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Turismo Ousadia: partiu Trinidad e Tobago?

18/11/2015
trinidad e tobago turismo ousadia


Turismo Ousadia

Deu vontade de retomar o viés turístico que deu origem a esse blog.

Agora o negócio ganhou um nome novo… mais bonito e mais comercial: TURISMO OUSADIA.

Acho que vai até ajudar a trazer novos leitores para meu segundo livro Ousadia: Intercâmbios, Mochilões e Business Trips do Brasileiro Que Deu A Volta Ao Mundo Antes dos 23.

Cá entre nós, eu gosto muito mais do Ousadia do que do Hackeando Tudo.

Só que o Ousadia vende pouco!

Apesar de estar cheio de reviews 5 estrelas na Amazon, ele não chegou aos pés do sucesso do meu primeiro livro.

Vai saber… se alguém tiver uma idéia aí de como bombar o Ousadia, você já sabe aonde me encontrar.


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Fora da Caixa

Toda semana, vou trazer um camarada com um perfil parecido com o meu: jovem, brasileiro, sagaz e levemente maluco.

Mas o nome da série é TURISMO OUSADIA porque ela só cobre lugares “fora da caixa”: até agora tivemos Panamá (Panamá Pt.1 – A Dubai das Américas) e Grécia (Um pernambucano no caos da Grécia pré-calote).

Bom, Grécia não é tão fora da caixa assim mas o camarada Iago Maciel de Souza foi lá exatamente na época de todos os protestos contra o governo. O pau tava comendo. Quando você tiver tempo, vale a pena ler a resenha da viagem dele.

Se quiser participar da série Turismo Ousadia, tamo junto!

É só mandar email para contato@raiamsantos.com com o lugar fora da caixa que você visitou no subject line.

Essa semana, quem faz a resenha da viagem é o Aldo lá de Brasilia.

Aldo tem 28 anos e é formado em Engenharia Civil e Administração Pública na Florida International University.

Hoje em dia, ele mora lá em Miami.

Numa folga que ele teve, Aldo juntou uma galera que ele conheceu pelo Couchsurfing e foi dar um rolé na república caribenha de Trinidad e Tobago.

Enjoy!


 

Partiu Trinidad e Tobago?

por Aldo J.

Cheguei em Trinidad e Tobago as 11pm na sexta.

Viajei para Trinidad e Tobago com um amigo do couchsourfing de NY Achim e a amiga dele também de NY, uma chinesinha chata da porra.

A fila da imigração tava longa e parecia que ia demorar uma hora.

Ainda bem que tava escutando o excelente livro Why Nations Fail do Daron Acemoglu e James Robinson que deu pra aturar a espera, me lembrar das ineficiências do estado e de como naquela hora o estado detendo monopólio podia ignorar os turistas.

Paciência!

Saindo do aeroporto, o taxista enviado do hotel era um indiano e me lembrei que não sabia nada sobre o país que visitava e tinha tido pouco tempo pra pesquisar.

Meu parça Achim tava planejando tudo e, como sempre viajo sozinho, às vezes é legal deixar os outros planejarem e só surfar a onda.

Bem, não só era o taxista indiano, mas 35% da população de 1,2 milhão era de descendentes Indianos, de acordo com a Wikipédia.

O cara tava escutando musica hindu e accelerando a 120 km/h …sem cinto!

Ah, e como Trinidad e Tobago foi colônia da Inglaterra, a gente tava dirigindo da lado esquerdo da pista. Bem vindo a Trinidad!

Sábado acordamos cedão as 7hrs pra pegar o café e aproveitei pra ir malhar na academia.

O primo do Achim, German nos levou pra praia de Maracas, subimos uma serra vertiginosa e paramos num lookout pra tirar essa foto.

 

trinidad e tobago mundoraiam

Eu, a chinezinha chata e o Achim.

 

No caminho reparei a quantidade de carrões na parada: BMW SUV, Toyota Hilux e muito carro novo.

Trinidad está apenas a 12 km da Venezuela.

Como a ilha faz parte da Bahia de Orinoco, tem muito petróleo por ali. Resultado: a elite é bem rica.

Da piscina do hotel dava pra ver as plataformas das petroleiras.

Não precisa nem dizer que energia é a principal atividade econômica do país.




Udemy


Curry caribenho

A comida típica é influenciada pela culinária indiana então tudo tem muita pimenta.

Todos sugeriram que eu comesse um Shark and Bake: carne de tubarão frita em um pão recheado com vegetais e molhos.

A cerveja deles mais popular é a Carib, uma lager.

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Dentro da caixinha tá o pão com carne de tubarão e aí pode-se escolher os recheios.

Agora curte só a praia de Maracas.

 

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Sábado á noite fomos a Avenue, uma espécie de Broadway de Trinidad e Tobago.

Aproveitamos parar fazer um tour pela rua e comer mais alguns pratos mais famosos nos podrões de Trinidad.

Primeiro um que se chama Double que era tipo umas 3 tortillas com carne de cabra e grão de bico.

A pimenta deles é braba pra caramba.

Devido ao grande fluxo de imigrantes árabes, incluso da Síria, tinha muitos Gyros e peguei um de cabra novamente. Muito bom.

Para a sobremesa, tinha uns sorvetes caseiros muito bons e escolhi o sabor cocopine, que mistura côco com abacaxi.

 

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Olha o Achim aí um sorvete caseiro com uma senhora muçulmana (5% da população da ilha).

 

Se vc falar com qualquer “Trini” eles vão falar que o carnaval deles é melhor que o do Brasil.

Não adianta nem tentar, eles são muito orgulhosos do carnaval de rua deles que toma toda a ilha de 1 milhão de habitantes.

Todo mundo fala no carnaval, não importa a época do ano.

Sinceramente achei meio “monocultural” essa adoração ao carnaval e pensei ainda bem que o Brasil tem mais que carnaval, embora também tenhamos essa febre.

Fiquei num dos melhores hotéis da cidade graças ao meu amigo que conheci do Couchsurfing cuja amiga lhe deu um belo desconto na estadia.

Piscinão e academia muito boas.

trinidad e tobago piscina

Domingo depois de malhar fomos aproveitar a cidade.

Estávamos planejando fazer kayak ou jet ski e ir pro boardwalk da cidade.

Acabou que ficamos no kayak e aproveitei pra treinar minha natação. Tô planejando umas travessias pro ano que vem então deu para tirar a ferrugem um pouquinho.

Na beira da estrada tinha uma senhora muito gente fina vendendo uma sopa de milho com inhame e batata que vale a pena provar.

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Policial e motorista de Uber

Me livrei da chinezinha e do Achim que tava muito enrolado e fui fazer aventuras radicais pela ilha.

Sozinho mesmo.

Da onde nós estávamos, precisava descolar uma carona até Macqueripe Bay aonde tinha ziplining, uma prainha e até mountain bike.

Tinha umas vans na estrada só que o Achim tava meio grilado falando que não eram seguras pra que eu fosse sozinho.

Como não sou bobo, fui no postinho policial que tava em frente pedir uma dica pro guardinha.

E num é que ele fazia bico de taxi?

O nome dele é Marlan e ele se ofereceu de me levar lá em Maqueripe.

O bicho tinha um carrinho todo fudido que tava sem as segunda marcha.

Ele me disse que era policial há 16 anos e eu fiquei chocado.

O que o Uber não faria aqui, hein?

Me lembrei dos livros do Audible, Wealth, Poverty and Politics do Thomas Sowell, e do Why Nations Fail que eu citei ali em cima.

Esse último Why Nations Fail, ainda tava escutando no avião e foi muito bom pra entender o mundo.

Sem brincadeira, fala da historia do mundo inteiro. Até o Brasil apareceu umas 3 vezes ao longo do livro.

Um ponto principal do livro é sobre as instituições políticas e econômicas.

Resumindo: em países desenvolvidos essas instituições são inclusivas.

Em países falidos ou de 3o mundo, elas são extrativistas.

Lembra da fila de imigração? Passamos 1 hora na fila de imigração, quando o vôo é de 2:40hrs, dá uma raiva do caralho.

Voltando a Maqueripe, já livre dos dois enrolados, eu tava livre pra fazer o que quiser.

Quando cheguei lá era 17:10 e tinha a oportunidade de fazer mountain bike subindo uma bela serra e ainda dava tempo pra fazer zipline.

A moça sugeriu ir de bike primeiro e voltar antes das 16:30 pra fazer a última sessão de zipline.

Olhei pra montanha e topei.

Se tivesse acompanhado nunca teria podido ir lá em cima porque foi uma subida “p*^@ das galáxias” como diz o Raiam.

Tinha acabado de chover e a pista molhada fazia o pneu de trás derrapar tamanha a inclinação da rampa.

Tirei uma foto no meio da subida e continuei subindo.

Lá no topo me deparei com uns prédios abandonados tomados pela mata, tipo filme de terror sinistro.

De novo, agradeci estar sozinho porque estar ali acompanhado e ser responsável por outra pessoa me deixaria preocupado.

Dei a volta no prédio e me deparei com uma linda paisagem de uma antena de TV abandonada e enferrujada.

trinidad e tobago torre

Na verdade era parte de uma Torre de Rastreamento construída em 1959 pelos americanos para rastrear os russos durante a Guerra Fria.

Simplesmente épico.

E como não podia deixar de arriscar, escalei o interior da torre e saí na passarela.

As barrinhas tinham sumido então não podia subir mais, mas value a pena.

Agora a melhor parte, descer essa ladeira.

Se para subir demorei 30 minutos, fiz a descida inteira em só 5.

E ainda tem uma Catedral do Bambu na chegada.

Acho que bati o recorde da subida. E voltei á tempo de fazer o zipline.

No final deu pra ver a prainha decidi ir lá.

Avisei pro meu “Uber” Marlan que já tinha acabado e fui lá conferir.

A paisagem era incrível e tinha uma negada pulando de uma plataforma. Lá no canto esquerdo.

Não deu outra. Entrei na água e fui lá pular com a galera.

Tentei ao máximo aproveitar minhas ultimas horas nesse paraíso tropical e o por do sol foi o final agridoce da história.

trinidad e tobago turismo ousadia

Quando tava esperando o meu Uber chegar fiquei lembrando das lições do livro e como uma sociedade livre que permite tecnologias novas beneficiam justamente os mais pobres.

Só que as elites políticas e econômicas são as que mais tem a perder no curto prazo com essas inovações disruptoras e por isso são as que mais as opõe.

No domingo a noite ficamos na casa do avô do Achim que foi muito gente boa e me deu uma janta de macarrão com peixe frito.

Show de bola.

Voltando pra Miami, peguei o Lyft, concorrente do Uber, e adivinha quem era meu motorista? Uma mulher brasileira e negra recém chegada aos EUA.

Tá vendo ai?

Valeu!


 

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