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Livro da Semana: Futebol Nation

14/11/2014

Futebol Nation: the story of Brazil through Soccer
David Goldblat

A história do futebol brasileiro… contada por um gringo que nunca jogou bola na rua

Tava agora fazendo hora no aeroporto de Los Angeles e dei de cara com esse livro. Caralho, um livro que fala sobre a história do Brasil junto com os bestsellers dos Estados Unidos e escrito por um gringo chamado David Goldblatt?

Comprei e não me arrependi. O negócio é tão detalhado que o cara deve ter gasto uns 3-4 anos de pesquisa só para escrever a introdução.

O livro toca mais na contribuição do futebol para a formação do povo brasileiro da atualidade e fala muito de política, história e aspectos sociais como o racismo e o classismo.

O que mais me fascinou foi que os primórdios do nosso futebol soccer foram muito parecidos ao que vemos hoje com nosso querido esporte da bola oval.

Já vou avisando que vou forçar um pouco a barra nas comparações mas aí vai::

1) O esporte era restrito para a playboyzada.

Era preciso ser branco e filho de imigrante para jogar nos principais times de futebol no fim do século XIX. Hoje em dia não há essa restrição no futebol americano. Não obstante, o atleta precisa desembolsar em média 2mil reais para comprar o equipamento completo. Restrito!

2) No início, ninguém na arquibancada entendia o jogo.

O esporte demorou um pouco a cair nas graças do povo. Quando a galera começava a entender, já era! Vício na certa.

3) Brigas internas em um pioneiro time do Rio ajudaram a fundar o outro e criaram um grande clássico local.

Desertores do Fluminense fundaram o Flamengo. No futebol americano, desertores do Fluminense Imperadores fundaram o Reptiles de grama. O Flamengo está seco de vontade de dar uma chinelada no Reptiles…e vice-versa.

4) Havia mais de uma liga. Depois de muito lobbying e muitas brigas de egos, o esporte se unificou.

Mas isso demoro uns 30-40 anos para acontecer. Seguindo essa lógica, faltariam 25 anos para a unificação TTD x CBFA.

5) Antes de Copa do Mundo de 1930, a seleção brasileira pagava do próprio bolso para jogar no exterior. Na época, a CBD não permitia a escalação de atletas negros.

No futebol americano, todo mundo teve que pagar a viagem e a estadia em Montevideo do próprio bolso. Apenas 4 dos 60 membros da delegação que foi ao Uruguai em abril de 2014 eram negros.

6) Um filho de gringo anglo-saxão trouxe of esporte para o Brasil

Charles Muller trouxe uma bola em 1894 e começou a jogar com os amigos. Robert Segal trouxe uma bola oval em 1989 e começou a jogar com os amigos até fundarem o primeiro time de praia.

7) Um time quebrou o paradigma e colocou um monte de negão pra jogar.

Nos anos 1920, esse time foi o Vasco da Gama. No FABR, o Corinthians darkside inovou e colocou um monte de negão hardhitter na defesa.

8) O primeiro time organizado apareceu em um bairro da zona sul do Rio de Janeiro. Um mulato se destacava.

Fluminense Football Club era um time formado por jogadores brancos da zona sul com uma estrela mulata: Arthur Frienderich. A história se repetiu com o Rio Guardians, radicado em Copacabana e liderado por seu MVP mulato Carlos Lynho.

9) Atletas se rebelaram contra seus clubes querendo o fim do amadorismo.

Enquanto uns reclamavam da falta de apoio do governo, outros faziam de tudo para a criação de uma liga profissional. LFA neles!

10) Um escritor polêmico e metido a intelectual começou a escrever crônicas sobre o novo esporte. Foi pioneiro no jornalismo dedicado ao futebol e ganhou uma massa seguidora fiel a sua coluna, apesar de fazer vários inimigos pelo caminho.

Mário Filho no Jornal dos Sports e um tal de Rai Brother no Facebook.

Bom, não sei se soltaram esse livro em português mas recomendo 100% para todo mundo que gosta de história. O gringo sabe mais de história contemporânea do Brasil do que todos os meus professores na escola. Leitura fácil e leve. Dá pra terminar em uma tarde.


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