Mundo Raiam
Business books, Motivacional

Por que eu não tenho 1 milhão de seguidores?

03/01/2017

 

Tô num fluxo muito bom ultimamente e hoje eu acordei com uma ideia meio doida.

Se liga no post que eu joguei lá na minha fanpage hoje de manhã:

almoco

 

Vale lembrar que passei os últimos 2 meses em Modo Buda.

Voltei da Bósnia, aluguei um quarto de hotel isoladão em Belo Horizonte e escrevi o Classe Econômica: Europa Comunista durante o mês de novembro.

Daí eu tirei um fim de semana de “folga” no Rio, voltei para a caverna e emendei direto no novo livro Imigrante Ilegal

Quando eu estou em “Modo Buda”, eu me desligo totalmente do mundo. Falei um pouco sobre isso no post polêmico de ontem Seu Pau É Seu Maior Inimigo.

Pelo menos para mim, qualquer tipo de socialização é negativa quando estou escrevendo livro novo… seja ela pessoal, por Whatsapp ou por email.

Menos de 15 minutos depois de postar, recebi o print de 4 negos aqui de Belo Horizonte e respondi com o endereço do restaurante.

Marquei 12:30, cheguei 12:26 e tava todo mundo lá já.

Esse foi meu primeiro choque. Tem alguma coisa errada aí…

Pontualidade? No Brasil?

(Na real, tinha um que veio lá da puta que pariu e avisou que ia chegar atrasado. Esse aí tinha crédito… dirigiu uma hora para comer um almoço de 12 reais)

Cumpri minha palavra e paguei o almoço dos caras no prato-feito aqui perto do hotel. Olha a prova do crime aí.

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Por que me deu vontade de escrever sobre o almoço de hoje?

Porque eu cheguei a uma conclusão que matou uma velha insegurança que eu tinha….

 

 


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Eu não tenho leitor vagabundo!

Não! Eu não estou aqui para puxar o seu saco e nem para fazer média nenhuma.

Mano, só tem monstro-crânio-pica-das-galáxias que lê minhas paradas e me acompanha nas redes.

Ué, Raiam? Como assim?

Vou pegar o exemplo do almoço de hoje.

Tinha 4 negos lá. Olha o naipe da galera.

Um saiu da Vila da Penha (minha quebrada lá no Rio), passou em engenharia de produção em faculdade pública, ganhou bolsa de 100% da PUC, pediu demissão de emprego que pagava bem e hoje toca uma startup educacional. Ah… ele lê pra caramba.

Outro tem 19 aninhos ainda, faz engenharia numa das faculdades mais concorridas do Brasil, aprendeu a programar sozinho e lê pra caramba. Monstro!

Outro tem 23 anos, faz graduação em Direito e Matemática Aplicada (tudo a ver, né?) na FGV, conheceu o Warren Buffett em Nova York, programa em Python, já teve startup no San Pedro Valley e lê pra caramba. Monstrão.

Outro é engenheiro de software, um dos melhores programadores do Brasil na área dele, bloga em inglês sobre DevOps (olha o site do André aí), foi descoberto na internet e convidado para desenvolver código na Austrália, ganha em dólar, morou 2 anos em Brisbane, toca a própria empresa e lê pra caramba.

Tive uma impressão muito parecida quando tomei danone com meus leitores do Rio depois do lançamento do Hackeando Tudo na Livraria da Travessa em novembro.

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Não tinha um cara que eu podia falar assim:

“Esse aí ainda não acordou pra vida”

Tem um monte de ex-vagabundo na foto sim. Mas já tá todo mundo no fluxo.

O que era para ser uma simples cerveja para comemorar o lançamento do livro, acabou virando uma mega-sessão de networking. Acho que tem nego que se conheceu naquele dia e virou sócio já.

Separei alguns fatores que já servem como pente fino e respondem a pergunta-título desse artigo.

Por que eu não tenho 1 milhão de seguidores?

Segundo o Mark Zuckerberg, eu tenho 32.420 seguidores no Facebook.

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Tirando os 2mil seguidores-fake que eu comprei no Fiverr há 2 anos atrás, bota aí 30 mil pessoas (sim, dá pra fazer umas ratarias bem brabas no Fiverr).

Agora pega outros cara que, que nem eu, vivem de internet e derivam boa parte de seu faturamento das redes sociais.

Whindersson Nunes tem 11 milhões.

Kéfera tem 9 milhões.

Felipe Neto tem 8 milhões.

Ter 30 mil seguidores me coloca como uma sub-subcelebridade na internet.

Nível ex-BBB, tá ligado?

Esses dias, eu recebi uma mensagem de uma leitora que me fez até chorar sozinho aqui em casa.

Depois de tanta porrada que eu tomei da vida, vou te falar que é difícil alguma coisa me fazer chorar hoje em dia.

Olha o print aí.

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Se não der pra ler da tua tela, vou transcrever aqui e vou sublinhar a parte exata onde a primeira lágrima caiu:

 

“Quando uma pessoa não está bem consigo mesma ou deprimida, a maioria do material literário assim chamado de “auto ajuda” acaba tendo um efeito passageiro ou agravante.
Seus textos são diferentes. Até mesmo as chamadas e os leads dos seus artigos instigam a perseverança. Você usa palavras que dão ânimo ao leitor, afastam as nuvens negras dos pensamentos ruins e trazem conforto, indo na contramão de outros jovens prodígios show-off que parecem dar as dicas e conselhos apenas para alimentar o próprio ego. Diferente dos outros, você tem o dom de elevar a auto-estima e a esperança dos seus leitores. Parabéns Raiam.

Parece dor-de-corno, mas eu prefiro 30mil leitores do nível intelectual da galera daqui do que 2 milhões de zumbis que batem palmas para as palhaçadas e idolatram YouTubers.

Eu quero mudar o Brasil… e os zumbis idolatradores de YouTubers não vão me ajudar nessa missão.

 

 

Seguem 3 fatores-chave que diferenciam o pessoal que consome meu conteúdo dos outros 99% da população brasileira:

 



1) Leitura

Mano, para saber que um negro marrento chamado Raiam dos Santos existe, a pessoa tem que LER!

Estamos em 2017 e a realidade nua e crua é a seguinte:

NINGUÉM LÊ NESSA PORRA

Quando eu decidi queimar navios e mergulhei de cabeça no sonho de ser escritor, eu sabia da briga que eu tava comprando.

Meu desafio aqui não é só vender meus livros… mas vender a “ideia de leitura”.

Mano, às vezes eu sinto que estou criando um mercado do zero. Antes de recomendar a compra de qualquer um dos meus 6 livros, eu tenho que convencer a pessoa que ler livros é bom. 

Por que ninguém lê no Brasil?

Por que a educação primária é uma bosta… seja em escola pública ou escola de playboy.

Como assim?

Mano, as professoras de português botavam a gente para ler Machado de Assis, Eça de Queiroz, Castro Alves, Ariano Suassuna, Mario de Andrade, Stanislaw Ponte Preta e outros imortais da literatura brasileira.

Ok, eles eram bons escritores. Ninguém pode negar.

Mas não tinha conexão nenhuma com o Raiam adolescente, caralho!

Os livros que eu era obrigado a ler na escola não tinham porra nenhuma a ver comigo e com meus interesses.

Lia 5… 10 páginas e chegava a mesma pergunta existencial:

Por que eu tô lendo essa merda?

Peguei trauma.

E foi exatamente por causa desse trauma que eu fiquei até os 20 anos de idade sem ler um único livro até o fim.

Por essas e outras, a média anual de leitura do Brasileiro é de apenas 1.7 livros por ano.

Depois pesquisa aí qual é a média do cidadão da Alemanha e você vai ver que 7 a 1 foi pouco.

Mano, hoje é dia 2 de janeiro e eu já matei 6 livros (audiobooks).

Ano passado eu terminei 204.

No outro, 256. Valeu ae Ubook!

O que o jovem-mediano-vagabundo do Brasil prefere?

YouTube!

Não são poucas as pessoas que perguntam por que eu não tenho um canal ativo no YouTube.

Ta aí a razão… meu foco é outro.

 

Posso até explorar essa ideia para vender mais livros e ganhar mais dinheiro mas pode ter certeza que eu nunca vou parar de escrever.

Se em terra de cego, quem tem um olho é rei.

Em terra de zumbis que assistem YouTube, quem simplesmente lê livros e blogs acaba virando rei… pelo menos no médio e longo prazo!

 



2) Paciência

O segundo motivo é um complemento do primeiro: a paciência.

Dos mais de 400 artigos que eu já soltei nos dois anos do blog MundoRaiam: Ostentação de Sabedoria, pouquíssimos têm menos de 2 mil palavras.

A real é que vivemos num mundo lotado de distrações e notificações.

Não é qualquer um que consegue parar tudo o que está fazendo durante 10 minutos para LER um artigo longo pra caramba cheio de referências a livros gringos e artigos acadêmicos.

Quando eu solto um post na fanpage do Facebook, de vez em quando aparece leitor meu marcando um amigo que pode se identificar com o post.

Mano, a grande maioria das respostas dos amigos não-leitores tem a ver com essa famosa dupla sertaneja:

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Se você não captou a mensagem: NEM LI … E NEM LEREI.

Eu SÓ escrevo posts longos… e pouca gente tem paciência para ler posts longos.

Se o cara consegue parar tudo o que tá fazendo e focar num artigo longo durante 10-15 minutos, ele já está acima de 99% da sociedade brasileira.

Só aí eu já elimino um monte de vagabundo.

Foda-se! Eu não tenho paciência para gente burra e vagabunda.

O Brasil já está cheio deles e é por isso que nosso país é uma merda.

Nossa, Raiam… que agressivo!

Vou explicar minha linha de pensamento.

Quando você entra na home do site MundoRaiam, eu deixo bem claro porque eu faço isso e qual é a minha missão de vida:

“Sou Raiam Santos, tenho 26 anos, estudei economia na Wharton Business School e minha maior missão é levantar a auto-estima, a curiosidade, o conhecimento e a ambição da juventude brasileira”

Para completar minha missão, eu tinha dois tipos de approach: o bottom-up e o top-down.

O bottom-up seria começar de baixo pra cima com jovens-medianos-vagabundos.

Não deu certo… essa galera é muito cabeça-dura.

O approach top-down foi o seguinte: eu passei a focar nas pessoas que já estavam um pouco mais avançadas que a média… de cima para baixo.

Exemplo?

Em 2015, quando ainda estava me estabelecendo no mercado de palestras, eu fazia palestras grátis em universidades.

Combinava só deles pagarem meu taxi e/ou me entregarem o vídeo da palestra para colocar no YouTube.

Falando nisso, alô CEFET Jr, CEMEC do IBMEC, Liga de Mercado Financeiro da UFRJ e Meta da UFF, vocês estão me devendo até hoje, hein? Não quero chamar ninguém de caloteiro em público mas já se passaram quase 2 anos…

Tá, o que o approach top-down tinha a ver com isso?

Eu só fui em faculdade top! IME, ITA, FGV, IBMEC, UFRJ, UFF…

Pergunta se eu aceitava palestrar em Uni-Esquina-pagou-passou?

Nope… nem perdia meu tempo porque não fazia parte da estratégia.

Fui em apenas uma Uni-Esquina mas foi porque um amigo pessoal me convidou (e também tá me devendo o “cachê-vídeo” até hoje…)

Nessa época, eu praticamente paguei para trabalhar e não me arrependo.

Para você ter uma ideia, hoje em dia eu não saio de casa por menos de 5-dígitos para palestrar para empresas.

raiam santos palestra

Por que o approach top-down dos jovens acima da média deu mais certo?

Essas pessoas melhoram de vida com meu conteúdo e acabam “infectando positivamente” os jovens-medianos-vagabundos que estão ao redor delas.

Daí o mediano recém-infectado entra no meu mundo…. e pouco tempo depois deixa de ser vagabundo.

 

 

 



3) O fator tapa na cara

Acho que o maior diferencial aqui é o que eu chamo de “fator tapa na cara”.

Sim, meus posts são agressivos, polêmicos, têm muitos palavrões e muitos tapas na caras nas entrelinhas.

Não, eu não sou Bel Pesce e não quero deslumbrar ninguém com historinhas bonitinhas e motivacionais. Se for para te mandar tomar no cu, eu mando sem pudor nenhum!

O jovem-mediano-vagabundo não aguenta os choques de realidade e se sente até ofendido com o que escrevo.

Muita gente se faz de coitadinho. Tem outros que vêm no meu inbox me mandar hate-mail.

Quero essa galera vitimista longe do meu site.

Tem uns jovens-medianos-vagabundos que entram aqui, ficam putos comigo por um tempo mas acabam vestindo a carapuça.

Dois meses depois, eles já estão lendo mais, reclamando menos da vida, parando de se fazer de vítima e correndo sua própria maratona.

 

Por que eu escrevi um post sobre isso? Sei lá!

Só quero agradecer mesmo aos crânios e aos ex-vagabundos que lêem minhas asneiras aqui.

Tamo junto na missão.

~Raiam

 

PS: Vou manter esse hábito de pagar almoço de 4 leitores em cada cidade que eu for. Próximas paradas são Rio, São Paulo, Brasília e Goiânia. Eu vou mandar um post surpresa na página e as 4 primeiras pessoas que provarem que compraram meus livros com um print, vão receber o endereço do lugar. Fica esperto aí!

PS2: Para o pessoal que escutou meus livros pelo Ubook, vai rolar um open-bar para o lançamento oficial do meu 60 livro IMIGRANTE ILEGAL: O LADO NIGGA DO SONHO AMERICANO na sede do Ubook lá no Rio. Fica esperto aí também.

 

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