Mundo Raiam
Motivacional

Preto vítima? Eu não!

08/12/2015
maria julia preto vítima

O pessoal que acompanha o blog há algum tempo está mais do que ligado na MISSÃO 200 LIVROS.

Para você que tá chegando agora, o negócio é o seguinte: em 2014, superei alguns fantasmas da procrastinação e me disciplinei para terminar 100 livros.

Não acreditou, aprenda as gambiarras que me fizeram chegar aos 100.

Resolvi me desafiar em dobro nesse ano de 2015 e joguei a meta para 200.

Com muito suor, bati os 200 no início de outubro e agora estou atrás do milestone de 250. Falta pouco!

Na reta final dessa primeira missão que terminou em outubro, resolvi focar em biografias de pessoas negras de sucesso… sempre naquela pegada de aprender com quem foi lá e fez.

Se liga no naipe dos livros que eu li (e escutei) de outubro pra cá:


 

Dreams From My Father: A Story of Race and InheritanceBarack Obama

The Audacity of HopeBarack Obama

Yes We Can: The Speeches of Barack Obama – Barack Obama

Michelle ObamaPeter Slevin

Super Rich: A Guide To Having It AllRussell Simmons

Do You: 12 Laws To Access The Power In You To Achieve Happiness and SuccessRussell Simmons

From Pieces To Weight: Once Upon a Time in Southside Queens50 Cent

Shining Star: Braving the Elements of Earth Wind and FirePhilip Bailey

The KeeperTim Howard

Michael Jordan: The LifeRoland Lazenby

Power Forward: My Presidential EducationReggie Love

I Feel Like Going On: Life, Game and GloryRay Lewis

Every Day I FightStuart Scott

Wake Up Happy: The Dream Big Win Big Guide To Transforming  – Michael Strahan

Got to Give The People What They Want: True Stories and Flagrant Opinions From Center CourtJalen Rose

Whoopi’s Big Book of RelationshipsWhoopi Goldberg

 

Deu para perceber muito bem o que esses negros de sucesso têm em comum, right?

 



Heróis Enlatados

Lembra no primeiro capítulo do meu livro Turismo Ousadia: Como Conquistar o Mundo Ainda Jovem que eu falei que meu ídolo na infância era o Jacaré do É O Tchan?

jacaré raiam santos preto vítima

Já parou para pensar que a gente cresceu sem heróis negros aqui no Brasil?

Pelo menos no início dos anos 1990, o Mussum e o Jacaré do Tchan eram os dois únicos negros que eu via na TV.

E ambos eram coadjuvantes e “subalternos” no que faziam.

O Mussum era sempre zoado pelo Didi e sempre retratado como um bebum nas esquetes e filmes dos Trapalhões.

(Falando em Mussum, já leu o livro Mussum Forévis? Muito bom! Já escrevi a resenha dele lá nos primórdios do blog MundoRaiam)

No caso do Jacaré, a importância dele era ofuscada pelas duas gostosas que dançavam do lado dele.

Mas ele era pica no que fazia e parecia comigo.

Resultado: comecei a dançar pra caramba.

Com 5 anos de idade, eu já era o rei da lambaeróbica nas festinhas de criança.

Sabia todas as coreografias daquelas coletâneas de Axé Bahia que saíam todo fim de ano (e sei até hoje).

Algum tempo depois, começou a aparecer uns pretos com o perfil de líder: gente como o Netinho do Negritude, o Alexandre Pires do Só Pra Contrariar e o Salgadinho do Katinguelê.

Só que todos eram pagodeiros.

Apesar de gostar de pagode até hoje, sabia lá atrás com 5 anos de idade que não queria aquilo para minha vida.

Nasci em 1990 e essa falta de heróis foi remediada só em 1996 quando lançaram o filme Space Jam no Brasil.

space jam preto vítima

Os caras retrataram o Michael Jordan como um verdadeiro herói.

No filme, o Michael tinha super poderes. Lembra que ele conseguiu vencer basicamente sozinho um time formado por monstros anabolizados?

Que cara pica!

A partir do Space Jam, virei um muambeiro de heróis.

Já que não tinha aqui, o negócio era olhar para os Estados Unidos e importar um atrás do outro.

Na primeira leva, trouxe Michael Jordan, Kobe Bryant, Shaq, Denzel Washington e Will Smith.

Um pouco mais tarde, foi a vez de importar Allen Iverson, Vince Carter, 50 Cent, Snoop Dogg e Jamie Foxx.

 



African American

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Acho que por causa dessa obsessão por heróis afro-americanos, coloquei na minha cabeça que nunca chegaria àquele nível se ficasse no Brasil.

Se meus heróis eram dos Estados Unidos e a grande maioria deles morava na Califórnia, era pra lá que eu tinha que ir.

Com 14 anos, movi os pauzinhos para morar no exterior e imigrei para a Califórnia sozinho como estudante de intercâmbio.

Lá na Califórnia, fui “adotado” por uma host family negra.

De cara já deu para ver que os valores dessa nova família eram diferentes de tudo o que eu tinha visto na negritude brasileira.

Mas o baque maior foi dentro da escola San Diego High School.

Na época, comecei a estudar História Afroamericana na escola (sim, isso era uma matéria… e obrigatória).

Fiquei super impressionado com a história vitoriosa dos caras.

Do C.A. ao 1o. ano do Ensino Médio, eu aprendi nas aulas de história que o negro brasileiro era um sofredor e um coitadinho. Ponto final!

Já parou para pensar que fora o Zumbi dos Palmares, nenhum negro é referido pelo seu nome nos livros didáticos de história brasileira?

Pode procurar: são sempre “os negros” e “os escravos”.

Putz, acabei de me lembrar que Zumbi dos Palmares era apelido! Já viu, né?

Lá na aula de História Afroamericana, eu aprendi sobre Harriet Tubman, Frederick Douglass, W.E.B. DuBois, Duke Ellington, Langston Hughes, Marcus Garvey, Rosa Parks, Martin Luther King e Malcom X.

Não vou negar que tinha a parte de escravidão que retratava o negro americano como um coitadinho.

Mas essa parte não cobriu nem 10% do semestre.

Eu sempre fico me perguntando como os EUA conseguiram eleger um presidente negro, mesmo eles sendo apenas 13% da população?

Em termos absolutos e relativos, tem MUITO mais negro aqui do que lá.

Por que será que os caras produziram médicos de sucesso como Ben Carson, juristas importantíssimos como Thurgood Marshall e Clarence Thomas, empreendedores bilionários como Dr. Dre e Russell Simmons, líderes políticos como Martin Luther King e Barack Obama, e atletas-empresários como Michael Jordan e Magic Johnson?

E por que eu só tenho o Kleber Lucas, o Geraldo Rufino e o Joaquim Barbosa para me espelhar? (desculpa pagodeiros, funkeiros e pessoal da MPB… sou preto mas não me espelho em nenhum de vocês)

A resposta está na mentalidade…

 


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O excesso de preto vítima

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Parece que virou moda no Brasil sofrer racismo pela internet e fazer tempestade num copo d’água sobre isso.

Vou mandar um papo muito reto aqui:

Sinto até vergonha alheia quando vejo negros de sucesso recebendo ofensas de racismo pela internet.

E não é vergonha dos haters otários da internet.

É vergonha do famoso que cai na pilha e se faz de vítima com isso.

Sério mesmo.

Às vezes acho que é uma ferramenta de marketing pessoal para aumentar a visibilidade da pessoa.

Ou você não percebeu que a Maju ficou muito mais famosa depois do episódio de racismo?

Seja o que for, acho que o caminho não é por aí.

O maior problema do negro brasileiro é o excesso de vitimismo: culpa do FHC, culpa do sistema, culpa da escravidão, culpa do cara que não me contrata, culpa do preconceito, culpa dos pastores evangélicos, culpa do patrão, culpa da porra toda.

Pára para pensar: se o negro formador de opinião se faz de vítima, como é que você acha que o negro da favela vai se sentir?

Se não houver uma mudança de mindset, se não aparecer gente que lidere pelo exemplo, essa porra de preto pobre e subalterno só vai se perpetuar!

Esses dias, eu fui assistir o documentário Cidade de Deus 10 Anos Depois.

Hoje em dia, estou na vibe de programação neurolinguística e me sinto como um pseudo-psicólogo analisando o mindset dos outros o tempo todo.

Vou te mandar a real: quase saí do cinema com 10 minutos de filme.

Era só preto vítima atrás de preto vítima.

Vou resumir o filme inteiro em uma frase para você:

“Fiquei famoso com o filme mas continuei pobre e sem perspectiva…. culpa dos diretores e produtores.”

No filme inteiro, só tinha um cara SEM essa mentalidade de preto-vítima: o Seu Jorge.

E, por incrível que pareça, ele foi o único entrevistado do documentário que aplicou aquela filosofia do Pica Pau (lembra da minha palestra sobre o Pica Pau?) e usou o filme para alavancar sua carreira.

Seu Jorge literalmente ligou o foda-se para o preconceito que ele sofreu.

O resto basicamente voltou para o mesmo lugar que veio.

Agora eu te pergunto: será que aqueles atores que não deram certo e estão vivendo de bico nas favelas recebem hate mail pela internet que nem a Taís Araújo, a Sheron Menezes e a Maju do Jornal Nacional?

 


 

Hora dos comerciais. Afinal, isso aqui não é um blog comunista.
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A importância dos haters

Um dos aspectos mais difíceis de trabalhar na TV é lidar com os comentários do povão no Twitter.

Quando eu estava na ESPN, recebia muitas mas muitas mensagens de haters de todo Brasil.

Não é por menos: o canal é paulista, coxinha e todo mundo que aparece na câmera é branco e tem mais de 40 anos.

Do nada, apareceu um preto de 24 anos, com malandragem de carioca, sorriso permanente no rosto e que manjava muito daquele esporte.

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Foi um choque para o público, com certeza.

Mas eu realmente internalizava todas aquelas críticas dos haters, especialmente os comentários racistas.

Ficava abismado que aquelas pessoas que nem me conheciam pessoalmente pensavam tudo aquilo de mim.

É claro que deu vontade de “mandar um Maju” e explodir o assunto na mídia.

(Já viu porque eu fui demitido da ESPN? Clica aqui e lê a notícia da Folha de São Paulo).

Só que eu odeio me fazer de coitadinho.

Isso porque de coitadinho EU NÃO TENHO NADA: tenho 3 diplomas da melhor universidade do mundo, falo 6 línguas, tenho 3 livros publicados e já faturei mais de 1 milhão de reais com o meu próprio suor antes de completar 26 anos.

E o mais importante de tudo: eu tenho orgulho de ser preto.

(Antes de ir para os EUA com 15 anos eu não tinha, mas isso é assunto para outro post).

Só depois de um tempo que a ficha foi cair. Minha sogra Simone me ajudou a chegar a essa conclusão.

Já parou para pensar que só aqueles que estão fazendo algo de destaque têm haters?

Lembra daquela frase de Tom Jobim?

 

“No Brasil, sucesso é uma ofensa pessoal”

 

Se o sucesso do playboy de Ipanema Tom Jobim era ofensa pessoal, imagina o sucesso de um negro?

Maju, Sheron Menezes e Taís Araújo estão em posições onde muita gente quer estar.

No meu caso, todo mundo que comentava as baboseiras e descia o pau nos comentários preconceituosos pelo Twitter queria estar no meu lugar:

1-eram fãs de futebol americano

2-sonhavam em receber cachê para falar sobre NFL

3-sonhavam também em jogar futebol americano lá fora

4- queriam aparecer para centenas de milhares de pessoas na TV.

É o tipo da coisa que todos eles fariam de graça… e eu estava sendo pago para isso.

Em resumo, os caras pegavam no meu pé e lotavam minha timeline de comentários racistas porque queriam ser que nem eu.

Esses dias, estava lendo uma entrevista da Revista Época com um dos caras mais fodas do mundo, na minha humilde opinião: o escritor Paulo Coelho.

A jornalista perguntou para ele se ele ficava incomodado com as críticas dos internautas que não gostavam de sua obra.

Ele respondeu:

“Não, isso é natural. Quem não é trolado não existe na internet”.

Realmente… Maju, Sheron e Taís Araújo existem na internet.

E o cara que colocou o comentário maldoso? Te garanto que é um zé-ninguém fracassado que nunca fez porra nenhuma da vida.

Como dizia o sábio George R.R. Martin…

sheep

Koé Maju, Sheron e Taís? Para quê se importar com a opinião de carneirinhos se vocês são leoas brabas pra caramba?

Lembrei agora do meu diário de gratidão. Todo santo dia, eu escrevo pelo menos 4 páginas lá.

(Lembra do hack #45 do meu primeiro livro Hackeando Tudo: 90 Hábitos Para Mudar o Rumo de Uma Geração?)


 

Nesse diário, eu FAÇO QUESTÃO de agradecer a Deus por ter haters. E mais de uma vez por dia!

Sério mesmo. Agradeça também!

Se você tem haters, é sinal de que você está fazendo algo certo!

Se você não tem nenhum hater, meu amigo sinto-lhe dizer que você é um cara medíocre… e que não fede nem cheira para a sociedade.

 


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Está no DNA humano

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Essa parada de ter haters me fez lembrar um ponto muito importante sobre essa discussão de racismo.

Como eu falei ali em cima, sou relativamente novo (25 anos) mas já rodei pra caramba.

Já morei no Rio, São Paulo, San Diego, Los Angeles, Pennsylvania, Nova York, Nova Jersey, Paris, Barcelona, Alicante e Florença.

Em TODOS ESSES LUGARES (repito todos), notei que os negros de sucesso eram mal vistos pela população.

O pensamento era o seguinte:

 

“Como é que esse cara que é preto conseguiu isso tudo e eu não?”

 

Por que os caras jogam banana no campo para o Daniel Alves na Espanha, para o Hulk na Rússia e para os brasileiros do Shakhtar Donetsk lá na Ucrânia?

Porque eles são negros… e ganham milhões aonde a grande maioria da população (branca) é totalmente quebrada!

O pior lugar para isso é os Estados Unidos, diga-se de passagem.

Pega todos os negros de sucesso que eu citei ali em cima, eu te conto um por um como a mídia tentou quebrar a imagem deles.

Vem comigo!

Kobe Bryant = negro = 360 milhões de dólares de patrimônio
Polêmica: falsas alegações de que ele estuprou uma jovem branca num hotel em Denver em 2003

Michael Jordan = negro = 1 bilhão de dólares de patrimônio
Polêmica: falsas alegações de que ele se envolvia em jogos de azar e apostava nos próprios jogos lá em 1993

Tiger Woods = negro = 700 milhões de dólares de patrimônio
Polêmica: a mídia estourou que ele era viciado em sexo e Tiger perdeu todos os seus patrocínios em 2009.

Michael Vick = negro = atleta mais bem pago dos EUA em 2005 com contrato de 130 milhões de dólares
Polêmica: dois anos depois, veio à tona que ele participava de rinhas de cachorro. Vick foi preso e perdeu tudo.

Barack Obama = negro = homem mais poderoso do mundo
Polêmica: Foram várias! Muitas mesmo. Começando com as falsas alegações de que ele era muçulmano, de que ele não podia ser presidente porque na verdade nasceu na Indonésia. Tinha também aqueles problemas com o pastor Jeremiah Wright e centenas de outras tretas.

Aqui no Brasil teve aquele caso do apartamento de Miami do juiz Joaquim Barbosa.

Pelé foi outro que apanhou pra caramba da mídia.

Sempre que tem um negro de sucesso, aparece alguém para puxar o tapete dele e tirá-lo do topo.

Irmão, até na África tem isso.

Uma das minhas mentoras é a sra Folorunsho Alakija, magnata do petróleo lá na Nigéria e dona de um império de 7 bilhões de dólares (ela é mãe de uns amigos meus).

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Adivinha? Ela falou que na Nigéria é assim também!

E eu não condeno ninguém por isso.

Sabe por quê? É natureza humana, cara. Tá no DNA.

A conclusão é simples: não é só problema do Brasil, dos Estados Unidos nem da Ucrânia, é característica do ser humano.

Se isso é característica do ser humano, quem sou eu para mudá-la?

É melhor fazer ajustes do que dar desculpas!

 



A surpreendente característica que os negros de sucesso têm em comum

BARACK OBAMA RAIAM SANTOS preto vítima

Com essa polêmica toda da Maju, da Taís Araújo, da Sharon e da infinidade de outros pretos vítima que a gente vê por aqui, lembrei de como os negros tops dos Estados Unidos reagem a polêmicas assim.

Pega todas essas 20 biografias de negros que eu li nos últimos 2 meses.

Todos eles têm uma grande característica em comum, além da cor da pele é claro.

Mês passado, estava assistindo CNN com meu pai adotivo americano e ele começou a elogiar os feitos do Obama como presidente dos EUA: sistema único de saúde, prosperidade econômica, baixa taxa de desemprego, saída do Afeganistão, etc.

No meio dos elogios, ele mandou uma assim:

 

“Olha que cara foda! Olha a arrogância dele!”

Eu rebati na hora.

Pelo menos no meu mundo, arrogância é uma característica negativa.

Mas ele argumentou exatamente o contrário e disse que o negro precisa disso para ter sucesso nos Estados Unidos.

Aí caiu a ficha de novo!

Você pode argumentar o contrário comigo e eu aceito (leio e respondo todos os comentários) mas todos os caras das biografias do início do post têm PELO MENOS UM PINGUINHO DE ARROGÂNCIA!

E o pior (melhor) é que eles mesmos reconhecem isso!!!!

Michael Jordan? Arrogante… pergunta para qualquer cara que jogou contra ele.

Kobe Bryant? Mesma coisa.

Kanye West? O cara mais arrogante do showbiz.

Jay Z? Não é à toa que ele fez o Watch The Throne com o Kanye.

Muhammad Ali? Esse nem se compara com ninguém.

Joaquim Barbosa? Já viu ele botando moral nos corruptos lá dentro do Supremo?

Raiam Santos? Arrogante pra cacete!

Barack Obama? Olha esse vídeo…



E é uma arrogância saudável.

Saudável? Como assim?

A arrogância (controlada) é a melhor maneira do negro superar essa sociedade que vive botando a gente pra baixo.

Se o cara aceitar tudo o que a sociedade coloca no prato dele, ele vai ser um zé ninguém pra sempre.

A arrogância chega até ser um mecanismo de defesa.

Aí eu te pergunto: já ouviu um cara desses reclamando de comentariozinho racista de zé-ninguéns do Facebook?

 


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Solução?

Eu não tô pregando guerra nem preconceito reverso.

Só um pinguinho de arrogância mesmo.

Mas arrogância como um mecanismo de defesa.

Foi alvo de racismo pessoalmente?

Fala que ele tem pau pequeno (levar para o lado sexual mata 80% das discussões racistas, provado cientificamente por mim).

Pros outros 20%, tem que usar um pouco mais de criatividade.

Foi alvo de racismo pela internet?

Ignora.. deixa passar.

A internet está cheia de valentões sem conteúdo que não aguentam meia hora de porrada na vida real e que leram menos de 5 livros na vida.

Mas nunca se faça de preto vítima.

E faça algo brilhante com tua vida pessoal para justificar esse pinguinho de arrogância (que nem todos os negros das biografias ali em cima).

Não, a culpa não é da falta de cotas, nem da PM e nem do Eduardo Cunha.

Aí o cara que tá lendo isso deve pensar assim:

“O Raiam não conta. Não me representa. É preto de alma branca. Ele só fala isso porque ele é playboy e cresceu no luxo. O pai dele tem dinheiro, ele estudou nos melhores colégios do Rio, votou no Aécio e mora na Zona Sul”.

Irmão, minha origem é basicamente a mesma de todo negro do Brasil: descendente de escravos de Angola!

Meu avô paterno era guarda municipal e minha avó cortava o cabelo das negas do Quitungo no quintal de casa.

Eu já fui alvo de racismo várias vezes na minha vida. Mas você não me vê falando nem escrevendo sobre isso.

Viu ali que eu coloquei “fui alvo de” ao invés de “sofri” racismo?

Por que precisa de muito mais do que isso para me fazer sofrer. Fui alvo mas não me acertaram.

Quer acabar com o racismo? Faça que nem o Morgan Freeman nesse vídeo aí embaixo!



 

Se meu pai se deu bem na vida, teve oportunidades e virou piloto de aviões colossais da Boeing, é porque ele caçou as oportunidades dele e estudou pra caralho a vida toda. 

E mais importante de tudo: ele não me deixou ser mais uma estatística… mais um preto-vítima.

Obrigado, paizão!

~Raiam

 


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