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Entrevista Cadu Ads: de Dropshipper a Empresário Multimilionário

Kamilla
Escrito por Kamilla em 26/02/2021
Entrevista Cadu Ads: de Dropshipper a Empresário Multimilionário

[Raiam] Fala rapaziada, bem-vindos a mais um podcast Mundo Raiam, com o brabo: Cadu Ads.

[Cadu] E aí, tranquilo? 

[Raiam] Tranquilidade irmão. Eu gosto da sua história porque você é um cara que veio de São Gonçalo, e começou do nada, e agora é referência dentro do próprio Million. 

Em que você é referência Cadu?

[Cadu] Cara, acho que muitas pessoas me conhecem pelo próprio Facebook Ads, né? 

É meu background, porém desde que a gente começou a fazer carreira solo, que foi um pouco antes de entrar na fraternidade, eu me aprofundei muito em gestão e RH, porque isso foi um dos motivos que eu vi que o nosso outro projeto que era muito grande, implodiu, acabou e deixou de existir, porque faltava gestão, faltava RH digamos assim, e faltava processos. 

E eu vi que no final não adianta você ter um produto que vende pra caramba, se você não faz o produto continuar vendendo por muito tempo através de processos. 

Porque a maioria das vezes que as pessoas aprendem a ganhar dinheiro na internet, ela aprende uma forma de ganhar dinheiro na internet, mas ela acha que é isso aí pra sempre, ela não transforma aquilo numa empresa, e de uma hora pra outra o negócio meio que para de dar certo, porque? 

Ganhar dinheiro é muito bom, a pessoa se acomoda e quer curtir a vida, imagina a pessoa que nunca ganhou dinheiro na vida e do nada aparece 100 mil na conta, o que você quer fazer? 

[Raiam] Comprar o Audi TT. É aquela parada, ontem na tua palestra aqui no Million, o pessoal falou “É Cadu Ads, mas é o Cadu gestão, Cadu processos”. 

Então você foi se especializar nisso depois que deu ruim, basicamente. Você era o cara puro afiliado, puro tráfego, e aí você sentiu aquela necessidade, e aí como você foi correr atrás de informação sobre isso?

Gestão de processos no marketing digital

[Cadu] Janeiro de 2018 a gente tinha um projeto onde a gente vendia cápsula de emagrecimento e a gente chegou a vender 15 milhões neste mês.

[Raiam] De farinha, né? 

[Cadu] Não, não, suplemento alimentar. E daí foi um resultado absurdo, só que em abril foi menos de 1 milhão, aí eventualmente eu peguei e saí desse projeto. 

E eu tenho uma facilidade que eu consigo aprender muito rápido, e com o erro dos outros, aí eu olhava e pensava “Tá, mas por que que parou e deu ruim?”, porque basicamente as coisas aconteciam no improviso, na hora que tinha que acontecer, na inovação, “no bumba meu boi” digamos assim. 

E aí eu falei “faltava processo naquela parada”, só que quando a gente para e pensa o que é processo a gente fica “cara…o que é processo, como que esse negócio funciona?”. 

E eu peguei e fui estudar um pouquinho mais sobre isso, e quando eu penso em processo eu penso em esteira de produção, fordismo e taylorismo total, onde um bagulho entra em algum lugar, ele entra em algumas coisas que ele tem que ser processado, e ele sai em um outro lugar, linha de produção total. 

Então eu passei a pensar “qual a principal operação pra esse modelo de negócio aqui que a gente faz, no caso o negócio é afiliado, vender cápsula e tal”. Era contingência e produção de criativos.

[Raiam] O que é contingência? 

[Cadu] Contingência é basicamente você ter várias contas de Facebook Ads, vários perfis de Facebook Ads pra você continuar anunciando no Facebook. 

[Raiam] Porque vai cair. 

[Cadu] Porque vai cair, quando você faz o marketing direto, inevitavelmente, vai cair. 

E aí eu olhei pro projeto que a gente tinha e falei “cara, não tem um processo muito claro de construção de contingência, não tem um processo muito claro de produção de criativos”, por que? 

Criativos você sabe, você mina a internet com anúncios, o negócio funciona pra caramba, você gasta 200 mil reais em uma semana, e para de funcionar porque todo mundo que viu tinha que ver. 

[Raiam] Satura aquela imagem ou aquele videozinho e você tem que estar testando novas coisas aqui e ali.

[Cadu] Exatamente, e daí  eu falei “cara, a gente não tinha esses processos bem definidos, a gente pegava e escalava até onde dava, mas não tinha reposição”. 

E aí eu comecei a perceber: independente se está dando certo ou não, a gente não pode deixar de testar coisa nova, porque a coisa nova para de funcionar uma hora, e isso aconteceu. 

E uma outra coisa que eu vi muito do projeto que deu errado, era a falta de RH. Contratação era muito na base da indicação e pouco na base do comportamento, e o comportamento das pessoas era meio que uma escola, não era necessariamente uma empresa, então tinha muita fofoca interna, muita questão de picuinha.

[Raiam] Você acha que isso diminui numa empresa remota? 

[Cadu] Cara, eu tô tendo esse tipo de experiência agora, antes da pandemia a gente era 100% presencial e eu gostava bastante, e agora a gente tá 100% remoto e eu vi que esse tipo de reclamação, nesse sentido “ah não chegou, ah não me deu bom-dia”, isso diminuiu totalmente.

[Raiam] Política de escritório diminuiu quando… 

[Cadu] Quando introduzimos home office, basicamente, fomos obrigados a ir pro home office por causa da pandemia. E agora eu penso em não necessariamente voltar.

[Raiam] Sério?! Você era um cara, quando eu conheci você, você era um cara que era muito partidário em manter todo mundo debaixo do mesmo teto, um comunicando com o outro diretamente, e aí do nada você se adaptou e viu que não é necessário.

[Cadu] Não necessariamente, depende do modelo de negócio que você tem, mas pro nosso modelo da internet funciona muito bem no home office, desde que você tenha um negócio que a gente falou no Million o final de semana inteiro: comunicação constantemente ativa com as pessoas. 

Um outro motivo da gestão que dá problema e que dava problema no outro projeto era a falta de comunicação constante. 

Porque, até o Paulo Berto falou: “O Raiam só responde quando ele pegou e quer a parada”, e num ambiente de empresa a gente tem que estar constantemente se comunicando com a galera pra ter alinhamento de expectativa, e falar ”O que eu preciso fazer pra te ajudar a construir o que a gente vai construir juntos?”. Não é eu o Cadu construir, é você construir o que a gente vai construir juntos.

Porque antes quando eu fazia só o tráfego eu também achava que o tráfego era o mais importante, que se foda com todo o resto, eu gasto aqui 800 mil, 1 milhão, sou eu que gero esse faturamento aqui! 

Mas depois eu fui ver que não, que é só uma parte da engrenagem, e nenhuma parte da engrenagem é mais importante que o todo. 

[Raiam] Então volta aí, volta aí, a pessoa que chegou até aqui, ela não sabe o que você faz. O que é o Cadu Ads hoje em dia? 

[Cadu] O Cadu Ads é uma marca da Amaral Mídia.

[Raiam] Cadu Ads, Cadu Amaral da Silva, não é de anúncio não, mas é duplo sentido. 

[Cadu] Duplo sentido, o Ads não é de anúncio, é o meu nome “Carlos Eduardo Amaral da Silva”, então quando a gente quis começar a gerar conteúdo a gente gerou esse pseudo-nome ali, porque a gente aprendeu com você que não pode ter underline no nome, tem que ser nome curto, que cola na boca, que é fácil de pegar, e daí eu fiquei pensando e pensando e pensando, e eu já usava “Cadu AS” no nome, “Kadu_As”. 

[Raiam] Com “K”.

[Cadu] Com “K”, e daí eu comecei a pensar e eu fiquei “Caramba! É só colocar o  ‘D’ aqui!”, e daí eu botei, tinha, e ficou muito bala. 

E aí basicamente na marca Cadu Ads eu sou um funcionário, sou um expert, sou um funcionário do Gabriel que tá aqui, que é o nosso gerente lá de projetos da marca Cadu Ads, nesse projeto eu sou um mero colaborador. É o Gabriel que pega e toma as decisões. 

[Raiam] É sério? Com vinte e três anos?

[Cadu] Com vinte e três anos, que pega e faz os projetos e tudo. 

[Raiam] Pô, mas ele não era só videomaker no ano passado quando eu conheci ele? 

[Cadu] Sim, mas porra! Ele cresceu na empresa, né cara?! 

[Raiam] Rápido assim? 

[Cadu] Rápido assim, cara. Dar desafios, uma outra coisa…

[Raiam] Tá mais gordinho também, então tá ganhando dinheiro. 

[Cadu] Casou pô, cara casou e pega responsabilidade. Você dá o desafio e o colaborador pega e desenvolve, então o Gabriel tava numa ótima fase de ir pra um momento além, eu falei “Gabriel, a gente quer começar a desenvolver o produto aqui na empresa”, toma isso aqui e estuda, e daqui a três meses a gente vai fazer um negócio, se vira. 

E aí ele pegou e assumiu o desafio, e isso foi uma outra coisa que eu aprendi, que quando a gente começa a ter a nossa própria equipe a gente quer microgerenciar muito as pessoas, ao invés de pegar e delegar desafios, e delegar resultado. 

A gente, na maioria das vezes, quer delegar tarefas, então o videomaker: qual é o teu trabalho “Editar o negócio e gravar o vídeo?”, não mano! Videomaker qual é o teu trabalho? Tem que entregar um podcast foda, independente se você vai fazer com celular, com câmera, com qualquer bosta, tem que entregar um bagulho foda, e cada vez mais eu fui aprendendo a fazer isso: a fazer a delegação da maneira correta. Então no projeto Cadu Ads eu sou um mero espectador.

[Raiam] Você é um mero ator.

[Cadu] Sim, eu sou o expert que gera o conteúdo da parada. Mas toda a equipe e toda a operação roda independente.

[Raiam] O diretor, o produtor, o câmera…por trás das câmeras, você só é aquele ator de novela ali. 

[Cadu] Tipo assim, não ator porque eu não faço atuação, mas eu sou o expert ali e gero o conteúdo da parada. E daí a gente tem os nossos projetos de produto físico, os nossos e-commerces ali, que basicamente eu também sou um mero mentor do meu outro gerente de projetos que tem lá, e tem a equipe dessa parte. 

[Raiam] Você faz drop então? 

[Cadu] Faço dropshipping também. 

[Raiam] Vou ter que te expulsar do grupo também.

[Cadu] E aí o meu trabalho hoje, na Amaral Mídia fora gerar o conteúdo através do Cadu Ads, é formar novos líderes, como você falou do Gabriel, um ano trabalhando em cima de uma pessoa do jeito certo ela gira o próximo Cadu, que vai trabalhar nas próximas pessoas, pra gente continuar expandindo. 

Não dá, a gente do Million fala muito de escala, muito de equity, não dá pro Raiam chegar aonde ele quer chegar sozinho, ele precisou ter o próprio Paulo Berto, e daí daqui a pouco vão ter vários mini Raiam’s ali, bons, que você pegou e desenvolveu, que nem eu vejo o Gabriel, que nem eu vejo o Marcelo, assim como eu vejo a Daiane. 

Porque a gente tem que formar líderes e ensinar os líderes a formar novos líderes, porque vai “cascateando” as responsabilidades, cada vez que o cara fica mais estratégico, cada vez que o cara fica mais sênior na empresa, o trabalho é muita conversa, muito alinhamento, e menos mão na massa. 

[Raiam] A mão na massa é quem faz é lá embaixo. Então você vende produtos físicos, vende de tudo pela internet, basicamente! Você é uma empresa de vendas, dropshipping…

[Cadu] Dropshipping é apenas um modelo de vendas que a gente tem na nossa empresa. 

É até isso que eu pego e falo para as pessoas quando a gente fala do nosso treinamento, “cara, vou te ensinar a construir uma empresa de vendas, se você vai aplicar com dropshipping, você vai aplicar com infoproduto, vai aplicar com afiliado, não interessa, é uma empresa de venda com modelo de venda direta”. 

Os exemplos que a gente dá é com dropshipping, porque a barreira de entrada é baixa, fácil de começar, só que várias pessoas que fazem dropshipping evoluem, o lance que as pessoas iniciantes não entendem é que o cara não tá preso no chão, ele não é uma planta, ele não é uma pedra.

Quantas vezes você já pivotou na vida, e cada vez que você pivotou isso fez você crescer? O próprio negócio do Instagram é um exemplo. 

[Raiam] Puxando coisas de outros business e levando pra lá…

Como Cadu Ads começou como afiliado

[Cadu] Exatamente, eu comecei em 2015 como afiliado.

[Raiam] É! Explica isso daí. Cara, você não fez faculdade e você manda mais de gestão do que gente que tem mestrado nessa porra. Como é que você começou? Você tem o que…26 agora?

[Cadu] Tenho 26, em 2015 eu tinha 21 e eu tinha acabado de me formar em técnico em contabilidade no Senac, então isso me deu uma base decente porque com 20 anos eu já sabia o que era DRE, imposto e tal. 

Eu antes na escola era muito bom em matemática e exatas e falei “Ah, vou fazer alguma coisa com número”, olhei a contabilidade porque eu queria trabalhar em banco, tinha o exemplo da minha tia que trabalhava em banco, olhei a contabilidade ali e daí eu descobri que não tem nada a ver com número: tem tudo a ver com lei. A contabilidade é muito mais lei do que número…

[Raiam] Ah, é? Você acha que a contabilidade do Brasil puxa muito mais pro direito do que pra economia e administração? 

[Cadu] Sim, com certeza, porque você tem que saber fazer o lançamento, débito e crédito, isso é muito mais questão de lei e interpretação do que número, matemática, soma. 

E daí eu fiz esse curso e falei “Com esse curso técnico aqui eu já posso fazer o que eu quiser dentro dessa profissão, não preciso da faculdade”, e faculdade era só se eu quisesse fazer concurso público lá do Banco do Brasil, e aquilo eu não queria. 

Só que mano, ali da parte da minha família, da minha mãe e do meu pai tinham feito faculdade de direito e falavam “não, vai fazer também!”.

[Raiam] Queriam aplicar aquilo que deu certo pra eles, agora pelo menos teu filho vai se dar bem nisso. 

[Cadu] Isso, “tem que fazer faculdade, tem que fazer faculdade!”

E eu explicava: não precisa porque eu já fiz o curso técnico. Tudo o que eu vou fazer na faculdade o curso técnico me ensina, só que eu vou ficar quatro anos ali. “Não, tem que fazer”, eu falei “Beleza, olha só”, eu trabalhava como auxiliar administrativo, ganhava 900 contos ali, eu falei “mano, eu não vou pagar, não tenho dinheiro pra pagar essa parada”, não me apliquei suficiente pra ganhar bolsa. “Se vocês forem pagar a mensalidade ali, eu faço”, “Tá, beleza a gente vai pagar”, aí fui lá e fiz a inscrição: 500 reais do vestibular. Aí entrei, beleza…

[Raiam] Qual curso? 

[Cadu] Contabilidade, ciências contábeis. Entrei e daí no primeiro semestre ninguém chega junto nem nada, aí eu fiz um FIES. 

Chegou no final do  FIES, ali no final do primeiro semestre, 4 mil. 

Falei “mano, ninguém vai me dar esse 4 mil aqui nunca, eu também não quero pagar essa bosta”. Tranquei a faculdade e saí fora, porque nessa hora aí eu já trabalhava, então já me sustentava, e eu não morava mais com meu pai e com a minha mãe. 

[Raiam] Com salário de auxiliar administrativo você conseguia morar fora?!

[Cadu] Não, eu morava com a minha vó, mas eu ajudava em tudo o que ela precisava ali. 

E daí eu falei, mano…não tenho que cumprir mais a expectativa de ninguém. Já morava fora, não tenho que responder a eles. Ajudo aqui a minha vó com as coisas de casa e tô de boa. E aí eu saí fora, e daí nessa hora eu comecei a estudar MUITO empreendedorismo com Flávio Augusto.

[Raiam] Ah, foi um clique? 

[Cadu] Sim, porque era 2014 e tava o ápice do Geração de Valor.

[Raiam] Livro e aquela página de Facebook com aquelas caricaturas bonitinhas. 

[Cadu] E foi quando ele tava lançando o “MeuSucesso.com” então ele tava muito bombado ali, e aí eu comecei a ler o livro do Geração de valor (me inspirou muito), assinei o “Meu sucesso.com” na época e me inspirou mais ainda, vi a história do Flávio Augusto, Geraldo Rufino, só história sinistra. 

E aí eu falei “Eu quero fazer isso, eu quero empreender, porém tudo o que esses caras falam aqui é inaplicável pra mim, porque como é que eu vou montar uma ESCOLA de inglês, como é que eu vou montar um restaurante?”, e aí eventualmente vendo todo esse material eu fui impactado por um anúncio, um anúncio de um cara vendendo curso pra ensinar você a fazer curso, fazer lançamento e tudo mais…

[Raiam] Érico Rocha. 

[Cadu] Érico Rocha e Conrado Adolpho. 

E aí eu comecei a ver aquilo ali e fiquei maluco, gatilho, copy uma em cima da outra e falei “mano, quero isso daí”, só que o que eles falavam naquela época? 

“Você, que é um profissional liberal, você que foi executivo por muito tempo, tem alguma coisa para ensinar para as pessoas? Grava um curso e vende pra essas pessoas!” 

Eu olhei, aos 21 anos, o que eu tenho pra ensinar pra essas pessoas?

[Raiam] O que você tinha pra ensinar pros outros?

[Cadu] Porra nenhuma! 

E daí eu falei “Não tenho nada pra ensinar, mas vou ficar aqui, eu estou vendo, ainda não sei o que é, mas vai surgir alguma coisa”. 

Eu seguia muita gente e daí eu fui filtrando, filtrando pra ver o que fazia mais sentido e o que eu poderia aplicar. 

Eventualmente eu conheci o negócio de afiliado, que o Conrado Adolpho fez lá um lançamento sobre curso de afiliado, e então eu entendi que o afiliado era basicamente um representante comercial – ele pegava o produto de alguém, vendia e ganhava uma comissão, era a “tia do Avon 2.0”, e daí eu falei “Caramba, isso dá pra eu fazer”. 

E aí eu comecei a estudar muito sobre isso, eu entrei nesse curso em julho de 2015 e em outubro de 2015 eu comecei a aplicar, porque eu comecei a olhar e eu tinha uns 3 mil reais, mas isso era pouco, por que? 

Porque vendia produto na hotmart, 30 dias pra sacar, não tinha fluxo de caixa, aí o que eu fazia? Eu tinha um cartão de crédito de 500 reais do Itaú, gastava o dinheiro, depois ia pagando a fatura adiantado, então pagava de 2 em 2 dias o boleto da fatura para liberar outros 500 reais no cartão de crédito e continuar pagando. 

[Raiam] Não tinha gerente, não? Ligava pro gerente “Alô gerente, tá vendo que eu tô pagando? Aumenta a porra do meu limite”.

[Cadu] Não tinha.

[Raiam] Você concorda comigo que o cartão de crédito, o limite do cartão de crédito é talvez um dos maiores game changers de qualquer pessoa que tá começando no marketing digital? 

[Cadu] Sim, porque se você consegue uma maneira rápida de fazer dinheiro você se autofinancia muito rápido, né? Porque o grande problema de quem tá começando é o fluxo de caixa.

[Raiam] Daí é o banco financiando seu fluxo de caixa em 30 dias você está recebendo antes. 

[Cadu] E daí o que eu fazia, eu gerava resultado durante 10 dias e depois ficava parado 20 dias, porque eu tinha que esperar o dinheiro sacar pra poder continuar.

[Raiam] Pô, você não tinha nenhum amigo rico, com limite…

[Cadu] Vamos chegar nessa parte aí. Nesse tempo que eu ficava parado, o que eu fazia? “Mano, eu sei e eu estou gerando resultado aqui, vou ajudar as pessoas do grupo de alunos”, então eu ia lá e ajudava todo mundo do grupo de alunos. 

Porque o que eu pensava? Se o cara tá gastando mil reais, 3 mil reais, 5 mil reais, eu vou estar aprendendo com o dinheiro dele. 

E aí eu comecei a ajudar todo mundo do grupo de alunos e eu era melhor do que o suporte do curso. E daí eu criei um grupo de umas cinco pessoas no Messenger e a gente se falava direto e tinha um cara, que ele já tinha feito algumas coisas, mas ele não tinha necessariamente tempo pra se dedicar, mas ele tinha um cartão de crédito de 30 mil, e 10 mil reais na mão. 

E daí ele falou “Cara, você tá me gerando resultado, você me ajuda muito, vamos fazer uma parceria, uma sociedade, eu invisto aqui e você opera, o que a gente gerar de resultado a gente divide”, isso foi em dezembro de 2015, eu falei “bora”.

E aí já tinha um produto que eu estava começando a vender, já sabia que era bom, a gente fez a estruturação, subimos a campanha, e eu nunca vou esquecer: no dia 26 de dezembro a gente começou a vender pra caralho. E daí do dia 26 de dezembro até o dia 31 de janeiro a gente fez uns 120 mil como afiliado.

[Raiam] Foi o teu primeiro dinheiro grande, que tu viu assim na tua mão, caraca! “Eu sou pica nisso”.  Vendendo cápsula? 

[Cadu] Não, vendendo e-book de emagrecimento.

[Raiam] Tá, e as contas não caíam? 

[Cadu] Não caíam ainda, né? Porque eu não sabia.

[Raiam] E era uma época boa, em 2015 o custo por clique era muito baixo e viralizava muito forte. 

[Cadu] Hoje em dia a gente anuncia 90% no mobile, naquela época NINGUÉM anunciava no mobile, o clique no mobile era 10 centavos, hoje eu pago 1 real feliz no clique no mobile porque é barato, naquela época ninguém anunciava e era 10 centavos então a gente tinha uma vantagem competitiva muito grande. 

E naquela época o que eu fazia, em janeiro de 2016 eu pegava e olhava o celular assim: 4 mil reais. E daí ia ali, ligava o notebook e assistia série o dia INTEIRO, até 6 e 8 da noite, sentava ali duplicava umas campanhas, pausava outras campanhas. No outro dia: bleybley, bleybley, notificação da hotmart.

 E foi isso durante uns três meses, achei que era a fórmula mágica do dinheiro, isso aqui nunca mais vai parar de acontecer e nunca vai cair; e daí chegou abril de 2016 a minha conta caiu, e eu só tinha uma conta, nunca tinha ouvido falar de bloqueio de conta, nunca tinha ouvido falar de contingência, e daí eu falei “o que eu faço agora?”, e a gente ficou uns 3 ou 4 meses sem conseguir anunciar porque não tinha conteúdo sobre isso.

Hoje o cara começa, ele toma um bloqueio e vai procurar sobre contingência, ele acha um vídeo meu ensinando pra ele como é que ele faz. Mas em 2016: 0 informação. 

E aí o que a gente tinha que fazer? A gente se matava ali, mano. Daí a gente começou a conversar com outras pessoas “Ah, você tem que pegar o perfil da família, botar no computador pra você começar a anunciar”, daí eu pegava o perfil do Gabriel, colocava no computador: bloqueio na hora. Por que? 

[Raiam] IP, mesmo cartão de crédito.

[Cadu] Várias palhaçadinhas que eu fui aprendendo, que eu fui construindo, só na tentativa e erro, por que? Como que a gente aprende sobre mercado digital? Não tem como, né? Tentativa e erro.

[Raiam] Central de ajuda, tentativa e erro e perguntando pra outras pessoas no seu grupo, por isso que tem tantas ideias de fraternidade de marketing digital, é que você aprende um com o outro, não tem livro! Não tem literatura nem enciclopédia disso. E muda todo mês! 

[Cadu] De três em três meses é um ano novo no marketing digital, eu considero, a gente se ferrou bastante até que a gente conseguiu resolver o problema. 

E a gente conseguiu resolver o problema, voltamos a anunciar, voltamos a gerar resultado, só que nessa hora eu já comecei a pensar um pouco além, eu falei “Beleza, eu vendo produto aqui de 200 reais, ganho 80 reais de comissão e o resto desse dinheiro vai pra onde?”, comecei a olhar…“o produtor tem eu de afiliado, ele tem outros 100 afiliados, eu tô concorrendo com essas outras 100 pessoas e ele tá lá ganhando a grana. 

O bagulho aqui é eu evoluir de casinha, não quero ficar na casinha de afiliado para sempre, foi ótimo pra começar, mas tá…beleza… e agora? Qual é o próximo passo?”. 

E daí a gente recebeu uma proposta de um produtor, a gente era gerente de afiliados, ele falou “olha só, a gente quer produzir um departamento de tráfego aqui dentro da empresa, você é um dos nossos afiliados que mais gera resultado, vem que o dinheiro para você investir vai ser infinito”, eu falei “Bora”.

E daí na época eu desfiz a parceria com o Fabrício que foi o primeiro cara que investiu ali, agradeci muito a ele e falei “Pra você continuar tocando isso aqui, eu vou te ajudar e você vai precisar fazer isso e isso e isso até você conseguir tocar sozinho”, aí eu fiquei ajudando ele ali em paralelo, mas fui pra próxima oportunidade.

[Raiam] Certo, te deram porcentagem lá ou não?

[Cadu] Sim. Tinha 20% do que eu gerava. 

[Raiam] Como gestor de tráfego. 

[Cadu] E também do que eu ajudava os afiliados a gerar.

[Raiam] Você tinha 20% do que você gerava com um cartão de crédito ilimitado.

[Cadu] Infinito.

[Raiam] Você já chegou a rodar quanto em um mês de anúncio? 

[Cadu] Um mês em anúncio? Acho que foi uns dois milhões.

[Raiam] Você colocou dois milhões de reais em anúncio, e o risco tava na mão do outro. Você tem 20% de upside.

[Cadu] No bruto ainda, tudo o que eu precisava era faturamento menos custo de tráfego, e aí era um resultado muito bom. E eu falei “A oportunidade é única aqui, eu tenho como aprender com o que eu vou investir e ainda replicar o meu conhecimento para os outros afiliados”, porque o que eu aprendi? 

Os caras quando são afiliados eles só têm o produtor pra falar, mas o produtor tem todos os afiliados, então ele aprende três vezes mais rápido, porque o cara daqui pega e faz o negócio, fala pra ele, ele vê se é válido, fala pra todo mundo embaixo e daí todo mundo aplica e ele continua ganhando mais grana. 

Então eu fui gestor de tráfego durante dois anos, e foi onde a gente mais investiu e mais gerou faturamento, eu gerava um faturamento de uns 40% do resultado bruto da empresa (sozinho) e o resto era os afiliados, 

[Raiam] Você tocou num ponto interessante que se você gerava 40% do resultados, e o seu cartão era ilimitado, pra que perder margem para afiliado? 

[Cadu] Contingência infinita. Quantos mais afiliados você tem…

[Raiam] Ah! Então ter muito afiliado é tipo mitigar o risco de uma operação, porque o maior risco de uma operação de anúncio é perder a conta.

[Cadu] Além disso é autofinanciamento, porque se o afiliado vende você não perde dinheiro, você ganha dinheiro, sem você ter tido custo, porque o custo do imposto e o custo do produto é custo variável, então não tem custo fixo nessa operação aí. 

Então é um autofinanciamento muito bom. E a nossa estratégia era muito simples nessa época aí, a gente queria ter 1000 afiliados, cada afiliado fazendo uma venda por dia, e aí a gente fazia 1000 vendas por dia, e daí a gente fazia 300 ou 400 mil por dia.

[Raiam] Mesmo com a margem menor ali, os caras tão vendendo e vendendo em volume. E daí como foi essa transição, o cara foi escroto contigo e daí tu virou o Cadu Ads, como foi essa transição aí?

[Cadu] Daí quando a gente lançou a cápsula em quatro meses a gente teve 50 milhões de faturamento, só que daí a gente cresce muito rápido, só que se a gente não tiver cabeça o tombo é muito rápido também, e aí começou a ter muitos problemas internos, o cara ficou meio maluco lá, e eu falei “mano, deu aqui, dois anos de experiência tá ótimo, aprendi pra caralho, agora tá na minha hora de sair fora e tocar meu próprio barco”, e aí eu saí…

[Raiam] Foi lá que você entrou na fraternidade?

[Cadu] Foi um pouquinho depois. Então eu saí em julho de 2018 e fiquei uns dois meses meio que tateando.

[Raiam] Desempregado ou você tava meio que rodando…você devia ter o que, 1 milhão na conta nessa época?

[Cadu] Sim, por aí. E daí eu falei “o que eu vou fazer?”, eu tava com uns problemas de cabeça ali e daí decidi “vou ficar aqui meio de boa e vou conversar com as pessoas”, porque eu tinha muito networking bom também.

[Raiam] Como é que você pegou esse networking do mercado? 

[Cadu] Eu palestrei em todos os eventos, em 2018 eu ganhei o prêmio de melhor profissional de Facebook Ads por causa do resultado que a gente gerou. Então eu ia palestrar nos eventos, as pessoas instantaneamente me respeitavam, sabiam o quanto eu investia, sabiam o quanto a gente vendia e etc.. 

Então foi muito aí, mas isso aí foi depois de eu ser conhecido, em 2017 e 18, porém em 2016 eu não era conhecido, mas como eu sempre conheci muita gente e trocava ideia com muita gente pra ajudar por causa do grupo de afiliados, as pessoas sempre me respeitaram, então basicamente foi uma coisa que surgiu naturalmente. Eu não era o cara que chegava num ambiente sem conhecer ninguém e em três minutos virou amigo de todo mundo. 

[Raiam] É verdade, você é mais “mineiro” assim, né?

[Cadu] Só que eu sou o cara que para pra conversar contigo durante duas horas e a conversa flui, a gente fala de várias paradas, então eu sempre fui o cara de penetrar mais nessas conversas e no desenrolo e daí eu desenvolvi o networking dessa maneira. 

E daí de 2016 a 2018 eu palestrei bastante, e daí eu fui conversar com os meus amigos que geravam bastante resultado e tal, e todo mundo falou “lança teu próprio produto, lança teu próprio produto”, e eu falei “beleza, vou lançar meu próprio produto aqui”, e daí eu peguei junto com uns outros amigos que tavam querendo lançar também e daí eu falei “Pô, vou mitigar esse risco aqui inicialmente” porque eu sempre estive no lado da operação, como gestor de tráfego, eu nunca estive no lado da gestão, e eu vi que se fuderam por causa da gestão.

[Raiam] Ah! Então foi isso! Você aprendeu na dor de outra pessoa e foi aí que você fez aquele NBA em gestão em tempo recorde e ficou grande nisso. 

[Cadu] Porque quando eu fui começar o meu sozinho eu falei “Acho que todo mundo se fudeu por causa de gestão, então eu não vou me fuder por causa disso, porque eu aprendi com o erro dos outros e não preciso me fuder por causa disso, então eu vou aprender muito na questão de gestão”, aí eu comecei a ler livros, “Mito do Empreendedor” cara…esse livro é um manual de como você cria a sua empresa.

[Raiam] E é velho, o livro é dos anos 80, anos 90.

[Cadu] É, anos 90, mas esse livro é sensacional, e aí eu comecei a ler esses livros assim, comecei a ver vídeos, comecei a ler sobre RH, ouvir podcast sobre RH. 

E aí tinha várias coisas que eu estudei em 2014 do próprio “MeuSucesso.com” que na época não fazia sentido pra mim, só que ficou guardado, e aí quando começou a chegar a hora voltou tudo à tona. 

O próprio Flávio Augusto falando como ele preparava os executivos dele pra ter os caras bons, e pros caras não pegarem e saírem da empresa para ir montar os próprios projetos deles. 

Porque isso é o que mais acontece, muito iniciante do Marketing Digital pega e fala “Cadu, como é que você mantém os seus colaboradores? Por que eles não pegam e saem fora pra montarem os negócios deles?”, e daí eu falo “todo mundo aqui dentro é uma engrenagem, nem eu nem eles são mais importantes do que o projeto que a gente pega, então se for só vocês dois sozinhos e o cara ver o quanto você consegue fazer sozinho, ele vai ver que ele consegue fazer também, mas se ele ver o quanto eu tô fazendo com outros 10 pessoas ele já vai dar um passo atrás “Pô, pra gerar esse resultado todo são 10 pessoas, é gente pra caramba””. 

Outra coisa que tem também – no começo eu já me matei dessa maneira – os caras se matam de trabalhar 12 a 16 horas por dia, nosso trabalho na Amaral Mídia é das 10 às 19. Eu não fico me matando de trabalhar durante 16 horas, por que? 

Porque tem os colaboradores, têm os processos, a galera faz o que precisa fazer, tem um gerente para cobrar as pessoas, eu não preciso cobrar as pessoas diretamente. 

Então delegar a responsabilidade e a liderança do time foi uma coisa que eu comecei a ver, quando eu comecei eu era o próprio gestor de tráfego e daí todo mundo que tá começando me pergunta “Cadu, como você delega o tráfego?”, eu falo “Mano, subir campanha e apertar botão é a coisa mais fácil que tem”, depois pegar e analisar resultado o que você faz? Você bota o cara do seu lado e fala “Olha só, tá vendo esse número aqui? 

É por causa disso aqui”, é igual ensinar matemática pra alguém, se algum dia você tiver um filho você vai sentar na mesa com ele e com um caderno e vai falar “Ó, somar, subtrair e multiplicar é assim”…

[Cadu] Então como eu falei lá no início, da questão da gestão que eu aprendi muito, tem muito comunicação constantemente com as pessoas, porque você precisa saber o que ela quer alcançar no futuro, você precisa mostrar o que a empresa vai alcançar no futuro, e como vocês dois podem encaixar isso juntos. 

Como ser o gestor e o criador de conteúdo

[Raiam] Top isso, irmão. E aí você tem duas vidas, é muito difícil ter duas vidas. 

Eu não consigo ter a vida de produtor de conteúdo que é um skill aqui, e a vida de gestor que é um skill ali. E aí quando o Paulo Berto entrou o negócio começou a andar. Como é que você consegue usar dois chapéus ao mesmo tempo?

[Cadu] Aprendendo sobre gestão e RH, você aprende sobre perfil comportamental, e você começa…a gente usa muito o DISC, né? É uma metodologia que classifica as pessoas em quatro perfis predominantes, que é o dominante, o influente, o cauteloso e o estável. 

E daí eu passei a ver que os grandes empreendedores têm o D e o I mais acima, que é a dominância e a influência. O dominante é o cara que vai lá e vai destruir a parada e o cara influente é você, que chega em qualquer lugar e sabe falar com qualquer pessoa. 

O cara conservador, o cautela, é o cara analítico, o cara que olha mais de longe, mas que faz, que gosta de conformidade, que gosta de padrão (eu sou muito esse cara). E geralmente tem o cara estável, geralmente são aquelas pessoas que não são os protagonistas, mas elas fazem o time ao redor delas crescer. 

Depois que eu entendi esses perfis aí eu passei a olhar eu, e olhar o meu time e ver quais pessoas tinha qual perfil e daí eu passei a encaixar o quebra-cabeça, eu falei “eu tenho cautela muito boa, então eu gosto padrão, conformidade, etc., e eu tenho o “D” como segundo, então eu também vou lá e faço, também vou lá e mando bala”, então eu tenho essas skills aqui. 

O Biel tem o estável bom, então ele faz as pessoas ao redor dele serem sempre melhores e ele também tem o dominante muito bom, ele também vai lá e manda bala.

[Raiam] Com essa cara de bobo aí? 

[Cadu] Sim, o Biel é uma ótima pessoa pra comandar um time ali, porque ele tem o “D” da dominância, mas ele também tem o estável que faz todas as pessoas ao redor dele ficarem melhores. E aí eu fui encaixando a questão do quebra-cabeça. 

Então pra questão da produção de conteúdo, eu vi que o “D” era ótimo, por que? Tem que gravar dez vídeos em um dia? Vamos lá! Vamos gravar dez vídeos em um dia! 

Mas pro lado de gestão, a conformidade que é o “C”, o padrão, é muito importante.

E aí eu passei a me ligar que eu só preciso trabalhar nos meus pontos fortes, fodasse os meus pontos fracos. Então se você não é bom na questão da gestão, fodasse, traz o Paulo Berto que é ótimo nessa parada e ele junta o negócio. Então é você entender a questão de qual é o ponto forte, e você triplicar os esforços nos pontos fortes.

O cara que consegue produzir 500 conteúdos altamente conectados, networking é um fator fundamental. Usa esse negócio a seu favor! Eu tava falando com o Gabriel no carro quando a gente tava vindo pra cá, que a gente vai contratar alguns roteiristas de conteúdo muito baseado na parada que você falou, por que? 

Eu consigo pegar e gravar o conteúdo? Beleza. Mas pra mim é muito ruim parar e escrever o que eu vou fazer, planejar o conteúdo, eu não gosto dessa parada. Então eu não vou me forçar a fazer isso se eu não gosto disso.

Você por outro lado, falou ali, você acordava cedo lá na Rússia, sentava e passava seis horas escrevendo roteiro pra gravar, por que? Por que tu gosta! 

[Raiam] Estudando, é…gosto, gosto sim. E eu sinto falta.

[Cadu] Queria ser escritor, né!

[Raiam] E eu sinto falta, porque aqui no Brasil eu tô muito operacional, e daí quando eu acordo 6 ou 7 da manhã, já tem pepino pra resolver. 

Quando eu acordo lá, aqui é uma da manhã, então as pessoas estão dormindo, eu tenho aquela paz de escritor de “eu vou criar, eu vou estudar, e vou aprender coisas”, porque a partir do momento em que você começa a ser bombardeado por e-mail, por whatsapp, por call de zoom, dispersa. 

E eu sei que o meu papel, eu brilho muito mais como produtor de conteúdo com uma câmera ligada, e eu brilho menos contratando gente e tocando processos, e é o que você falou D-I-S-C.

Só que cara, você é os dois! Você é o cara da câmera e o cara do back, e você faz os dois bem…por que? 

[Cadu] É natural pra mim, eu nunca tive dificuldade de falar em público porque, me lembra…você gosta muito do Kobe, eu gosto muito do Kobe, do Michael Jordan, tem muitas entrevistas deles que são muitos fodas, quando eles tão no jogo, lá no Match Point, e eles fazem o ponto todos falam “Ah! Os caras são fodas e não sei mais o que lá”. 

Mas o que os atletas falam é que é só mais uma cesta, antes dessa eu já fiz mais 10 mil cestas dessa maneira, então antes de eu ser o gestor da empresa, eu geri milhares de campanhas, então tava me preparando pra ser gestor. 

Porque gerir campanhas é igual gerir pessoas, é uma gestão de recursos. Você tem um recurso limitado e você tem que fazer o máximo que você pode com a quantidade de recursos que você tem. A questão é que o tipo de recurso muda, mas gerir pessoas – na minha opinião – é igual gerir campanha.

E também pra pegar e falar aqui sobre o assunto de tráfego e gestão: gestão eu vivo no dia-a-dia como você falou, eu sou o gestor da empresa, todo dia eu tô lá fazendo gestão, conversando com as pessoas, construindo processos e tudo. 

E pra falar de tráfego, de facebook ads, de como criar uma empresa e tal, eu fiz isso durante quatro anos antes de falar. 

Promessas no dropshipping

O problema é quando as pessoas querem falar antes de estarem prontas pra falar, que é o que eu vejo na maioria das pessoas no dropshipping, geram um dinheiro por 6 meses e querem montar curso, ensinar os outros a faturar na internet sendo que ele fez isso só por seis meses. 

[Raiam] E é onde eu quero chegar, passou gente do drop no grupo e 100% deles deram dor de cabeça ou pra mim ou pros outros membros do grupo, ou arrumaram treta com polícia e negócio de imposto. E a gente aqui tava conversando ontem, ninguém nunca escutou nada ruim do Cadu Ads e ele trabalha com drop. Aí a zueira foi: Cadu tem ferrari?

[Cadu] Não.

[Raiam] Cadê a roupa de marca? Cadê o Rolex?

[Cadu] Não tenho. 

[Raiam] Cadê o print de resultado? Shopify? Quais são outras características? 

[Cadu] Porsche! Não tenho Porsche. Helicóptero, avião…

[Raiam] Helicóptero, cadê teu helicóptero?

[Cadu] Não tenho. 

[Raiam] Porque você se posicionou tão distante do pessoal desse mercado?

[Cadu] Como eu falei, eu comecei no mercado de afiliados em 2015, e o mercado de afiliados em 2015 vendia muito o que o dropshipping vende hoje: liberdade, você vai construir um negócio da praia, vai trabalhar pouco e vai ganhar muito. 

E aí em 2017 e 2018 mostrou que quem realmente foi grande foi quem tem empresa. Todo mundo que eu conheço que tem 100 milhões, os caras têm 100 funcionários, não dá pra fazer isso da praia de bobeira…até dá, só que quando o cara pensa “Ah! Não dá pra fazer isso da praia e tal” o nego pensa que vai viver na praia.

Você mesmo já tá deixando de ser nômade. 

[Raiam] Verdade, pra ser nômade eu vou ganhar 500 mil por mês no máximo e eu quero ganhar milhões e milhões…não pode, tem que ter uma base. Moscou foi muito legal pra mim porque eu estive durante oito meses no mesmo lugar.

[Cadu] Exatamente, e aí eu vi que os caras que ficaram realmente grandes, e cada vez mais o discurso do dinheiro fácil, cada vez mais o discurso da ostentação foi caindo. 

Porque o cara vai se sujando e vai prometendo – é o discurso lá do Donald Trump – quando você fala uma merda tem que falar uma merda maior ainda pra você descredibilizar lá os caras que julgam a parada. 

Então o cara que faz uma promessa mirabolante do dinheiro fácil, pra cada vez mais ele se tornar mais relevante, ele tem que fazer uma promessa cada vez maior, porque vai perdendo credibilidade embaixo porque as pessoas veem, não conseguem gerar resultados e sai fora.

[Raiam] E aí tem que mostrar…

[Cadu] E aí tem que mostrar, “ah, mas você não consegue porque você é ruim, eu tenho aqui minhas coisas e negócios”, ele quer se provar para as pessoas pelo que ele está mostrando, não pelo que ele é. 

E daí em 2019 quando eu decidi gerar conteúdo, quando eu entrei na fraternidade – eu inclusive conheci o dropshipping mais a fundo lá no Million de Lisboa…

[Raiam] Você fazia só afiliado, venda direta. 

[Cadu] Eles começaram a me falar o que eles faziam, e eu comecei a pensar “esses cara aqui tão novinhos e ganhando essa grana sem entender nada de empresa, tem oportunidade de ouro aí”.

[Raiam] Você tava nas cápsulas lá e você pulou rápido, e daí você criou uma linha de produção disso aí.

[Cadu] Porque eu vi o que? Mano, isso tá igual em 2015 o mercado de afiliados, e eu sei que daqui a dois anos vai ser só empresa, então se eu começar a me comunicar como empresa agora eu vou quebrar todo mundo porque eu vou evoluir o mercado muito rápido, as pessoas vão ver que o conteúdo dos outros é muito raso, e só vai sobrar o meu conteúdo ou derivados do meu conteúdo

[Raiam] Foi uma estratégia de longo prazo com aquilo que você tinha visto, e a história se repete. Por isso que é bom estudar, tem gente que estuda a história do Brasil e a história da Europa. A gente estuda a história do marketing digital.

[Cadu] Porque a história se repete, é como se eu estivesse vendo o futuro no passado. 

[Raiam] Caraca! “Eu vejo o futuro repetir o passado”. 

[Cadu] E aí eu me posicionei assim e a gente bombou. Eu lembro até que uma vez você me mandou um print e falou “Cadu! Você é o herói das crianças do sub19”, por quê? Muitos dos que têm resultados lá são meus alunos.

[Raiam] O Victor falou abertamente “mudou minha vida”, ele comprou uma consultoria sua que nem tem mais (ele foi o último cliente lá), “cara, o Cadu mudou minha vida, mudou minha empresa, não faço mais drop, eu tenho uma empresa de vendas com processos e linha de produção”. 

[Cadu] Exatamente, porque o cara que tá lá tá igual eu em 2016, ele começou a gerar os primeiros 100 mil dele, ele olha celular “caralho!” e ele vai sair, vai curtir e acha que aquele dinheiro vai cair na conta pra sempre. 

E eu falo pra eles e pros meus alunos “cara, tá na hora de você ir mais a fundo porque na hora que tá fácil é a hora de você ganhar grana, porque vai ficar difícil, TÁ NA BÍBLIA!” 

Tem o tempo da bonança, tem o tempo da tempestade, tem a hora boa e tem a hora ruim, e na hora ruim é a hora em que você tem que ter caixa, que você tem que ter estrutura pra você não quebrar. 

E daí você vê lá com as pessoas que fazem dropshipping falam quando para de dar resultado: caiu a conta, produto parou de vender. E daí eu falo: mano, quando você tava ganhando dinheiro, o que você fez com o dinheiro? “Comprei um carro”, “comprei um IPhone”, “comprei um MacBook”.

[Raiam] Foi a porrada que a gente deu no Sniper ontem, do nada começou a ganhar dinheiro, daí comprou uma Mercedes e depois uma X6, eu falo “mano, qual é o carro do Tiago Reis ali?”, “Qual é o carro do Cadu?”, tu vê se eles precisam disso tudo? 

[Cadu] Eu sempre pergunto para os caras “quantos funcionários você tem?”, daí ele fala “eu tenho eu e mais duas pessoas no suporte”, eu falo “mano, você só tem passivo na empresa, ninguém faz dinheiro pra empresa além de você. 

Aí se você não tivesse gasto 100 mil em um carro, imagina se você tivesse gasto 100 mil em equipe?” ”Você não precisa ter um custo fixo de 100 mil, mas 10 mil”, por exemplo 10 mil você coloca 5 pessoas na sua equipe, essas 5 pessoas não podem te ajudar a fazer muito mais grana ao invés de você ficar aí se matando?

[Raiam] Caraca! Eu levei essa pro pessoal, só eu e o Paulo Berto trazemos dinheiro pra equipe, é tudo passivo. 

[Cadu] É tudo passivo, tem que ter gente que traz dinheiro pra equipe, que vai lá e cria as paradas, e gerencia as pessoas, não pode ser só operacional. 100 ou 250 mil reais ali você vê: posso comprar um carro de 100 ou 250 mil reais, posso comprar uma Mercedes? Posso. Mas o que eu prefiro: 250 mil é um ano de 20 funcionários na empresa, eu prefiro ter vinte pessoas na empresa. Eu trabalho menos, a empresa cresce e produz mais.

Por isso que eu não tenho um Rolex, por isso que eu não tenho um sapatão!

[Raiam] Tipo, você sabe que 100 mil na tua empresa vai dar muito mais resultado que 100 mil no seu pulso. 

[Cadu] Exatamente, e outra coisa que eu vejo muito é que cada pessoa tem o tempo dela de aprender e desenvolver. Geralmente quando a gente contrata as pessoas na empresa digital, a gente quer que os caras sejam pica, a gente quer que os caras sejam como a gente, mas eles não são, então tá tudo bem! 

Cada um tem o seu tempo de desenvolver e você tem que guiar a pessoa. 

Por exemplo o Biel, hoje ele tá em uma posição foda, mas ele trabalha comigo há 3 anos.

[Raiam] Já ganhou um salário mínimo. 

[Cadu] Três anos de desenvolvimento, ele tá na posição que ele tá hoje e ano que vem ele vai estar em uma posição maior.

[Raiam] Ele lidera gente mais velha que ele? 

[Cadu] Sim. Biel tem equipe de 6 pessoas.

[Raiam] Pô, videomaker… 

[Cadu] E vai pra uma posição muito maior agora, e por que? Porque ao invés de morar em uma casa 3X melhor, eu guardei o dinheiro e investi nele, e investi nas outras pessoas, as pessoas é o maior investimento hoje, é onde eu invisto mais dinheiro. 

Então é onde eu vejo a diferença do cara que tem o Porsche…daí você vê o cara que tem o Porsche, né, quem tem sabe e quem não tem mostra, você vê lá o cara que anda com um Porsche, aí você nunca ouve o cara falar na equipe dele, dos colaboradores, nunca mostrou empresa, aí você se pergunte se esse cara ganha dinheiro com empresa ou ganha dinheiro vendendo curso? 

Porque pra vender curso precisa de duas pessoas, precisa do expert e de um outro cara que pode fazer tudo, porque geralmente esses caras nem produzem conteúdo.

Todo dia a gente vai lá e posta dois vídeos por dia no Instagram, um vídeo pro Youtube, esses outros caras nem postam porque eles não tem equipe pra postar, ele mesmo vai lá e posta. 

Fazemos diferente: todos tem carteira assinada

Equipe é o nome do jogo.

A gente gosta muito de trabalhar lá na Amaral Mídia na questão da gestão é um ano de caixa por colaborador porque assim eu não tenho pressa.

[Raiam] Como é que é? Um ano de caixa por colaborador…

[Cadu] Então se você tem um colaborador que ganha 3 mil, ele vai ganhar 60 mil por ano.

[Raiam] 36 mil…ah, mas você inclui os encargos assim? Então é 60 mil por ano!

Caraca pessoal, ele já é diferente, ele não contrata ninguém PJ e nem cash, você assina a carteira de todo mundo? Inclusive a dele ali?

[Cadu] De todo mundo, inclusive dele.

[Raiam] Teu irmão, teu sócio tem CLT, quer dizer, ele tem porcentagem depois, né.

[Cadu] Sim, ele tem bônus, bônus de resultado, é igual o cara que é executivo em uma empresa pô! Ele também é CLT e tem bônus de resultado.

[Raiam] Caraca, é muito raro no nosso mercado alguém assinar carteira de galera assim…viu como eu fui te corrigir? 

3 mil por mês X 12 é 36, e NÃO, tem os encargos também dessa porra. E aí, se tem 60 mil por ano e você tem dez colaboradores, então vamos dizer que você tem 600 mil de caixa na empresa.

[Cadu] Só pra folha. 

[Raiam] E aí você sempre mantém 600 mil de caixa, qual é sua estratégia? 

[Cadu] Bom, porque se qualquer coisa der errado já tá todo mundo pago, já tá todo mundo de boa, e eu também não tenho “pressa”, porque eu acho que a maioria dos problemas que acontece no mercado é porque as pessoas têm pressa demais das coisas acontecerem, principalmente a nível de pessoas.

[Raiam] Eu senti isso na pele agora cara. Porque tem dois anos que eu tô lançando todo mês, mas novembro e dezembro eu decidi olhar pra dentro da empresa e a gente não lançou só que a gente se deu ao luxo de fazer isso porque a gente tem tempo e têm muito caixa.

[Cadu] Quando o indicador chave deixa de ser dinheiro você começa a tomar decisões melhores e pensando no longo prazo.

Por exemplo, quando eu comecei a ler e a gerar conteúdo, eu poderia fazer todo o negócio do Porsche, do Rolex e do dinheiro fácil, mas eu não precisava de dinheiro e não era meu motivador. A motivação era desenvolver e solidificar a marca.

[Raiam] Caramba…e seus próximos passos, o que você tá olhando hoje em dia, Cadu? 

[Cadu] Cada vez mais a gente quer expandir a marca Cadu Ads, e levar a boa palavra pras pessoas pra mostrar que sim, dá pra construir um modelo de negócios rentável, lucrativo e consistente através do dropshipping, através de cápsula, ou através de qualquer modelo que você escolha, desde que você tenha PESSOAS, PRODUTOS E PROCESSOS.

[Raiam] Que é o 3P.

[Cadu] É, esse é o 3 P’s. Esse é o nome do nosso curso: “Escala 3P’s: pessoas, produtos e processos”.

Como formar lideranças

[Cadu] E aí os próximos passos são: eu já tenho uma liderança na empresa bem formada. Meu grande trabalho nesse próximo ano de 2021 é fazer com que essas lideranças formem novas lideranças.

[Raiam] Uma pirâmide de gestão!

[Cadu] Pra gente crescer cada vez mais projetos, né? 

Então lá na equipe a gente trabalha com uma equipe por projeto; o projeto do Cadu Ads tem a equipe do Cadu Ads, tem um projeto lá de educador e tem a equipe de educador, tem um projeto Loja do Raiam e tem a equipe Loja do Raiam. 

Então pra liderar essas equipes cada vez mais eu preciso de um cabeça, um pai da criança, preciso de um líder ali.

[Raiam] Uma dor minha, sabia? Não tô sabendo formar os moleques lá pra tocar. Ser esse líder, sem eu precisar descer lá na equipe dele, eu só consegui na minha produtora.

[Cadu] Sabe o que eu aprendi, a gente geralmente não aprende a ser líder em nenhum lugar, a gente acha que ser líder é algo natural da pessoa, que a pessoa que é líder é porque é natural, e eu acho que isso aí é mentira. 

Tem pessoas que têm tendências a liderança, com certeza, porém existe um processo de liderança, e esse processo de liderança começa muito na comunicação e depois você tem roteiros, você tem processo de feedback, você tem processo de reconhecimento, você tem processo de checkpoint, e você tem processo de conversa de liderança.

Então você conversa com o cara “então, onde você quer chegar?”, “o que você é pago pra fazer?”, “qual foi o melhor dia que você teve aqui na empresa?”, “o que você vai me entregar nos próximos 3 meses?”, conversas e perguntas guiadas que você desenvolve ali a pessoa.

Não tem como você criar um líder se você não tem tempo pra conversar com ele, porque o trabalho dele é conversar com as outras pessoas. A gente acha que o trabalho do líder é fazer a operação técnica muito bem feita.

O Biel às vezes ele poderia ser o melhor editor de vídeo do mundo, mas se ele não soubesse conversar e formar outras pessoas abaixo dele, liderar outras pessoas…

Quantas que a gente conhece que são inteligentes pra caramba, mas não sabe transmitir esse conhecimento, que não sabe se comunicar, não sabe liderar a parada?

Então é muito mais soft skills. Como se desenvolve soft skills? 

[Raiam] Como se desenvolve soft skills? 

[Cadu] Na minha percepção é conversando e tendo roteiros pra pessoa seguir pra próxima área, pra cascatear pra área de baixo. 

[Raiam] Caramba. E como você aprendeu seu soft skills? 

[Cadu] Lendo.

[Raiam] É mesmo?

[Cadu] Lendo, ouvindo, estudando. 

Eu sou uma pessoa que consigo aprender muito através da audição e do exemplo, então muito novo eu aprendi que o sucesso deixa pistas, e aí eu vejo o Michael Jordan e aí eu vejo como ele se comunica com os membros, e vejo como ele se comporta com ele mesmo, eu consigo assistir 100 horas de Michael Jordan no YouTube e consigo modelar aquele comportamento, aquela parada.

[Raiam] E você só consegue assistir 100 horas de Michael Jordan porque você fala inglês. 

[Cadu] Sim, tem que falar inglês, não tem como.

[Raiam] O conteúdo do nosso mercado é tudo em inglês, quando chega aqui: ferrou! 

[Cadu] Os melhores conteúdos são em inglês. Uma coisa que dá pra pegar e mitigar isso somos nós, no caso. 

[Raiam] Nós somos os intermediários do conhecimento! 

[Cadu] Eu falo pra galera “O conteúdo tá todo na internet, é só você ir buscar, só que quando você pega um produto meu ou do Raiam o que você compra? Experiência”.

Como a fraternidade te ajudou

[Raiam] E cara, como estar dentro desse grupo aqui te agregou nos últimos dois anos? 

[Cadu] A fraternidade em si me agregou muito, através de você mesmo quando a gente fez a mentoria coletiva lá, eu ainda tava me reposicionando, então foi ótimo pra me gerar autoridade.

[Raiam] 15 mil.

[Cadu] É, 15 mil. Pra eu poder gerar autoridade instantânea, porque você entrou lá me marcando assim, ganhei 5000 seguidores, comecei a botar caixinha… 

Então foi ótimo porque eu queria gerar conteúdo e eu ainda não tinha um roteiro, e na mentoria você deu o roteiro. 

Você falou “cara, olha só, caixinha de pergunta direto, 100 stories por dia, duas postagens”, você tem essa sua experiência que você segue, eu olhei aquilo ali, interpretei o que fazia sentido pra mim..

[Raiam] Foi o Michael Jordan!

[Cadu] Foi o Michael Jordan, isso aí, peguei e apliquei, e fora toda a questão do networking, quando a gente fica em um mercado específico de cápsula, por exemplo, a gente tá numa bolha! Ou no de lançamento, a gente tá numa bolha; 

Em qualquer mercado a gente tá numa bolha, e você tem que sair dela, por que? Porque as melhores ideias vêm de fora.

[Raiam] Me dá um exemplo de fora da sua bolha que te agregou pra caramba, que te deu o “se toque”. 

[Cadu] O próprio cara aqui, Breno Colombi. 

Ontem quando vocês tavam quebrando o pau ali, a gente tava conversando aqui porque eu tava falando as técnicas de gestão que eu uso na minha empresa, e ele tava falando das técnicas de gestão que ele pega de 15 anos do mercado corporativo.

[Raiam] Uma empresa muito mais bilionária, trilionária, Nokia, Breno vem cá. Explica pra galera como que o Breno te agregou assim do nada.

Desenvolvimento do colaborador

[Cadu] Basicamente eu mostrei os processos que a gente tá desenvolvendo em nível de gestão na empresa, como o desenvolvimento de colaboradores e a trilha de conhecimento. 

Eu expliquei pra ele como que a gente pega e treina os colaboradores: a gente tem um processo lá que a gente tem um líder e o líder passa um curso pra galera assistir durante a semana, e daí um dia da semana eles se encontram e debatem sobre aquele conteúdo e aquilo vira um resumo, que vira uma gestão do conhecimento da empresa, não só dos colaboradores, e o Breno tava me falando como a gente pode pegar e melhorar mais essa parada. 

[Raiam] Caraca, “Trilha do Conhecimento” pegou isso do Marcelo Germano?

[Cadu] Não, peguei do Breno.

[Raiam] Ah, eu achei que você já aplicava e o Breno veio…

[Cadu] Eu já aplicava o processo de treinamento, porque o que as pessoas geralmente fazem quando querem treinar o colaborador? Ele fala “comprei um curso pra você, assiste aí”.

[Raiam] E aí o conhecimento fica com ele e não com a empresa, e quando esse cara sai perde tudo o que você colocou pra investir. UAU!

[Cadu] E aí o que a gente fazia? Pra mostrar realmente o que o cara aprendeu, todo mundo se reúne ali e fala sobre o que eles aprenderam, e daí o Breno falou que esse “falar sobre o que aprenderam” tem que virar um resumo, um documento da empresa

[Breno] Cada projeto fazer um “Lições aprendidas” também é o que mais agrega. 

Você vê o que deu certo, o que deu errado, você corrige comportamento e processo em uma sessão de uma hora e cria um plano de ação pra você executar.

[Raiam] E aí isso veio assim em uma conversa paralela que tava até fora de foco, porque a gente tava quebrando o pau ali na mesa, você puxou ele e vocês ficaram conversando sobre isso, aquele tipo de conversa de duas horas…

[Cadu] Exatamente. E aí por exemplo, isso que eu peguei e falei aqui é desenvolvimento de colaborador. Quando que você tem tempo de fazer isso se você tá o tempo todo fazendo e fazendo e fazendo? Não tem tempo. 

Se o seu trabalho lá é só gravar, gravar e gravar vídeo, ou só subir campanha e subir campanha, quando que você tem tempo de treinar seus colaboradores? Pra você treinar eles você tem que conversar. 

Então o trabalho do líder lá na empresa é 70% conversa e 30% execução porque quem tem que executar é o resto da equipe. 

[Raiam] Interessante isso, brabo. E aí você teve insight de pessoas que estão… 

[Cadu] Tem o Breno, do outro Million que a gente tava tinha o Tiago Reis de jogo imobiliário, de sites também, absurdo. 

[Raiam] Que é um cara de outro mercado (finanças/SEO), ele é de multinacional…você trabalhou na Colômbia, México..

[Breno] Brasil, e Estados Unidos. 

[Raiam] E aí você foi plugando porque com certeza…você tava aqui naquela palestra do Raul?

[Cadu] Tava.

[Raiam] Clicou várias paradas na tua cabeça. E você falou que você tava na sua bolha dos afiliados, na sua bolha do tráfego, e aqui você toma bombardeio de pontas diferentes, é isso? 

[Cadu] Exatamente, acaba vendo que às vezes a gente tá na bolha tanto pra bem quando pra ruim, às vezes a gente tá na bolha e a gente acha que a gente tá se fudendo, que a nossa empresa tá na bosta, e daí você vem aqui trocar ideia com a galera e vê que, até mesmo o Paulo Berto falando que o processo de gestão que vocês estão começando a desenvolver agora, por mais que na parte do infoproduto vocês faturam muito mais que a gente, na parte da gestão a gente tá mais adiantado.

[Raiam] Com certeza, e daí um ajuda o outro, um cobre aqui, o outro cobre ali.

[Cadu] Com certeza. 

[Raiam] E todo mundo vence. Se você ver pessoal que está aqui há 2 anos cresceu pra caraca, e é só o começo. 

Livro que o Cadu Ads mais recomendou

[Raiam] Cadu, livro que você recomenda, menos esse “Mito do Empreendedor” que você falou.

[Cadu] Então fora o “Mito do Empreendedor”, “Pai Rico, Pai Pobre”. 

[Raiam] Pô, clichê mano.

[Cadu] Não é clichê, cara. 

Esse livro foi um dos primeiros que eu li e nesse livro eu aprendi como se ganhava dinheiro, só tem como ganhar dinheiro vendendo, e aí nesse livro ele te mostra as 3 coisas que você pode vender: você pode vender sua hora, você pode vender um serviço e você pode vender um produto. 

A partir disso eu percebi que eu podia vender produto porque é altamente replicável.   

[Raiam] Você já vendeu serviço também, aquela consultoria que você parou porque não é escalável. Breno, livro que você recomenda pra galera.

[Breno] Acho que um livro que mais colaborou foi um chamado “Descubra Suas Fortalezas”, você faz um teste e você vai ver porque você tem que aumentar as suas fortalezas, e não ficar corrigindo fraquezas. 

[Cadu] Aquilo que a gente falou ali do DISC, do ponto forte;

[Raiam] É, você é dominante e vai desenvolver o ‘D’ e o ‘I’. Vou até anotar isso aí.

[Breno] Você coloca todo mundo da sua empresa pra fazer isso daí, e você troca os seus gestores…

[Cadu] Essa aí é outra coisa que eu falei com o Breno ontem, é que você tem vários líderes na empresa e cada líder tem um perfil, e você tem que saber qual é o perfil de cada líder pra você saber se aquele tá no projeto certo.

Tem um cara que é o perfil do desbravador, então ele é ótimo pra iniciar um projeto e tirar ele do chão. 

Tem o outro cara que é o perfil de processualizar a parada, então ele é ótimo pra pegar um projeto que já iniciou e controlar. 

Tem o outro cara que ele é ótimo pra lidar com as pessoas, melhorar a moral do time e etc..

Pra quem é martelo, tudo é prego, né? Mas não pode ter só esse tipo de pessoa em um time, tem que ter vários tipos de pessoas.

E é importante você saber o ponto forte da pessoa e saber a personalidade dela pra quando você for falar com ela, ou quando você for direcionar ela pra alguma direção, você sabe a melhor maneira de pegar e colocar onde ela vai se dar bem. 

Se você contrata uma pessoa e ela dá errado a culpa é 100% sua; porque você não colocou ela no lugar em que ela deveria estar, ou você não deu as ferramentas que ela precisava pra crescer. 

Lugar do mundo que você não foi ainda e tem vontade de ir e por que?

[Cadu] Eu não fui ainda pro Japão e eu tenho muita vontade de ir. 

[Raiam] Caraca! Todo mundo fala Japão nessa porra cara! É impressionante, o pessoal que tem background mais nerd, você já foi nerd dos mangás e os caramba?

[Cadu] Já…

[Raiam] Todo mundo fala de Japão, Japão, por que Japão, mano?

[Cadu] Porque culturalmente eu também acho o local muito foda, e o segundo lugar é Estados Unidos, mas Estados Unidos é muito fácil, só não fui ainda porque tá tudo fechado. 

[Raiam] Você foi no Million de Orlando?

[Cadu] Não, porque negaram meu visto, cara.

[Raiam] Você foi negado no visto, faturando milhões e negaram teu visto. Deve ser porque você tava com nome sujo antigamente com 18 anos de idade, por causa daqueles anúncios que você fazia. Caraca, mano, que foda! 

Eu esqueci qual é a pergunta que eu faço, mas Cadu…vou deixar a câmera aí pra você.

Qual o conselho que você dá pra um moleque que tá perdido na vida?

[Cadu] Primeiro de tudo, o sucesso deixa pistas, então se você quer ser bem-sucedido na vida (em qualquer área), escolhe uma pessoa que você vê assim “Eu queria ser igual a essa pessoa”, e você dorme e acorda escutando ela.

Naturalmente, a mentalidade daquela pessoa vai vir pra você, nem que seja por osmose! 

Quando eu decidi ser bem-sucedido eu comecei a escutar MUITO, MUITO, MUITA palestra, escutei muito Les Brown, Eric Thomas, aquele vídeo dele do “Segredo do Sucesso” é absurdo! 

Eu escutava aquele vídeo TODO dia indo pro trabalho e voltando do trabalho.

[Raiam] Tive essa fase, hoje eu não preciso tanto. 

Eu olho pra trás e vejo que os caras não tem muito resultado, eles são muito mais motivacionais, só que olhando pra trás me ajudou muito em uma fase da minha vida em que eu tava começando. 

[Cadu] Na fase em que você tá começando você precisa fortalecer a cabeça, porque a gente toma porrada o dia inteiro. Independente de mim, independente de Raiam, o cara mais pica do mundo toma porrada o dia inteiro. 

[Raiam] Eu achava que era o cara que mais tomava porrada de internet, e aí eu conheci o Gabriel Monteiro, o maluco toma porrada da internet, de milícia, de bandido e de policial.

[Cadu] Você já meio que passou por um bagulho desse aí, imagina você viver o dia inteiro com medo de alguém aparecer e te matar do nada. Isso não é vida, não dá mano. Pro cara fazer isso daí o cara tem que ser muito brabo.

Então esse aí é um segredo e outra coisa: paciência e disciplina é a chave pra todo sucesso MATERIAL. Então se você quer ter sucesso material na vida (dinheiro, casa, qualquer coisa) você só precisa ter disciplina e paciência.

Vocês têm muito tempo de vida aí, principalmente os caras que nem o Kauã, 16 anos, independente se você tem 30 ou se você tem 50, você tem muito tempo. 

Se hoje você começar a fazer as coisas pensando em como você quer estar daqui 5 anos, daqui 5 anos você vai chegar onde você queria estar hoje. 

Quando eu comecei em 2016 eu escrevi um negócio que é o livro do sucesso. Nesse livro do sucesso, tudo o que eu escutava de motivacional, mentalidade, Tony Robbins, eu anotava as frases mais impactantes, e aí quando chegou o final de 2015 que eu comecei a ter muito resultado, eu escrevi assim “Até o final de 2021 eu vou alcançar tal e tal e tal”, e fechei o livro, nunca mais abri ele pra escrever.

E aí esse é um dos módulos que eu coloco no meu curso, porque geralmente quais são os primeiros módulos de curso online? Alinhamento de perspectiva e Mindset pro sucesso, são coisas que todo mundo acha que é uma bosta, mas que precisa ter. 

E daí eu falo vários pontos de mindset que são importantes pras pessoas, e na última aula eu falo pra ele “eu sei que vocês tudo acharam que isso aqui é uma palhaçada, né? Beleza, mais eu fiz isso aqui”, eu mostrei o meu livro de sucesso que eu escrevi em 2016. Tem lá a data, os escritos, tudo… 

Cara, pega e faz o seu. E se você tiver paciência e disciplina você vai alcançar qualquer coisa que você quiser. 

[Raiam] Paciência e disciplina. Isso me traz aquele papo que você falou, que quando você tinha 21 anos tava na moda pegar um conhecimento e vender, só que você não tinha experiência de nada, e aí você entrou no back que é processos, tráfego. E daí depois de uns cinco anos que você começou a botar a cara e ensinar. 

E algo que eu vejo no sub 19, que os caras que mais têm resultado entre a criançada são os caras do back mesmo. Que tão ali tocando na cozinha e não os caras que fazem stories “olha, eu sou o dono do conhecimento, e não sei o que”. 

Não passa credibilidade porque você tem 18 anos e você não passou por nada. Jogou aonde? 

E aí realmente os caras que eu vejo que estão tendo mais resultados são o “Cadu de 2014”, que era o cara que tava ali aprendendo, executando e tal, mas não aparecia. 

[Cadu] Um negócio que eu via lá, e eu nunca tive esse problema, mas tem gente que tem esse tipo de problema, às vezes os caras pegam e falam “Ah, mas eu tô trabalhando pra fulano aqui, tô construindo o negócio dele e não tô construindo meu negócio e etc.”. 

Eu sempre tive a mentalidade de que se eu quero “ser sol um dia” eu preciso “estar mais perto do sol hoje”, independente que isso faça eu ganhar menos agora. 

[Raiam] “Se eu quero ser o sol um dia, eu preciso estar mais próximo do sol hoje”. 

[Cadu] Hoje se eu fosse do sub 19 ou do sub 25, com certeza eu ia fazer de tudo pra trabalhar no teu time. 

[Raiam] Mesmo do sub 19, os caras que ganham menos trabalham na Kobe, é verdade! E a gente fala: se você quer trabalhar você vai ganhar isso aqui! Se não quer tem 50 mil caras querendo trabalhar.

[Cadu] Porque o quanto de oportunidade que ele tem ali pra aprender e ver, e se ele for inteligente em 2 anos (ou 3, no máximo) ele vai estar o triplo do tamanho do que hoje está construindo o próprio projeto. 

[Raiam] E é realmente o que aconteceu na empresa, olha só, a gente tinha uma porrada de sub 19 e sub 25 que passou por ali e só sobrou o Saulo, por que? 

O Saulo foi o cara que teve aquela paciência e falou “Eu vou ficar aqui, eu vejo aquela molecada ganhando mais que eu, fazendo lançamento de 100 mil, eu tô aqui na minha” só que o Saulo em termos de gestão, em termos de liderança, em termos de Equity, ele é o mais pica de todo mundo ali, porque ele teve paciência. 

[Cadu] Paciência, colocar a cabeça pra gente e fazer a parada. Novamente é o que eu falei mais cedo lá, se você tá jogando o jogo pensando em jogar pra sempre é impossível você perder. 

Porque o teu único objetivo é continuar jogando, não é ganhar mais. 

E é por isso que quando eu comecei a parada eu não me posicionei com ostentação e tal, porque eu sabia que as pessoas iam vir a mim, e aí eu aprendi nesse mercado inteiro que o que a gente tem de mais valioso é o nome: ele dura pra sempre.

[Raiam] O que a gente tem de mais valioso é o nome. 

[Breno] Credibilidade. 

[Raiam] Breno, você tem algum outro conselho?

[Breno] Eu li um livro uma vez que chama “A Idade Decisiva” que o que você fizer entre os seus 20 e 30 anos vai ser pra suas próximas décadas. Muito bom esse livro. 

[Raiam] E que conselho você daria pra essa galera aí?

[Breno] Ande com os bons, e parece clichê, mas faz toda a diferença, até em uma empresa menor, mas com uma equipe genial vai fazer você alavancar muito mais rápido. E…paciência, de novo, tem que ser paciente mesmo, eu converso com algumas pessoas mais novas e eu percebo que eles não têm essa paciência, é difícil ganhar isso. 

Mas você tem que modelar esses grandes players do que você almeja ser, se você não sabe o que você quer ser, tenha um período pra você passar com cada tipo de mercado.

O Breno há vinte anos atrás queria ser executivo, depois de alguns anos queria ser empresário, então você tem que mudar o seu círculo de amigos, o que você lê, o que você consome, o que você escuta, como você conversa com as pessoas. 

E quanto mais você variar mais você vai coletar pra você usar a seu favor, e daí lá na frente você vai ligar os pontinhos da sua trajetória e com certeza você vai criar o ponto em que você quer chegar.

[Raiam] Valeu pela sua lição, mano. Esse foi o podcast Mundo Raiam direto dessa mansão no Rio de Janeiro, com o cara mais brabo das vendas online, dropshipping, e-commerce, afiliado e o caramba. 

Só que é o Cadu Ads, o cara de tráfego que aqui dentro é visto como o Cadu Gestão ou o Cadu Processos. E essa é a maior dor de todo mundo, gestão e processos, então a gente aprende muito dele, ele é pica. Tamo junto e é só o começo.