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48 Horas em Hong Kong: Negão Asiático Parte 3

17/06/2016
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Essa aqui é a Parte 3 da série Negão Asiático.

Na real, é a continuação da Parte 2 sobre Hong Kong e China. O texto ficou muito longo e eu decidi dividi-lo em dois artigos.

Na primeira metade, falei sobre coisas mais sérias como a “casa da moeda” de Hong Kong, a rivalidade entre o hongkongiano e o chinês e o aeroporto mais perigoso do mundo.

Dessa vez, o negócio vai ser mais light.

Vou começar pela vida noturna dos asiáticos…

 


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JURERÊ DE OLHO PUXADO

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Assim como na Tailândia, eu reservei uma parte do meu orçamento para ostentar um pouquinho e para observar como vivem os ricos de Hong Kong.

Acabei convencendo aquele camarada albano-kosovês-com-passaporte-alemão-que-trabalha-na-China a colar comigo num lugar chamado Lan Kwai Fong, bem no centrão de Hong Kong.

Apesar de ser europeu e ter raízes no país mais economicamente forte da Europa Ocidental, o meu camarada tava com o orçamento bem apertado.

Afinal, ele havia acabado de se formar na Alemanha e estava recebendo grana de estagiário na China.

Caímos pro Lan Kwai Fong e demos de cara com várias chinesas bem cheirosas, vestidos curtíssimos e cheias de jóias.

Sentamos num bar irlandês para assistir o jogo de sua pátria-mãe Albânia contra a Suíça e acabamos fazendo amizade com uma galera bem heterogênea que sentou perto da gente.

Do meu lado esquerdo sentaram duas coreanas de Seul que haviam voado para Hong Kong única e exclusivamente pelo “shopping and partying” .

(esse sinal com a mão que ela tá fazendo na foto é o sinal do coraçãozinho na Coreia)

Papo vai papo vem, descobri que elas eram moravam do famoso bairro de Gangnam em Seul.

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Não sei se você lembra da febre do Psy mas essa música meio que zoa os filhinhos de papai ostentadores da Coreia do Sul.

O cara da mesa da direita era britânico e havia mudado para a Ásia há uns anos atrás para ensinar inglês para os locais.

Ele explicou que aquela área ali de Hong Kong era talvez a zona mais premium de todo leste asiático.

Segundo ele, os ricos de Japão, Coreia, Taiwan, China e Filipinas voavam para lá durante o verão para sair pra night e gastar dinheiro.

Depois que o jogo da Eurocopa acabou, fui checar uma night chamada Club Magnum que as patricinhas da Coreia haviam recomendado.

Cover charge: 500 Hong Kong dollars… sem consumação.

Deixa eu traduzir para você: você pega o HKD e divide por 7 para ter a grana traduzida para o dólar americano.

Sim, só a entrada no Magnum Hong Kong nos custaria mais de US$70 (R$250)… isso sem contar os drinks.

O albanês estagiário deu pra trás e nós voltamos para a rua.

 

 


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CULTURA 7-ELEVEN

KWAI

Uma das paradas que mais me surpreenderam até agora na Ásia foi a quantidade de lojas do 7-Eleven tanto na Tailândia quanto em Hong Kong.

Para quem não sabe, 7-Eleven é uma loja de conveniência dos Estados Unidos que vende praticamente tudo: pizza, café, celular, camisinha, remédio pra dor de cabeça, cerveja, etc.

Nos 4 quarteirões que formam a área de Lan Kwai Fong, eu avistei umas 5 ou 6 lojas do 7 Eleven e notei que aquelas lojas de conveniência eram instrumentos de democratização da diversão na área. 

Acho que vale até comparar os 7 Eleven da China com aqueles depósitos de bebidas e/ou vendedores ambulantes da Lapa lá no Rio.

Não importa o lugar do mundo que você vai! As pessoas sempre acabam encontrando formas para “driblar” os preços proibitivos das noitadas.

Em Hong Kong não foi diferente.

Vou te falar que o “bar” mais lotado e mais bombante de Lan Kwai Fong, pelo menos na noite que eu colei lá, foi o bar 7 Eleven!

As pessoas entram no 7 Eleven, pegam cerveja de 7 Hong Kong Dollars (US$1) no freezer e bebem na rua mesmo.

E, ao contrário da ostentação do tal Jurerê de Olhos Puxados, ali na rua em frente ao 7 Eleven, era todo mundo do mesmo nível!

 


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A ARTE DE VIVER DE APARÊNCIA

camarote

Eu uso o cover charge da minha balada favorita na época que eu morava em Nova York como uma espécie de “termômetro de ostentação.”

Para você ter uma ideia, eu nunca paguei mais de US$20 para entrar na maravilhosa Lavo da 58th com a Madison.

A Lavo é boate de top-model, só traz DJs tops e, de acordo com o site Nightclub.com, é a sétima melhor noitada das Américas.

Por que a Lavo custa US$20 e a Magnum de Hong Kong custa US$70 para entrar?

E por que o Café de la Musique do Jurerê Internacional custava R$1.200 na época daquele meu vídeo das 1.600 garrafas?

O Brasil vive de aparência.

A China vive de aparência.

A Índia também vive de aparência.

A conclusão que eu tive nesses três lugares, ao contrário de picos mais desenvolvidos como a Europa Ocidental e os Estados Unidos, é que as pessoas “se escondem” atrás de marcas e de garrafas para mostrar que têm grana.

Vou chamar esse fenômeno de “brand sensitivity”.

Eu tenho um primo que nunca estudou porra nenhuma, ganha salário mínimo mas faz questão de se endividar para ter uma camisa da Polo Ralph Lauren de 500 reais com cavalão para sair no fim de semana.

Dá até pena….

Quer outro exemplo?

Vai para o meio da Times Square em Nova York.

Se você avistar alguém na rua com qualquer um desses itens, pode ter certeza que é brasileiro!

 

– Tênis Nike Shox de 6 molas
– Casaco de moletom com um “GAP” bem grande
– Camisa com um “OLD NAVY” , “ABERCROMBIE AND FITCH” ou “AMERICAN EAGLE” bem grande

 

Tenho amigos europeus com muita mas muita grana.

Nenhum deles usa roupa com símbolo grandão de alguma marca.

Vou usar o exemplo da marca Burberry. Te dou um doce se você encontrar uma camisa da Burberry com um logo maior do que sua unha.

Aí eu te levo para uma outra teoria “Made in Raiam” que eu acabei desenvolvendo ao longo desses anos de ousadia, alegria, putaria e macroeconomia pelo mundo:

Quanto mais desigual um país, mais “brand-sensitive” é seu cidadão-comum.

Não é à toa que, mesmo em tempos de crise mundial, as grandes marcas de luxo de países como Itália e França têm batido recorde atrás de recorde em vendas.

A verdade é que os consumidores locais da Itália e da França estão bem ruinzinhos de grana ultimamente… mas essas empresas estão sendo puxadas por um mercado que praticamente não existia há uns tempos atrás: A CHINA!

Agora eu amarro de volta para o tema do primeiro parágrafo desse tópico: onde é que os chineses que têm bala na agulha para comprar Louis Vuitton e Salvatore Ferragamo vão ostentar e gastar sua grana nas férias?

Hong. Kong!

 



GLOBALIZAÇÃO É COISA SÉRIA

A Chinese priest holds up a bible during a mass at the 400-year-old Cathedral of the Immaculate Conception in Beijing, China, Friday, Aug. 15, 2014. Chinese Catholics on Friday cheered Pope Francis’ visit to neighboring South Korea, saying they hoped his trip to their region would help end the estrangement between Beijing and the Vatican. However, China’s entirely state-run media imposed a virtual news blackout on his visit, ensuring the public at large would know little about Francis’ activities. (AP Photo/Ng Han Guan)

 

Hong Kong é uma das cidades mais cosmopolitas do mundo e foi um dos símbolos da palavra “globalização” quando ela virou moda no final dos anos 1990.

Lembro até hoje de um livro de geografia da 4a série que usava a mega-escada rolante a céu aberto de Hong Kong como exemplo da modernidade e do mundo interconectado.

Na minha visão, tem 3 instituições que levam essa palavra globalização bem a sério.

1) MC DONALDS

Em todos os 40 países que visitei, eu sempre fiz questão de fazer pelo menos uma refeição no McDonalds.

Primeiro porque eu me amarro no Mac e segundo para comparar o poder de compra do consumidor de cada país. Ou você nunca ouviu falar do Big Mac Index da Revista The Economist?

É impressionante como TODOS OS MCDONALDS do mundo trabalham sob os mesmos conceitos… e a comida tem gosto praticamente igual não importa se você está em Jerusalém, em Bangkok, em Santiago do Chile ou em Belo Horizonte.

Sim, tem uma variação ou outra de acordo com os costumes alimentícios de cada país mas aí… eu bato palmas para o departamento internacional da McDonald’s Corporation.

Vai ser bom assim em cultura corporativa lá na puta que pariu!

2) IGREJA CATÓLICA

Apesar das zueiras que eu escrevo de vez em quando, eu me considero um cara de Cristo e faço questão de ler a Bíblia todos os dias.

Apesar disso, eu sou meio contra as religiões formais. Deus em um só pra todo mundo, tá ligado?!

Até bem pouco tempo atrás eu tinha o hábito de passar numa missa de domingo em todo país que eu passava.

Mano, é impressionante como a estrutura da missa, as leituras, as orações, as músicas, a duração da missa e até a homilia do padre são E-XA-TA-MEN-TE iguais em todo lugar do mundo que você vai!

Você vai numa missa de manhã cedinho num domingo na França e pega um avião para a Alemanha e assiste a missa da noite.

Com a ajuda do Google Translate, você vai perceber que a missa é exatamente a mesma.

Mano, uma das coisas mais difíceis de se fazer no mundo dos negócios é padronizar os processos para lugares com culturas e línguas tão diferentes.

Eles conseguem fazer isso com uma facilidade enorme e deixam qualquer empresa multinacional no chinelo!

E ainda ganham muito dinheiro tax-free com isso hein?!

Papo reto: ainda não sei como a Harvard Business School ou a Wharton não criaram um case-study de MBA analisando essa estrutura flawless da Igreja Católica ao redor do mundo.

Parabéns aos vovôzinhos lá do Vaticano. Esses caras são os verdadeiros nomes do international business.


3) A NIGHT

Apesar de não ser uma instituição estabelecida como o McDonalds e a Igreja Católica, a noitada não fica muito atrás nesse ranking de globalização.

Outra coisa que eu sempre faço nos países que eu visito é sair pra night pelo menos uma vez… só para ver como as pessoas se comportam.

Mano, as nights funcionam religiosamente da mesma maneira em todo lugar do mundo!

Mesmo “Work Work Work” da Rihanna…

Mesmo “Hotline Bling” do Drake…

Mesmo “Fireworks” da Katy Perry…

Mesmo bate-estaca de eletrônico house-music para sair um pouco da pegada hip-hop/pop americana.

Mesmos homens sem auto-estima segurando cerveja long-neck na altura do diafragma para mostrar que são alguém por causa daquele drink…

Mesmo “dress-code” nas mulheres…

Mesma preferência dos funcionários da casa àquela galera que desce garrafa…

Mesmo stress para pedir uma bebida no bar…

Mesmos bartenders frustrados e alcoólatras…

Mesmos seguranças negões na porta…

 

Esperei encontrar algo diferente na China mas aí… tudo igual!

A única coisa que muda é a pegação… e o Brasil é outlier nisso aí.

Nosso país é o único lugar que você olha prum lado e olha pro outro e você vê dezenas e mais dezenas de pessoas se pegando… comportamento que os americanos chamam de PDA (Public Display of Affection).

 

 


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TAXISTA PRECONCEITUOSO

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Num debate presidencial antes da eleição de 2008, alguém questionou a negritude do titio Barack Obama dizendo que ele não era preto o suficiente e que havia crescido na Ásia sem nenhuma referência negra na família.

Obama, zueiro que só ele, respondeu na mesma moeda dizendo que era negro sim.

Sua evidência? Ele disse simplesmente que sempre teve dificuldades de pegar um táxi na cidade de Nova York. (olha esse artigo de 2007 Barack Obama can’t get a taxi).

A verdade é que, nos meus 2 anos morando em Nova York, eu também penava para pegar pegar táxi na rua (em 2012 não existia Uber, né?!).

Racismo? Sei lá.

É o seguinte: na cabeça do taxista burro, um negro fazendo sinal no Soho ou em Midtown Manhattan significa que ele vai pedir para levá-lo nos cafundós do Queens, do Bronx ou do Harlem.

Mal sabiam eles que, no fundo, eu era playboy e morava no coração de Times Square.

Taxista nenhum gosta de ir pra esses lugares porque, além de ter medo, ele quase sempre volta vazio, tá ligado?!

Fora isso, os afro-americanos aparentemente não têm um bom histórico de dar gorjeta pro taxista… e essa galera vive de gorjeta.

Putz por que eu tô falando de taxi em Nova York no meio de um post sobre a China?

Bom, me senti em Nova York na hora de pegar um taxi de volta para o hostel YHA Mei Ho depois da night em Lan Kwai Fong.

Isso porque os taxistas preferem rodar só na Ilha de Hong Kong.

Qualquer coisa do lado de lá da ponte/túnel, é prejuízo pra eles.

Papo reto: fiquei uns 20 minutos na fila do taxi só ouvindo um não atrás do outro.

 

“Where you going?”

“Kowloon. Sham Shui Po”

“No. Hong Kong only! Too far”

Tudo isso com aquele sotaque chinês dificílimo de entender.

Os poucos que topavam ir para o outro lado da ponte queriam cobrar tarifa fixa: 300 HKD.

Isso aí é o equivalente a 150 reais para uma corrida que, durante o dia, custaria uns 30 reais.

Acabou que um local bonzinho que tava na fila do taxi se sensibilizou com a minha dificuldade de arrumar táxi e começou a negociar em cantonês com os taxistas.

Depois de umas 5 tentativas e muita gritaria no idioma deles, ele conseguiu uma boa alma para me levar de volta para Sham Shui Po.

Acabou que eu acabei pagando 5 vezes menos no taxímetro.

Aí vem aquele velho dilema de colocar rótulos em pessoas: até aquele momento eu achava o chinês/hongkongiano o cidadão mais rude de todos.

Sai empurrando, não pede licença, não pede desculpa, não valoriza o customer service, não dá bom dia, etc.

Pré-conceitos existem para ser quebrados, né não?

 

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ESCADA ROLANTE

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Há um tempo atrás eu fiquei impressionado com aquele vídeo da mulher sendo triturada numa escada rolante.

Adivinha aonde foi aquilo? Na China!

Mano, tem escada rolante em toda direção em Hong Kong.

Isso porque eles construíram umas passagens de pedestres por cima das ruas para deixar o trânsito fluir melhor. Aí se você quiser atravessar as principais avenidas, você tem que subir uma escada rolante ao invés de cruzar a faixa de pedestre.

Vou te falar que aquele vídeo viral do YouTube me deixou tão traumatizado que fiquei com um mega-cagaço toda vez que eu subia uma escada rolante ou toda vez que a porta do elevador ameaçava fechar.

Vai confiar no sensor, vai?!

 

 



WHAT’S UP, NIGGA?!

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Vou confessar que é meio estranho andar pelas ruas e ver as pessoas me olhando como seu eu fosse um gorila de zoológico, tá ligado?!

Falei sobre isso no post da viagem para o Chile (12 horas no Chile: macroeconomia, educação e gente feia!). Multiplica aquele efeito por 10!

Mas eu não condeno não.

A verdade é que nem os chineses e nem o pessoal de Hong Kong estão acostumados a ver um preto de 90 quilos e fone de ouvido andando pela rua… especialmente no bairro residencial de Sham Shui Po, onde ficava meu hostel.

Sim, Hong Kong é uma cidade bem cosmopolita.

Mas aí… a maioria dos expatriados vem de transferências corporativas de grandes empresas multinacionais da Europa Ocidental e dos Estados Unidos.

Agora me pergunta quantos negros trabalhavam no prédio-matriz do Citi na época que eu morava em Nova York? Dediquei um capítulo inteiro do meu terceiro livro Wall Street: O Livro Proibido só sobre esse assunto.

Bom a conclusão foi a seguinte: como não tem tanto negro em cargo-alto de grandes empresas e bancos, acaba não tendo tanto expatriado negro lá em Hong Kong.

E é exatamente por isso que as pessoas olhavam pra mim com cara de espanto.

Fui dar um rolé no centro de Hong Kong e dei de cara com esse negão aí da foto dentro do metrô.

 

Foi uma cena engraçada.

Nos olhamos e os dois balançaram a cabeça de baixo pra cima como quem diz “what’s up, nigga?!”.

Parecia que éramos dois irmãos distantes num planeta perdido. É claro que eu comecei a puxar assunto com ele e perguntar sobre como é ser um dos pouquíssimos negões na China.

Acabou que o negão aí era expatriado da Inglaterra e havia mudado para Hong Kong por causa de sua empresa.

Segundo ele, eu era o primeiro negro que ele via em Hong Kong em mais de 2 semanas.

Vai vendo.

 



TINDER NA CHINA

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Fui um dos primeiros early adopters do Tinder logo quando ele lançou em 2012.

Na época, o aplicativo era restrito apenas para usuários de Iphone que moravam em Manhattan.

Acho que o app nem funcionava fora de Nova York e vou te falar que o negócio era beeeeem selecionado.

Pra te falar a verdade, deletei o app do Tinder há uns meses atrás.

Primeiro que nunca dava match. Devo ter a foto errada lá, sei lá.

Segundo que só tem bagulho, cá entre nós né?!

A conclusão que eu cheguei é que mulher top, mesmo solteira, não se aventura pelo Tinder. Pelo menos no Brasil, né?!

E na China?

Bom, aquele meu amigo albanês-kosovês-alemão foi me contando as aventuras dele com as locais lá de Beijing.

Eu perguntei:

“Como é que você conhece tanta gente se você não fala quase nada em Mandarim”

A resposta dele foi bem engraçada:

“Get Tinder and let the magic happen”

Baixei o Tinder no celular para fazer um mini-experimento.

Cara, qualquer swipe para a direita era um MATCH!  Papo reto: tava próximo de 100% de aproveitamento.

Imagina se um cara tipo o Cauã Reymond tivesse uma conta no Tinder e morasse num bairro como a Tijuca? Tipo isso.

Aí deu tela azul, né?!

Como é que tanta gente me olhava com cara de espanto no metrô e, ao mesmo tempo, tanta chinesa me deu like no Tinder?

Para os curiosos de plantão, o experimento parou por aí…


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TAMANHO É DOCUMENTO?

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Te desafio a ir na farmácia ou no 7-Eleven e comprar uma camisinha em Hong Kong.

Lembra que eu falei ali em cima de globalização de marcas?

Você vê marcas globais camisinhas como Trojan e Durex… mas é bem evidente que elas tiveram que se adaptar ao mercado chinês para atender a necessidade e as características do consumidor local.

Não vou entrar em detalhes…

Quer dizer, vou sim.

Abre a carteira e pega uma moeda de 1 real…

Isso mesmo, meus amigos.

 


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O TRABALHO FAZ O HOMEM

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Uma característica muito forte que eu notei nos chineses versus nós brasileiros: eles gostam de trabalhar.

Parece que trabalhar duro faz parte da honra masculina na cultura deles. Acho que isso tá inserido nos valores familiares e eles realmente botam isso pra jogo.

Lembra daquela velha frase do mundo dos negócios?

“Por trás de todo CNPJ há um CPF”?

Bom, dá para expandir isso aí para o nível macro:

“Por trás de todo milagre econômico, tem um povo bem trabalhador.”

Cara, como é que a China conseguiu multiplicar seu PIB por 60 em um período de 30 anos?

Trabalhando pra caralho!

Ou você não percebeu que o chinês da pastelaria do seu bairro raramente tira uma folguinha e arruma atestado?

Tá aí uma parada que a gente tem muito a aprender com eles.

E vou até expandir isso para a minha própria vida pessoal: eu mudei para Belo Horizonte e passei a morar com uns prodígios de 22-23 anos que também trabalham no setor de internet que nem eu.

O que eles têm em comum? Essa ética de trabalho de chinês.

Nego bota a mão na massa… trabalha dia e noite… trabalha fim-de-semana… não arruma desculpas e executa… não larga o osso até executar.

E os resultados são bem óbvios: todos os 3 têm CNPJ desde os 19 anos, já ultrapassaram seus pais em termos de faturamento e têm uns carros bem da hora.

Mano, eu odeio esses gurus da internet que ficam vendendo fórmula do sucesso.

Depois do que eu vi em Hong Kong, só existe uma fórmula bem simples para esse tal do “sucesso”.

E você não precisa gastar dinheiro com passagem aérea para Genebra nem para a China.

Ela pode ser encontrada num livro que você encontra em qualquer banca de jornal ou na própria internet: a Bíblia.

Há uns 2 mil anos atrás, teve um camarada chamado Paulo que mandou a real para uns malucos da Grécia Tessalônica:

“Quando ainda estávamos com vocês, nós ordenamos isto: Se alguém não quiser trabalhar, também não coma. Pois ouvimos que alguns de vocês estão ociosos; não trabalham, mas andam se intrometendo na vida alheia. A tais pessoas ordenamos e exortamos no Senhor Jesus Cristo que trabalhem tranquilamente e comam o seu próprio pão.”

Por hoje é só!

O próximo capítulo da série Negão Asiático é em outra SAR que também faz parte da China mas não é China: MACAU, a Las Vegas do Oriente.



NEGÃO ASIÁTICO

Parte 1: Tailândia

Parte 2: China

Parte 3: Hong Kong

Parte 4: Macau (coming soon)

Parte 5: Vietnã (coming soon)

Parte 6: Cingapura (coming soon)

Parte 7: Malásia (coming soon)

Parte 8: Indonésia (coming soon)

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