Mundo Raiam
Motivacional

Conferência ENE pt1: A Cultura 3G e o Legado de Jorge Paulo Lemann

07/08/2015

Passei um fim de semana em São Paulo para participar da Conferência ENE, junto de alguns dos jovens mais brilhantes do Brasil.

 

Nos próximos dias, farei uma série de posts sobre minha experiência, minha observações e sobre as conclusões que eu tirei depois de ter ficado imerso na tal CULTURA 3G por alguns dias.

 

Raiam mentor

 

Como havia escrito naquele post ultra polêmico sobre as Ferraris e os Fiat Unos, minha vida mudou da água para o vinho quando deixei as más influências de lado e passei a me envolver com pessoas brilhantes.

Parte desse processo foi recrutar um grupo de jovens universitários nas minhas palestras e virar um mentor para essa galera.

Na PUC pesquei o Felipe Fortuna, na UFRJ vieram o Felipe Monteiro e o Beneson Damasceno e no IBMEC veio o Guilherme Castro e o Tony Rios.

Todos eles têm sua própria história de superação e têm algo muito importante em comum: têm a mentalidade, a ambição e a cabeça MUITO MAIS AVANÇADA DO QUE A MINHA QUANDO TINHA A IDADE DELES! 

Com um empurrãozinho e uma injeção de confiança, eu tenho certeza que esses meus discípulos vão muito longe.

ali

 

Jorge Paulo Lemann

 

No começo de junho, recebi um email do pessoal da Fundação Estudar convidando o pessoal a participar do processo seletivo para a Conferência ENE.

Eu mal sabia o que era a CONFERÊNCIA ENE e os organizadores fizeram questão de omitir maiores detalhes sobre o que exatamente aconteceria no evento.

A seguinte frase do email saltou aos meus olhos:

Todo mundo pode ter uma carreira de alto impacto, basta encontrar o lugar certo para colocar o seu propósito e seu talento em prática! A Ene quer te ajudar nesta busca da oportunidade que te potencialize ao máximo.

Quando vi a lista de empresas participantes e a qualidade das palavras que os organizadores usaram para descrever o evento, já conectei os pontinhos:

Tem dedo do Jorge Paulo Lemann na parada

lemann

Sou fã #1 do cara.

E tenho muita coisa em comum com ele.

Aham, tá bom?! O cara é branco, descendente de suíços, tem mais de 6 bilhões de dólares de patrimônio e quase 80 anos de idade.

Calma! Se você analisar a fundo, vai ver uma similaridade.

Assim como eu, o Jorge Paulo também saiu do Brasil adolescente para estudar em uma universidade da Ivy League e se sentiu totalmente desorientado lá dentro.

Tudo bem que hoje ele é um dos homens mais ricos do mundo mas um dia ele chegou a se sentir burro quando estudava em Harvard.

Quando entrei na Wharton Business School com 17 anos, a primeira coisa que se passava na minha cabeça depois de acordar era:

“Por que diabos estou aqui?”

Minha impressão era que todo mundo ali era muito mais pica e muito mais preparado do que eu para batalhar o currículo pesado daquela que, durante décadas e décadas, foi considerada a melhor faculdade de negócios do mundo.

Além disso, nós dois éramos atletas federados na NCAA e tínhamos dificuldade para equilibrar o esporte e o estudo.

Ele no tênis…

JORGE PAULO LEMANN

E eu no futebol americano…

LEMANN3

Jorge Paulo ralou pra caramba nessa época de Ivy League mas levou uma lição para o resto de sua vida:

“Cerque-se de gente boa… de gente melhor que você”

 

Já li os livros SONHO GRANDE e DETHRONING THE KING e conheço muito bem os cases de turnaround liderado por Lemann e seus comparsas Beto Sicupira e Marcel Telles em empresas como Burger King, Brahma/Ambev, Heinz, Anheuser Busch e Lojas Americanas.

Em um dos posts mais lidos da história desse humilde blog MundoRaiam, escrevi sobre o “novo jeitinho brasileiro” e a nova cultura corporativa que esse trio tem implantado em grandes empresas mundo afora.

Os caras são anti-luxo, anti-ostentação, são obcecados por cortes de custos e aumento de produtividade e, acima de tudo, valorizam a meritocracia e o talento pessoal.

Essa cultura, que vou chamar ao longo desta série de Cultura 3G (3G é o nome do fundo de investimento que o trio toca), virou marca registrada do grupo.

O negócio ficou tão forte que, além de implantar a Cultura 3G nas empresas para ganhar dinheiro, ELES FAZEM QUESTÃO DE TRANSPORTÁ-LA DO LADO CORPORATIVO PARA O LADO SOCIAL. 

E o foco principal é o jovem brasileiro.

 

O Processo Seletivo da ENE

 

Assim que recebi as informações da Conferência ENE e concluí que Jorge Paulo Lemann estava por trás daquilo através da Fundação Estudar, enchi o saco dos meus pupilos.

E pior que eu enchi o saco mesmo.

Ficava todo dia martelando no Whatsapp para cada um deles:

“Koé, já fez a inscrição para a ENE?”

 

Os organizadores fizeram questão de avisar que a seletividade do processo só aumentaria com o passar do tempo e recomendaram entregar tudinho já no primeiro fim de semana. 

Tá ligado aquele esquema de lotes de ingresso para festas?

O primeiro lote é mais barato mas se tu deixar para comprar no dia da festa, você vai ter que pagar 5x mais o valor da parada?

Foi mais ou menos assim.

Meu objetivo era ter o maior número de pupilos entre os 500 selecionados.

Até postei algumas vezes na minha fanpage para meus “não-pupilos” mas pouca gente moveu os pauzinhos.

Era de se esperar.

A ENE não era pra qualquer um.

Uma galera ficou no migué porque o processo seletivo para a conferência é bem longo e intenso:

1) teste de lógica & QI
2) redações
3) teste de personalidade
4) teste de autoconhecimento
5) teste de inglês
6) E um monte de formulário para preencher.

Para complicar ainda mais, tínhamos que gravar um vídeo de, no máximo, 2 minutos.

O conteúdo do vídeo? A gente tinha que se vender!

Dois minutos para convencer a banca julgadora QUE EU SOU PICA PRA CARAMBA.

 

Isso aí já foi uma peneira braba.

E te explico por quê.

O cara que não quer porra nenhuma com a vida, vai olhar o processo seletivo e vai inventar um monte de desculpa para não fazê-lo.

Meus amigos, os caras que praticam a tal da CULTURA 3G querem distância de gente assim. 

Vou confessar que deu trabalho pra caramba e foi chato!

Acho que levei umas 6 horas para completar os questionários e enviar meu application.

Mesmo com toda essa complexidade do processo seletivo, 16mil jovens Brasil foram até o final e se inscreveram na ENE.

 16 mil inscritos para 500 vagas.

 

Um dos caras que ficaram no migué foi meu amigo Felipe Fortuna, mais conhecido como Aspira.

Era óbvio que os selecionadores da ENE estavam buscando jovens com histórias de superação.

Só que o Aspira é meio playboy: se formou em um colégio tradicional, mora com os pais no Leblon, estuda na PUC, faz estágio no mercado financeiro.

Com esse perfil tem uns 500 muleques no Rio de Janeiro e mais uns 5 mil em São Paulo.

Olhando de longe, realmente parece que o muleque nunca teve que superar dificuldade nenhuma na vida. 

Fiquei perturbando ele para completar o processo mas ele dizia que era “average”, que não tinha nada especial sobre ele e que seria impossível se destacar entre os 500 do Brasil porque não tinha assunto para falar no vídeo de 2 minutos.

Só que a resposta estava bem ali ao lado dele: Felipe perdeu 2 anos de faculdade batalhando uma doença muito grave no fígado.

Acho que ele até correu risco de morte.

Ele superou a doença, voltou com tudo na faculdade e hoje é um membro muito importante do time de investimento do fundo onde trabalha, fazendo tarefas muito acima do job description de um mero estagiário da PUC. 

Cheguei pra ele e disse:

“Aspira, por que você não fala sobre a doença e sobre o fato de você ser gestor de fundo com 22 anos?”

Na mosca.

No dia seguinte, formulário enviado para ENE!

Saiu o resultado do processo seletivo.

Fui aprovado!

E todos os meus pupilos ficaram entre os 500 jovens mais promissores do Brasil.

Inclusive o Aspira!

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Para te falar a verdade, fiquei muito mais feliz com a notícia da aprovação do Aspira do que com a minha.

O muleque é meio sério e fechadão mas ele ficou com um sorriso de criança no rosto por uns 4 dias seguidos.

Uma semana depois …

Foi todo mundo para São Paulo.

 

(No próximo post, contarei sobre o processo de preparação para o Pitch e por que a Fundação Estudar trouxe o top-100 para fazer um workshop de autoconhecimento em São Paulo dois dias antes da conferência)

 


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