Mundo Raiam
Motivacional

Mansão Alpha pt. 2: Quem é quem?

13/04/2016
mansao alpha rsa mario gui pinheiro

Fiquei devendo a continuação daquela série sobre minha experiência naquele hospício/retiro espiritual/co-working/batalhão do BOPE chamado Mansão Alpha lá em São Paulo.

Para quem está com preguiça de ler o Por que eu mudei para São Paulo e o Mansão Alpha Pt. 1: Politicamente Incorreto, aqui vai um resumão:

 

Larguei o conforto do meu apartamento de playboy com vista para o mar de Ipanema e fui morar com 5 marmanjos sujos e bagunceiros lá em São Paulo.

 

Sim, lá estava um cara com três diplomas universitários, carreira internacional, 2 best-sellers publicados e 25 anos na cara mudando para uma cidade sem praia, dividindo banheiro e morando em “república” com uns malucos que eu mal conhecia.

Mostrei um pouco do dia-a-dia da casa pelo Instagram e também lá na fanpage do Facebook e parece que isso despertou a curiosidade da galera.

Recebia vários inbox do tipo:

“Que porra é essa de Mansão Alpha, Raiam?”

Difícil de explicar hein…

 

 

 



Mansão Alpha: Guerra de PNL

rafao otaku gui pinheiro mansao alpha

Lembra daquele conceito da média dos 5 que eu falei no post das Ferraris e Fiat Unos e também no post das 7 características dos jovens mais brilhantes que eu conheço?

Bom, a Mansão Alpha era uma aplicação real dessa Regra dos 5.

Eu compararia o lugar com aquelas casas de filosofia da Grécia Antiga e com o mosteiro daquele livro O Monge e o Executivo.

O dia-a-dia era lotado de palestras, debates e discussões existenciais.

Na real, a gente até gravou algumas delas e colocou no YouTube.

Quando você tiver tempo, dá uma olhada no vídeo da Aprovação Social e no vídeo Auto Ajuda Não Funciona no canal da RSA.

Só que o negócio era um pouco mais agressivo: era guerra.

Mas um tipo de guerra mais saudável: guerra de PNL.

Ao contrário dos pensadores lá da Grécia, a nossa parada não ficava restrita ao campo das ideias.

Cada membro da casa tinha uma missão grande para executar até o dia 31 de janeiro.

Todo mundo ali manjava de gatilhos mentais e programação neurolinguística então era um desafiando o outro O TEMPO INTEIRO.

A gente usava recursos de psicologia para fuder com a cabeça do outro no intuito de chacoalhá-lo para bater de frente com seus medos e cumprir seu respectivo objetivo do dia 31 de janeiro.

Apareceu uma galera extra lá mas os caras que não tinham inteligência emocional para agüentar aquilo ali iam ficando pelo caminho e metiam o pé da casa.

O treinamento da Mansão Alpha lembra muito o treinamento do BOPE no filme Tropa de Elite.

Lembra aquela da cena do pede pra sair? Pega aquilo ali, mistura com o Clube da Luta do Brad Pitt e remove toda porradaria e qualquer contato físico.

No final, sobraram 6 caras: um designer, um trader, um nerd de computação, um escritor (eu), um funkeiro e um YouTuber gordo virgem.

De longe, não tínhamos nada a ver um com outro.

Mas de perto, dava para ver que tinha uma parada muito forte que nos unia:

A fé ativa!

Sim, a mesma fé ativa que acabou virando tema de todas três primeiras entrevistas do Podcast MundoRaiam.

No episódio 1, o Mario falou da fé ativa quando descreveu o processo que o levou a ficar milionário tão cedo.

No 2, o Fernando Trotta falou da fé ativa quando manifestou seu sonho de virar CEO de uma grande empresa.

No 3, o João Ricardo Mendes mencionou a fé ativa quando falou sobre seu desafio de construir uma empresa do zero ao bilhão de reais depois de ter quebrado outra empresa.

Aí volta aquela Regra dos 5 ali de cima:

 

“se eu ando com 5 caras que têm fé e que sabem que podem conseguir tudo o que querem da vida, adivinha o que vai acontecer comigo?”

 

Pô, essa parada aí até me lembrou uma citação da minha ídola de infância…. essa loira bonita aí ao lado do Sérgio Mallandro.

xuxa lua de cristal mansao alpha

 

“Tudo o que eu quiser
Eu vou tentar melhor do que eu já fiz
Esteja meu destino onde estiver
Eu vou tentar a sorte e ser feliz
Vamos com você
Nós somos invencíveis, pode crer
Todos somos um
E juntos não existe mal nenhum”

 

Na casa, era estritamente proibido fazer duas coisas:

1) Reclamar da vida

2) Se fazer de vítima.

Dos 6 membros da casa, apenas um não compartilhava essa fé ativa e meio que ficou desviado da vibe da casa.

Segue o quem-é-quem da galera lá da Mansão.

 


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Felipe Pereira

Profissão: programador
Missão do mês:
 nenhuma

periy

 

Apesar de ser o mais inteligente do bonde, Felipe também é o mais bloqueado de todos.

Já rasguei ele de elogios na parte 2 da série sobre a Conferência ENE mas o negócio teve o efeito inverso. Aprendi ao longo do tempo que o Felipe só pega no tranco na base da dor e na base do tapa na cara.

O muleque veio de família pobre da Bahia, ganhou medalha de ouro nas Olimpíadas de Física e Matemática e viajou o mundo representando o Brasil nessas competições de nerd.

Só que hoje ele já tem quase 22 anos, trancou umas 4 faculdades (incluindo o IME) e ainda tá perdidinho pulando de galho em galho.

Qualquer discussãozinha com ele, eu planto a seguinte bomba:

“Cala boca, Felipe! Na tua idade eu já ganhava 100mil dólares/ano.”

Lembra que eu falei ali em cima sobre a PNL e os gatilhos mentais usados nas discussões internas dos membros da casa? Esse era um gatilho mexia com o interior dele e o motivava para ser cada vez melhor.

Apesar de ser o único ateu e de não estar alinhado com a filosofia da casa, é sempre bom tê-lo próximo.

É o tipo do cara que tem o seu valor e, quando acordar pra vida, ninguém vai segurá-lo!


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Raiam Santos

Profissão: escritor
Missão do mês:
 escrever um livro inteiro e publicá-lo

roberto carlos esse cara

 

Já falei nos outros dois posts que eu paguei o treinamento da Mansão Alpha porque tava com o psicológico completamente fudido depois de haver terminado um namoro longo.

O processo foi o seguinte: transformar o limão numa limonada.

Na real, eu queria escrever o livro Wall Street já há alguns anos.

Só que eu me boicotava e me bloqueava exatamente por causa da ex-namorada.

Ué como assim?

Quem já leu o livro sabe que eu exponho muito alguns conflitos da minha vida pessoal na época que eu morava em Nova York, principalmente aqueles que envolviam uma parada chamada PUTARIA.

 

Tinha coisas que eu queria escrever e não conseguia porque ficava com medo do que a namorada e a família dela iam pensar.

Não só da família dela… mas a minha própria família… meus ex-colegas de trabalho… e todo mundo que cruzou o meu caminho nos dois anos que trabalhei na Bolsa de Nova York.

Escrever o Wall Street era, ao mesmo tempo, a parada que eu mais queria na vida… e a parada que mais me dava medo.

Vou te contar um segredo: o medo é o maior inimigo de qualquer escritor.

O racional de todas as interações da casa era simplesmente bater de frente com meu maior medo.

Toda vez que eu procrastinava com alguma coisa, os caras me desafiavam com algo do tipo:


“E aí Raiam? Não vi você escrevendo seu livro hoje”

Por um mês inteiro, abandonei vários hacks saudáveis do Hackeando Tudo, me enchi de vinho Sangue de Boi e virei várias noites só escrevendo e batendo de frente com meu medo.

Acabou que funcionou, né? Olha que ranking bonitinho…

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Mario Schwartzmann & Gui Pinheiro

Profissão: trader (Mario); designer (Gui)
Missão do mês:
quebrar a indústria de sedução/pick-up

 

mario schwartzmann gui pinheiro mansão alpha

O Mario dispensa apresentações.

Se você não conhece a história do judeu de 130kg que emagreceu 60 kg em 2 meses, virou umbandista macumbeiro, se converteu ao cristianismo, ganhou milhões na bolsa de valores, se aposentou aos 24 e virou guru espiritual, dá uma escutada no primeiro episódio do Podcast MundoRaiam (vulgo Geração Foda-se).

Já falei sobre ele aqui no blog no Conferência ENE pt.4: Você é empregável? e também na primeira parte da série sobre a Mansão Alpha.

Seu sidekick era um cara chamado Gui Pinheiro, um dos expoentes da tal “indústria de sedução” que os dois queriam tanto quebrar.

Gui ficou famoso no meio por suas habilidades de “day game”.

No jargão da indústria, “day game” é o ato de chegar em mulheres no meio da rua durante o dia.

O que levou o Gui para o status de referência nesse meio foi um vídeo dele fazendo um approach na Avenida Paulista, durante o dia e levando a mina para o motel.

Sim, todo o “processo” da rua até a porta do motel foi gravado… com áudio, legenda e tudo.

O vídeo viralizou no YouTube e ele virou referência para milhares de pessoas.

E o branding ajudava, né?

O racional para os seguidores do Gui era o seguinte:

“Se um cara feio, barbudo e parecido com o Chewbacca conseguia pegar mulher, eu consigo também”.

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Só que aquela parada de coach de sedução fudeu com a vida dele.

Daí ele uniu forças com o Mario para quebrar essa indústria inteira e evitar que outros jovens brasileiros caíssem no mesmo buraco da misoginia e de “viver para pegar mulher”.

Por que você repete tanto o termo “indústria”, Raiam?

Porque tem muita gente ganhando centenas de milhares de reais na internet vendendo cursos online no formato “Fórmula de Lançamento” para ensinar a mulecada a pegar mulher.

O objetivo deles dois: acabar com todos aquela hipocrisia e misoginia da indústria do pick-up e passar a palavra de Deus pra mesma mulecada que consumia aquele conteúdo de sedução e idolatrava os Hitchs da vida real (lembra do filme do Will Smith?)

Esses Hitchs aí eram um monte de nego sem fé, hipócrita e cheio de problema interno ensinando uma geração inteira a “ser como eles” e cobrando tipo 1.500 reais pelo curso.

O resultado? Vou deixar o suspense no ar porque esse é exatamente o assunto principal da parte 2 do podcast com o Mario Schwartzmann.


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MC Divino

Profissão: Funkeiro
Missão do mês: gravar seu primeiro clipe

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O cara morou comigo mas eu sei lá o nome verdadeiro dele. Só sei que ele tem 23 anos, vem da favela do Taboão e já até trabalhou no tráfico de drogas.

Minha própria família, do alto da hipocrisia deles, me enchia o saco dizendo:

 

“Putz, Raiam?! Que exemplo você quer passar andando com pobre, funkeiro e traficante?”

 

(Olha que a gente teve traficante dos DOIS LADOS da família, hein?)

Só que o MC Divino tem uma parada que pouca gente tem: fé.

Lembra que eu falei ali em cima sobre a única coisa que o bonde da Mansão Alpha tinha em comum?

Na real, ninguém ali na casa curte funk proibidão. Com isso, tava todo mundo mais do que “armado” com PNL para espetar o Divino no sonho dele.

 

“Para com essa porra, cara. Ninguém vai escutar isso aí!”

“Putz Di, por que você insiste em cantar putaria?”

“Caralho! Essa letra ficou uma bosta!”

Só que o Divino era surdo para isso tudo.

Papo reto, eu nunca vi ninguém com uma fé tão inabalável quanto a do Divino. Não sei nem da onde ele tirou tanta fé… e é exatamente daí que vem seu nome artístico.

Na cabeça dele, ele vai ser um grande MC de funk… sim ou sim!

O desafio dele para aquele mês era produzir o clipe da música Madeirada.

Parece fácil mas produzir uma música e um clipe está longe de ser uma tarefa simples: tem logística, material humano, equipamento, localização, som, edição, render… um monte de parada que dura tempo pra caramba.

Ele tinha um mês… e conseguiu! E o legal é que a carreira dele está começando a decolar nos bailes de favela em São Paulo… segura aí o clipe da Madeirada!

 

 


 

 



Rafão Otaku

Profissão: YouTuber
Missão do mês:
perder 15 quilos… e a virgindade

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Rafão Otaku era um gordinho bobo e virgem que foi passar as férias lá na Mansão Alpha.

Rafão tinha virado uma celebridade do YouTube aos 12 anos depois que seu vídeo do “Lorde das Cocotas” viralizou na net e foi visto por milhões e milhões de pessoas.

Como todo gordo bobo, o Rafão sofreu um bullying fudido na infância.

E como todo mundo que sofre bullying e escolhe não se fazer de vítima, Rafão passou muito tempo observando o comportamento das pessoas e desenvolveu uma inteligência social muito acima da média.

Sei lá a idade dele… deve ter uns 17 ou 18 anos… mas o poder mental da criança é impressionante.

Bota o melhor advogado do Brasil na frente dele e faz um debate de argumentação e eu te garanto que o muleque vai deixar ele no chinelo. Quando tu tiver um tempinho, se liga no que ele fez na manifestação comunista na Avenida Paulista.

Fora isso, ele tem uma criatividade monstra também. Depois coloca no YouTube os vídeos da marionete Rubinho Mesquita e presta atenção na inocência das letras.

Rafão foi um daqueles adolescentes que caíram nas armadilhas da indústria do pick-up.

Só que, apesar de haver consumido centenas e mais centenas de vídeos e livros daquele material de “Como Pegar Mulher” preparado pelos mestres da sedução, ele nunca havia beijado na boca… muito menos transado.

Aí você pensa: putz hoje a criançada já tá transando com 13-14 anos… como é que deve ser a cabeça de um gordo de 18 que ainda não transou?

Assim como eu, o Rafão foi lá na Mansão “se tratar” e bater de frente com seu maior medo.

Será que ele cumpriu o objetivo dele do mês de janeiro?

Acabou que eu inspirei o Rafão para botar a criatividade dele em jogo e escrever seu próprio livro.

Umas semanas depois do fim do retiro, Rafão lançou o livro Vida de Gordo: As Desventuras de Um Gordinho Ousado, onde ele conta os detalhes do processo dele antes e depois da tal Mansão Alpha.


 

Bom, por hoje é isso. Agora você já conheceu o exército de malucos que fechou comigo lá na Mansão Alpha do Morumbi.

No último capítulo da série sobre a Mansão Alpha, eu vou passar os principais “valores” da empresa que a gente acabou criando… e todas as lições de vida que a gente aprendeu naquela porra lá.

~Raiam


 

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