Mundo Raiam
Mercado Financeiro

A próxima grande crise mundial

18/09/2016

 

Esses dias, eu tava navegando o Business Insider e dei de cara com uma notícia que me fez sentir que nem os torcedores do Bahia nessa foto aí embaixo:

eujasabia

O título da notícia? Here’s what’s in store for the 40,000 students left without a school now that ITT Tech has closed.

Sim, uma empresa chamada ITT Tech faliu do dia para a noite e deixou um monte de gente na mão.

Praquela galera mais sagaz que já conhece as origens da crise financeira de 2008, eu compararia esse ITT Tech aí com o Bear Sterns ou até o Lehman Brothers daquela época.

Se você nunca ouviu falar em Bear Stearns nem Lehman Brothers, continua lendo o artigo aí.

 



O sonho americano

eagle

Imagine VOCÊ trabalhando no Mercado Financeiro!

A média salarial inicial varia em torno de R$ 6.000 a R$ 9.000 por mês para recém formados. Quer aprender como chegar lá? Eu te mostro o caminho das pedras, vem comigo. Insira seus dados abaixo:

Todas as grandes crises têm tudo a ver com a obsessão do cidadão-mediano pelo tal do sonho americano.

Ok, Raiam. O que você quer dizer com sonho americano?

Morei dos 15 aos 24 nos Estados Unidos e essa é a minha definição do sonho americano:

 

1. Você estuda e tira notas boas no Ensino Médio

2. Você passa na faculdade e troca de cidade

3. Você sai da casa dos seus pais.

4. Você compra um carro.

5. Você se forma na faculdade.

6. Você consegue um emprego em uma grande empresa.

7. Você compra uma casa.

8. Você tem filhos.

9. Você guarda dinheiro para pagar a faculdade do seu filho.

10. Depois que seu filho se forma na faculdade, você começa a se preparar para uma aposentadoria em paz num lugar relativamente quente e barato como Arizona e Flórida.

 

Só que, assim como 90% das coisas que nossos pais colocaram na nossa cabeça, ESSE MODELO ESTÁ TOTALMENTE FUDIDO E QUEBRADO!

Calma que eu vou te explicar o porquê.

 

 


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O “horário lixo” da TV americana

Quando você liga a TV nos Estados Unidos entre as 10 da manhã e as 2 da tarde e conecta num canal aberto, você vai dar de cara com um monte de programa lixo.

Tá ligado naqueles programas escrotos que passam na TV brasileira à tarde tipo Casos de Família, Márcia Goldsmith e João Kleber?

marcia

Tipo isso aí.

Mas por que até hoje existe “programa lixo” assim nos Estados Unidos?

Porque tem gente que vive de welfare e passa o dia em casa.

Qual é o racional por trás disso?

Pessoas “comuns” vendo gente problemática brigar na TV e se sentir assim:

“Pô, eu tô mal. Mas tem gente bem pior que eu no mundo. Vou me divertir rindo da desgraça deles”

Welfare é a versão Obamesca do nosso Bolsa Família… só que indexada ao dólar e beeeem mais lucrativa para o pobre.

São muito raras as pessoas que realmente trabalham e têm tempo para assistir esses programas.

Nessa faixa de 10 da manhã às 2 da tarde, as pessoas que realmente movem a economia para frente estão no escritório trabalhando, né?

Tá até agora eu não entendi onde você quer chegar, Raiam?

Na época do Ensino Médio (2006-2007), quando eu tava de férias e não tinha nada pra fazer, eu assistia esses programas-lixo para descontrair um pouco.

Começava com os game-shows Let’s Make a Deal e The Price Is Right.

Depois batia meio dia e vinha a hora dos programas de briga e teste de DNA estilo-Ratinho como Maury e Jerry Springer.

Eu coloco a mão no fogo para dizer que o programa Ratinho Livre na época do Xaropinho, do Sombra e do Marquito foi inspirado no Jerry Springer.

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Quando rolava porrada no programa aqui no Brasil, a platéia gritava o quê?

Ratinho! Ratinho! Ratinho!

Na versão americana?

Jerry! Jerry! Jerry!

Não acredita em mim? Veja com seus próprios olhos o Jerry Springer no YouTube… mais precisamente no minuto 3:15.

jerry

Caraca, Raiam. Pára de me enrolar e contar historinha pessoal! O que a crise financeira tem a ver com isso?

Quem “financiava” esses programas de gente sem cultura?

Tcharam! Empresas que buscam lucrar em cima de gente sem cultura!

É a ordem natural das coisas e eu já expliquei isso naquele artigo Não Faça Vestibular Para Jornalismo de março de 2015: seu programa só sobrevive na TV se você conseguir vender espaço para anunciantes que querem chegar ao teu público-alvo.

Bom, lá em 2006, a grande maioria dos comerciais no “horário-lixo” eram de empresas como Countrywide Financial e Quicken Loans.

O que eles vendiam? Hipotecas!

E eles eram campeões do mundo em mexer com o emocional do espectador.

Sabe por quê?

Eles tocavam na ferida do tal sonho americano:

“Você pode finalmente realizar aquele seu sonho de ter uma casa própria.”

Isso é música para os ouvidos de quem passou a vida pagando aluguel para alguém.

Countrywide Financial e Quicken Loans saíam distribuindo crédito a pessoas desempregadas, sub-empregadas e no welfare Bolsa-Família.

Como é que uma pessoa que recebe US$800 dólares por mês do governo vai conseguir bancar uma casa de US$600mil dólares na Califórnia?

Eu realmente não sei.

Nessa época, nego conseguia comprar uma casa com zero de entrada. 

E não precisava nem ter documento.

Teve uma porrada de caso de imigrante ilegal recém-chegado do México comprando casa na Califórnia com os mortgages (hipotecas) da Countrywide Financial.

Sem mostrar visto de trabalho… e sem comprovar renda.

Toma aqui seu dinheiro! Depois a gente combina quando você vai me pagar isso aí.

O engraçado é que eu raramente via anúncios de empresas de hipotecas em canais mais “intelectuais” tipo History Channel e MSNBC.

Era só na hora que os “burros” e “desocupados” assistiam TV…

 

 



A grande aposta

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O resultado desse carnaval da Countrywide Financial todo mundo já sabe!

E se você não manja muito da crise econômica de 2008, pega para assistir esse filme da foto aí de cima: The Big Short: A Grande Aposta.

Ele explica da maneira mais simples e divertida possível sobre todas as tretas que rolaram antes da merda bater no ventilador em 2008.

Aquela crise imobiliária quebrou metade das famílias americanas.

As pessoas que não perderam suas casas por causa dos foreclosures acabaram perdendo suas economias por causa da bolsa de valores.

Isso porque as aposentadorias e as pensões estavam linkadas nos mutual funds….

…que por sua vez estavam linkados ao desempenho das ações dos índices S&P 500 e Dow Jones no mercado financeiro…

…que por sua vez estava linkado ao desempenho de grandes bancos como Bank of America, Citigroup, Goldman Sachs, etc…

…que estavam todos fudidos por causa das hipotecas tóxicas que foram vendidas para nego sem crédito.

Resultado? Quem não perdeu a casa onde morava … acabou perdendo boa parte da aposentadoria.

Naquele ano, o índice Dow Jones caiu mais de 50% (50% é coisa pra caralho, tá?!).

Imagina você com 65 anos de idade pronto pra se aposentar e, do dia pra noite, você checa o estado da sua aposentadoria e percebe que perdeu metade daquela grana?!?

Olha o gráfico aí.

cris

 

 



Como eu vou enganar os burros de novo?

burrao

Bom, passou a crise de 2008, o contribuinte americano salvou os grandes bancos de Wall Street com dinheiro público e tudo voltou ao normal.

Tudo não!

Isso porque os bancos não conseguiam mais enganar o povão através do mercado imobiliário.

Todo mundo já estava escaldado com a treta das hipotecas.

Aí veio à tona a simples pergunta: “Como eu vou enganar os burros de novo?”

Opa! Essa é fácil!

É só re-analisar o passo-a-passo daquele sonho americano “made-in-Raiam” que eu escrevi ali em cima.

Escola –> Faculdade –> Carro –> Casamento –> Casa Própria –> Faculdade para o Filho –> Aposentadoria.

Putz! Qual é a palavra que mais aparece nesse esqueminha?

Cantou a pedra…

 


 

Falando em mercado financeiro, escrevi um livro sobre minha experiência num grande banco da bolsa de Nova York quando eu tinha 21 anos de idade.

O nome dele é WALL STREET e está entre os mais vendidos no Amazon Brasil e mais executados no app de audiolivros Ubook.

Me dá uma moral lá? É só clicar aí na foto e baixar o livro.


 


 

Os novos patrocinadores do Jerry Springer

Nas férias de inverno de 2008 para 2009, eu voltei a ter tempo para assistir aqueles programas-lixo que passam nas manhãs da TV americana: Price is Right, Let’s Make a Deal, Maury e Jerry Springer.

Só que teve uma simples mudança que pouca gente notou… e eu vou trazer uma memória dos tempos que meu querido papai me levava ao Maracanã para assistir Romário, Túlio, Edmundo e Renato Gaúcho:

suderj

SUDERJ informa: substituição no Maracanã!

Sai Countrywide Financial e Quicken Loans.

Entra ITT Tech e University of Phoenix.

Sim, os comerciais da TV lixo passaram a ser dominados pelas chamadas “for-profit colleges”.

Eram universidades privadas, muitas delas com ensino à distância, que prometiam Deus e o mundo para os estudantes que se matriculassem lá.

E mais uma vez: a carta de vendas tocava nos sentimentos do povão.

Coisas do tipo:

“Todo mundo tem diploma universitário nos Estados Unidos… por que você não tem? Venha para a ITT Tech!”
“Construa uma carreira de sucesso com um diploma do ITT Tech”
“John Smith estudou na ITT Tech e hoje ganha mais de 100 mil dólares por ano na empresa Y”

Ué.. calma aí!

Se o estudante de ensino médio que sonha ir para a faculdade está na escola até as 16h, por que será que tinha anúncio de faculdade entre 10h e 14h?

Para pegar o público do Jerry Springer!

Sim, essa galera é burra e facilmente influenciável!

Resultado? Um monte de gente se encheu de dívida para pagar uma educação no ITT Tech, na University of Phoenix, na DeVry University e nas outras “universidades questionáveis” que brotavam naquela época.

A esperança era a seguinte: daqui a 4 anos, eu vou ter meu diploma universitário, vou conseguir um mega-emprego e minha vida vai mudar!

Vale lembrar que eu estudei na University of Pennsylvania, faculdade que faz parte de uma elite universitária chamada “Ivy League” junto com instituições como Harvard, Princeton e Yale.

Nunca vi um comercial de nenhuma delas na TV e nem sabia que a UPenn existia até os meus 16 anos de idade. Só fui saber que a tal da Ivy League existia depois de muita pesquisa!

Por que será que eles não compram mídia no intervalo do Jerry Springer?

Pela mesma razão que você nunca viu um comercial da Lamborghini na Globo.

lambot

 

 


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Como funciona a faculdade nos EUA?

debt

Vale lembrar que uma faculdade top nos Estados Unidos chega a custar uns 60 mil dólares por ano.

Multiplica essa bagatela por 4, né? Afinal, ninguém se forma com um ano de faculdade.

Sim, você gasta US$240.000 dólares por um diploma universitário.

É óbvio que a grande maioria dos estudantes não tem bala na agulha para bancar isso.

Um ou outro tem a habilidade física de um Cesar Cielo, de um Michael Jordan e de um Tom Brady para conseguir estudar de graça através das bolsas esportivas da NCAA.

Como é que os meros mortais pagam a faculdade?

Uma parcela pequena vem daquela grana que os pais de classe média economizaram desde o nascimento do filho para enviá-lo para a faculdade (capítulo 9 do sonho americano ali de cima).

A outra parcela?

Vem do crédito fácil que os bancos e o próprio governo saem distribuindo aos estudantes… da mesma maneira que distribuíam lá na época do Countrywide e do QuickenLoans.

Ah você é estudante? Não tem crédito? Não tem um puto no bolso? Fica tranquilo: a gente te dá dinheiro para bancar a faculdade agora e depois a gente vê como quita isso…

Entendeu como a história se repete?

 

 



O dilema do caminhoneiro

caminhoneiro mundo

Já escrevi sobre isso há mais ou menos um ano atrás naquele artigo Uma farsa chamada faculdade: vale mais a pena ser caminhoneiro! mas vale a pena trazer o tema de volta.

Vamos passar o filme de 2008 para 2016.

Tenho um amigo lá em San Diego que mal conseguiu terminar o Ensino Médio e era super zoado na época de colégio.

Seu apelido era Radio, em homenagem ao personagem deficiente mental do Cuba Gooding Jr no filme Meu Nome é Rádio.

Hoje ele ganha muito bem como caminhoneiro e tem um Jeep Cherokee na garagem.

Tenho outro amigo que fez tudo certo: tirou notas boas na escola, foi para a faculdade, terminou a graduação e se formou no mestrado.

Ele tá sem emprego, dirige Uber e tem mais de US$100.000 em dívida dos empréstimos que ele pegou para pagar a faculdade e o mestrado.

Se você estiver com preguiça de ler o artigo do caminhoneiro, aqui vai a conclusão do post: oferta e demanda!

A economia americana precisa muito mais de caminhoneiros com experiência de trabalho… do que recém-formados com mestrado em psicologia que passaram a vida só estudando.

 



A bolha da educação

college

O que está acontecendo hoje em dia com a galera da minha idade?

Vai num Starbucks em qualquer cidade dos Estados Unidos.

Agora faz a seguinte pergunta a pessoa de 20 e poucos anos que servir o seu café:

“Where did you go to college?”

Te garanto que você raramente vai ouvir um “I didn’t go to college”.

Essa pessoa com certeza entra para o bolo daqueles que se endividaram até o rabo para pagar a faculdade.

Daí chegou a hora de se formar e eles notaram que um diploma universitário não muda a vida de ninguém.

Especialmente em um lugar onde praticamente todo mundo tem diploma universitário.

O negócio piora quando a pessoa tem um diploma de humanas como 70% dos graduandos americanos.

O pessoal que escolheu carreiras mais técnicas como engenharia, ciências atuarias, contabilidade, enfermagem tá bem na fita.

O que acontece com o pessoal de humanas?

Como não tem muito mercado para pessoas com diplomas em “cursos pop” tipo ciências políticas, administração, história e inglês, as pessoas precisam aceitar sub-empregos como esse do Starbucks.

Aí é o seguinte: uma pessoa que trabalha no Starbucks ganha uns US$20mil dólares por ano, antes dos impostos.

Como todo jovem americano que se preze, essa pessoa tem que bancar o aluguel, a comida, o celular, a internet o plano de saúde e a cerveja do fim de semana.

Ganhando um salário de Starbucks, você fica praticamente no zero-a-zero.

Beleza, jovem. Como é que essa pessoa vai pagar uma dívida de US$200mil?

 

 

 



O caso ITT Tech

CHANTILLY, VA SEPTEMBER 6: The Chantilly Campus of ITT Technical Institute sits closed and empty on Tuesday, September 6, 2016, in Chantilly, VA. ITT Educational Services, one of the largest operators of for-profit technical schools, ended operations at all of its ITT Technical Institutes today, citing government action to curtail the company's access to millions of dollars in federal loans and grants, a critical source of revenue. (Photo by Jahi Chikwendiu/The Washington Post via Getty Images)

 

Se você chegou até aqui, isso significa que eu te fisguei no meu site por quase 10 minutos.

Lembra no primeiro parágrafo desse humilde texto que eu coloquei um link do Business Insider que me fez ter o sentimento de “Eu já sabia”?

Bom, no início de setembro a universidade ITT Tech anunciou o encerramento de suas operações, deixando na mão 40 mil estudantes e 8 mil funcionários.

Sim, do dia pra noite!

Estudantes estes que foram influenciados por aqueles comerciais do intervalo do programa do Jerry Springer há alguns anos atrás.

Quem bancava as operações dessas “faculdades fakes” era o próprio governo americano, mesmo que indiretamente através do programa de federal aid para os estudantes que não conseguiam pagar as mensalidades.

Para não agravar a situação, o governo americano deu duas opções para os órfãos:

 

OPÇÃO 1) A gente zera sua dívida mas você tem que começar outra faculdade do zero. 

(que merda, hein!)

OPÇÃO 2) Você transfere seus créditos para outra faculdade, termina seus estudos lá mas mantém a dívida

 

Ok, a segunda opção parece ser a mais sensata.

Deu ruim aqui? Vou me matricular em outro lugar.

Só que as universidades “comuns” NÃO ACEITAM CRÉDITOS DESSAS UNIVERSIDADES FANTASMAS QUE APARECIAM NO COMERCIAL DO JERRY SPRINGER! 

A queda do ITT Tech é só a ponta do iceberg, mano.

Mesmo se esse pessoal conseguir se formar em outro lugar, vai ser muito difícil de pagar a dívida.

Se um cara que fez tudo certo, tirou notas boas no Ensino Médio, foi para uma universidade boa e tradicional estilo UCLA tem dificuldades de encontrar emprego e de pagar a dívida… imagina o cara que vai aparecer na entrevista de emprego com um diploma de uma universidade que nem existe mais?

entre

Opa! Mais hipotecas tóxicas no balanço dos bancos!

E se eu te disser que a dívida estudantil nos Estados Unidos está entre 902 bilhões e 1 trilhão de dólares hoje em dia?

Não acredita? Lê isso aqui.

Agora é o seguinte: se os estudantes e recém-formados estão quebrados, quem é que vai pagar essa dívida?!

Posso me estender no assunto mas você já passou muito tempo comigo e precisa tocar sua vida pra frente. Quem sabe eu não expando isso aqui e transformo em mais um livro depois?

A grande conclusão é a seguinte: a dívida estudantil de 2016 é a dívida imobiliária sub-prime de 2008. 

O negócio ainda vai feder muito por lá.

E como a situação da economia americana afeta 100% dos outros países do mundo…

#descubra

 


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Falando nisso, depois dá uma olhada nos meus livros Hackeando Tudo (best-seller em auto-ajuda), Wall Street (best-seller em negócios e biografias),  Turismo Ousadia (best-seller em Turismo) e Missão Paulo Coelho.

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