Mundo Raiam
Motivacional

Lars Grael: palestra mais do que motivacional

29/04/2015

Hoje a tarde fui num evento corporativo de uma empresa de mineração e tive a surpresa de ouvir a palestra do velejador Lars Grael.

Para quem não sabe, Lars Grael começou a velejar com 10 anos de idade e foi medalhista olímpico no iatismo nas Olimpíadas de Seul ‘88 e Atlanta ‘96.

Durante sua preparação para Sydney 2000, Lars sofreu um acidente náutico onde uma lancha desgovernada com um motorista bêbado atropelou seu barco em alto mar e decepou sua perna direita.

Também faço palestras em escolas, faculdades e empresas.

Como parte da minha preparação, já assisti mais de 200 palestras, tanto no plano eletrônico quanto no presencial para aprender oratória, estrutura, linguagem corporal e conteúdo com aqueles que são bem sucedidos e recebem alto pra isso.

Até hoje de manhã, meus favoritos eram Eric Thomas, Les Brown e Anthony Robbins.

Lars Grael rapidamente virou o #1 dessa lista.

Fiz algumas anotações e vou compartilhá-las com vocês.

lars grael palestrante

1) ESPORTE DE PLAYBOY

Talvez pelo nome gringo e pela imagem elitista que o iatismo tem ao redor do mundo, sempre achei que todos os atletas que competem nesse esporte nasceram em berço de ouro e receberam “paitrocínio” até chegar ao topo.

Só fui descobrir hoje que os irmãos Grael não eram playboys.

De início, o pai deles era contra a vela por se tratar de “esporte de rico” e por não poder bancar os altos custos de equipamento e logística para as competições.

Afinal, eles moravam em Brasilia e competiam no mar né?!

Tenho uma coisa em comum com or irmãos Grael: a disciplina vinda de um pai militar linha dura.

O pai deles era oficial do exército e, na pré-adolescencia de Torben e Lars, fez de tudo para manter seus filhos longe do iatismo.

Botou a molecada para jogar futebol, handball, tênis e atletismo mas o que eles queriam mesmo era velejar que nem o avô materno.

lars2

PARA AQUELES QUE PERSERVARAM, ATÉ A SORTE CONSPIRA EM SEU FAVOR

Lars se classificou para a Olimpíada de Los Angeles com um barco caindo aos pedaços.

No fim da última regata do pré-Olímpico seu barco não aguentou o tranco e ele não tinha dinheiro para comprar um barco de 25mil dólares para ir a Olimpíada.

Caramba imagina isso?

O cara treina a vida toda, tem aquele sonho olímpico, consegue se classificar e não vai por causa de grana?

Sou atleta da Seleção Brasileira de Futebol Americano e sinto isso na pele.

raiam santos

 

Alguns de nossos melhores jogadores ficaram de fora do pré-Mundial justamente porque não podiam bancar a passagem de 5 mil reais para o Panamá.

E posso te garantir que eles treinaram muito e muito para chegar ali.

No meu caso, a brincadeira me custou perto de R$10mil reais.

E olha que eu não estava trabalhando e nem recebendo royalties dos meus livros na época.

Quando Lars estava prestes a entregar sua vaga para a federação, ele resolveu esgotar todas as suas possibilidades.

O brasileiro, quando ele quer, ele busca soluções.

Ligou para empresas, amigos ricos e bateu em dezenas de portas.

Uma se abriu.

E se abriu com os 25mil dólares que ele precisava para ir a Olimpíada.

 

FATORES EXTERNOS

 

Lars traçou vários paralelos entre o iatismo e a vida corporativa.

Na vela, você não depende de si mesmo para vencer uma regata.

Há fatores como o vento, as nuvens e o mar que são incontroláveis para o atleta.

Lars brincou que a vela é o único esporte em que o atleta pode estar no seu melhor dia e ainda assim chegar em último.

Daí ele soltou uma frase que eu vou guardar pelo resto da vida:

“O pessimista reclama do vento, o otimista espera ele mudar e o realista ajusta as velas”

 

palestra lars grael

 

NO LUGAR CERTO, NA HORA CERTA

Para quem vê de fora, Lars Grael teve muito azar.

Estava no lugar errado e na hora errada e perdeu a perna para o resto da vida.

Mas num piscar de olhos, ele fez o público olhar o “copo meio cheio”.

A hélice da lancha decepou a perna de Lars e ele ficou nadando no próprio sangue por alguns minutos.

Um amigo seu estava competindo num barco muito próximo e o ajudou a sair da água.

Ele era dentista e tinha um bom conhecimento de primeiros socorros.

O “assassino” da lancha percebeu a merda que tinha feito e voltou para prestar socorro ao Lars.

Com a lancha em alta velocidade, conseguiram chegar rápido a terra firme.

Chegando lá, tinha um outro atleta da vela que era médico especializado na parte vascular e, por um acaso, não estava na água competindo.

Ele usou cordas náuticas para estancar o sangramento da artéria femoral e improvisou um curativo.

Aquela regata tinha conseguido o patrocínio da Unimed alguns dias antes e o plano de saúde tinha botado uma ambulância lá.

A ambulância estava lá como enfeite.

Mais para fazer propaganda do que outra coisa já que eventos de vela geralmente não contam com ambulância na marina.

Lars foi de ambulância para o hospital.

Se não fosse nenhum desses fatores, Lars teria morrido no meio do mar com o sangramento.

Ele fala isso com tanta naturalidade que fez todo mundo pensar que ele realmente saiu no lucro depois daquele terror todo.

lars grael palestrante

CRISE ABATE, COMPETIÇÃO MOTIVA

 

Já tinha lido sobre a importância da competição no livro do Pete Carroll, um dos meus maiores heróis dentro do futebol americano.

Pete Carroll é o time do técnico que faz seus jogadores competirem em TUDO: treino, jogo, reunião, musculação e até no refeitório!

Se você manja do inglês e curte a filosofia vencedora dos esportistas americanos, te suplico para baixar o livro WIN FOREVER: WIN WORK AND PLAY LIKE A CHAMPION do PETE CARROLL.

Irmão, te prometo que você não vai se arrepender.

Lars Grael reforçou muito bem esse ponto ao citar nomes de dezenas de executivos de sucesso que têm o background esportivo.

O maior exemplo deles é ninguém menos que Jorge Paulo Lemann, hoje o homem mais rico do Brasil mas, há 50 anos atrás, um tenista top-100 no ranking da ATP.

Depois do acidente que quase terminou em tragédia, Lars ficou ultra deprimido.

O que o curou? Seu irmão Torben o “forçou” a voltar a competir.

Fizeram testes com diferentes classes do iatismo e encontraram uma que daria para competir de igual a igual mesmo sem ter uma das pernas.

E foi isso que Lars fez.

Voltou a fazer aquilo que ele mais gostava.

Desde o acidente no fim dos anos 1990, Lars ganhou uns 20 títulos internacionais no iatismo, competindo contra atletas com duas pernas.

lars grael palestra

Deu arrepio! Agora desliga esse smartphone e pensa um pouco na tua vida!

Bons ventos!





lars grael palestra


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