isso, isso é a vaidade.

E a vaidade funciona de várias formas, no início o nosso potencial cliente sente ódio, porque eles aprenderam que o vaidoso é filho da puta, que o rico pisa no outro, que o vaidoso é feio, ele não pode ser (mas ele quer muito). 

E aí nesse flow ele passa pro amor. Ele passa a te amar que é um item da criança interior.

[Raiam] Então vamo pro terceiro aqui. Ganância, vaidade, o terceiro é preguiça. Por que o Raiam é preguiça? Eu trabalho pra caramba, mas aos olhos do povo eu só viajo e só saio e como gente.

[Andre] Exato, você pode trabalhar pra caramba, mas claramente o seu overwall é livre.

[Raiam] Renda passiva, liberdade. 

[Andre] Você é livre e você é dono das suas horas, ser dono das suas horas é a preguiça. Você poder fazer o que quiser com o tempo, garantir que vai chegar um produto rápido do Mercado Livre, o slogan do Ifood “Pediu, chegou”.

[Raiam] É, explica aí, a preguiça que é muito interessante que o Tinder, o Ifood, o Uber, o Netflix, todos eles nasceram da preguiça do ser humano, né? 

[Andre] Exatamente. Tipo, você facilitar a vida do humano desde um controle remoto da TV até o mais recente (o Ifood), são baseados na preguiça.

Não se culpe galera, o ser humano biologicamente é feito pra gastar o mínimo de energia, procriar o máximo e se manter vivo. 

A primeira coisa do nosso DNA é: transe muito. 

Não é piada, é Charles Darwin mesmo que faz parte da pesquisa do sexy canvas. 

[Raiam] E aí o Ifood, por exemplo, a preguiça de pegar o carro, ir ao supermercado, cozinhar, depois lavar a louça, isso é uma preguiça do cacete, cê aperta um botão e a comida tá aqui. 

[Andre] E aí você começa a perceber o slogan do sexy canvas “pediu, chegou”, o que é “pediu, chegou”? Fala pra segurança da criança interior que é um item mais basal, “pediu, chegou” é garantido, vai chegar. E, obviamente, vai aplacar a sua gula e é divertido. 

[Raiam] Então pega nessa gula aí, Diamand. Eu não sei onde eu entro na gula, o personagem do Raiam onde ele entra na gula?

[Andre] Você entra indiretamente…você podia entrar mais (um exemplo muito idiota) tipo o Uber, dando balinha (esse exemplo é válido). Tipo McDonalds – que obviamente é gula, avareza e preguiça -, a gula é um dos mais complicados de usar, mas também um dos mais fáceis.

A gula é todo um trabalho que você faz em todos os outros pra viciar, a gula é o vício de jogar Candy Crush, a gula é o vício de jogar Fortnite, o seu conteúdo ser “ultra tretoso” gera gula, gula é vício.

E você também pode incluir coisas idiotas que funcionam, como por exemplo comer uns pratos maneiros e mostrar o prato, você também tá fazendo menos por causa do coronga. 

[Raiam] É ostentação, por exemplo ir numa balada e eu mostro as 15 champagnes que eu pedi.

[Andre] Mais do que isso, a gula a gente usa mais em neurociência aplicada, por exemplo User Experience, se você tem um aplicativo.

Por exemplo, o aplicativo do Uber versus o aplicativo do 99 táxi, qual te dá mais gosto de usar?

[Raiam] Do Uber.

[Andre] Do Uber, a sensação de usar o Instagram versus usar o aplicativo do Facebook…

[Raiam] Então é o seguinte, a gula tá aí no vício e eu realmente vicio as pessoas a: elas acordam, vão pro banheiro e assistem Raiam.

Antes de dormir, elas abrem o Instagram e assistem o que o Raiam fez durante o dia. 

[Andre] Exatamente, e a forma como você se apresenta e até a maneira como você grava, o tipo de câmera, o tipo de áudio, o tipo de piada, tudo o que vai nos olhos e ouvidos deles tem que ser otimizado pra gerar gula. 

Então aqui, eu não sei como tá saindo a imagem do vídeo, deve tá saindo foda e o áudio também, mas se o áudio ficar meio zoado e a imagem ficar meia boca, isso fere a gula.

Você tem que trabalhar neurociência, cor, cor de logo, então a gula é um capítulo a parte que não é só ceia de Natal no final do ano ou bebida, ele também vem derivado dos outros. Cê você é um cara divertido…

[Raiam] Inveja.

[Andre] Cara, inveja é a base do capitalismo…

[Raiam] Mas você já colocou eu na ganância e na inveja muito parecido, a ganância do Raiam e a inveja do Raiam. 

[Andre] Estão co-relacionados, por exemplo, se você fosse um cara mais Dan Bilzerian que só come teria inveja e luxúria, inveja e vaidade, no caso ele é rico também então mexe com a ganância, mas ele não ensina ganância. 

Então a inveja é o seguinte movimento que mexe com (funciona muito bem com você): você vê uma coisa que um cara tá melhor que você, tipo o Raiam que tá faturando 3, 2, 1 milhão por mês, tá viajando o mundo, o cara come geral, boa pinta, tem uma história muito maneira, você inveja. A sua primeira sensação é a inveja que deriva a ira. 

Tipo assim “babaca”, “filho da puta”, “preto”, “quero que ele morra”, que é aquela inveja que realmente é ruim, que é a inveja de querer te derrubar. 

[Raiam] Eu acho que se eu fosse branco esse sentimento de inveja com a ira não seria tão forte, porque na cabeça das pessoas o preto tem que estar abaixo e aí já atrapalha muito…dá mais ira. 

Esses dias eu falei “pessoal, um @ meu nos stories é 15 mil reais”, e aí o pessoal ficou com raiva, com ira e não acreditou que as pessoas pagam, um a cada dois dias tem gente comprando um @ meu. 

[Andre] Sim, vai ter mais ira de você nesse período contemporâneo por ser negro.

[Raiam] Cê concorda nisso? 

[Andre] Sim, não…eu não sinto, eu acho foda você…

[Raiam] Não, mas assim, você explicando essa relação da inveja com a ira realmente vem do “cara, ele não pode ser assim”, “ele não pode ser melhor que eu”, “pra começar ele é preto e carioca”…

[Andre] E dói mais, é um ferimento à vaidade porque é daí que vem a ira e a inveja, está ferindo a vaidade da pessoa. 

Porque você é um cara que tem coragem de falar umas paradas que ninguém tem, você é um cara que fala com muita segurança…

[Raiam] E não tenho muito medo…

[Andre] É, você não tem medo de falar o que você pensa, você tem uma história pregressa legal de futebol, futebol americano, de ganhar bolsa em Wharton, mas cê passa segurança sim, pra algumas pessoas cê passa até medo. 

Que é contra a segurança no início, mas medo e ódio muitas vezes vira abandono ou amor.

Amor é um dos itens mais importantes…

[Raiam] Amor…EU?

[Andre] Sim, amor é muito primo da gula, e você passa uma sensação de amor com a Dona Vó, você passa uma sensação de amor com o Leão Taxista, amor com seus amigos…

[Raiam] Trombeta…

[Andre] Você cria várias trilhas de amor, e as pessoas como te veem quente, aquela história da bíblia…não seja morno, seja frio ou seja quente. Como você é o quente, treteiro e tal, você gera um vício, uma gula e um amor, a pessoa fala assim “eu amo o Raiam”, se você fosse morno iam falar assim “gostei do conteúdo do Raiam naquela tarde”, isso não é amor.

Você pode falar assim “Pô Diamand, tá meio enrolão falando de gula, meio amor e pertencimento também, meio vaidade, porque se eu pertenço ao flamengo eu também tenho a vaidade de usar o manto sagrado”. Tem muita co-relação sim, tem muita co-relação com psique, aliás o sexy canvas eu uso há muitos anos pra curar pessoas…

[Raiam] Eu lembro que curou o Sapo Cego…

[Andre] Acabou se escrever o segundo livro, o mérito é todo dele…

[Raiam] E dedicou a você.

[Andre] A única pessoa que ele citou no livro, pessoal vai ficar meio bolado, mas o único que ele citou foi eu, e pessoal, não é marketing pra vender produto, eu tenho transformado pessoas em suas melhores versões, e a boa notícia é que meu trabalho não é dez anos de análise, toma remédio, vai pro médico.

Meu trabalho é: já tá tudo aí, arranca essas cascas…e é rápido.

[Raiam] Teve um dia em São Paulo que você falou com a equipe toda, cê falou com a minha equipe toda, entrou na cabeça do Sapo Cego e mudou a cabeça dele realmente.

Recompensa…

[Andre] Recompensa é prazer fácil e barato, só do teu cliente já estar no Instagram, ver um vídeo seu, ver uma piada sua, acompanhar a sua história é uma recompensa, que nem acompanham capítulo de novela, recompensa mesmo.

[Raiam] Tipo rir.

[Andre] Exatamente, se divertir, recompensa, prazer, rir, entender, aprender, de onde vem isso na criança interior? Quando criança, um dos maiores nichos de prazer é ganhar presente, inclusive quando você ganha presente sem pilha cê fica puto, fica com ira, cê quer brincar na hora, recompensa é o que também explica os canais de unboxing.

É um exemplo bem básico porque não dá pra explicar cada um em um nível de profundidade em um papo rápido, tem que ser em outro podcast. Mas recompensa é: eles tão obtendo prazer todo dia com o Raiam de graça. 

Recompensa é primo da avareza, inclusive.

[Raiam] Tá, e curiosidade?

[Andre] Curiosidade é a sua essência, curiosidade é tudo que contrasta pra criança, o susto, o filme de terror, o não esperado, se eu tô aqui conversando contigo…

(Raiam e Andre berram ao mesmo tempo)

[Andre] Caraca! Berramos juntos, mano…

[Raiam] Porque na tua palestra cê chega assim…

[Andre] Pra quem tá no fone, ouvindo só o áudio, fudeu, “estourou meu tímpano”. 

Tudo o que contrasta, eletrifica. 

E as vezes o sexy canvas tem umas explicações bobas, tipo “Uber bombou porque dava bala e água” que é recompensa, avareza, gula e pertencimento, e é um exemplo idiota, eu não preciso do sexy canvas pra saber que isso ia dar bom.

Mas com o sexy canvas você começa a colocar ele nas reuniões de brainstorm, e começam a surgir coisas nessa direção, e quando você define a tal energia que você quer gerar – aquela do IPhone, aquela do Starbucks – você define, por exemplo, três caixas aqui dentro, tipo…redbull, pronto, 300 milissegundos, já tá aquele parágrafo na sua cabeça…

[Raiam] “Redbull te dá asas”, diversão, liberdade, esporte…

[Andre] Te dá recompensa, avareza porque você tá pegando uma bebida, esporte…

[Raiam] Tá, eu só não entendi onde é que entra curiosidade no personagem Raiam.

[Andre] Você é a mais pura curiosidade! Quando cê trás todo dia informação de um jeito de viver diferente de um país que você tá, quem você come, você é uma novela que traz sempre curiosidade E você traz uma curiosidade super elétrica.

Porque tem níveis de eletrificação, por exemplo, se você tá vendo alguém no Big Brother transando embaixo do edredom, mexe com luxúria e mexe com inveja, mas se você tá metendo mexe com luxúria muito mais forte, mexe com insegurança com medo de broxar ou não broxar, se você vai bem, mexe com vaidade porque a mina é gata, cada experiência tem um nível de eletrificação se você tá dentro ou só assistindo.

Então quando te assistem você faz uma eletricidade alta apesar de estar remotamente, não é cara vivendo na Rússia, você. Porque você cria treta, você cria contraste, você cria coisas inesperadas, cria coisas corajosas e isso gera mais eletrificação, por isso você é amado, por isso você gera gula, e por isso você é odiado também. 

Você é raro na sinceridade, isso às vezes é pesado pra você, por que o mundo já te inveja porque você é um negro que deu certo e você ainda treta na sociedade, então a única crítica que eu faço pra você é…sinceramente cara…

Continue assim, mas…sei lá…mas aos poucos você vai saber…

[Raiam] Tô me reposicionando…

[Andre] Sem arriscar a sua segurança da criança interior, de energia de ódio.

[Raiam] Por exemplo, vou ser muito sincero com você, eu tô menos criativo, tô menos inovador, depois que eu voltei pro Brasil, porque falta segurança pra mim, como assim? Porque é perigoso, porque eu tenho de um lado muito hater e do outro muito puxa-saco fanboy emocionado, tá?

E eu acho que muito mais, acho que meu melhor trabalho foi feito na Rússia porque lá eu podia falar o que eu queria e ninguém me conhecia, e se eu falei algo que machucou alguém do Million, o cara do Million tá lá no Brasil e eu tô aqui.

E eu pisando no Brasil eu me sinto um pouco mais de mãos atadas…

[Andre] Acho que você devia ficar muito na Rússia, porque na Rússia, você falou uma coisa uma vez que eu achei muito interessante “esteja em um lugar em que as pessoas te valorizem e te amem”…

[Raiam] É, tem que ir onde você é celebrado e não onde você é tolerado.

[Andre] E aqui no Brasil, naqueles ensinamentos de crença limitante que eu falei tem muito assim “vá pra um grupo, se submete, pra ser amado, mude você pra caber no grupo” e eu acho isso uma perda de tempo, uma maldade com o seu fígado, isso vai dar câncer uma hora. 

E eu acho que o Brasil…

[Raiam] Censura, eu coloquei um negócio lá e teve gente me ligando “tira isso lá”, eu falei “mano, você não é meu sócio, cê não é meu trabalho”, eu odeio ser censurado entendeu? 

E quando eu estou longe, eu tenho um pouco mais de liberdade de criar do que quando eu estou aqui, com tanta gente perto, eu falei um negócio lá e a torcida do São Paulo veio pra cima de mim…

[Andre] Foi a história da ESPN que você tá falando, né? 

[Raiam] Teve ESPN, teve nordeste, teve tudo, e teve uma outra treta aí que pessoas de altíssimo nível ficaram me perturbando, me ligando, pra me censurar, pra calar minha boca, porque realmente tinha um conflito do lado de lá.

E cara, se eu tô na Rússia, se eu tô em outro lugar, eu tenho um pouco mais de liberdade de falar o que eu quero, e de botar minhas ideias pra jogo, que eu gosto de fazer, eu gosto de botar minhas ideias pra jogo.

[Andre] Cara, eu posso falar, o Brasil não é muito o país dos “high potencials”, normalmente as pessoas que fazem diferente, que são mais inteligentes, que são mais científicas, admiram fazer os outros melhorarem, e tal, ficar rico mas não pisar nos outros, o Brasil não é “welcome” à essas pessoas. 

Então, eu tô tentando que seja, tentar mudar a cabeça da nação, mas é muito foda. Mas eu acho que você devia ficar fora mesmo, cara, porque aqui não é otimizado pra ninguém, inclusive pra você. 

[Raiam] Interessante isso, Diamand. Diamand, explica pra galera o tempo em que você ficou em depressão e como eu, Raiam, apareci na tua vida. 

[Andre] Cara, depois que eu vendi a minha empresa…

[Raiam] Vendeu por quanto?

[Andre] Valor presente, na época era perto de 12 milhões em 2008, então um pouco mais que o dobro, eu prefiro falar 20 milhões de valuation. Fiquei mais um ano como CEO, e pô, já tinha desde os sete anos aquela história toda, programando, tava quatorze anos como segurança da informação, hacker, invadindo…

Depressão

[Raiam] E aí cê foi tirar sabático…

[Andre] Aí eu falei “tô com grana” comprei essa casa que é um mini club media, sauna, piscina, uma vista maravilhosa – rara no Rio, quem costuma ter essa vista é favela e comunidades, a minha vida quando criança era olhando pra favela e eu quero acabar com isso também no Brasil, sem demagogia, sem política, não é acabar com favela “morte de pobre”, quero que aquela galera através do digital e de mudanças dessa crença limitante, rápido e com um celular, mudar de vida, não tem que ter bolsa família, esquece o MEC, mas voltando  -, eu falei “porra, vou parar mesmo”, pensei em fazer aquele clichê “vou pra Índia, vou estudar chinês e tal”, cara…

Entrei numa depressão fudida porque minha vida foi sempre em torno de…eu tinha quatro sedes, o negócio era grande, faturava… é até pouco pro digital hoje em dia, mas faturava 700 mil reais por mês, o que pra época era legal.

Uma empresa de segurança da informação, criei vários conceitos, fui no Jô Soares nessa época (eu falava de segurança da informação).

Só que aí eu entrei em depressão porque eu não tinha mais porque acordar, minha vida foi “dar certo” pra ganhar amor e daí tem as outras coisas que eu amo e eu…caralho, o que eu amo? Eu amava comer e meter, luxúria e gula, mas eu não tinha outros objetivos…

[Raiam] É igual bicho, meter no pelo igual bicho…

[Andre] Meter o que no pelo?

[Raiam] No pelo, sem camisinha…

[Andre] Que isso cara, isso não é legal não. Isso fere a segurança da criança interior.

[Raiam] É verdade, tô ligado. Olha a hipocrisia…

[Andre] Gente, o fato é: meter no pelo é muito mais gostoso, pra mulher também.

[Raiam] Eu descobri há um tempo atrás que realmente é…

Diamand, só pra voltar à questão, e assim…eu passei por isso, o que não me faz parar é o que? Eu já sei o meu passado, se eu parar eu vou entrar em depressão e outra…quanto mais hater eu tenho, menos zona de conforto.

Hoje eu tô muito mais pilhado pra trabalhar com 100 milhões de valuation se eu vender tudo, tô muito mais pilhado do que quando eu tinha 1 milhão na conta.

Eu acordo mais cedo, eu trabalho mais duro, porque agora eu tenho mais hater e eu quero enfiar no cu de todo mundo.

Cê não tinha muito hater nessa época aí, né?

[Andre] Eu nem tenho muito hater hoje em dia. Galera, me deem uma odiada aí porque eu falo umas coisas sobre religião (assustador), eu falo coisas como “você é um merda, você não se permite ser melhor”, me deem uma odiada, o que eu quero é esse fluxo. 

Só que a galera pula a ira, meio que “caralho, sempre pensei assim, finalmente tem um maluco falando isso” e a pessoa se conecta.

Mas o fato é que você tem razão, cara. Por exemplo, às vezes uma mulher tá super gorda, daí a mulher tá gorda há uns dois ou três anos já, aí vai ter um casamento da escola dela, um cara da escola dela vai encontrar todos os amigos. Ela fica “caralho, preciso ser vista como gata”, e daí ela faz dois meses de dieta pesada, porque ela tá movida por uma energia com medo de se expôr feia e não ser amada; ou seja, às vezes a gente tem que usar as nossas neuroses ou os nossos medos pra hackear o jogo da produtividade, e ir lá e fazer dieta, se colocar em uma situação de pouca zona de conforto, que você gera muita treta e tem hater mesmo, a galera já tem raiva de você, pra se colocar vivo, e tudo bem hackear o jogo dessa forma!

Porque às vezes as pessoas veem nós, influencers, trocando uma ideia e elas ficam “pô cara, eu já não sou nada, tô desanimado, já desisti, agora eu vou tocar essa vida a te morrer e pelo menos vou entrar no céu”…não faça isso! Não faça isso, não desista, e as vezes se recomeçar, tá gordão, tá deprimido, é difícil, vai ver teus exames de sangue, vai ver teus hormônios, coisa básica que a sociedade não ensina, vai pra um psiquiatra se você tá na cama há muito tempo. Tem gente que não consegue se levantar por causas químicas, sacou?

[Raiam] Cê ficou um tempão em depressão…

[Andre] Cara, eu fiquei dez anos um pouco improdutivo, fui presidente da associação brasileira de startups, namorei, viajava muito pouco, mas cara…

[Raiam] E aí foi o Brunno Galvão que falou “olha esse maluco aqui”…

[Andre] Que eu já investia em 2011/12, faz tempo, ele falou “cara, vê esse maluco aqui do Raiam”, daí eu comecei a te ver, cê não era nem tão treteiro, mas já sentia ali um jeito mais diferente parecido com o meu de falar na cara e tal.

Paguei, entrei no seu Master Mind, deu muito nervoso por eu ser judeu e por ser o mentor de todo mundo, eu sou mentor de praticamente todos os unicórnios e pessoas desse mercado aí de startup.

[Raiam] É verdade, mexeu com seu ego de pagar…na época era…quanto tá hoje? 40, na época era 20 mil reais.

[Andre] Foi 20 mil reais, foi foda fazer esse TED, não foi nem pela grana…

[Raiam] Foi pelo ego mesmo, vou pagar pra um cara menor do que eu.

[Andre] Eu não sou racista, mas…

[Raiam] É, mas pagar 20 mil pra um preto.

[Andre] E tipo, quem é ele? Mas eu vou pagar porque me falaram “mano, esse maluco é maluco, mas ele é papo reto”, e aí simplesmente fluiu, porque eu tinha puta skill do meu mundo, presidente de startup…

[Raiam] Mas cê não tinha a outra ponta.

[Andre] Mas eu tinha pouca skill do digital, e eu gosto do seu jeito de ensinar, é muito prático. Na primeira reunião que foi aqui em casa, inclusive, deu pra aprender coisa pra caramba, de marketing, infoproduto, lançamento…

[Raiam] Fez a imersão também, em São Paulo.

[Andre] Imersão muito foda, os eventos de imersão, cara…eu tenho que babar ovo, eu vinha muitas poucas vezes eu te elogiar em público, até nos meus stories, por causa de conflito com o mundo, com as startups, com não sei o que, que inclusive…

[Raiam] Mas eu duvido que alguém do mundo das startups gerou mais valor pra você que Raiam Santos e o Master Mind do Raiam Santos.

[Andre] Cara, é difícil porque eu simplesmente entreguei meu conhecimento, meu produto, minha filosofia que transformar vidas pro mercado nesse processo, e nesse pouco período eu já faturei quase 3 milhões de reais de lançamento…

[Raiam] Pô, pra quem pagou 20 mil reais tá bom e pagou 10 mil de renovação. 

[Andre] É muito ROI, cara. E não é só o Raiam, né? 

[Raiam] Acho que essa grana aí, acho que foi fichinha pelo o que aconteceu com o Diamand, tipo…as pessoas passaram a respeitar…

[Andre] Era o tiozão que ninguém lembrava…

[Raiam] Tiozão que ninguém lembrava, e hoje você é o ídolo de todo mundo lá do sub19, de todo o grupo…

[Andre] Cara, eu vou te falar…eu tô sendo reconhecido na rua, saí outro dia no Leblon, aí o garçom me seguia e te seguia também e depois uma mina, e daí pede pra tirar foto e tal, e isso mexe com a vaidade, é muito bom…

[Raiam] Cê já pegou mulher assim por causa de fama? Pós-fama internet? 

[Andre] Vai fazer dois anos em março que foi quando me encontrei contigo…sim, rolou, mas foi pouco…

[Raiam] Ah, é? Eu só pego seguidora. 

[Andre] Vou te falar, foi pouco, mas não por falta de oportunidade, não querendo tirar onda mas já tirando, você que tem um milhão e sei lá quantos seguidores, e eu tenho 130, 140 mil…é muita troca de energia, mexe com a gente, inclusive quando a gente vende produtos que são bons, mas troca dinheiro…mexe muito.

Então eu fiz isso mais no início, é válido, mas eu tô um pouco mais blindado assim…tava começando a mexer muito comigo.

Mas tá muito maneiro cara, te agradeço muito, foi uma troca mercantil, eu paguei por esse serviço, mas realmente o ROI foi absurdo e…

[Raiam] Fez 7 em 7, 7 em 5, um milhão…

[Andre] O primeiro foi 7 em 7, o segundo foi 7 em 3 ou 3 e meio.

[Raiam] Milhão na conta vendendo o sexy canvas.

[Andre] Mais de milhão já, somando todos os lançamentos, e o mais legal, NPS altíssimo, todo mundo falando “cê mudou minha vida”, “eu me separei”, “eu fui parar num psiquiatra”, “fui internado”, “mudei com a família pra Austrália”, “tô rico”, vários exemplos…

[Raiam] Pô, o Padrinho.

[Andre] O Padrinho, cê viu os números dele ontem? 

[Raiam] Vi, o Padrinho não era ninguém, Diamand. Padrinho não era ninguém, ele era tipo o cu do sub 25.

[Andre] O Padrinho era um cara pica pra caralho destruído por aquilo que eu expliquei “não pode isso”, “cê tem que se doar pro outro primeiro”, “você em terceiro lugar”, cara…foi dois papos com o Padrinho, porque o sexy canvas não é só pra produto. 

Aliás, ele é pra produto que interaja pra humano, o Padrinho hoje interage com humano de uma forma diferente, ele fala de uma maneira diferente.

[Raiam] A mulher gozando lá…

[Andre] Exatamente…

[Raiam] Fiz uma mulher gozar ontem com essas técnicas dele.

[Andre] Porra, dei mole porque eu fiz o curso mas eu tava com preguiça…

[Raiam] Cara, aplico aquilo o tempo todo mano.

[Andre] Aquele negócio aqui…

[Raiam] Aqui, aqui, na parte de dentro, a parte da respiração, da palavra, da hipnose…

[Andre] Inclusive, os lançamentos do Padrinho tão com 6 e pouco, sem nenhum ads.

[Raiam] É, tô ligado. Foda isso, muito pica…

Quem mais ali dentro do grupo que te pegou pela mão e te ajudou em algum nível, você era o cara tiozão, meio que de fora assim, e aí eu lembro que o teu game mudou quando – SEM A MINHA AUTORIZAÇÃO – o Sapo Cego quis peitar e botar você de palestrante no The Next e pra você que não conhece como a gente faz, só os caras que mais agregam valor ao grupo, os caras mais brabos ganham palco nos meus eventos, só os caras muito brabos.

O Diamand tava lá, mas nunca comentava nada, nunca ajudava ninguém, e aí o Sapo Cego comprou a briga dele, e aí que nasceu o mito do Diamand e aí que ele começou a transbordar pras pessoas.

[Andre] Cara, foi a minha volta ao mercado de palestra, de mandar um papo, e eu fui aplaudido de pé em uma palestra de negócios, e você foi muito especial naquele momento…

[Raiam] Agradece ao Sapo Cego porque se dependesse de mim eu não te colocaria naquele palco, cê não agregava…

[Andre] Cara, Sapo Cego tamo junto, tô muito feliz com seu momento e é só o começo.

Eu tô brincando agora que agora é só o meio.

E porra, valeu Mystical, valeu Klaus (Mr China)…

[Raiam] Porque o Mr China te ajudou? Cês viraram amigo…primeiro de tudo que cês são judeus…

[Andre] Lá no The Next de Minas, ele falou assim “porra, levanta aí quem é judeu”, aí levantou o Klaus, e todo o negócio do pertencimento acabou que ele foi procurar, e como ele já tava no grupo há um tempo ele ajuda naquele unboarding (chega aí, vou te explicar como é, tá meio inseguro, não sabe quem é quem, já cria umas inimizades), ele foi muito legal nisso e a gente troca muita figurinha, tem aula minha no Master China, ele vai ser professor da sexy school. 

Aliás, cê é super convidado. Sexy school é uma escola além do sexy canvas academy, com uma galera que você já entrevistou também, com o Álvaro, com o Rony da Reserva, mandando um papo de como usar o sexy canvas, como eles entendem o sexy canvas

(Barulhos na casa)

Esse é o ruído que todo fazedor de filme odeia, esse “esmerilho”, caguei também, gravam muito aqui em casa já gravaram várias séries da Netflix aqui em casa. 

[Raiam] É mesmo? Na sua casa? 

[Andre] É um business, eu alugava pra série de Netflix, HBO…

[Raiam] Quanto a diária aqui? 

[Andre] Cara…hoje em dia tá tipo 12. 

[Raiam] Um dia na sua casa é 12 mil reais?!

[Andre] É porque é muita gente, quebra muita coisa, destrói parede e tal. Mas cara, quem mais? Eu tô esquecendo…o Hugo Venda no início foi legal…

[Raiam] Pessoas que te abraçaram assim…

[Andre] Sim cara, porque dá nervoso entrar no grupo…

[Raiam] Especialmente quando todo mundo é mais novo que você…

[Andre] Todo mundo é mais novo que eu, a galera meio marrenta porque a gente quer pessoas marrentas que sejam melhores do que as outras, e…mas foi muito bom, cara. Eu não viajo muito, mas as poucas viagens que eu fui foram muito maneiras…

[Raiam] Sair da toca…

[Andre] Pô, foi muito bom sair da toca. 

[Raiam] Pô, The Next de Minas… verdade…

[Andre] Cara, foi o que me lançou de volta, se eu tentasse organicamente sozinha não ia funcionar…

[Raiam] Cara, e como é que você vai fazer a parte de…pra empresas grandes, explica pra galera a consultoria sexy, uma empresa listada em bolsa contrata a empresa do Diamand pra chegar lá e…produto de 200 mil reais…

[Andre] É, tem mais caro, não tem valor, mas assim, é um produto que chega em qualquer empresa e organização (nesse caso é focado pras maiores, porque pequenas e startups conseguem se servir com o sexy canvas do curso), as grandes são preguiçosas, não querem colocar o CEO pra fazer curso.

Então a gente percebeu que tinha que chegar, fazer reunião, uma espécie de consultoria como qualquer outra.

Só que a gente muda tudo na empresa, toda a energia…

[Raiam] Produtos também…

[Andre] Muda produto, muda marketing, muda comunicação, muda o RH, muda a arquitetura interna da empresa; todas essas empresas que bombaram, tipo Google, tudo o que dá certo fala com todo o stakeholders:

Como o sexy canvas funciona

O número 1 é encantar o cliente, mas não é só isso, tem que encantar o funcionário, tem que encantar o RH, tem que encantar os acionistas, tem que ter uma energia na empresa…porque o cara trabalha no Google? Por que o cara tem tesão de trabalhar no Google? Não é só pelo salário, tem comida de graça (gula), tem participação nos lucros, tem liberdade, tem bicicletinha, tem vaidade porque o cara trabalho no Google junto com pertencimento, o RH do Google gabarita, é divertido, eles tem academia de graça lá dentro (avareza).

Então cê tem que construir uma empresa que o teu funcionário ou o teu sócio se sinta assim. 

[Raiam] AH! Então o sexy canvas não é só do exo-marketing (pra fora), mas também do in-marketing (pra dentro) também. 

[Andre] Ele funciona para TUDO que tenha interações humanas. Ele funciona pra um política na sua campanha comunicando ao público, ele funciona pro RH do Google, ele funciona pro teu infoproduto…

[Raiam] Ah, então já mudou, se você tem clientes humanos é o sexy canvas, mas agora é tudo o que tem interações, então é pra dentro também. 

[Andre] O RH não deixa de ser um cliente, o funcionário é um cliente do RH da empresa, mas cê tem razão, é pra qualquer interação. O sexy canvas explica os vídeos virais, não vou garantir, mas se eu sentar pra escrever um vídeo eu vou ter tipo 90% de chance ou 85% dele viralizar.

Que parece uma mentira, todo mundo fala “pô cara, vídeo viral é sorte, tem que chegar na hora certa na veia, tipo um meme, é sorte”, não mais!

Porque todos os virais, desde os primeiros, são gabaritadores ou muitos itens do sexy canvas. 

E que fique claro, sexy canvas não é só sexo, sexo é um dos 14 itens.

Então aquele exemplo do banco de sangue, faz os bancos de sangue captarem mais sangue agora no Brasil porque eles usam sexy canvas.

Então não é só pra business, é pra tudo. É pra você comer gente.

[Raiam] Cês não tão vendo aí, mas o Mil Grau tá se movimentando ali atrás, fazendo barulho, e o Diamand fica puto, ele fica com um olhar assim umas horas que ele quer matar “vou colocar um sniper israelense na tua cabeça”…

[Andre] Eu tenho TOC de áudio…

[Mil Grau] Mas cês não tão ligado no calor que tá aqui, parça…eu postei uma foto agora nos stories com umas pedrinhas de gelo em cima da câmera, o meu computador já vai pro saco, já vou ter que ligar pro Paulo e falar “Paulo, pega o computador do…”

[Andre] Stories marcando quem?

[Mil Grau] Não marquei ninguém. 

[Andre] Beleza.

[Raiam] Diamand…

[Andre] Cê vai ter que cortar essa parte.

[Raiam] Mas todo mundo sabe, cê já apareceu, já gravei também, só não te marquei. 

[Andre] Cê tá brincando? Hoje?

[Raiam] Não não, não tá não. 

[Andre] Por favor, é importante, respeita isso, é uma vida. 

[Raiam] Diamand, eu sou muito fã teu, acho que você tem um papel muito grande aí na criação de um mindset novo para o jovem brasileiro que anda de mãos dadas com a minha missão de vida que é levantar o conhecimento, a ambição e a auto-estima do jovem brasileiro.

E agora eu tive que dar uma pivotada, não é nem do jovem brasileiro porque os jovens brasileiros, quando eu criei esse slogan em 2013 tá todo mundo já mais velho agora. 

Então, respeito pra caraca. Explica pra galera qual é do sexy canvas academy, teus produtos aí, manda nego te seguir, e…eu sei que você não se vende tão bem. 

[Andre] É, engraçado né? Eu sou o pai do sexy canvas e eu mesmo ainda luto contra algumas cascas e tal…

[Raiam] É tipo aqueles caras que não escutam a própria música…

[Andre] Eu sou bastante sexy, mas nesse ponto cê tem razão, eu não quero incomodar às vezes, só que como comigo começou desde criança, é uma luta mais longa, mas já melhorou pra caralho.

Galera, me segue (@andrediamand), já entrego conteúdo pra caramba de forma gratuita muita gente começa a implementar coisas na sua vida e na sua empresa com conteúdo gratuito, só cuidado, não mude tudo, cê precisa do conteúdo mais profundo porque ele mexe muito, sexy canvas academy é um curso com três módulos:

O primeiro módulo é devotado pra fazer aquele desenho do anjinho e do diabinho, explicar biologia, explicar religião, explicar história pra você de uma forma didática como eu explico, onde você se liberta dessa parada de que “pra ser amado terei que ser fofo e triste e humilde, não posso ser rico”, todo mundo que faz a parte 1 do curso manda mensagens “mudou minha vida”, “tô diferente”, “já fiz isso, já fiz aquilo”, “já fui pra psiquiatra”.

Teve gente internada, teve 10 pessoas de mais de 3000 alunos que foram internadas mesmo, mas tão bem, porque é muito marcante. 

A parte 2, depois que você mexeu a sua cabeça, entendeu o porque você tem tanta crença limitante, passou por um processo de entender Freud também, é um resumo de tudo, nesse processo você aproveita pra aprender a cabeça limitada do seu cliente que não foi liberta ainda, e aí você começa a vender pra caralho pra ele.

Não que você vai enganar ele e usar a fragilidade dele (bem…um pouco é isso), mas você também vai estar dando à ele momentos elétricos, que ele possa falar “uau!”, que ele sinta prazer de assistir seu podcast, que você não seja mais uma pessoa chata, que o seu IPhone seja o celular mais amado, você aprende a dar emoções de “uau” e de “sextou” através do consumismo pra essa pessoa, pra que você ganha grana, saia da corrida dos ratos…

[Raiam] Nunca vi você vendeu um negócio tão bem.

[Andre] Mas é isso cara, que cê ganhe grana – não pra ficar comprando Ferrari e ostentação -, mas pra você nunca mais pensar em grana pra fazer revolução na sua vida e vir comigo pra essa revolução no Brasil.

Porque só você livre da grana que você consegue ser a sua melhor versão. Que nem o Raiam, no Brasil ele não é a melhor versão dele porque mexe com a segurança da criança interior, você sem grana não tem tempo pra você, tá sempre correndo atrás do rabo, não pode parar pra pensar, só fica tomando uma ceva e jogando futebol…

Cê tem que ser dono do seu tempo, você tem que respeitar a sua preguiça,  que nem digital nômade, cê tem que ter tempo pra curtir enquanto a grana pinga na sua conta (não é parar de trabalhar), mas pra que você seja livre.

E a palavra principal do sexy canvas é LIBERDADE. 

Eu tenho feito com muitas pessoas que estão ficando milionárias nesse projeto, como o Padrinho, como a Walesca, como pessoas que depois de tanta crença limitante, depois do curso e às vezes depois de um papo comigo e mesmo sem papo comigo, mudam de vida em dois ou três meses…parece aqueles papos charlatão de vender…

[Raiam] Vou te pedir pra vender o Master Mind daqui a pouco também. Puta que pariu, cê tá indo muito bem.

[Andre] E funciona, galera, funciona, e o legal é que essa é a primeira filosofia…na verdade é uma filosofia de vida, como você se porta, como você vive, como você entende o mundo e a única filosofia que foi criada até hoje, desculpa aí…como é que é… Heráclito de Éfeso, e Platão, Aristóteles, sabe qual era o nome de Platão?

Ninguém sabe, mas Platão chamava Aristocles, sabia?

Nenhuma filosofia até hoje…aliás, o Brasil não tem filosofia, tem só a que cai no ENEM. 

[Raiam] Tem Karnal, Cortella…e Diamand.

[Andre] Eu sou um filósofo, só que eu sou um filósofo hacker, essa é a minha diferença pra eles, eles são filósofos bons, que questionam, acadêmicos, mas eu sou um filósofo hacker, eu entrego uma metodologia de ganhar dinheiro, nenhum filósofo faria isso porque todos eles são meio de esquerda, meio do academia, eu sou um filósofo pop.

Eu sou um filósofo que veio do gueto, eu sou um filósofo que ensino em primeiro mão – apesar de não ser glamoroso – que uma pessoa para ser sua melhor versão (ser feliz, ser completo, que é o que a filosofia estuda) nesse tabuleiro merda atual e contemporâneo, tem que ganhar dinheiro!

[Raiam] Porra, mano! Muito brabo. Diamand, tive uma ideia aqui ao longo do podcast, a gente podia fazer um programa semanal no Youtube (mesmo de outro lugar do mundo, eu numa ponta e você na outra) O “Raiam e Diamand Show”, só pra falar dessas porra.

[Andre] Cara, acho que a gente acelera o Brasil.

[Raiam] Ia estourar mesmo.

[Andre] Engraçado…hoje em nem tô tão engraçado, porque tá um calor do caralho…

[Raiam] É, “R&D Show”…

[Andre] Vai rolar? Faz uma vez por mês talvez…

[Raiam] Vou perguntar, vê a estrutura assim… porque vai precisar de câmera, de streaming yard, daquelas vinheta de programa de TV mesmo…

[Andre] É mole, é mole…

[Raiam] Vou modelar um programa que tem dois caras numa câmera em dois lugares diferentes, é um show de uma das maiores audiências americanas do Youtube americano…

[Andre] Mano, a gente tem potencial tipo o Flow podcast que bomba, eles são maneiros mas a gente…

[Raiam] Cê você quer o Raiam e Diamand Show, coloca aqui nos comentários “quero o Raiam e Diamand Show”, se tiver mais de 1000 comentários a gente investe uma grana em estrutura e…

[Andre] Eu quero fazer esse show também, acho que a gente tem todo o poder…

[Raiam] Eu ia perguntar sobre livro, sobre lugar que tu quer ir, quando eu falo sucesso qual é a primeira pessoa que vem na tua cabeça?

Sucesso

[Andre]

[Raiam] Andre Diamand!

[Andre] Não, eu entendo que não vale.

[Raiam] Claro que vale!

[Andre] Então Andre Diamand total, eu ainda estou no caminho, eu gosto muito do trabalho do Murilo Gun, acho que ele é um cara que já tá se elevando de mudar a vida das pessoas do jeito doidão dele…

Cara, eu acho que o sucesso não é ficar rico, o sucesso é ficar livre, livre de ficar com culpa, livre de ficar com medo, livre de não dever nada à ninguém, livre e dono das suas próprias horas, então o sucesso pra mim é a liberdade.

[Raiam] Então já puxa, pensa num moleque de 20 e poucos anos que tá meio perdido do que fazer na vida, qual conselho você vai entregar pra ele?

[Andre] Na atual conjuntura?

[Raiam] É.

[Andre] Não faça faculdade, é perda de tempo (a não ser que seja medicina, um negócio assim que precisa de autorização e sei lá o que, que realmente precisa de laboratório, o resto: não faça).

Vem pro mundo digital, no momento é o que tá acontecendo, toda a economia tá migrando pro digital, já migrou mais de 50% em várias áreas, não tem volta. Estude todo o mundo digital, do marketing digital, de infoproduto, afiliado, tudo o que tiver rolando bem.

Aprenda que você vai ser amado, não sendo esse fofo, altruísta que a sua mãe te ensinou, não sendo um filho da puta que pisa nos outros também, mas sendo um cara que pensa em você em primeiro lugar, foda, que se permite, esse cara às vezes vai passar por um momento não muito amado, vai ser a melhor versão.

Fique rico, fique egoísta, e mais pra frente com esse poder, tendo chegado lá, seja exemplo pra outros iguais a você. 

É isso.

E transe bastante e curta a vida, curta a viagem.

[Raiam] Vamos pra Dubai cara, vai ter evento lá, vai tá geral lá. Vamos pra Dubai…

[Andre] E eu agora que falei que fui agente secreto de sei lá que país…

[Raiam] Ah, é verdade!

[Andre] Mas não foi daquele país que cê falou, foi de outro. 

[Raiam] Então deixa quieto, eu esqueço dessas tuas paradas.

[Andre] Não, vou sim. Eu tava vendo o preço de passagem, cinco e quatrocentos. 

[Raiam] A Tyara vai vir aqui…cinco e quatrocentos só?

[Andre] Mas eu não quero ir de…eu quero ir de executiva, já faz tempo que eu viajo de executiva, cara. Não dá, 17 horas…

[Raiam] Que frescura, mano. Eu sou mais rico que você e viajo de econômica…ah, é que você tem joelho ruim…

[Andre] É que ficar 17 horas me deixa com a coluna fudida… a real é essa. Mas tô assim porque eu tô meio panguadão nessa quarentena, parei de malhar.

[Raiam] Então é isso, cara. Um dos caras que eu mais respeito nesse mundo, senhor Andre Diamand, o brabo. Direto da mansão sexy em Joá, Rio de Janeiro, e é só o começo. 

[Andre] É só o começo, galera. Vamos ser livre.