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10 lições que aprendi na Olimpíada de Londres

05/08/2016
londres 2012

Critiquei a Olimpíada desde o início e continuo criticando.

Para você ter uma ideia, minha tese de formatura lá na University of Pennsylvania em 2011 teve o seguinte título:

Rio Olympics: Why Brazil Should NOT Host The Event

A própria diretora da universidade mencionou isso no discurso da formatura… e o auditório inteiro riu.

Toma o vídeo aqui (tá no minuto 3:50).

A real é que eu não critico os americanos que riram de mim naquela ocasião. Afinal, o Brasil era o país da moda e estávamos passando por uma época de vacas gordas.

Conheço pouquíssimas famílias que levam o esporte tão a sério quanto a minha. Por causa disso, desde pequeno tinha o sonho de presenciar uma Olimpíada ao vivo.

A alternativa mais fácil era esperar até 2016 e assistir a Olimpíada no quintal de casa.

Mas aí entra o FATOR INTEGRIDADE: eu sabia desde o início que faria um “BOICOTE PESSOAL” aos jogos do Rio.

Como é que pode um cara criticar aquilo durante quase 10 anos… e chegar na hora e participar de todo aquele oba-oba e todo aquele pão-e-circo hipócrita da porra?

Sabendo disso, arrumei um jeito de ir para as Olimpíadas Londres em 2012…. e trouxe 10 conclusões não-ortodoxas da minha aventura olímpica pela Terra da Rainha:


*Soltei esse artigo na sexta-feira da Cerimônia de Abertura. Hoje, segunda-feira, coloquei atualizações no fim de cada tópico sobre as previsões que se concretizaram nesse primeiro fim de semana de Olimpíada. Tá tudo em vermelho e com o hashtag #EuJáSabia




 



1. O Brasil é o único país que torce

torcear

Lembra na Copa do Mundo que nossa torcida foi altamente criticada por não ser unida e não ter músicas para apoiar o time?

Parecia que aquela musiquinha bichada e repetitiva do “Eu sou brasileiro com muito orgulho, com muito amor” era praticamente a única coisa que saía das arquibancadas.

Bom, na Olimpíada de Londres notei que o Brasil era o único país cuja torcida que ia além das palmas.

Fiz esse vídeo aqui na final do vôlei feminino em Earl’s Court.

A cada ponto dos Estados Unidos, a torcida americana batia palmas e nem se levantava da cadeira. Vou te falar que os gringos nem sabiam o nome das próprias jogadoras.

A cada ponto do Brasil, o ginásio parecia que ia desabar.

A galera ia a loucura com músicas para a Jaqueline e para a Fernanda Garay… parecia que eu tava no meio da Torcida Jovem Fla na final do Carioca de 2001 contra o Vasco.

A conclusão foi a seguinte: para esporte olímpico, não tem torcida melhor que a nossa. 

Sente só a energia que vinha da arquibancada a partir do minuto 8:59:


#EuJáSabia (8 de agosto): Desrespeitosa ou torcida de verdade? ‘Olimpíada das vaias’ repercute na mídia e redes sociais no exterior (Globo.com)

 

 

 



2. Você vai pegar fila

longe

Você vai ouvir várias críticas de torcedores e atletas tendo dificuldade para chegar nos locais de competição.

Fica tranquilo que em Londres também foi assim.

Meu apê era em Knightsbridge e a Vila Olímpica era do outro lado da cidade no subúrbio de Stratford.

Foram três baldeações até a estação do metrô e mais uns 45 minutos de caminhada para chegar no Estádio Olímpico.

Chegando lá, tinha uma fila fudida para passar no checkpoint de segurança.

Depois de abrir minha mochila, tirar os sapatos, esvaziar o bolso, passar pelos detectores de metal e ser apalpado pelos guardas britânicos, cheguei na Arena uma meia hora depois do início das competições.

Aposto que nego vai chiar por causa do transporte público e dos acessos. E a culpa vai pra Dilma, pro Eduardo Paes e pros empreiteiros.

Relaxa e goza, irmão!

Tenho a leve impressão que isso acontece em toda Olimpíada… especialmente nas Olimpíadas pós-11 de setembro.

Os organizadores ficam com o cu na mão por causa de ameaça terrorista.

Vou te falar que 100% desses reclamões são pessoas que não se programaram e precisam aprender a sair de casa mais cedo.

#EuJáSabia (8 de agosto): Entrada do Parque Olímpico tem filas quilométricas, brigas e confusão (Globo.com)

 

 


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3. Os atletas não têm grana

atleta

Tá aí uma das minhas maiores surpresas que eu tive lá em Londres: a maioria dos atletas é fudida de grana. 

Eu passei a infância inteira idolatrando atletas olímpicos.

Em 1996, queria ter chuteira dourada igual o Michael Johnson dos EUA.

Em 2000, queria nadar rápido igual o Ian Thorpe da Austrália.

Em 2004, queria chutar bolas de três igual o Manu Ginobili da Argentina.

Em 2008,  eu já era atleta nos Estados Unidos então a idolatria baixou um pouquinho.

Em 2012, eu senti na pele que a profissão-atleta não é tão glamourosa quanto parece.

Pensa comigo: são 30 e poucas modalidades nas Olimpíadas.

Se você tirar tênis, futebol, basquete, você vai ver que a grande maioria dos atletas vive com salário mínimo em seus respectivos países.

Vale a pena destacar os esportes “patrocinados por papai” como iatismo e hipismo. Essa galera já tem grana “de berço”.

Afinal, se viajar o mundo sozinho para competir já é caro pra caramba, imagina adicionar um cavalo ou uma embarcação na brincadeira?

Tem que ter MUITA bala na agulha… ou MUITO apoio do governo.

De resto, é praticamente todo mundo quebrado vivendo com uma pequena mesada de seu respectivo governo e se perguntando todo dia o seguinte:

“Será que vale a pena continuar competindo? Será que não chegou a hora de arrumar um emprego normal?”

Tudo bem que o atleta compete por amor ao esporte.

Eu mesmo competi na NCAA e na Seleção Brasileira por puro amor ao esporte… mas tem uma hora que as contas começam a chegar no correio e você precisa fazer uma decisão.

Para cada Neymar, tem uns 100 garotos sub-23 de lugares como Fiji, Iraque e Honduras que nunca vão pisar num estádio da Europa.

Para cada Marta, tem 300 jogadoras de futebol que precisam trabalhar em escritório durante a semana para cobrir as contas de casa.

E olha que o futebol é o esporte que dá mais mídia e dinheiro entre os Olímpicos.

Experimenta justificar um patrocínio se você é atleta de tiro esportivo, luta greco-romana, levantamento de peso e esgrima?

Ahhh nos Estados Unidos é diferente! Eles são potência do esporte.

Porra nenhuma!

Tenho a leve impressão que o atleta olímpico americano é um dos que mais sofrem.

Sabe por quê?

Primeiro vem a ideia do “salário relativo“.

Sim, os americanos são uma potência do esporte mas o salário que um atleta olímpico americano ganha o coloca abaixo da linha de pobreza para os padrões dos Estados Unidos!

Na grande maioria dos casos, o cara vai ganhar mais trabalhando de caixa no McDonald’s do que sendo #1 do mundo numa modalidade impopular como o tiro de carabina de ar.

A renda anual do americano é de uns 50mil dólares por ano (peguei a estatística no US Census Bureau).

Se o atleta coloca 20mil por ano já é muito.

Olha essa comparação entre o salário de uma atleta olímpica medalha de ouro do futebol feminino com o salário dos caras da NFL, NBA e MLB:

grafico

Sim, senhores!

O atleta do hóquei ganha em média 550mil dólares por ano.

O José das Couves trabalhador anônimo ganha 50mil dólares por ano.

E a jogadora de futebol feminino campeão do mundo e medalhista de ouro ganha 7mil dólares por ano na National Women’s Soccer League!

Isso aí deu uma caôzada legal na mídia americana. E foi muito além do esporte… virou questão de gênero e política.

Olha esse artigo da Forbes: U.S. Women’s Soccer Salaries: The Economic Justification For Paying The Men More

A verdade é que os Estados Unidos estão tão acostumados a ganhar medalhas que o cara que leva um bronze acaba sendo um “zero a esquerda”.

Olha esse gráfico aqui:

cash

O Azerbaijão paga uma luva de 510mil dólares para o atleta que ganhar uma medalha de ouro.

Em terra de cego, quem tem um olho é rei!

Quanto mais medalhas de ouro o país está acostumado a ganhar, menos importância ele vai dar ao medalhista.

 

 

 

 



4. Vai ter muita arena vazia

azvia

Mano, eu voei para Londres com zero ingressos e zero garantias de que eu ia assistir algum evento.

Para adicionar um pouco mais de emoção à minha aventura, a informação oficial era de que não havia mais ingresso para porra nenhuma.

Era de se esperar. Ao contrário do Brasil, Londres é o centro logístico do mundo então TINHA GENTE PRA CACETE NA CIDADE!

Qualquer lugar do mundo que você estiver, te garanto que tem um vôozinho para o aeroporto de Heathrow.

Para chegar no Rio, você tem meia dúzia de vôos diretos da Europa. Tem também a opção de pegar uma conexão nos Estados Unidos mas, para isso, nego precisa de visto americano.

Na ocasião, usei meu network para descolar ingressos para todos os eventos que eu queria: final do vôlei de praia, final do Usain Bolt no atletismo, final do futebol em Wembley e final do vôlei feminino.

O que esses eventos tinham em comum?

ASSENTO VAZIO PRA CARALHO! 

Tipo… muito mesmo!

Como assim, Raiam? Mas os ingressos não estavam esgotados?

Política, irmão!

O COI reserva uma porcentagem X de ingressos para distribuir entre os comitês nacionais.

Só que esse pessoal não viaja “em massa” para os jogos e muitos deles não têm jogo de cintura para repassar os ingressos que não vão usar.

Com tanto país minúsculo por aí, muita gente acaba morrendo com ingresso na mão.

Em Londres, a preocupação era ainda maior porque o governo britânico baixou uma lei temporária que basicamente dizia: câmbio de ingressos é crime.

Eu mesmo fui preso no metrô de Londres tentando comprar ingresso.

Uns 20 minutos depois de ser liberado, consegui desenrolar ingresso para a final do vôlei com uma tiazona de olho puxado bem na porta do ginásio.

Política! O ingresso que salvou o meu dia estava em nome do Comitê Olímpico de Hong Kong.

#EuJáSabia (8 de agosto): Lugares vazios na Olimpíada incomodam e Rio-2016 tenta encher arenas (Uol Esporte)

 

 



5. Puxadinho é lei

puxa

É praticamente impossível fazer uma Olimpíada sem puxadinho.

Passei uns anos da minha vida manipulando números no Excel (leia meu segundo livro Wall Street) e te digo que justificar rentabilidade de Olimpíada com números é uma missão impossível.

Para amenizar os custos e diminuir um pouco aquele “Efeito Elefante Branco”, os organizadores inventam as chamadas temporary facilities, puxadinho em português.

O Parque Olímpico de Londres era cheio de puxadinhos desde lojas de souvenir, containers do McDonalds, banheiros com encanamento fudido e até passarelas de madeira.

O próprio estádio do atletismo era só o esqueleto. Acabamento quase zero e concreto “em carne viva”…

O engraçado é que ninguém lembra disso agora, né?

Coisa de brasileiro? Tá bom! Enfia esse complexo de vira lata no cu!

#EuJáSabia (8 de agosto): Olimpíada de Londres também teve problema na Vila Olímpica (Veja Rio)

 

 



6. As estrelas não ficam na Vila

cloud

 

Imagina se todos os jogos de futebol fossem realizados no Rio e o Neymar dormisse na Vila Olímpica?

O muleque não ia ter paz. Todo mundo ia ficar em cima dele pedindo foto e o caralho.

Como é que o cara vai conseguir se concentrar?

Vou te falar que nunca na história da humanidade FOI TÃO CHATO SER FAMOSO! 

Antigamente, o cara perdia meio segundo da vida dele dando um autógrafo.

Hoje em dia, ele tem que parar tudo, sorrir, tirar a selfie… e depois tirar outra porque a primeira não ficou boa.

Multiplica isso por centenas de pessoas todos os dias.

E a concentração como fica?

Esses dias, dei de cara com essa notícia no Globo.com: Bolt foge de badalação e tem noite tranquila em hotel longe da Vila.

Fez certo.

Estamos em época de Snapchat, Facebook, Instagram.

Um cara que chegou onde o Bolt chegou sabe muito bem que essas distrações podem matar a preparação psicológica de um atleta.

Quem são os outros atletas high-profile e midiáticos dessa edição das Olimpíadas?

Só consigo pensar no Nadal e no Team USA de basquete.

Pergunta se eles estão dormindo na Vila Olímpica?

O Team USA de basquete vai ficar nesse humilde barquinho da foto de cima.

Isso não é novidade pra ninguém.

Você acha que Michael Jordan, Larry Bird e Scottie Pippen dormiram na Vila Olímpica em Barcelona 92?

Não, os caras ficaram num transatlântico também.

E em Londres? Kobe Bryant dormiu na Vila Olímpica?

Não. Se liga nessa entrevista aqui com o atleta de basquete da Nigéria sobre o Team USA em Londres 2012.

Os caras ficaram num hotel 5 estrelas chique pra caraca em Mayfair e com vários agentes secretos do lado de fora.

#EuJáSabia (8 de agosto)Brasileiros sofrem em caça a Bolt na Vila Olímpica: ‘Uma loucura’ (Uol Esporte)

 

 

 


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 7. A Holanda é o poder

hola

Os holandeses são disparados os mais divertidos entre as 200 e poucas nacionalidades que vão participar dos jogos.

Se você tiver de bobeira, recomendo que frequente a Holland House, especialmente mais pro final dos jogos.

Sei lá onde é essa porra mas fica esperto e compra ingresso na internet com antecipação.

Em Londres, toda vez que algum holandês ganhava medalha, tinha festa com open bar de Heineken na Holland House e música eletrônica da melhor qualidade.

Ou você não sabia que praticamente 90% dos melhores DJs do mundo são holandeses? Tiësto, Afrojack, Armin Van Buren, Hardwell, Laidback Luke, Sander van Doorn só pra dizer alguns…

Se a Holanda ganhar ouro em hóquei sobre grama feminino então… prepare-se para a melhor noite da sua vida.

Toma um um vídeozinho com um pouquinho daquela festa histórica do dia 11 de agosto de 2012 na Holland Heineken House.

Dica: as holandesas adoram homens latinos e bronzeados ;).

EuJáSabia (8 de agosto): Noitada e álcool: Holanda retira ídolo e rival de Zanetti do Rio por má conduta (Globo.com)

 

 

 



8. Os tatuadores faturam

tat

 

Troquei ideia com vários atletas lá em Londres e uma coisa parecia que era de lei:

Fazer tatuagem com os anéis olímpicos depois de competir

Se você parar pra pensar, menos de 5% dos atletas vão embora para casa com medalha no peito.

Qual é o souvenir dessa galera?

Sim, a tatuagem.

E não adianta voltar pra casa e fazer no tatuador da esquina. A graça é fazer a tatuagem na cidade-sede das Olimpíadas.

Alô tatuadores de Barra, Recreio e adjacências: time to make money!!!!!!

EuJáSabia (8 de agosto): Única ginasta da Islândia faz tatuagem em homenagem à Rio-2016 (Jornal Extra)

 

 


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9. Atletas bebem e usam drogas sim!

phelps

Peço desculpas aos pais que colocam atletas como exemplo para seus filhos.

Sinto-lhe dizer que atletas de ponta também bebem, transam com estranhos e usam drogas.

Cheguei em Londres faltando uns 3 dias para acabar as Olimpíadas.

Naquela altura do campeonato a grande maioria dos habitantes da Vila Olímpica já tinha competido e estava só curtindo a vida esperando a cerimônia de encerramento.

Pensa comigo: você passa a vida toda treinando e se concentrando para competir nas Olimpíadas.

Passou a competição, qual a primeira coisa que você vai passar na tua cabeça?

Não importa se ganhou ou perdeu, nego enfia o pé na jaca.

Não preciso nem tocar no assunto do furdunço que é a Vila Olímpica, né? Isso todo mundo já sabe: Dentro da Vila Olímpica o esporte mais praticado é o mais antigo: sexo.

O negócio não para por aí…

Vou te falar que peguei um night bus daqueles de dois andares e sentei perto de um grupo de malucos loiros que fizeram o ônibus inteiro ficar empeixeado com cheiro de maconha.

Vi a tatuagem dos anéis olímpicos no braço de um deles e fiquei curioso pra caraca.

Tava sentado perto do motorista e, depois de umas três paradas, um membro do grupinho chegou bêbado perguntando se faltava muito para chegar em Charing Cross.

Puxei assunto com ele: os caras eram do Team Australia de natação e haviam competido uns 3 dias antes.

Conectei os pontinhos e lembrei daquela foto do Michael Phelps fumando maconha no bong.

phelps

Vou te falar que eu DU-VI-DO que o Phelps parou de fumar maconha depois daquela foto de 2009.

Mas tem anti-doping né?

Tenho alguns anos de experiência com anti-doping por causa do futebol americano.

Pelo menos lá nos EUA, os exames procuram anabolizantes e substâncias que melhoram teu desempenho esportivo.

Metade do meu time de Divisão 1 da NCAA fumava maconha diariamente e NUNCA soube de nenhum caso de atleta com maconha no mijo.

Será que o anti-doping não acusa maconha?

EuJáSabia (8 de agosto): Ainda não teve nenhum caso de atleta fumando baseado… mas os negões do basquete americano já foram pegos no puteiro Monte Carlo… e disseram que entraram lá por acidente.

Se liga aí na matéria: TEAM USA BASKETBALL Players in Rio ‘Brothel’ … OOPS, WE THOUGHT IT WAS A SPA (Tmz.com).

 

 


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10. Olimpíada cansa

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Esses dias, eu abri o Facebook e vi uma galera ostentando ingresso da Olimpíada.

Meus próprio pai tá todo feliz porque comprou ingresso para todos os dias da Olimpíada.

Tenho uma mensagem pra você: o primeiro dia vai ser legal, o segundo também.

Bateu o terceiro, você vai ficar pensando:

“Puta que pariu. Encheu o saco já. Prefiro assistir pela televisão”

O legal da Olimpíada é o que acontece por fora. Os jogos em si são uma merda.

Boa Olimpíada pra geral!

Aprecie com moderação… só não vale ser hipócrita e ficar criticando o superfaturamento das obras e o “legado olímpico” depois.

Um abraço de Los Angeles.

~Raiam

 


 

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