Mundo Raiam
Motivacional

Porque os EUA são mais avançados que nós? A resposta está na juventude! Schwarzenegger explica…

02/10/2015

Nesse post, ofereço soluções concretas para curar nosso complexo de vira lata versus os Estados Unidos através de comparações entre a juventude de elite dos EUA e a juventude de elite do Brasil. A história de superação do imigrante adolescente Arnold Schwarzenegger é o ponto de partida dessa análise. 

 

Hoje, fui dar um rolé no calçadão de Venice Beach.

Venice é a principal praia de Los Angeles e cenário de vários filmes que passaram na Sessão da Tarde durante a nossa juventude.


venice beach

Um dos principais pontos turísticos do lugar é a Muscle Beach, uma academia gratuita a céu aberto que fica na beira da praia e é famosa pela altíssima densidade demográfica de marombeiros anabolizados.

Foi na Muscle Beach que surgiu uma das maiores histórias de superação que esse país já viu: Arnold Schwarzenegger.

O método Schwarzenegger de se dar bem na vida

Já citei aqui no blog (leia As 10 melhores biografias na estante lá de casa) que uma das melhores biografias que já li na vida foi Total Recall de Arnold Schwarzenegger.

No Brasil, o livro levou o título de A Inacreditável História da Minha Vida e é distribuído pela editora Sextante.

A história do Arnold é bem inspiradora e resume muito bem o sonho americano:

1) Aprenda com os melhores,

2) Mantenha o foco no seu objetivo

3) Não sossegue até realizá-lo.

O Schwarznegger é uma das pessoas que mais admiro no mundo porque ele zerou essa parada de objetivos.

Cada vez que realizava um sonho, ele ia lá e colocava outro sonho mais difícil ainda de conseguir.

dilma meta

Se liga na trajetória do cara:

Imigrante ilegal → fisiculturista meia-bomba de Venice

Fisiculturista meia-bomba de Venice→ Mister Universo

Mister Universo → empreendedor bem-sucedido no ramo de direct mailing 

Empreendedor bem-sucedido no ramo de direct mailing → dublê de filmes de ação

Dublê de filmes de ação → ator brucutu coadjuvante e sem falas

Ator brucutu coadjuvante e sem falas → estrela de filme brucutu

Estrela de filme brucutu → estrela de filme normal de circuito

Estrela de filme normal de circuito → governador do maior estado da união!

Tudo isso sem falar inglês direito!

Sim! Para os que não sabem, o Schwarzenegger está há 45 anos nos Estados Unidos e ainda fala inglês com um sotaque pesadíssimo de gringo.

As pessoas tentavam colocar na cabeça dele que ele não ia chegar a lugar nenhum falando naquele jeito.

E como eu citei na palestra que dei no CEFET, Arnold transformou todos os haters em biocombustível. 

A passagem pela Muscle Beach e o dólar alto (leia meu outro post “Um rolé em Los Angeles com o dólar turismo a R$4,50″) me fizeram refletir o seguinte:

Porque a economia dos Estados Unidos é tão superior ao resto do mundo?

O teu professor de história da escola vai puxar a brasa praquela discussão colonial do século XVII.

Sim! A Inglaterra usou os Estados Unidos como colônia de povoamento, enquanto Portugal e Espanha transformaram o resto das Américas em colônia de exploração.

Não vou tirar a razão dele mas acho que o negócio vai muito mais além de algo que aconteceu há 4 séculos atrás.

Cultura corporativa x cultura nacional

Tive uma viagem bem longa de casa até a Califórnia.

Saí de Ipanema às 16h de sexta feira e só cheguei no meu destino final às 20h do dia seguinte.

E olha que a Califórnia está a 4 fusos atrás do Rio.

Então põe aí 28 horas de viagem de porta a porta.

Aproveitei o longo tempo de espera para chegar cada vez mais perto da minha meta pessoal #1 para o ano de 2015:

Terminar 200 livros.

Por que 200 livros? Dá uma olhada no post Como Superei o Déficit de Atenção e Consegui Terminar 149 Livros.

Na viagem do Rio para Los Angeles, matei 2 excelentes livros de liderança e cultura corporativa:

1) The Virgin Way do excêntrico bilionário britânico Richard Branson
2) Leaders Eat Last de Simon Sinek, o escritor que ficou famoso pelo seu TED Talk Start With Why

A idéia principal de ambos os livros é a seguinte:

“O sucesso de uma empresa depende única e exclusivamente das pessoas que fazem parte dela. “

Clichê?

Na teoria, sim.

É só pegar qualquer material de RH das grandes empresas brasileiras que você vai ler que o maior valor daquela empresa são as pessoas.

Até a porra da Petrobrás deve ter uma narrativa dessa.

juventude petrobrás

Mas na prática, o buraco é muito mais embaixo.

E digo isso porque o sucesso de uma empresa vai muito mais além do que reunir pessoas boas.

Se fosse só isso, o Brasil teria sido campeão do mundo em 2006.

Ou você acha que a Itália de cracassos inesquecíveis como Zaccardo, Iaquinta e Luca Toni era melhor no papel do que o Brasil de Ronaldo, Ronaldinho, Adriano Imperador e Kaká…todos eles no auge?

ronaldo ronaldinho adriano

Eles foram campeões e a gente caiu nas quartas.

Sinek e Branson colocam mais uma variável na parada: o ambiente de trabalho.

E o ambiente de trabalho nada mais é que a relação entre os membros do time.

Na grande maioria dos casos, quem determina a qualidade do ambiente de trabalho é o líder.

Se um “peão” estiver com mentalidade errada, dá para corrigir.

Mas se esse cara de mentalidade errada for o chefe, fudeu!

Essa “cabeça ruim” sangra para as camadas mais inferiores e acaba infectando a empresa inteira.

Em Nova York, era pago para analisar empresas: fluxo de caixa, competidores, fornecedores, consumidores, múltiplos de mercado, cenário macro, gestão, etc.

Tá ligado quando sai notícia no Valor que Banco Y subiu a recomendação de empresa Z para compra? Minha equipe fazia isso 14horas por dia… e fins de semana também.

Visitei várias empresas com gente boa ao redor do mundo e a maioria tinha o mesmo problema. Já até trabalhei em lugares assim: pessoas brilhantes mas com líderes fraquíssimos.

Pergunta se essas pessoas brilhantes conseguiam ser brilhantes? Pergunta também se os resultados das empresas eram bons?

Uma empresa do tamanho de um país

Agora vamos passar essa idéia de cultura corporativa para o nível macro!

Se você parar pra pensar, o país Estados Unidos não deixa de ser uma empresa.

Tem receita (impostos)…
Tem custos (social security/obras/defesa)
Pega dinheiro emprestado e paga juros (T-bonds)
Tem conselho administrativo (Capitólio)
Tem CEO (Obama)
Usa o lucro para distribuir dividendos para os acionistas (boas estradas, boas escolas, infraestrutura de telecom, etc).

Partindo do princípio de que o sucesso de uma empresa depende da pegada das pessoas que a compõem, não seria um reach dizer que os cidadãos americanos estão mais avançados que nós.

Ué Raiam? Que complexo de vira lata escroto!

Mas os caras não são campeões do mundo em uso de drogas?

E os problemas nacionais de obesidade?

E os tiroteios nas universidades?

Meu negócio não é me envolver com os fracassados de lá ou daqui.

Tem gente ruim em todo lugar do mundo… até no santuário lá do Dalai Lama no Tibet.



O problema da juventude brasileira

Vou deixar de lado esses outliers da sociedade e limitar minha análise à juventude top de ambos países.

E disso eu conheço.

Morei metade da minha vida nos EUA e a outra metade no Brasil e tive contato com a elite intelectual dos dois lugares.

Nos Estados Unidos, meu sample vem dos jovens que trabalhavam nos bancos de Wall Street, startups de tecnologia e agências de marketing de Madison Avenue.

Também coloco nesse bolo o pessoal que estudou comigo na University of Pennsylvania, uma das universidades mais respeitadas do país.

No Brasil, estudei no melhor colégio do Rio de Janeiro: Colégio Santo Agostinho (segura essa aí, São Bento) e também trabalhei no mercado financeiro.

A grande diferença da juventude dos dois lugares está em uma palavra só: MENTALIDADE!

Vamos apurar o que vem debaixo disso.

 

1) VITIMISMO

 

Uma coisa que o brasileiro é campeão do mundo: se fazer de vítima! 

Não sei se isso só acontece comigo mas toda vez que eu abro minha timeline no Facebook, eu só vejo gente reclamando da vida e se fazendo de vítima. 

A culpa é da Dilma, a culpa é do PMDB, a culpa é do dólar, a culpa é dos pobres que vêm farofar na praia, a culpa é dos ricos que são preconceituosos, a culpa é do Uber, a culpa é do Bispo Macedo, do Bolsonaro, da Andressa Urach…

E outra… não é só agora na época de crise que tem isso não.

Lá em 2010-2011 quando tava tudo bem, o dólar tava R$1,50 e a galera tava rica, usando roupa de marca e viajando pro exterior, o conteúdo das conversas e das timelines era o mesmo!

Eu mesmo passei boa parte da minha vida me fazendo de vítima.

Se você me considera um cara bem sucedido, vou te contar que estaria 5x mais longe se não tivesse esse complexo de coitadinho na minha cabeça.

Já começo meu primeiro livro Hackeando Tudo falando dessa minha “metamorfose”.

Maluco, eu nunca vi uma vítima bem sucedida!

Ou você já viu o Neymar reclamando da vida nas redes sociais? O Mark Zuckerberg? O Steve Jobs?

Para de culpar os outros e de se fazer de coitadinho, caralho!

Agora internaliza isso e veja a mágica acontecer.

Ação: Te desafio a passar 24 horas sem se fazer de vítima! 

Bônus: aperta unfollow toda vez que você vir alguém se fazendo de vítima ou reclamando da vida na timeline do Facebook.

2) ENTRAR PRA GANHAR

 

Essa é um pouco mais difícil de explicar.

Eu acho que falta sangue no olho na juventude que pode mudar o Brasil.

Ao invés de entrar pra ganhar, nego entra para não perder.

Quer um exemplo?

Tenho um amigo super inteligente e sagaz da época do colégio.

Na sétima série, podia apontar assim: esse muleque é foda… vai se dar muito bem na vida.

Há um tempo atrás, perguntei para qual era o “sonho grande” dele.

Ele falou que não tinha sonhos não.

Para ele, manter o nível de vida dos pais já estava suficiente.

Não preciso dizer que ele vinha de uma família com grana.

Em Penn, estudei com os herdeiros das famílias mais ricas não só dos Estados Unidos mas do mundo inteiro.

Filhos de líderes de estado, filhos de executivos de Fortune 500, filhos de gestores de fundos de Wall Street, filhos de atores de Hollywood (Malcom Washington, filho do Denzel Washington, era um deles).

Muita gente cujas famílias eram muito mais ricas que a desse meu amigo “sem sonhos”.

Enquanto o rico brasileiro é complacente, essa galera aí “de berço” lá dos EUA era a que mais corria atrás…

Ué? Mas ele vai herdar milhões e milhões de dólares no trust fund da família!

Foda-se! Eles querem traçar o próprio caminho.

Entram para ganhar porque se esforçaram muito na escola e na universidade de Ivy League para, no fim das contas, depender da riqueza dos pais.

Isso é fracasso para eles.

O Brasil tem uma razão especial para essa atitude “boi-na-sombra” das elites financeiras e intelectuais: taxas de juros.

Com o CDI pagando 15% ao ano, o cara pode viver de renda muito facilmente.

E a grana nominal dele dobra em menos de 5 anos! (depois dá uma pesquisada na Rule of the 72)

Para viver com R$10mil de renda mensal no Brasil, você precisa guardar “apenas” 800mil reais e deixar isso aplicado no tesouro direto.

800mil * 15% ao ano = 120mil/ano                 120mil / 12 meses = 10mil por mês

Se você parar pra pensar, 800mil reais é 200mil dólares. E 200mil dólares é o bruto que um bom profissional americano faz em apenas um ano de trabalho! 

O rico americano tem o seguinte desafio: ele tem a grana dele guardada. Só que se ele deixar no “tesouro direto”, o dinheiro vai render 0,1% ao ano.

Solução: botar essa grana para rodar!

Como? Investindo, inovando e empreendendo.

Ação: Entre  no jogo pra “ganhar” e não para “manter”! E faça que nem o Arnold: não sossegue até você conseguir seu objetivo.

3)  INDEPENDÊNCIA

 

Essa é bem simples.

Enquanto o jovem americano é basicamente expulso de casa quando ele completa 18 anos e se forma no high school, o brasileiro fica em casa mamando na teta de mamãe e papai até casar com 35 anos de idade.

Cara, tu só vai virar adulto quando aparecer conta de luz, de aluguel, de celular, de água, de gás na tua caixa de correio.

O americano já aprende isso com 18 anos e vê a necessidade de se virar, poupar dinheiro, conseguir um part-time job e investir.

O que adolescente de classe média-alta dos EUA faz nas férias de verão?

Ele trabalha!

Os pais americanos meio que forçam seus filhos a terem summer jobs a partir dos 15 anos.

Para ajudar as contas de casa? Não necessariamente.

O negócio é ensiná-los que dinheiro não cresce em árvore.

Saí de casa com 15 anos e resolvi voltar a morar com os meus pais depois que saí de Nova York quando tinha 23.

Voltar para a casa dos pais depois de ter morado sozinho e rodado o mundo foi uma das tarefas mais difíceis da minha vida.

Fiquei deprimido e tomei vários remédios tarja preta.

Só fui me curar depois que meu pai me expulsou de lá quando tinha 24.

Me fiz de vítima por um bom tempo por ter sido expulso de casa pelo meu próprio pai (olha o ítem #1 aí de novo).

Mas aí… foi uma das melhores coisas que já aconteceram na minha vida! Obrigado paizão!

Agora que eu pedi demissão e estou em modo low-cost até minha startup começar a gerar caixa, veio a proposta de voltar a morar em casa para controlar meus custos (conhece algum investidor anjo? Manda email para contato@raiamsantos.com)

Errar é humano. Erra duas vezes o mesmo erro é burrice.

Ação: Mete o pé! Mesmo se teus pais pagarem tua vaga, teu aluguel e tua comida, você já vai ganhar aquele senso de independência e começar a tocar a sua vida pra frente! 

4) OBSESSÃO POR TÍTULOS E DIPLOMAS

 

Cara, eu fico puto quando alguém chega pra mim e diz que seu maior objetivo na vida é fazer uma pós graduação no exterior.

Mas Raiam… o que tem de errado com a afirmação acima?

Não é você que motiva a galera a estudar fora e ainda dá cursos e palestras sobre isso?

Uma coisa que vocês têm que entender é que a pós-graduação no exterior É UM MEIO e não um FIM.

Beleza… você quer fazer mestrado fora. E depois?

Por causa dessa mentalidade de “meios”, nego que vai estudar fora acaba usando o Ciência Sem Fronteiras, o Mestrado, o MBA para tirar um tempo off, comer as gringas, ficar na esbórnia, beber e viajar!

Cara, eu via muito disso no próprio MBA da Wharton, que é um programa dificílimo de entrar.

E outra coisa, pega o perfil dos jovens americanos que fazem mestrado.

Lá em Penn era o seguinte: a galera que não conseguia passar em nenhum processo seletivo e estava desesperada e sem nenhuma idéia do que ia fazer na vida, se endividava mais ainda para pagar um mestrado.

Lembro muito bem de uma situação lá em Philadelphia. Perguntei a um amigo da faculdade para onde ele ia depois da formatura.

Enquanto os outros estudantes enchiam a boca para dizer JPMorgan, Apple, Google, Goldman Sachs, ele se encolheu todinho e disse que ia fazer um mestrado.

Vergonha? Isso porque ele sabe que o mestrado só adia sua entrada no mundo real!

E tenho outro exemplo para o fim dessa cultura de diplomas e títulos.

No meu segundo de Wall Street, apareceu um cara de 32 anos para trabalhar lá na mesa.

Ele era PHD em economia, havia passado os últimos 10 anos na faculdade para pegar mestrado e doutorado.

Eu tinha 22 anos, era apenas bacharel em economia mas tinha uma parada de vantagem sobre ele: 1 ano de experiência de trabalho versus ZERO!

Adivinha quem tinha o maior salário? O cara de 32 com PHD e altas teorias ou o cara de 22 com 1 ano de sangue, suor e lágrimas?

chapolim

 

Essa parada de diplomas, certificações, títulos é coisa da época dos nossos pais.

Não importa se teu currículo tem duas páginas de certificados e pós graduações se você nunca fez porra nenhuma fora da sala de aula.

Recalque? Acho que não.

Me formei na melhor universidade de economia do mundo. E saí de lá com três diplomas universitários. Pergunta aonde estão meus diplomas?

Não sei!

Sério mesmo. Devem estar jogados numa pasta antiga de documentos na cada dos meus pais.

Para mim, eles são apenas folhas de papel… e as folhas de papel estão entrando em desuso né?

O mundo é digital agora!

Mas Raiam, no Brasil é diferente. As empresas aqui dão mais peso para aqueles que têm pós, mestrado, etc.

Eu trabalho sobre o princípio de “be so good they can’t ignore you”.

Se você for um cara top e PROVAR que é top com exemplos concretos de coisas que você fez na tua vida, EU DUVIDO que a falta de mestrado vai te limitar.

O mundo atual prefere AÇÃO e EXECUÇÃO! 

O que você conquistou vale muito mais do que você estudou!

 Ação: Seja adulto e não faça coisas para adiar sua entrada no mundo real. E pare de se auto-boicotar: prepare-se menos e execute mais. 

5) EMPREGO PÚBLICO

 

Não vou me estender muito no assunto.

Enquanto o jovem brilhante americano sonha em empreender e ficar milionário criando o novo Facebook, o jovem brilhante do Brasil sonha em passar num concurso público.

Não culpo ninguém por isso. Essa é a nossa realidade.

Tá mais do que certo querer ganhar 15mil no cargo público do que passar num trainee para ganhar 3mil.

Se quiser saber o que eu penso sobre nossa cultura do funcionarismo público, entra no post sobre meu café com o megainvestidor Luis Stuhlberger.

Eu sou contra essa idéia de passar anos no cursinho decorando apostilas na possibilidade de passar no concurso e virar empregado da Dilma.

Umas 800 pessoas se formaram comigo na graduação da Wharton Business School em 2011, chuta quantos deles foram trabalhar em empregos públicos dos Estados Unidos?

ZERO!

Perguntei para uma amiga minha que se formou em Harvard na mesma época, o número lá também está próximo de zero.

Nos EUA, o cara que termina com um emprego no governo é tido como fracassado!

Por quê?

1) Emprego público é para pessoas que não deram certo em outras áreas.

2) Porque emprego público tem teto!

Não importa o quanto você se esforçar ou quantos anos você trabalhar na agência do governo, você sabe que vai chegar até um certo limite pré-determinado.

Estabilidade? Você realmente acha que o americano está atrás de estabilidade?

Agora pega o que eu escrevi no ítem 3 (mestrados), mistura com o que eu escrevi no post do Stuhlberger e pensa comigo:

Qual é a utilidade de um concurso público com prova de título?

Só porque o cara fez um mestrado meia-bomba na faculdade da esquina, ele já entra com mais pontos do que o jovem bom pra caramba que acabou de sair da graduação?

Ação: Ajuste a sua vida para NUNCA depender do governo. E nisso eu incluo educação pública, emprego público, saúde pública e aposentadoria pública. 

6) HÁBITO DE LEITURA

 

Chega para um amigo teu de 20 e poucos anos e pergunta quantos livros de nã0-ficção ele leu esse ano por lazer.

Se você encontrar alguém que leu mais de 10, manda ele/ela trocar idéia comigo no Facebook!

A verdade é que livros físicos e ebooks são muito mais baratos e acessíveis para a população americana.

Todo mundo tem Kindle, todo mundo tem conta no Amazon, os livros custam menos de 10$ e há centenas de milhares de book clubs espalhados por aí.

No Brasil, comprar livro é caro.

Tenho a leve impressão de que ler livros é coisa de elite, coisa de rico.

Quer um exemplo?

Joga no Google e veja aonde estão localizadas as filiais da Livraria da Travessa no Rio de Janeiro!

livraria da travessa

 

Uma no Centro, uma em Ipanema, uma no Leblon, uma em Botafogo e uma na Barra: redutos da elite financeira e intelectual da cidade.

Porque não abrir uma Travessa em Madureira? Em Bonsucesso? No Jacaré?

Porque vai falir! O consumidor local não tem o hábito de ler.

E porque ele não tem o hábito de ler? Porque ninguém a sua volta tem o hábito de ler.

Lembra aquele artigo polêmico que eu  escrevi dizendo que você é a média das 5 pessoas com as quais você passa mais tempo?

O objetivo do meu blog, das minhas palestras, dos meus livros e da porra toda que eu faço é exatamente esse: deixar o jovem brasileiro mais intelectual e tirá-lo da zona de conforto.

Ação: Termine um livro ou escute um audiobook até o domingo da semana que vem!

Vou até te ajudar a cumprir essa missão. Clica aqui, inscreva-se no UBOOK e ganhe UM MÊS GRÁTIS de audiobooks ilimitados no smartphone. 

 

7) EMPREENDER PARA MUDAR O MUNDO

 

Para empreender no Brasil tem que ser sacudo pra caramba!

Respeito todo mundo que sai da zona de conforto para virar seu próprio chefe, ainda mais quando o cara tem menos de 25 anos.

Mas agora, me veio aquela célebre frase do Jorge Paulo Lemann:

“Pensar grande e pensar pequeno dá o mesmo trabalho”

Agora vai uma crítica à classe empreendedora, a qual eu mesmo faço parte desde que pedi demissão do meu trabalho em setembro.

Enquanto o jovem americano quer empreender para mudar o mundo e melhorar a qualidade de vida das pessoas, a classe empreendedora brasileira cria businesses de palha italiana, de brownie, de hambúrguer, de roupas, de miçanga…

Entendeu aonde eu quero chegar?!

O dólar a R$4 é um bom termômetro para separar os homens dos meninos.

Vou pegar o exemplo de um empreendedor ultra-bem sucedido que me espelho muito lá no Rio de Janeiro: Marcelo Sales da Movile (fui numa palestra do sócio dele Rafael Duton e escrevi a resenha aqui)

A Movile é uma das empresas de tecnologia mais respeitadas do mundo.

Sim, é brasileira que nem a gente.

O Marcelo Sales partiu desse princípio do empreendedor americano de criar algo para mudar o mundo e melhorar a qualidade de vida das pessoas.

O negócio funcionou e a empresa dele tem vários aplicativos entre os mais baixados na China e na Europa.

Enquanto o cara talentoso que resolveu empreender vendendo brownie, palha, hambúrguer está ganhando em real e servindo os moradores do Leblon, a Movile escalou o mundo, melhora a vida de milhões de pessoas em vários países… e recebe em moeda global: dólar.

Reconheço que estou bem atrás de ambos tipos de empreendedores (por enquanto).

Mas se for para sair da zona de conforto e meter a mão na massa, eu vou entrar pra ganhar… estilo Marcelo Sales.

 Ação: Sonhe grande… muito além do microcosmo do seu bairro e de sua cidade

 

Obrigado pelos 10 minutos que você passou comigo!

Agora vai lá e brilha muito!

 


 

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Para informações sobre palestras, envie um email diretamente para minha equipe em contato@raiamsantos.com.

Curtiu mesmo? Então tu vai se amarrar nos meus livros. Tenho dois publicados e o terceiro será lançado em breve.

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