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Do Mato Grosso para a Romênia: um intercâmbio de bicão no Leste Europeu

12/12/2016

Semana passada, lancei meu quinto livro Classe Econômica: Europa Comunista.

Sendo bem sincero com você, esse aí é o melhor de todos por um simples motivo: aquela velha Lei dos 20 Quilos que eu apresentei aqui no blog há alguns meses atrás.

Quanto mais eu pratico a arte da escrita, melhor escritor eu fico. Como eu falei lá no outro post, são 2 anos escrevendo pelo menos 3mil palavras por dia… sem parar.

Partindo desse princípio, eu bato no peito para dizer que o Classe Econômica é muito melhor do que o Ousadia, do que o Hackeando Tudo, do que o Wall Street e do que o Missão Paulo Coelho

A ideia do novo livro surgiu da seguinte pergunta: o que acontece com um país depois do comunismo?

Nosso país ficou nas mãos do PT por 14 anos e, querendo ou não, estamos passando por um processo bem parecido com aquele que os países do leste europeu passaram no início dos anos 1990.

Como eu sou um cara curioso pra caralho, resolvi meter o pé para as repúblicas da Antiga Iugoslávia e visitei um país diferente por dia.

A missão era bem simples: entrevistar jovens da Geração Y que nasceram na época da transição e perguntar sobre seus sonhos, sua realidade e seu estilo de vida.

O foco das perguntas era no contraste da mentalidade do jovem que cresceu nos anos 1990 com a da geração de seus pais.

Um spoiler do livro? Essa geração dos mais velhos continua alienada pelas ideologias socialistas da época da Guerra Fria.

O livro está disponível exclusivamente em versão áudiobook pelo aplicativo Ubook. Se quiser dar uma chance para o mundo dos audiolivros, aproveita que os caras liberaram 75% de desconto no plano anual para os leitores desse humilde site.

Com esse plano aí, você pode escutar o Classe Econômica, meus outros quatro livros e mais de 10mil títulos em inglês, português e espanhol.

Bom, voltando para a parte logística do tour do livro Classe Econômica.

Eu cheguei pela Áustria e minha passagem de volta estava marcada para a Bulgária 10 dias depois.

O que fazer nesse período?

Não tinha um roteiro certo. Chegava em um país, fazia meus rolês comunistas e pegava ônibus ou carona para o país vizinho.

Por causa do tempo curto e da minha preferência por histórias de guerra como as do Kosovo e da Bósnia, deixei de fincar minha bandeira em cinco países ex-comunistas da Península Balcânica: Eslovênia, Montenegro, Albânia, Moldávia e Romênia.

É aí que eu te trago a história do Guilherme Tonial.

Guilherme é lá de Primavera do Norte no Mato Grosso, fez Ciência Sem Fronteiras em Portugal e descolou, meio que ilegalmente, um intercâmbio para Romênia.

Para quem não tá ligado, a Romênia teve um ditador brabo pra caramba chamado Ceausescu e foi um dos países mais hardcore na época da Guerra Fria.

Eu particularmente me amarro em histórias de brasileiros que vão estudar, morar ou trabalhar em lugares não-tradicionais.

Sou muito grato pelas minhas experiências de estudo e trabalho no exterior mas, se você parar pra pensar, só morei em país bichado e mainstream: Estados Unidos, Itália, Espanha e Inglaterra.

Daí quando aparece história de uns malucos que foram parar em países aparentemente estranhos e perigosos, eu faço questão de colocar aqui no MundoRaiam.

No meio desse ano, apresentei a história do Rafael Lavrado, o carioca da UFRJ que foi fazer mestrado na universidade do Rei Abdullah no meio do deserto da Arábia Saudita.

O legal da história dele é que ele estava no Oriente Médio na época do início da ascensão do Estado Islâmico na região.

O post Intercâmbio na Arábia: Petrodólares, Burkhas e um diploma de presente deu tanto o que falar que vai virar um livro agora no fim do ano. É uma história mais cabulosa que a outra.

Chega de cerimônia! Vamos a história do nosso amigo mato-grossense de Primavera do Leste no interiorzão da Romênia.

Vai que é tua, Guilherme Tonial!

 

 


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Como fui parar na terra do Conde Drácula: Romênia

por Guilherme Tonial

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Minha primeira história começa em 2012.

Estava fazendo intercâmbio pelo programa Ciência Sem Fronteiras na cidade de Covilhã, em Portugal.

Covilhã era conhecida como Manchester portuguesa no passado por causa de suas fábricas de roupas.

Estava fazendo relatório de estágio quando um colega brasileiro me chamou no inbox do Facebook e falou:

“Brother olha no grupo de estudantes da universidade, que tem uma parada lá que você pode se interessar”

Sempre com a curiosidade de um aprendiz de cientista, fui olhar o grupo que tinha a seguinte mensagem:

“ Procuram-se 5 jovens portugueses para participar de um treinamento sobre negócios sustentáveis na cidade de Iasi, Romênia, durante uma semana, com 70% da passagem paga, estadia e alimentação inclusos pela União Europeia. ”

Como queria ser português agora para conseguir uma bocada dessa!

Que bom seria viajar com quase tudo pago para um país que eu nunca imaginaria estar. Falei para o meu colega:

-“Véio, por que tu fez eu olhar aquilo? Não sou português. Não vai rolar, mano.

Ele respondeu:

Tô ligado! Mas nós temos cartão de cidadão português válido por um ano e você sabe que, por lei, todo estudante brasileiro tem os mesmos direitos do estudante português e vice-versa. Manda e-mail pra organização do treinamento. Vai que rola.”

Pensei, quer saber vou mandar e-mail, não vou perder nada mesmo.

Mandei o e-mail e falei que era brasileiro estudando em Portugal.

Tinha o visto certinho mas gostaria de participar do treinamento porque o tema me interessava (miguée).

Uma semana, depois vi minha inbox com um nome estranho.

Era a moça romena da organização dizendo:

“Você é brasileiro, mas estuda em Portugal e tem visto de estudante. Depois do evento, você retornará para Portugal?”

Respondi dizendo que sim. A verdade é que meu estaria em Portugal durante o ano letivo 2012-2013.

A mulher respondeu:

“Sem problemas, então siga as instruções para chegar até aqui e para o reembolso da passagem”

Travei!

Dali a um mês eu iria sozinho para a Romênia. Nunca havia ouvido falar desse país, mas uma oportunidade dessa não tem como perder.

 

 



A preparação

Primeira parte do desafio: encontrar uma passagem para a cidade romena de Iasi.

Com ajuda do grande Skyscanner (fica a dica) encontrei a seguinte rota: Lisboa -> Amsterdam -> Bucareste.

Depois de  chegar na capital Bucareste, o rolê para a cidade de Iași era de busão mesmo.

Comprada a passagem era hora de me preparar, principalmente porque era inverno na Europa e eu não tinha visto neve ainda.

Escutei vários comentários que iam mais ou menos assim:

“Mano se prepara que tu vai pegar frio para caralho.”

Eu sou mato-grossense e o mínimo que tinha pegado até ali era 15 graus.

Fui correndo na loja e disse pro vendedor:

-“To indo pra Romênia não quero passar frio”

 

Passagem comprada, roupas compradas, agora só faltava saber como chegar na cidade do evento.

Pra você ter uma ideia, a Romênia fica localizada no centro-sudeste da Europa, do ladinho do Mar Negro e fazendo fronteira com Hungria, Sérvia, Ucrânia, Moldávia e Bulgária.

A Romênia tem mais ou menos o tamanho do estado de Rondônia.

Enquanto Rondônia tem 2 milhões de pessoas, a população da Romênia beira os 20 milhões.

Uma coisa que eu não sabia era que a Romênia é uma das principais produtoras de vinho da Europa.

A moça da organização me disse para esperar na frente do aeroporto que de lá saía um ônibus para Iasi.

Iasi fica a 5 horas da capital Bucaresti, literalmente no meio do nada.

Peguei o voo de Lisboa para Amsterdam e já confirmei a boa fama que a Holanda tem na questão ambiental: vi várias árvores dentro do aeroporto.

Chegando na fila da imigração, o segurança pegou meu passaporte e perguntou:

Tá indo pra onde”?

Respondi:

“Romênia

Ele fez mais uma pergunta:

“- Fazer o quê na Romênia?”

Eu disse:

“Vou participar de um treinamento”

Aí ele fez uma cara séria e começou a fazer uma ligação.

Coloque-se na situação do cara: um brasileiro que mora em Portugal indo pra Romênia… coisa boa não era.

Aí depois de umas ligações, o cara chegou a conclusão de que eu não aparentava que ia fazer coisa errada me liberou.

Embarquei rumo a Bucareste e, depois de mais 3 horinhas no avião, finalmente cheguei na terra do Conde Drácula.

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Essa aí é a bandeira da Romênia. Azul para liberdade, amarelo para justiça e vermelho para fraternidade.

Desembarcando no aeroporto, dei de cara com as placas de informações do aeroporto que estavam em inglês e na língua oficial da Romênia.

O romeno é uma língua derivada do latim e, pra mim, é uma mistura de espanhol, italiano e francês.

Olha aí como são algumas expressões.
Qual é o seu nome?:
“Care e numele tău?” ou “Cum te cheamă?”

Obrigado(a):
“Mulțumesc.”

Parabéns!:
“Felicitări!”

 

Como não sabia nada de romeno e não entendia o que estava escrito nos ônibus, o negócio era perguntar em inglês pro motorista.

Lembrando que, até então, só tinha praticado inglês de cursinho no Brasil. Agora era a vez de ver se tinha aprendido e botar o cu na reta.

Depois de alguns ônibus que passaram, um parou e perguntei ao motorista se ia pra Iasi.

Percebi que ele não falava inglês e repeti o nome da cidade várias vezes. Ele confirmou com a cabeça.

Para descobrir quanto era a passagem fui fazendo número com os dedos.

Um? Dois? Três? Quatro? Cinco? Seis?

No seis ele acenou.

Imaginei que não iriam ser 6 Leu, mas sim 60 Leu (convertendo em 1 real para leu da 1,25).

Mas, como eu estava ganhando a bolsa em euro naquela época, o euro valia quase três vezes mais.

Resultado? Me senti nessa cena aqui do filme Eurotrip (se você não assistiu recomendo).

Na viagem, comecei a ver a paisagem local e me sentir naqueles filmes de Natal de Hollywood. Era final de novembro e os campos estavam cobertos de neve.

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A moça da organização me deu um número que era um rapaz que ia me esperar no terminal. Depois de 5 horas na estrada, cheguei em Iasi e mandei mensagem para o rapaz que ia me buscar.

O cara apareceu lá e me levou até os alojamentos da faculdade na qual ia ser o treinamento.

 

 


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Alô, Moldávia

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A cidade de Iasi fica na divisa com a Moldávia.

Nunca ouviu falar? A Moldávia é um país minúsculo entre a Romênia e a Ucrânia que fazia da parte da extinta União Soviética e conseguiu independência em 1991.

Considerada a capital cultural da Romênia, Iasi tem a universidade mais antiga do país e a mais antiga livraria também.

Resumindo: tava longe de casa para caramba com gente nunca tinha visto.

Como o Raiam sempre cita aqui no blog, “quem vive de fé, não tem medo”. Por causa desse bordão, senti que devia estar ali e continuei ansioso para o treinamento.

Após descarregar minhas coisas no quarto fui apresentado ao time português que, por sinal, tinha mais dois brasileiros que vieram no mesmo esquema que eu.

Junto comigo, estavam a mineira Paula (que tinha sido campeã brasileira da peteca) e o Rubens (cujo irmão montava cubos mágicos em 7 segundos).

Os outros três integrantes do time eram portugueses, dois da cidade de Coimbra e uma de Lisboa.

As outras equipes do evento tinham jovens da Romênia e Hungria.

 

 


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Começa o Youth in Action – Ecobusiness

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Bem, esse evento foi organizado por uma ONG local chamada Associação P.O.D (Participação, Oportunidade e Desenvolvimento) com apoio da União Europeia.

A POD incentiva e patrocina cursos e treinamentos com objetivos de educação informal para jovens até 25 anos de diversos países europeus.

Essa pegada de “educação informal” é um jeito de dar um curso de uma maneira mais ativa, fora do padrão de sala de aula.

O evento “ Juventude em Ação – Econegócios” (Youth in Action – teria uma semana de duração com objetivo de aumentar as capacidades de empreendedorismo no espírito da filosofia de “lixo zero” entre os participantes.

Traduzindo: aprender a transformar lixo em negócio, desde reciclagem a reaproveitamento de resíduos.

Todos os dias teriam oficinas, palestras e atividades de integração para conhecer mais os participantes e a cultura dos outros países.

 



Dia 1 – Entrosando o time

Todo dia começava com o café da manhã no estilo romeno: pão, ovo frito, tomate e pepino (também achei estranho mas quem tá na chuva é pra se molhar).

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O negócio tinha que ser bem reforçado para aguentar o frio.

Depois de encher a barriga o evento, começava com uma atividade para energizar e tirar o sono da galera.

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Para os times se conhecerem e cooperarem mais, fizemos uma sessão de jogos de problema-solução.

Encerrando o primeiro dia tivemos uma atividade de construção de um espaço com materiais recicláveis que tivesse coisas na qual você se sentisse bem.

Imagina o que o brazuca fez para se sentir em casa?  Uma bandeira do Brasil.

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Para entrosar mais com a galera, após o evento fomos tomar uma gelada e ai me veio grandes descobertas sobre as cervejas romenas.

Descobri que lá existe Skol em garrafa PET (não a mesma do Brasil) e que os Silva têm sua própria cerveja. 

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Dia 2 – Reciclagem

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No segundo dia de evento, a temática era apresentar a situação da reciclagem.

Cada grupo teve que apresentar a situação do seu país.

E aí foi interessante porque, até então, eu nunca tinha me interessado em saber se meu país reciclava ou não. Alguns dados interessantes que descobri nessa procura:

– O Brasil é campeão em reciclagem em Alumínio 94% (ganhando de Japão e Argentina)

– Nós reciclamos 51% da quantidade total de garrafas PET produzidas

– Superamos os americanos em porcentagem de reciclagem de vidro (46% contra 40%)

Nosso time também mostrou um documentário chamado Lixo Extraordinário (fica dica para assistir) que foi produzido em 2010 e ganhou vários prêmios internacionais.

O documentário mostra como um artista brasileiro em parceria com catadores de lixo transformaram lixo em obras de arte que acabaram sendo compradas a grandes valores.

Este tópico foi interessante para vermos como os países europeus, mesmo os menos desenvolvidos como a Romênia e a Hungria, estão bem à frente do Brasil quando o assunto era reciclagem.

Vários participantes comentaram que a população desses países começou a prestar atenção nisso quando o governo começou a dar grana para quem ajudava entregando garrafas PET em máquinas no mercado e ganhando umas moedas.

 



Dia 3 – Criatividade

Dia de abrir a mente e criar.

Esse dia foi engraçado pois começamos com uma atividade de criação fora da sala do evento.

A temperatura no local? 10 graus negativos!

O negócio era não ficar parado para não congelar.

Tínhamos que construir uma ponte usando neve e gravetos. Sorte que no meu time tinha um maluco que fazia arquitetura e acabou salvando nosso projeto de ponte.

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Voltando para sala, a outra atividade criativa nos forçava a usar materiais descartáveis.

Aí os brasileiros saíram na frente porque as aulas de arte no ensino fundamental direto tinham esse tipo de atividade.

 

 



Dia 4 – Destravando seu potencial

O quarto dia foi interessante porque o tópico era destravar o potencial dos participantes para os negócios.

Cada time teve que montar um plano de negócios, criar produtos com matérias descartáveis e vendê-los com lucro.

Eu que sou da área de Ciências até então nunca tinha feito nada parecido.

A atividade foi muito proveitosa e engraçada porque tínhamos que montar um business plan em cima de um papelão como esse.

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Dei sorte porque o time de Portugal tinha mulheres que manjavam das artes e até que conseguimos bolar algo.

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Para finalizar o dia e destravar todo potencial nosso time brazuca-português tínhamos que preparar uma apresentação cultural.

Foi aí que eu pensei: nada melhor que mostrar um pouco da música brasileira tão conhecida nos quatro cantos do mundo.

Claro, um samba!

Escolhi uma música que me marcou muito antes e durante todo meu intercâmbio: Tá escrito – Grupo Revelação.(se não escutou, escuta mano)

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Conheci essa música antes de ir por intercâmbio.

Estava assistindo Globo Esporte e passou uma reportagem com o jogador Ramires contando sobre sua adaptação na Inglaterra e como essa música sempre dava força pra ele nos momentos de dificuldade.

Já gostei na primeira ouvida e, desde então, era uma música que me sempre acompanhava.

Como eu tinha levado o pandeiro para a Romênia, decidi cantar um pouco da música para o pessoal e também traduzi-la para o inglês (traduções de músicas são complicadas mas tentamos mostrar um pouco do sentimento dela).

Deixei a vergonha de lado ao cantar em inglês e encerramos a noite com chave de ouro.

 

 



Dia 5 – Visitas na cidade

Naquela altura do campeonato, estávamos cansados de ficar dia todo em uma sala.

Era dia de ir um confêrencia no centro de Iasi e discutir sobre o evento e suas consequências dentro da Câmara de Vereadores da cidade. Me senti até importante.

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Depois disso, demos uma banda na cidade conhecendo alguns pontos turísticos. O que mais me chamou a atenção esse dia foi conhecer uma igreja ortodoxa por dentro.

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Apesar de suas raízes latinas, 86% dos romenos se consideram cristãos ortodoxos e a catedral de Iasi é o maior templo do país.

 


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Dia 6 – Negócios Ecológicos

Agora que tínhamos criados produtos ecológicos e feito um plano de negócios, chegou a hora de vender os produtos e fazer um dinheirinho.

O tema do dia era simples e direto: ir pra rua expor as artes.

Fomos para um shopping de Iasi para mostrar a população o que tínhamos produzido. Olha nosso stand de vendas aí:

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Foi engraçado e desafiador contar para os romenos por que estávamos fazendo aquilo.

A maioria deles perguntavam o que brasileiros estavam fazendo em Iasi, já que a cidade não está na rota turística do país.

Mas, como o Raiam sempre fala em seus posts de viagem, ao falar que era brasileiro, todas as pessoas abriam o sorriso e comentavam do futebol, praias e música.

Michel Teló estava estourado nessa época com “Ai se eu te pego” na Europa inteira.

Pra fechar a noite, tivemos uma caça ao tesouro no prédio do evento. Entre várias provas, tínhamos que pedir coisas para os moradores do alojamento. Olha eu aí tentando desenrolar com os romenos.

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Dia 7 – Criação de Empresa

No último dia de atividades do evento, tínhamos de discutir como seria feito o marketing do produtos e qual seria a melhor maneira alcançar nosso público.

Fomos divididos em grupos para discussão.

Para facilitar o processo, utilizamos a técnica dos seis chapéus. Nessa técnica, cada pessoa recebe um chapéu e cada chapéu possui uma função distinta.

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Chapéu branco: fatos. Quem ficar com o chapéu branco, deve apresentar as informações (fatos, figuras e dados) de uma forma neutra e objetiva.

Chapéu Vermelho: emoções e palpites. Quem usa o chapéu vermelho, deve se expressar com emoções sem justificar.

Chapéu Preto: julgamento. Quem usa o chapéu preto, deve questionar o grupo em relação aos riscos, custos, normas e materiais.

Chapéu Amarelo: otimismo. O dono do chapéu amarelo deve opinar de maneira positiva e levantar todos os benefícios do produto.

Chapéu Verde: criatividade. Quem usa o verde, deve gear novas idéias para aquele produto.

Chapéu Azul: controle. O dono do chapéu azul deve ser o mediador e se preocupar na sequência de pensamentos na discussão.

 


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Fim da Missão Bicão

No último dia, a organização preparou uma cerimônia de entrega do certificado bem interessante e fora da caixa.

Tínhamos que entregar o certificado para a pessoa que mais nos marcou durante o evento. Tudo isso à luz de velas em um momento bem reflexivo junto com a galera dos outros países.

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 A minha entrega foi para o mineiro do Team Portugal. O cara mereceu porque estava sempre animado e contagiando todo evento, no qual fechamos uma grande parceria.

Depois de grandes sete dias compartilhando bons momentos, grandes aprendizados, conhecendo outras culturas, era hora de partir de volta para Covilhã.

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Uma coisa aprendi nessa viagem: muitas pessoas daquele evento sei que não verei outra vez na vida. Porém, se toda vez que elas lembrarem de mim e tiverem uma boa lembrança como um sorriso, uma zueira ou uma boa conversa, já valeu nossos caminhos terem se cruzado.

Peguei o ônibus de volta para Bucaresti e deu tempo de fazer uma caminhada pelo centro da cidade antes de dar a hora do vôo de Lisboa.

Andei pra caramba até encontrar um grande monumento: o palácio de Bucareste.

Andei pelo palácio e acabei numa sacada que dava de frente para a avenida central conhecida como Mini Champs-Élysées.

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O ponto mais memorável dessa sacada? Michael Jackson!

Foi ali que, na década de 90, Michael Jackson foi vaiado por confundir a capital da Romênia com a capital da Hungria.

Se liga aí para nunca mais esquecer:

Roménia é Bucareste.

Hungria é Budapeste.

 



Conclusão: viajar sozinho é bom pra caralho

Esse tipo de experiência que eu nunca imaginei fazer, em um país pouco conhecido, me fez perceber que viajar sozinho é uma excelente oportunidade para se conhecer melhor, saber seus limites, confiar mais nas pessoas, seguir sua intuição e saber que nunca se está sozinho quando se acredita em Deus.

Me senti muito bem na Romênia, tamanha receptividade do seu povo e recomendo quem estiver lá por perto dar uma passada por lá.

Depois que retornei ao Brasi, um jornal da minha cidade Primavera do Leste – MT, fez uma nota sobre essa experiência. Fora isso, além das amizades e das boas histórias ganhei um certificado da União Européia.

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Quer fazer intercâmbios grátis na Europa?

Quem morar na Europa, tiver situação legal e for jovem até 25 anos existem os grupos abaixo, que são postadas diversas oportunidades de eventos como esse de diferentes temáticas para diferentes países.

Se você conhecer alguém que está de bobeira na Europa, avisa para entrar nos grupos e ficar de olho. Sempre aparece rolês patrocinados como esse para conhecer algum país novo gastando pouco.

Aqui estão os grupos no Facebook com essas atividades tops em outros países:

https://www.facebook.com/groups/erasmusyouth/?ref=ts&fref=ts

https://www.facebook.com/groups/354533157925089/?ref=ts&fref=ts

https://www.facebook.com/groups/youthforeuropean/?ref=ts&fref=ts

https://www.facebook.com/groups/Bridge.Future/?ref=ts&fref=ts

https://www.facebook.com/groups/292568195178/?ref=ts&fref=ts

https://www.facebook.com/groups/unfpayouth/?ref=ts&fref=ts

Fico a disposição para dúvidas só me adicionar no face: https://www.facebook.com/guilherme.tonial

Abraço,

~Guilherme Tonial

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