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Champagne a 21 mil dólares: como funciona a melhor balada de Hollywood

01/08/2016

 

Se você tá chegando agora nesse humilde site, bem vindo!

Meu nome é Raiam Santos, vivo de escrever livros, não levo minha vida muito a sério e gosto de fazer uns “experimentos sociais” meio doidos ao redor do mundo de vez em quando.

É claro que eu faço questão de reportar tudo aqui no MundoRaiam.

Toma uns exemplos aí:

 

Em outubro de 2015, fiz uma missão para entrar no Rock in Rio por menos de R$50.

Em fevereiro de 2016, “invadi” a casa do escritor multimilionário Paulo Coelho na Suíça.

Em março de 2016, fiz uma análise microeconômica do Scandallo, o puteiro mais caro do Brasil.

Em junho de 2016, fui sentir na pele o que é ser negro na China e também me infiltrei na piscina mais famosa do mundo, a Infinity Pool do hotel 5 estrelas Marina Bay Sands de Cingapura.

 

Como eu falei no post anterior Quando sucesso e dinheiro não resolvem seu problema, vim para Los Angeles numa emergência de família e passei uns perrengues bem brabos no hospital durante uma semana inteira.

Uma das paradas que eu mais me orgulho é a minha rede de contatos ao redor do mundo.

Mesmo sem muito dinheiro na mão, eu acabo tendo acessoo a certas coisas, pessoas e eventos que muitos filhos de bilionários brasileiros não chegam nem se abrirem a carteira.

Para você ter uma ideia, as últimas três palestras corporativas que me contrataram foram sobre o tema do networking e baseadas naquele Capítulo 4 do meu primeiro livro Hackeando Tudo.

Tenho um amigo mexicano que é muito bem-conectado e tava passando uma mini-temporada de verão em Los Angeles. Vou chamá-l0 de Kevin aqui no texto para não dar caô nenhum.

O Snapchat do Kevin só tem vídeo andando de Ferrari por Beverly Hills e saindo pra night com as irmãs Kardashian e uma galera high-profile do cinema e da música americana.

Sabendo que eu estava na área, ele me convidou para sair umas 3 vezes e eu recusei por dois grandes motivos:

O principal era que eu passei uma semana inteira dormindo num quarto do Hospital Kaiser Hollywood para acompanhar a recuperação do meu pai americano.

No estado que eu tava, a última coisa que eu ia fazer era sair pra beber na night.

O segundo motivo era minha aposentadoria das noitadas.

A verdade é que eu fui muito festeiro e bebum dos 18 até os 24 anos.

bebum

Daí me apaixonei por uma menina, comecei a namorar sério e parei com aquela vida boêmia… igual àquela música do Molejão.

Mesmo depois de ter ficado solteiro de novo, mantive o low-profile e continuei fugindo de 100% dos convites que eu recebia para sair pra night.

No dia que meu pai teve alta e finalmente voltou para casa, resolvi abri brecha na minha aposentadoria e esfriar a cabeça um pouquinho.

 

Acabou que eu aceitei o convite desse meu parça e saí pra night com o bonde dele em Hollywood.

Na pior das hipóteses, eu ia terminar a noite com uma boa história pra contar.

 

 

 



Welcome to Warwick

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O nome da noitada é Warwick e fica na famosíssima Sunset Boulevard, entre as ruas Vine e Highland.

Para quem não manja dos paranauês de Los Angeles, isso aí é praticamente o coração de Hollywood. A tal da calçada da fama fica no quarteirão do lado.

O engraçado é que não tem porra nenhuma escrita na porta do lugar.

Você passa ali de dia e parece um galpão abandonado ao lado de uma lavanderia de bairro. Joga no Google Maps o seguinte endereço para você ver o naipe do Warwick:

6507 Sunset Boulevard 90028

De noite, não tem como esconder que aquilo ali é uma noitada… e das boas.

Peguei o Uber e, por recomendação do meu brother Kevin, saltei a um quarteirão de distância.

Isso porque “ninguém” pode parar ali na frente do Warwick.

Ninguém entre aspas, né.

Fiquei uns 15 minutos esperando o bonde chegar e já comecei minha análise antropológica e social.

Notei que os seguranças só deixaram parar 3 carros: duas Ferraris e uma Rolls Royce.

O resto dos Ubers tinha que desovar os passageiros na rua de trás para evitar entupir o trânsito da Sunset Boulevard.

Meu amigo Kevin não precisou ir pra rua de trás.

Ele chegou na Warwick dirigindo essa humilde Lamborghini azul da foto.

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Revolução Uber

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Até bem pouco tempo atrás era bem doloroso sair pra night na Califórnia.

Vou comparar Los Angeles com Nova York para provar esse ponto.

Em Nova York você tem dezenas de milhares de taxis amarelos rodando e um metrô que te leva a praticamente qualquer lugar 24 horas por dia.

Lá no Meatpacking District, a zona das baladas, tem uns 5-6 trens diferentes e não é incomum você conhecer uma mina na night e levar ela pra tua casa de metrô.

Já fiz isso algumas vezes quando tinha meus 21-22 anos.

Afinal, em Nova York quase ninguém tem carro.

Los Angeles é tipo a Barra da Tijuca: você precisa de carro pra sobreviver.

Tem um metrôzinho que cobre uns 5% da cidade, um sistema de ônibus fraquíssimo que praticamente para de funcionar às 10 da noite e uma meia-dúzia de táxis perdidos pela rua.

Com essa ínfima oferta de transporte público, a solução seria ir de carro pra night, certo?

Errado! Tem Lei Seca!

Se você for pego, você não só perde teu carro mas pode ir pra prisão se te lascarem um DUI (Driving Under the Influence).

Ao contrário do Brasil, não dá para pagar 50 reais e uma Coca Cola pro policial te deixar passar.

Especialmente se você é preto como eu (depois assiste o filme Straight Outta Compton para tu sentir um pouco da vibe do Los Angeles Police Department)

Na última vez que eu tinha saído pra night na Califórnia, o Uber não existia.

Em 2016, ele praticamente revolucionou a cidade.

Uma prova disso é o preço do estacionamento em Hollywood: 6 dólares a noite toda…. exatamente ao lado da balada.

Se converter para o real fica caro, mas 6 dólares é o que você paga por 10 minutos num parking structure de Downtown Los Angeles ou de Nova York.

Por que o estacionamento ficou tão barato pros lados de Hollywood?!

Muita oferta e pouca demanda.

Pouquíssima gente sai pra night de carro hoje em dia e os caras que investiram no business de estacionamento em Hollywood precisam preencher as vagas.

O Uber matou geral.

Los Angeles tem uns 10 tipos de Uber que vão do UberPool (dividindo carro com estranhos) ao UberLux (Limousine boladona com bandeirada mínima de 60 dólares).

Falando nisso, se você ainda não usou Uber, vamo fazer o seguinte: você se cadastra nesse link, ganha R$35 de crédito e eu também ganho R$35 de crédito.

Bom pra você, bom pra mim e bom pro Uber que ganha mais um cliente.

 

 

 



Paga quanto pra entrar?

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O Warwick é o tipo da noitada que ninguém paga para entrar.

Mas vou te falar que isso dificulta ainda mais as coisas para nós que somos meros mortais.

O que as baladas brasileiras fazem para “filtrar” o público? Colocam o preço nas alturas.

Lembro que levei uns gringos pro Baile da Favorita lá no Rio e tive que desembolsar quase R$400 só pra entrar… fora a bebida.

Mesmo com o preço nas alturas, tem gente junta dinheiro o mês inteiro para poder se divertir com a elite e ver um ator da Globo ou outro na night.

Ali no Warwick não tem essa não. O negócio é totalmente anti-democrático.

Especialmente quando se trata de uma quarta-feira, a “noite das celebridades” na Warwick.

Para homens, ou você é parça de algum promoter ou você fecha uma mesa.

A terceira alternativa é a que eu mesmo me enquadrei: ter um amigo com bala na agulha para bancar a mesa.

Bancar a mesa significa abrir a carteira e desfrutar desse humilde menu:

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Não sei se dá pra ler daí mas o champagne Ace of Spades Rosé custa só…. 21 mil dólares.

Ahh… ainda tem que pagar a taxa de serviço de 20%.

Sim senhores, gorjeta nos Estados Unidos é 20% e fim de papo!

Não tá podendo ostentar mas quer sair pra night com as celebridades?

Então pede a mini-garrafa de 750ml de Veuve Cliquot por 500 dólares.

Mas lembre-se que a mesa deixa de ser sua quando você parar de consumir. Vai ter que fazer os 750ml de champagne durarem a noite toda.

Vou te falar que é praticamente impossível você chegar lá na porta na cara dura e dizer “Eu quero entrar”.

Se eu não conhecesse o Kevin e os amigos famosos dele, eu tenho certeza que eu não entraria nem a pau no Warwick. 

Para a mulherada o negócio fica um pouquinho mais fácil.

Mas nem tanto.

Você tem que conhecer um promoter e ser MUITO bonita.

Quando entrei, vi que o segurança barrou duas meninas bem gatas que estavam esperando do meu lado lá fora.

Elas estavam levemente acima do peso.

As amigas entraram e essas duas “gordinhas/gordelícias” ficaram pra trás.

Superficial, né?! Los Angeles, my friend!

 

 

 

 


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Dress code?

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Antes de meter o pé de casa, perguntei para esse meu camarada sobre o dress code adequado.

Ele riu.

Cheguei no pico e entendi o motivo.

Não tem dress-code.

Na real, tive a leve impressão de que o cara muito arrumado nem entra. Quanto mais largado e descolado, melhor.

Lá dentro do Warwick, vi um total de 2 machos com camisa de botão. Conheço um monte de lugar no Brasil que não te deixa entrar sem camisa social.

Essa foto aí resume bem o dress-code do lugar:

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Para o público feminino, parece que a política era bem menos flexível: 95% das mulheres portavam vestidos curtos.

Nada de saia e nada de calça jeans.

Os outros 5% usavam leggings daqueles de parar o trânsito.

 

 

 

 

 



Cadê a pista de dança?

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O Warwick segue o estilo daquelas noitadas novaiorquinas que eu descrevi no meu segundo livro Wall Street: A Saga de Um Brasileiro na Bolsa de Nova York.

Se você não me deu aquela moral e leu meu livro, o estilo é o seguinte: não tem pista de dança!

Como você pode ver aí na foto, o lugar é lotado de mesas e sofás.

Quem quiser dançar, dança no corredor ou em cima dos sofás.

Fora isso, o único bar do lugar operava com apenas dois bartenders.

E isso tudo é por uma razão estratégica: o bottle service é bem mais rentável para a casa.

O bar tem que servir umas 1000 pessoas para gerar o caixa que uma mesa bem-servida gera.

Deixa eu resgatar aquele menuzinho que eu postei ali em cima:

Veuve Cliquout Brut: US$2.300
Perrier Jouet Belle Epoque Rosa: US$4.000
Dom Perignon Luminous: US$8.000
Ace of Spades Rose: US$21.000

O que eles decidem fazer?

Eles “marginalizam” aquelas pessoas que não têm mesa fazendo elas esperarem horas e horas para pegar um drink de um dos dois bartenders marrentos.

É meio que um tapa na cara dizendo assim:

“Não tem paciência de esperar? Da próxima vez fecha uma mesa.”

O interessante é que você não vê mulheres em volta do bar esticando o braço para chamar a atenção dos bartenders.

Isso porque mulher bebe de graça em Los Angeles!

Can I buy you a drink?

 

 

 

 



West Coast, motherfucker
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Antes da minha aposentadoria, eu freqüentei noitadas-ostentação no estilo da Warwick em Londres, Nova York, Barcelona, Ibiza, Miami, Istanbul, etc.

Todas essas noitadas tinham algo em comum: muita música eletrônica.

Ali era diferente!

A verdade é que a cidade de Los Angeles é inspiração para as letras de vários clássicos do rap cantados por Snoop Dogg, Tupac e Ice Cube.

Deve ser por isso que o DJ da parada SÓ TOCOU HIP-HOP! 

E só hip hop clássico: Nas, Lil John, E40, Ying Yang Twins, Sir Mix-a-Lot, Usher, Ludacriss, MC Hammer, etc. Tipo de música que você só ouve quando aperta triângulo e rouba um carro no GTA San Andreas.

Acho que a música mais recente que eu ouvi lá dentro foi Hotline Bling do Drake.

Vai vendo.

 

 

 

 



O tiozão do banheiro

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Não sei se tem isso no Brasil mas uma coisa que chamou muito a minha atenção foi um cara que fica dentro do banheiro só abrindo a torneira e oferecendo papel para secar a mão dos mijões.

Aparentemente, esse cara ganha altas gorgetas.  Bati o olho na cestinha de contribuições dele e devia ter uns 400 dólares no mínimo ali.

Isso porque ele tem um arsenal de perfumes, desodorantes, cremes, balas, chicletes, remédios e até camisinhas ali na mesinha dele.

O business dele funciona como um mini-mercado à base do velho gatilho mental da reciprocidade.

Ele vai lá, te oferece aquilo tudo de graça, abre a torneira para você, seca tua mão e te faz um elogio.

Você tá bêbado e sente que deve algo a ele.

Daí teu subconsciente te faz puxar a carteira e dar 5 doletas na mão dele.

Daí multiplica isso pelo número de pessoas que entram bêbadas no banheiro e ajusta para o poder de compra do público do Warwick = 400 dólares por noite.

Alguém já viu um tiozão desses em banheiro de balada no Brasil?

 

 

 



Justin Bieber, CR7 & Calvin Harris

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Warwick é famosa por ser o pico onde o Justin Bieber bate ponto. Toma aí algumas matérias dos tablóides sobre o menino:

24 de janeiro: Justin Bieber curte balada na boate Warwick, em Hollywood
24 de março: Justin Bieber surrounded by Bodyguards was seen leaving ‘Warwick’
2 de junho: Justin Bieber & Rita Ora Party Together at Warwick Nightclub

Da vez que eu fui, ele não tava lá não.

Segundo uns amigos em comum, o muleque tava na 1OAK.

1OAK (sigla para One of A Kind) é a boate rival VIP da Warwick e fica algumas ruas mais pra frente, em Hollywood mesmo.

Não assisto TV e quase nunca vou ao cinema então não tô muito por dentro das celebridades atuais.

Pra te falar a verdade, só reconheci duas pessoas lá dentro.

O primeiro foi o Jerome Boateng, jogador do Bayern de Munich e zagueiro da Alemanha no 7 x 1 do Mineirão.

O outro era o Nigel de Jong, cabeça de área porradeiro da Holanda na Copa de 2010.

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O engraçado é que, na volta do banheiro, eu esbarrei num brancão alto e quase derrubei o drink dele.

Gente boa que eu sou, pedi desculpas pro cara e segui meu caminho.

Alguns segundos depois, meu brother me cutucou:

“Aquele cara que você esbarrou é aquele DJ… o Calvin Harris”

Pô é claro que eu conheço o Calvin Harris.

Mas ele é DJ e quase não aparece. O lugar dele é na cabine e não no meio do corredor.

Se ele pelo menos tivesse cabelo verde ou dreadlocks daria para reconhecer.

Só que ele é normalzão. Lá dentro devia ter uns 50 californianos altos, brancos, cabelo curto e barba por fazer que podiam se passar facilmente por um Calvin Harris.

Fui lá fora no fumódromo que fica de cara para a Sunset Boulevard e vi três negões com cara de rapper saindo de um Cadillac Escalade daqueles monstruosos.

Os caras entraram no Warwick sem participar da “fila” e sem mostrar identidade.

Não reconheci nenhum deles mas a quantidade de flash de paparazzi escondido acusou que eram famosos por alguma coisa.

O chinês que tava na mesa com a gente nomeou um por um: Eric Bledsoe (Phoenix Suns), John Wall (Washington Wizards) e Jordan Clarkson (Los Angeles Lakers).

Esse último aí é ex-namorado da Kendall Jenner.

Aparentemente o Cristiano Ronaldo tava lá dentro também mas eu vou confessar que não vi ele não.

Como é que eu sei que o CR7 bateu ponto no Warwick naquela noite?

Tava na mídia na manhã seguinte:

28 de julho: Calvin Harris & Cristiano Ronaldo Leave Warwick After a Night Out.

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Are you guys soccer players?

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Um par de loiras veio conversar comigo e com o Kevin no camarote.

“Are you guys soccer players?”

Pelo nosso swag, nossas companhias e nossa pinta de jogador, poderíamos passar facilmente por boleiros ali naquele ambiente.

Respondi que não e apontei para os outros dois jogadores de futebol que faziam parte do nosso grupinho.

O Kevin me cutucou meio puto da vida.

Não entendi o porquê.

Uns 30 segundos de small talk depois, elas fugiram na direção dos verdadeiros jogadores.

Os caras eram relativamente famosos no país deles mas, em Los Angeles, praticamente ninguém sabia quem eram. Americano não assiste futebol na TV, né?!

Daí o Kevin me chamou de virjão e explicou um pouco da dinâmica do lugar:

“Raiam, pra você se dar bem com a mulherada aqui, você tem que dizer que é alguém importante. As minas aqui são muito mais superficiais que no Brasil e qualquer outro lugar do mundo”

Ele tinha razão.

Você conhece alguém e troca nomes. Pelo menos ali naquele ambiente, a próxima pergunta era sempre:

“So… what do you do for a living?”

Se você responder algo que cheire a dinheiro, você será 15 vezes mais atraente…. mesmo se for mentira!

Vai vendo!

Ao longo da noite, notei um componente de “desigualdade social” naquele ambiente.

Quando você vai numa balada de alto nível no Brasil, a grande maioria das pessoas tem grana.

Seja grana própria ou grana do papai.

Digo isso porque, no Brasil, são raríssimas as baladas tops que não cobram entrada.

Na balada top de LA, você tem os 5% que bancam tudo… e o “resto”.

Não precisa ter dinheiro pra entrar… só conhecer as pessoas certas.

Apesar de ser considerado rico no Brasil, aqui nos Estados Unidos meu faturamento me coloca como classe média-média.

O Kevin tava me explicando que 95% daquele público ali da Warwick é de gente ferrada de grana que vive apenas de imagem.

Gente que não tem dinheiro nem pra comprar comida direito… classe baixa-baixa mesmo.

São jovens modelos, atores, roteiristas e produtores buscando seu lugar ao sol em Hollywood.

Enquanto a sorte não bate a porta deles, eles sobrevivem fazendo bicos de promoter/garçom/balconista/babysitter/motorista de Uber/acompanhante de luxo para cobrir as contas.

A língua inglesa tem dois termos bem legais para isso: “living just enough for the city” ou “living paycheck to paycheck”.

E você percebe isso quando vê um cara-de-pau atrás do outro subindo pro teu camarote, metendo o mãozão na tua garrafa, enchendo o copo e dando meia-volta.

Fiquei pasmo com o comportamento daquelas pessoas (homens, mulheres e gays) e fui avisar o “patrão” da mesa.

Até me ofereci para agir de guardião e proteger a garrafa dos abutres mas ele me explicou que espantar gente assim é falta de educação em Los Angeles.

Aparentemente esse tipo de agressividade é comum em noitadas do tipo e a orientação era basicamente “relaxa e goza”.

Não me pergunte o porquê da “falta de educação”. Não entendi porra nenhuma até agora.


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Pode fazer tudo…

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O engraçado é que, num pico desses, você pode fazer praticamente tudo.

Tem algumas salinhas VIP no segundo andar para nego meter lá dentro…

Tem nego cheirando cocaína dentro do banheiro…

Tem nego acendendo baseado no camarote…

Pode tudo? Quase tudo.

Experimenta tirar foto de alguém lá dentro.

Mano, se o segurança vir um flash vindo do teu smartphone, prepare-se para ser “convidado a se retirar” da balada.

Quase que eu rodei tirando aquela foto das loiras ali em cima.

O “patrão da mesa” conhecia o segurança que veio me abordar e ficou tudo bem.

Pedir foto para celebridade então? Nem pensar!

 

 

 

 



Prostituição de leve

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Prostituição é extremamente ilegal nos Estados Unidos.

Se eu não me engano, o único lugar que você pode usar os serviços de uma profissional sem ser preso é em Las Vegas.

Só que aparentemente tem um mercado negro disso rolando solto em Los Angeles e até uma rede social para as chamadas “escorts” chamada DADDYLIST.COM.

No Daddy List, você menina jovem e bonita coloca teu perfil lá e sai pra jantar com um “sugar daddy” mais velho.

Um date desses numa cidade high-luxury como Los Angeles pode te gerar uns 300-400 dólares.

Até aí tudo bem. Dá até emitir nota como se fosse um gig de consultoria. (!)

O que acontece depois é por tua conta.

Sim, eu morei quase 10 anos nos Estados Unidos e não sabia dessas ratarias.

Como eu descobri?

Bom, no meio de uma conversa com uma das minas que brotaram na nossa mesa, eu ouvi o seguinte:

“You gotta talk to my manager”

Daí ela apontou para um cabra mal-encarado que tava bem do lado dela e da amiga.

Manager, huh?!

Tô sabendo…

 


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Cadê a pegação?

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Acho que a grande diferença entre o Warwick e qualquer noitada do Brasil é essa aí: ninguém beija na boca em público.

Como assim? Os caras embolsam 10-15 mil dólares na mesa para impressionar a mulherada e não transam no fim da noite?!

Daí que entra a voz da experiência.

Meu brother me explicou como funciona essa dinâmica de Hollywood.

Você tá ali para pegar números de telefone.

Um número de telefone numa noitada americana é o equivalente a um beijo na boca numa noitada brasileira.

Vou explicar isso aí com um pouquinho de estatística.

O cara mais transudo que eu conheço lá no Brasil deve marcar gol com 1 em cada 5 minas que ele beija na balada.

Coloca aí: 20% de taxa de sucesso.

Apesar de não ter beijo, a taxa de sucesso dos Estados Unidos tá perto desses 20%… se pá chega a ser maior.

Nos Estados Unidos, a cada 5 números de telefone que você consegue na balada, 1 deles é o golden number.

Tudo isso com zero contato físico em público. Especialmente num lugar onde as pessoas vão para “serem vistas”.

As noitadas americanas são famosas pelo estilo de dança deles. Os americanos dançam em pares e se esfregando, o famoso “grinding”.

Para te mandar a real, nem grinding tinha ali.

A night do Warwick termina religiosamente às 2 da manhã.

Cedo né?!

Bate 1:45, tá a balada inteira com o Iphone na mão.

Pra quê?

Todo mundo em busca do melhor after-party.

Segundo a galera da mesa, é no after-party que as coisas realmente acontecem.

Bate 2 da manhã tá todo mundo na calçada da Sunset Boulevard decidindo o rumo do resto da noite.

Se você um dia estiver em Los Angeles e quiser ver gente famosa, vai para a porta do Warwick lá pras 2 da manhã e finge que está levemente bêbado e que acabou de sair do lugar.

Segundo o Kevin, não adianta ser bonito, forte e ter bom papo para se dar bem nos ambientes chiques de Hollywood. Isso funciona na Europa, no Brasil e nas baladas normais das outras grandes cidades dos Estados Unidos.

Na patota VIP de Los Angeles, é preciso duas coisas para conseguir chamar a mulherada para seu after:

 

1. Uma mansão em Beverly Hills, Hollywood Hills, Bel Air ou West Los Angeles

2- Cocaína ou MDMA

 

Sim, senhores!

Segundo os amigos experts na night em Los Angeles, é difícil convencer esses grupinhos de minas da calçada do Warwick a subirem para as Hills sem oferecer um atrativo.

Nada de novo para quem tá ligado nas estatísticas: U.S. Ranks #1 in Consumption of Pot, Cocaine, Smokes.

Apesar de ter apenas 4% da população do Planeta Terra, os Estados Unidos consomem mais de 1/3 da cocaína produzida no mundo.

Vai vendo!

Sabendo dessa dinâmica, o americano não brinca em serviço.

Capitalismo rules: quer continuar a festa? Pay the price!

Fica um negão de jaquetão preto, bigode do Mister Satan e quase 70 anos na cara estrategicamente posicionado na parte direita da saída do Warwick, bem ao lado do caixa eletrônico.

Aparentemente, esse negão do bigode aí é um cara beeem conhecido em Hollywood. Todo mundo já sabe a função dele ali.

O engraçado é que as pessoas falam de cocaína e de molly (MDMA) com a maior naturalidade… como se fosse um podrão de fim de noite vendendo X-Tudo na porta da balada.

Brabo! Muito brabo!

Vou te falar que o Mister Satan fatura, hein?!

 



Zero a zero

Não tenho vergonha de falar em público que gosto muito de um furdunço (quem não gosta?!), especialmente em terras estrangeiras.

Mas aí… droga eu passo longe.

Falar de cocaína, de ácido e de MDMA perto de mim é o maior corta-tesão do mundo.

Minha noite na Warwick acabou bem ali: nada de after-party e total zero-a-zero.

Bateu 2:20 da manhã eu já tava em casa de pijama, banho tomado e já preparando o esqueleto desse humilde artigo na cabeça.

Valeu por ter passado os últimos 10 minutos comigo.

A única coisa que eu te peço é que compartilhe esse artigo com um amigo…. e que volte sempre.

~Raiam

 


 

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